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Raro e sensacional vídeo mostrando todo o processo de fabricação dos discos 78 rpm pela RCA Victor em 1942. RADIO CORPORATION OF AMERICA, também conhecida como RCA, é uma empresa estadunidense pioneira no setor de telecomunicações, criada em 1929. Traduzido e legendado por José Maria Campos Manzo Filho.

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29.08.2012 - Se fosse viva, dia 31.08.2012, a cantora EMILINHA BORBA completaria 89 anos de idade. Nasceu no bairro carioca da Mangueira, o que desde cedo selou sua ligação àquela escola de samba. Ainda criança começou a se apresentar em programas de auditório e de calouros no rádio. Sua fama foi se consolidando aos poucos e logo formou a dupla As Moreninhas ao lado de Bidu Reis, que durou pouco mais de um ano. Em 1939 gravou seu primeiro disco solo pela Columbia e conseguiu, com a ajuda de Carmen Miranda, ser contratada pelo Cassino da Urca como crooner. Assinou mais tarde com a Rádio Nacional, e lá ficou por 27 anos, tornando-se uma das mais conhecidas estrelas do rádio. Participou também de vários filmes. De 1968 a 1972 Emilinha esteve afastada dos microfones por um problema nas cordas vocais que a obrigou a fazer três cirurgias e longo estudo para reeducar a voz e poder voltar a cantar. Ganhou muitos títulos e prêmios nos anos 50, e seu fã-clube exaltado tem uma rixa eterna com o da cantora Marlene. As duas cantoras disputaram várias vezes o posto de Rainha do Rádio, mas mesmo assim gravaram juntas diversas faixas. Entre os grandes sucessos de Emilinha estão "Baião de dois" (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) com Os Boêmios, lançado por volta de mar-abr.1950, "Cachito" (Consuelo Velasquez, versão de A. Bougert) lançado em 1958, "Chiquita bacana" (João de Barro e Alberto Ribeiro) lançado em jan.1949, "Dez anos" (versão de Lourival Faisal para a música de Rafael Hernandez) lançado em mai.1951, "Escandalosa" (Djalma Esteves e Moacir Silva) lançado em jun.1947, "Paraíba" (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) com Os Boêmios, lançado por volta de mar-abr.1950, "Primavera no Rio" (João de Barro) lançado por volta de set-out.1958 e "Se queres saber" (Peterpan) lançado por volta de ago-out.1947. Todas fazem parte de sua obra completa em discos 78 rpm levantada, restaurada e digitalizada pelo Collector's Studios. Emilinha faleceu aos 82 anos de infarto, em seu apartamento em Copacabana.

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- Resumo biográfico no ICCA
- Emilinha Borba OFICIAL HOME PAGE
- Obra completa em discos 78 rpm já restaurada no ACERVO COLLECTOR'S

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29/08/2012 - Dia 31.08.2012, faz exatos 40 anos que a cantora DALVA DE OLIVEIRA nos deixou. Seu nome verdadeiro era Vicentina de Paula Oliveira. O pai era saxofonista e clarinetista amador em Rio Claro (SP), e a menina acompanhava o conjunto do pai em serenatas e bailes. Com a morte do pai quando ela tinha apenas oito anos, foi para um orfanato e um pouco depois juntou-se à mãe em São Paulo, onde trabalhou como babá e arrumadeira de hotel e cozinheira. Arranjou um emprego de faxineira numa escola de dança, e lá costumava cantar e improvisar ao piano depois das aulas. Um professor a ouviu cantando e conseguiu que ela integrasse um grupo musical, com o qual viajou por algumas cidades do interior. O grupo acabou e, sem dinheiro, fez um teste para a Rádio Mineira, em Belo Horizonte. Foi aprovada e adotou o nome artístico que a consagraria. Mudou-se em seguida para o Rio de Janeiro e acabou arranjando uma vaga na Rádio Ipanema depois outras emissoras até parar na Philips. Na década de 30 formou o Trio de Ouro com Nilo Chagas e Herivelto Martins, com quem acabou casando. O grupo emplacou clássicos como "Praça Onze" (Herivelto e Grande Otelo) e "Ave Maria no morro" (Herivelto). Trabalhou nas principais rádios da então capital do país, cantou no famoso Cassino da Urca. Em fins de 49, separou-se de Herivelto e em 1950, lançou três grandes sucessos: "Errei sim" (Ataulfo Alves), "Que será?" (Marino Pinto e Mário Rossi) e "Tudo acabado" (J. Piedade e Oswaldo de Oliveira Martins). Fez sucesso ainda com "Segredo" (Herivelto e Marino Pinto), "Olhos verdes" (Vicente Paiva), "Ave Maria" (Vicente Paiva e Jayme Redondo), "A Bahia te espera" (Herivelto e Chianca de Garcia) e outras músicas. Em 1951 foi eleita Rainha do Rádio e excursionou pela Argentina e Europa. Outro grande sucesso foi a gravação do baião "Kalu" (Humberto Teixeira), acompanhada pela orquestra do maestro Roberto Inglez. Morou por um tempo em Buenos Aires, depois voltou ao Brasil nos anos 60 e continuou em atividade gravando sucessos como as marchas-rancho "Rancho da Praça Onze" (João Roberto Kelly e Chico Anysio), "Máscara negra" (Zé Keti e Pereira Matos) e "Bandeira branca" (Max Nunes e L. Alves), do Carnaval de 1970, seu derradeiro e imortal sucesso. Até o fim da vida se apresentou em casa noturnas e programas de televisão.

Primeiros LP's 10 polegadas:

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- Obra completa em discos 78 rpm já restaurada no ACERVO COLLECTORS

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28/08/2012 - Dia 30.08.2012, faz exatos 19 anos que a cantora ISAURA GARCIA nos deixou. Nasceu no bairro do Brás, em São Paulo, e aprendeu a cantar engarrafando vinho na loja da família. Com 13 anos foi ao programa A Hora da Peneira, da Rádio Cultura, mas foi eliminada. Um ano depois fez nova tentativa, na Record, cantando "Camisa listrada" no programa de Otávio Gabus Mendes. Foi contratada pela emissora, e trabalhou em dupla com Vassourinha antes de entrar no rol de estrelas do rádio. Cantou em programas consagrados e em boates, lançando sucessos como "Mensagem" (Aldo Cabral e Cícero Nunes) e "De conversa em conversa" (Lúcio Alves e Haroldo Barbosa). Foi eleita, em 1953, Rainha do Rádio Paulista. Quatro anos mais tarde gravou o LP "Personalíssima", apelido dado por Blota Jr. Foi casada com o pianista Walter Wanderley. Gravou vários discos dedicados a compositores: "Martinho da Vila e Dolores Duran na Voz de Isaura Garcia", "Ary Barroso e Billy Blanco na Voz de Isaura Garcia", "Chico Buarque e Noel Rosa na Voz de Isaura Garcia". Em 1987 a gravadora Eldorado lançou "Isaura Garcia - Documento Inédito", incluindo, entre outras, músicas de Dorival Caymmi e Roberto e Erasmo Carlos.

Primeiro e único LP 10 polegadas:

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- Documentário "Para Iasura Garcia" (1/5) no MOSAICOS - TV CULTURA
- Documentário "Para Iasura Garcia" (2/5) no MOSAICOS - TV CULTURA
- Documentário "Para Iasura Garcia" (3/5) no MOSAICOS - TV CULTURA
- Documentário "Para Iasura Garcia" (4/5) no MOSAICOS - TV CULTURA
- Documentário "Para Iasura Garcia" (5/5) no MOSAICOS - TV CULTURA
- Obra completa em discos 78 rpm no ACERVO COLLECTOR'S

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26.08.2012 - Hoje comemora-se o 101º aniversário de nascimento da compositor ANTÔNIO ALMEIDA. Nascido no Rio de Janeiro RJ em Vila Isabel, desde a juventude frequentou gafieiras, ranchos e blocos, chegando a conhecer Sinhô na sociedade carnavalesca "Kanangas do Japão". Em 1932 estreou como cantor, apresentando-se no programa "Horas do Outro Mundo", dirigido por Renato Murce, na Rádio Philips, do Rio de Janeiro. Frequentador dos teatros da Praça Tiradentes, compôs com o maestro Jerônimo Cabral diversos números para revistas musicais. Um dos pioneiros do jingle radiofônico no Brasil, criou o anúncio da "Drogaria sul-americana" depois transformado na marchinha carnavalesca Ô! ó! não (com A. Godinho), que, gravada por Luis Barbosa na Victor, em 1935, seria um dos grandes sucessos do Carnaval de 1936 e marcaria sua estréia no disco. Autor de vários números para shows dos cassinos da Urca (Rio de Janeiro) e de Icaraí (Niterói RJ), atuou como produtor do programa "Trem da Alegria", na Rádio Mayrink Veiga, lançador dos primeiros concursos com distribuição de prêmios, que em 1946 promoveu um concurso para a escolha da mais bela mulata. Em homenagem à vencedora, compôs, em dupla com João de Barro, a marcha "A Mulata é a tal", sucesso no Carnaval de 1948 em gravação de Ruy Rey na Continental. Com Haroldo Barbosa, foi o criador do personagem Barnabé, símbolo da vida apertada do funcionário público, cantando numa marchinha homônima de 1947 gravada por Emilinha Borba. Diretor da gravadora Todamérica de 1949 a 1957, sua obra conta com mais de 300 composições gravadas.

Ouça a íntegra do PROGRAMA 78 RPM na
Rádio Cultura em homenagem a Antônio Almeida

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- Lista completa de composições e intérpretes na DISCOGRAFIA 78 RPM
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13/08/2012 - Amanhã, dia 14.08.2012, faz exatos 105 anos que o compositor, regente e instrumentista ANACLETO DE MEDEIROS nos deixou. Filho de uma escrava liberta, começou na música tocando flautim da Banda do Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro. Aos 18 anos foi trabalhar como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional, e ao mesmo tempo matriculou-se no Imperial Conservatório de Música. Nessa época já dominava quase todos os instrumentos de sopro, e tinha especial preferência pelo saxofone. Fundou, entre os operários da tipografia, o Clube Musical Gutemberg, iniciando aí sua função de organizador de conjuntos musicais. Formou-se no Conservatório em 1886, época em que organizou a Sociedade Recreio Musical Paquetaense, em Paquetá, sua cidade natal, e começou a compor algumas peças sacras. Em seguida suas composições passaram a ser mais populares, principalmente polcas, schotisch, dobrados, marchas e valsas. Aos poucos foi criando fama como compositor, e suas peças passaram a ser executadas em bandas de todo o país. Catulo da Paixão Cearense musicou algumas de suas obras, como o famoso schotisch "Iara", editado em 1912 com o nome "Rasga coração". Outras composições que ficaram conhecidas foram "Santinha" e "Não me olhes assim". Anacleto foi fundador, diretor e maestro de muitas bandas, tendo contribuído de maneira fundamental para a fixação dessa formação no Brasil. A tradição de bandas se reflete até hoje, por exemplo no desenvolvimento de uma sólida escola de sopros. A banda que se tornou mais famosa sob regência de Anacleto foi a do Corpo de Bombeiros, que chegou a gravar alguns dos discos pioneiros produzidos no Brasil, nos primeiros anos do século XX.

Livro - O Rio Musical de Anacleto de Medeiros:

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- Pedro Gervason, Luísa Mitre e Everton Rodrigues em O que tu és
- Discografia + relação de sucessos no Acervo Collector's

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12/08/2012 - Amanhã, dia 13.08.2012, faz exatos 43 anos que o bandolinista e compositor JACOB DO BANDOLIM nos deixou. Maior referência brasileira no instrumento que virou parte de seu nome, Jacob alçou o bandolim a um lugar de honra na música brasileira. Esse trabalho vinha sendo desenvolvido antes por outros instrumentistas, como Luperce Miranda, mas foi Jacob quem colocou definitivamente o bandolim como instrumento solista por excelência. Nascido no Rio de Janeiro, ganhou o primeiro bandolim, de modelo napolitano (ou "de cuia") na adolescência. Apesar de se apresentar tocando em conjuntos instrumentais desde cedo, nunca se profissionalizou totalmente, tendo sempre outros empregos não relacionados à música. Foi vendedor, prático de farmácia, corretor de seguros, comerciante e escrivão de polícia, cargo que ocupou até morrer. Por não depender financeiramente da música, Jacob pôde tocar e compor com mais liberdade, sem sofrer pressões de gravadoras ou editoras. Figura rígida e disciplinada, tanto na personalidade quanto na música, pesquisou e resgatou parte do repertório tradicional do choro, repertório este que passou a incluir várias de suas composições, como "Noites cariocas", "Receita de samba", "A ginga do Mané", "Doce de coco", "Assanhado", "Treme-treme", "Vibrações" e "O vôo da mosca". Depois de montar o grupo Jacob e Sua Gente, integrar o Conjunto da Rádio Ipanema e o regional de César Faria e participar de gravações históricas como a de Ataulfo Alves para "Ai, que saudade da Amélia" (Ataulfo e Mário Lago) e a de Nelson Gonçalves para "Marina" (Dorival Caymmi), gravou em 1947 o primeiro disco solo, seguido por outros dois nos anos seguintes, pela Continental. Na década de 50 transferiu-se para a Victor, onde gravou seus LPs. Montou o conjunto Época de Ouro em 1966, com grandes nomes do choro, como Dino 7 Cordas, César Faria, Jonas, Carlinhos, Gilberto e Jorginho. Alcançando expressiva popularidade, Jacob e o Época de Ouro ajudaram a divulgar o choro tradicional, por meio de shows e LPs, como o consagrado "Vibrações" (1967). O conjunto permanece em atividade até hoje. Uma das últimas apresentações de Jacob, um show com Elizeth Cardoso e o Zimbo Trio em 1968, foi gravado e lançado em LP duplo, mas não foi relançado em CD no Brasil. Outras antologias foram produzidas, da mesma forma, exclusivamente para o mercado externo, onde a arte de Jacob é muito apreciada. Seu filho, o compositor Sérgio Bittencourt, homenageou-o no samba "Naquela mesa" ("tá faltando ele/ e a saudade dele/ tá doendo em mim"), sucesso de Elizeth Cardoso, cantora que ele descobriu. Em 1997 a professora Ermelinda Paz lançou o livro "Jacob do Bandolim", pela editora Funarte.

Primeiros LP's 10 polegadas. Clique nas capas e ouça as faixas:

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- Site oficial do Instituto Jacob do Bandolim

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11/08/2012 - Amanhã, dia 12.08.2012, comemora-se o 103º aniversário de nascimento da cantora soprano e violonista OLGA PRAGUER COELHO. Sua iniciação musical foi feita pela mãe. Em 1920, a família transferiu-se para Salvador. Três anos mais tarde, estabeleceram-se no Rio de Janeiro, num casarão situado na Rua das Laranjeiras. Posteriormente, em 1927, teve aulas de violão com Patrício Teixeira. Em 1929, passou a estudar sob a orientação do compositor Lorenzo Fernandez, com quem teve aulas de teoria, harmonia e composição. Em 1932, ingressou no Instituto Nacional de Música, estudando sob a orientação de Lorenzo Fernandez. Concluiu o curso rapidamente, diplomando-se no ano seguinte. Passou então a tomar aulas de canto com Riva Pasternak e Gabriella Bezansoni. Casou-se com o poeta Gaspar Coelho. Na velhice, passou a viver em um apartamento na Rua das Laranjeiras, num prédio construído no lugar do casarão onde morou com sua família décadas atrás.

Primeiro e único LP 10 polegadas:

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10/08/2012 - Amanhã, dia 11.08.2012, comemora-se o 106º aniversário de nascimento da cantora lírica CRISTINA MARISTANY. Nasceu na cidade do Porto, Portugal, em 11.8.1906. Transferiu-se com a família para o Rio de Janeiro com poucos meses. Formou-se em piano e como possuía uma voz de soprano de muita qualidade passou a estudar canto, tendo como professora Cândida Kendall. Em 1930 lançou seu primeiro disco pela Odeon, ainda com o nome de solteira Cristina Costa. O sobrenome Maristany era do marido, o jornalista Breno Maristany. Após ter feito grande sucesso cantando na Rádio Splendid, na Argentina, em 1937, transferiu-se para a Europa com o intuito de ficar dois meses, pois não tinha nenhum contrato de trabalho em vista. Nesse período, teve aulas com Madame Poukine. Mas a sua voz conseguiu reconhecimento na França e logo ela estava cantando árias de Mozart com a Orquestra Sinfônica de Paris. Suas apresentações se estenderam por Londres, Haia, Hamburgo e Berlim, onde os críticos alemães a consideraram o "Rouxinol brasileiro" e "a maior intérprete de Mozart" chegando a gravar discos na Alemanha pela Polydor. Em 1939, foi acompanhada por Camargo Guarnieri, em Paris, para onde o compositor se transferiu para estudar contraponto com Charles Koechlin. Com a eclosão da 2.ª Guerra Mundial, Cristina Maristany retornou ao Brasil apresentando-se com orquestras e na Rádio Tupi do RJ, sendo considerada na época a mais importante cantora de câmara brasileira, cujo canto "penetra no ambiente de cada canção com rara autenticidade", para usar as palavras de Villa-Lobos. Foi contratada em 1943, por Oneyda Alvarenga, para realizar o primeiro registro do ciclo de canções para voz e piano de Camargo Guarnieri, as Treze canções de amor, com o acompanhamento ao piano do próprio compositor - selo Discoteca Pública Municipal. Em 1950 voltou a cantar na Europa fazendo grande sucesso em Roma e em Paris. No ano de 1965 recebeu a medalha Carlos Gomes oferecida pela Academia Brasileira de Música. Faleceu na cidade paulista de Rio Claro, em 27 de setembro de 1966, aos 60 anos de idade.

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09/08/2012 - Se fosse vivo, amanhã, 10.08.2012, o compositor, cantor e radialista GORDURINHA completaria 90 anos. Waldeck Artur de Macedo começou a trabalhar na Rádio Sociedade da Bahia aos 16 anos. Foi lá que ganhou o apelido Gordurinha, uma ironia, já que na época era notadamente magro. Desde o início chamou a atenção por sua capacidade humorística, fazendo piadas e sátiras de quaisquer situações. Fez fama como humorista de rádio, e também trabalhou em uma companhia teatral, com a qual viajou por todo o país. Essa fama fez com que seu talento de compositor fosse subestimado. Nos anos 40 tentou a sorte no Rio de Janeiro, mas, não obtendo o mesmo sucesso que em Salvador, resolveu ir para Recife, onde atuou nas rádios locais. Disposto a tentar a vida no Rio mais uma vez, conseguiu entrar para a Rádio Nacional em 1952. Nas décadas de 50 e 60 gravou seus cinco discos, onde cantava suas músicas humorísticas acompanhado por orquestras. Entre seus maiores sucessos (alguns não assinados por ele) estão "Chiclete com banana", "Súplica cearense", "Baiano burro nasce morto", "Baiano não é palhaço", "Orora analfabeta", "Mambo da cantareira" e "Vendedor de caranguejo". Algumas de suas músicas foram regravadas depois de sua morte com grande êxito, como "Chiclete com banana", presente no disco "Expresso 2222" de Gilberto Gil, e "Vendedor de caranguejo", também gravada por Gil em "Quanta".



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07/08/2012 - Hoje faz exatos 34 anos que o cantor ORLANDO SILVA nos deixou. Considerado o melhor dos grandes cantores da era do rádio, ao lado de Francisco Alves, Silvio Caldas e Carlos Galhardo, Orlando Silva teve uma história de glórias e dramas. Seu período de auge durou relativamente pouco: apenas sete anos, de 1935 a 1942. Filho de um violonista e chorão amador, perdeu o pai aos 3 anos de idade, vitimado pela gripe espanhola. Por isso, teve que largar os estudos cedo para trabalhar. Aos 17 anos perdeu parte do pé esquerdo em um acidente de bonde, o que o obrigou a ficar quatro meses hospitalizado com dores horríveis, que só cediam com doses de morfina. Quando se recuperou voltou a trabalhar como cobrador numa linha de ônibus. Costumava cantar para os amigos e vizinhos até que um conhecido o apresentou ao cantor Luiz Barbosa, que o levou para a Rádio Cajuti. Um dia o violonista e compositor Bororó o ouviu e apresentou a Francisco Alves, que gostou do que ouviu. Passou a se apresentar em programas de rádio e em 35 gravou o primeiro disco. No ano seguinte participou de um filme e da inauguração da Rádio Nacional, onde passou a ter seu próprio programa. Foi numa temporada em São Paulo, em que cerca de 10 mil pessoas foram ouvi-lo, que surgiu o apelido "Cantor das Multidões". Em março de 1937 lança o que seria um de seus maiores sucessos: "Lábios que beijei" (J. Cascata e Leonel Azevedo), com o inovador arranjo de cordas feito pelo maestro Radamés Gnattali. Orlando fez também as primeiras gravações de "Carinhoso" (Pixinguinha e João de Barro) e "Rosa" (Pixinguinha e Otávio de Souza). Os sucessos não paravam, e a vendagem dos discos continuava aumentando sempre: "Nada além" (Custódio Mesquita e Mário Lago), "Dá-me tuas mãos" (Roberto Martins e Mário Lago), "Boêmio" (Ataulfo Alves, J. Pereira e O. Portella), "Juramento falso" (J. Cascata e Leonel Azevedo), "Deusa do cassino" (Newton Teixeira e Torres Homem), "Por quanto tempo ainda" (Joubert de Carvalho), "Naná" (Custódio Mesquita, Jardel e Geysa Bôscoli), "Abre a janela" (Roberto Roberti e Arlindo Marques Jr), "Curare" (Bororó), "Alegria" (Assis Valente e Durval Maia), "Aos pés da cruz" (Marino Pinto e José Gonçalves), "A primeira vez" (Bide e Marçal), "Dama do cabaré" (Noel Rosa). Por volta de 1940 a carreira de Orlando Silva, então no auge da fama, entrou em declínio. Começou a fazer uso frequente de morfina, tornando-se dependente químico e tendo crises de abstinência quando não podia usar a droga. Em 1942 passou alguns meses afastado dos estúdios, em parte por causa de um problema dentário, em parte porque estava se internando para livrar-se da morfina. Tentando livrar-se de uma dependência, acabou também vitimado por outra, o alcoolismo. Suas cordas vocais não resistiram ao álcool e à morfina, e quando Orlando voltou ao estúdios já não era o mesmo. Entre maio e novembro de 1942, tudo mudou na vida do Cantor das Multidões. Rescindiu seus contratos com a gravadora RCA e mais tarde com a Rádio Nacional, em 1945. Depois disso, o cantor ensaiou diversas "voltas", prosseguindo na carreira com alguns sucessos até o ocaso, apesar de cultuado com devoção por discípulos que vão de João Gilberto a Caetano Veloso.

Primeiros LP's de carreira. 10 polegadas:

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05/08/2012 - LA MATTCHICHE, UMA MÚSICA CHAVE NA TRAJETÓRIA DO MAXIXE NO EXTERIOR por Alexandre Dias. Sua trajetória complexa constitui um verdadeiro labirinto musical, passando por diversos arranjadores, letristas (com letras em pelo menos cinco idiomas), teatros de revista, plágios e uma briga por direitos autorais talvez nunca muito bem resolvida.

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05/08/2012 - Amanhã, dia 06.08.2012, comemora-se o 102º aniversário de nascimento do compositor, cantor, humorista e ator ADONIRAN BARBOSA. Principal compositor de samba paulista, João Rubinato teve várias profissões até participar do programa de calouros de Jorge Amaral cantando "Filosofia", de Noel Rosa, em 1933. Nessa época já tinha composições próprias, e em 1935 teve seu primeiro samba gravado, a marcha "Dona boa", em parceria com José Aimberê, da qual fez a letra. Nos anos 40 trabalhou na Rádio Record, já com o pseudônimo que o consagrou, fazendo personagens cômicos em radioteatro. Trabalhou em cinema e a partir de 1950 o grupo Demônios da Garoa passou a gravar diversas composições suas. Seu primeiro sucesso foi "Saudosa maloca", de 1951. Seu estilo é caracterizado pelo linguajar típico dos imigrantes italianos do Brás, quase sempre com teor cômico e revelando a vida na periferia. Entre seus maiores sucessos estão "Trem das onze", "Samba do arnesto", "Tiro ao Álvaro" e "Bom dia, Tristeza", em parceria com Vinicius de Moraes.



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- Entrevista com Adoniran Barbosa (1/4) no programa Ensaio
- Entrevista com Adoniran Barbosa (2/4) no programa Ensaio
- Entrevista com Adoniran Barbosa (3/4) no programa Ensaio
- Entrevista com Adoniran Barbosa (4/4) no programa Ensaio

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05/08/2012 - Hoje faz exatos 57 anos que a cantora, atriz e dançarina CARMEN MIRANDA nos deixou. Carmen Miranda é até hoje a cantora brasileira que mais fez sucesso no exterior. Dona de um estilo absolutamente único e particular, tanto na maneira de cantar como na performance de palco, teve uma vida de mito, cheia de glórias e dramas. Nascida em Portugal, veio para o Brasil ainda bebê, fixando-se com a família no Rio de Janeiro. Aos 15 anos começou a trabalhar numa loja de chapéus. Em 1928 conheceu o compositor e violonista Josué de Barros, que a convidou para participar de um festival beneficente e mais tarde a levou para o rádio. A primeira gravação veio em 1929, pela Brunswick, tendo de um lado o samba "Não vá simbora" e o choro "Se o samba é moda", ambas de Josué. Carmen gravou alguns outros discos antes de estourar com seu primeiro grande sucesso, a marchinha "Pra você gostar de mim (Taí)" (Joubert de Carvalho), que bateu recordes de venda, com 36.000 cópias. A partir daí, gravou diversos discos, fez cinema, trabalhou em dupla com sua irmã Aurora, fez parte da história do lendário Cassino da Urca, onde, em 1938 usou pela primeira vez o traje de baiana que a celebrizaria mundo afora. No Cassino conheceu um empresário norte-americano que a convenceu a ir para os Estados Unidos. Acompanhada pelo Bando da Lua, a maior estrela do Brasil deixou uma legião de fãs chorando na sua despedida e chegou à América em 1939 totalmente desconhecida e sem falar inglês. Em pouco tempo fez participações em programas de grande audiência, cantando músicas como "Mamãe eu quero", "Tico-tico no fubá", "O que é que a baiana tem?" e "South American Way" e se tornou um fenômeno também nos EUA, onde chegou a ser a segunda estrela mais bem paga de Hollywood. No total, participou de dez filmes em Hollywood e ficou conhecida como a Brazilian Bombshell. Em 1940 voltou rapidamente ao Brasil, onde a população a recebeu com euforia, à exceção do público do Cassino da Urca, que a tratou com indiferença e frieza. Arrasada, Carmen encomendou uma música sobre a situação, e gravou "Disseram que voltei americanizada" (V. Paiva e L. Peixoto). Depois disso voltou para os EUA e se radicou em Beverly Hills, onde continuou sua carreira de cantora e atriz de cinema e televisão. Em 1954 as pressões da indústria do entretenimento causaram uma crise de nervos, e a Pequena Notável veio ao Brasil para se tratar e descansar. Voltou para Beverly Hills em 55, e em agosto teve um colapso cardíaco e morreu, depois de passar mal em um programa de televisão. Seu corpo foi embalsamado e veio de avião para o Brasil, onde uma multidão de um milhão de pessoas seguiu o cortejo de seu enterro. Carmen continuou sendo sempre lembrada por meio de shows e discos de homenagens, filmes, documentários sobre sua vida (como o premiado "Banana Is My Business", de Helena Solberg). Seu acervo está preservado no Museu Carmen Miranda, no Rio de Janeiro.

Primeiros LP's de carreira. 10 polegadas:

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- Homenagens à Carmen Miranda nas páginas do ACERVO COLLECTOR'S
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04/08/2012 - Hoje faz exatos 82 anos que o compositor, pianista, violonista, cavaquinhista e flautista J.B. DA SILVA "SINHÔ" nos deixou. Um dos mais talentosos compositores, para muitos o maior, da primeira fase do samba carioca. Nascido no Rio de Janeiro, filho de um pintor admirador dos grandes chorões da época, foi estimulado pela família a estudar flauta, piano e violão. Casou-se cedo, aos 17 anos, com a portuguesa Henriqueta Ferreira e teve de se virar para sustentar os três filhos. Tornou-se pianista profissional, animando os bailes de agremiações dançantes, como o Dragão Clube Universal e o Grupo Dançante Carnavalesco Tome a Bença da Vovó. Não perdia nenhuma roda de samba na casa da baiana Tia Ciata, onde encontrava os também sambistas Germano Lopes da Silva, João da Mata, Hilário Jovino Ferreira e Donga. Ficou surpreso quando Donga, em 1917, gravou e registrou como sendo dele (em parceria com Mauro de Almeida) o samba carnavalesco “Pelo Telefone”, que na casa da Tia Ciata todos cantavam como o nome de “O Roceiro”. A canção, que até hoje é motivo de discussões, gerou uma das maiores polêmicas da história da música brasileira, com vários compositores, entre eles Sinhô, reividicando sua autoria. Para alimentar a polêmica, compôs, em 1918, “Quem São Eles”, numa clara provocação aos parceiros de “Pelo Telefone”. Acabou levando o troco. Exclusivamente para ele, foram compostas “Fica Calmo que Aparece”, de Donga, “Não és Tão Falado Assim”, de Hilário Jovino Ferreira, e “Já Te Digo”, de Pixinguinha e seu irmão China, que traçaram-lhe um perfil nada elegante: (“Ele é alto e feito/ e desdentado/ ele fala do mundo inteiro/ e já está avacalhado...”). O gosto pela sátira lhe trouxe alguns problemas mais sérios, quando compôs “Fala Baixo”, em 1921, um brincadeira com o presidente Artur Bernardes. Teve de fugir para casa de sua mãe para não ser preso. Cultivou a fama de farrista, promovendo grandes festas em bordéis, o que não o impediu de ganhar o nobre título de “O Rei do Samba” durante a Noite Luso-Brasileira, realizada no Teatro da República, em 1927. É do fim da década de 20, os seus grandes sambas, como “Ora Vejam Só” e “Gosto que me Enrosco”, parceria com Heitor dos Prazeres, com quem mais tarde brigaria na justiça por direitos autorais. Em 1928, começou a dar aulas de violão para Mário Reis, que se tornaria o seu maior intérprete, gravando clássicos “Jura”, “Ora Vejam Só”, A Favela Vai Abaixo”, “Sabiá”, “Que Vale a Nota Sem o Carinho da Mulher”. Compôs o último samba, “O Homem da Injeção” em julho de 1930, um mês antes de sua morte.

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- Resumo biográfico no ICCA
- Obra restaurada e digitalizada. Consultar: "info2012@collectors.com.br"

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03/08/2012 - 70 anos sem o cantor VASSOURINHA (Mário Ramos de Oliveira). Nascido em 1923 iniciou a carreira de cantor em meados dos anos 30, em São Paulo. Trabalhou com a cantora Isaura Garcia na Rádio Record, mas em seguida foi para o Rio de Janeiro, onde gravou os seis discos de sua carreira. Trabalhou também na Rádio Clube do Brasil. Em 1941 gravou "Juraci" (A. Almeida e C. de Souza) e "Seu Libório" (João de Barro e Alberto Ribeiro) no seu disco 78 rpm de maior sucesso. Morreu com apenas 19 anos em 03.08.1942 de tuberculose óssea.

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- Resumo biográfico no ICCA
- Texto especial de Norma Hauer sobre Vassourinha em Catadora de versos
- As 12 interpretações de sua obra em discos 78 rpm no Acervo Collector's

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03/08/2012 - Morre no Rio o maestro Severino Araújo, da Orquestra Tabajara. Severino comandou a orquestra durante 70 anos. O pai de Severino Araújo era mestre de banda em Limoeiro (PE), e foi quem deu as primeiras noções de música. Ainda criança, adotou a clarineta como instrumento favorito. Na década de 30 mudou-se para João Pessoa, onde foi clarinetista da banda da polícia. Em 1936 escreveu o choro "Espinha da bacalhau", uma de suas composições mais famosas. Ainda na Paraíba, foi regente da orquestra da Rádio Tabajara, e com alguns integrantes dela partiu para o Rio de Janeiro no final dos anos 30. Apenas em 1945 a Orquestra adotou oficialmente o Rio de Janeiro como sua sede. Inspirada nas big bands norte-americanas, a Orquestra anima bailes, festas e gafieiras desde os anos 40 até hoje, totalizando mais de 13 mil apresentações. Além de atuar em bailes e festas, a Orquestra Tabajara trabalhava em emissoras de rádio. Com grande popularidade, a Orquestra gravou mais de 100 discos de 78 rpm, batendo recordes de longevidade, além de alicerçar o trabalho de cantores como Jamelão, com quem gravou dois discos-tributos a Lupicínio Rodrigues. Durante a existência do Circo Voador, no Rio de Janeiro, a Tabajara era a atração tradicional dos domingos, com a Domingueira Voadora. O repertório é composto tanto de clássicos do jazz e da canção norte-americana quanto de temas da música brasileira. Severino Araújo, que foi aluno de Koellreuter, é autor de várias músicas executadas pela Orquestra, e comemorou seus 80 anos ainda à frente do grupo, regendo e ensaiando.

Primeiros LP's 10 polegadas:

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- Resumo biográfico no ICCA
- As cenas acima são do documentário ORQUESTRA TABAJARA

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02/08/2012 - Se fosse viva, a cantora MORGANA completaria hoje, 78 anos de idade. Morgana começou sua carreira como cantora lírica, na qual obteve êxito durante sete anos. Em 1958 passou a se dedicar à música popular, inicialmente se apresentando como Morgana Cintra. Obteve imediatamente grande sucesso com a primeira gravação: "Serenata do adeus". Logo após gravou "Mais brilho nas estrelas", que também teve grande aceitação pelo público, bem como o recente sucesso de Edith Piaf, em versão de Odair Marzano, "Hino ao amor". Em 1958 ganhou o Troféu Imprensa de melhor cantora. Seus principais sucessos foram "Arrependida" e "Serenata do adeus", ambas de 1958, "Canção da tristeza", "Conselho", "Este seu olhar", estas de 1959, "Hino ao amor", de 1960, "Não pense em mim", de 1967, e "E a vida continua" de Jair Amorim e Evaldo Gouveia. Seus principais discos são "Esta é Morgana" (1959) e "Morgana" (1960). Também atuou como cantora na TV. Sua canção mais famosa foi a música-tema da novela O Direito de Nascer, da extinta TV Tupi, em 1965, época em que era carinhosamente chamada de "Fada Loira". Em 1973, no auge do sucesso no Brasil e no exterior, ela decidiu trocar a carreira de cantora por uma rede de pizzarias, montada em sociedade com o marido. Morgana faleceu aos 65 anos de idade, no hospital Campo Limpo, em São Paulo, de causa não divulgada. Foi sepultada no cemitério Quarta Parada, em São Paulo.

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- Resumo biográfico no ICCA
- Morgana canta "Conselho" no filme Garota Enxuta

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02/08/2012 - 23 anos sem LUIZ GONZAGA (o Rei do Baião). Maior responsável pela divulgação da música nordestina no resto do Brasil, Luiz Gonzaga nasceu na Fazenda Caiçara, em Exu (PE). Filho de um lavrador e sanfoneiro, desde criança se interessou pela sanfona de oito baixos do pai, a quem ajudava tocando zabumba e cantando em festas religiosas e forrós. Saiu de casa em 1930 para servir o exército como voluntário. Viajou pelo Brasil como corneteiro, tendo baixa em 1939. Resolveu ficar no Rio de Janeiro, com uma sanfona recém-comprada. Passa então a se apresentar em ruas, bares e mangues, tocando boleros, valsas, canções, tangos. Por essa época percebe a carência que os migrantes nordestinos têm de ouvir sua própria música, e passa a tocar, com grande sucesso, xaxados, baiões, chamegos e cocos. Foi no programa de calouros de Ary Barroso e tocou seu chamego "Vira e mexe", com grande aprovação do público e do temível apresentador, que lhe deu nota máxima. Depois de descobrir esse filão no mercado, Gonzagão começa a frequentar programas de rádio - substituindo inclusive seu ídolo Antenógenes Silva - e a gravar discos, sempre com repertório de músicas nordestinas. Mais tarde passa a cantar também, e não apenas tocar sua sanfona, além de mostrar seu talento como compositor. Em 1943 apresenta-se vestido a caráter como nordestino, com bastante êxito. Seu maior sucesso, "Asa Branca" (com Humberto Teixeira), foi gravado em 1947 e regravado inúmeras vezes por diversos artistas até hoje. Trabalhou na Rádio Nacional e até cerca de 1954 teve seu auge de popularidade, um sucesso avassalador que lançou a moda do baião e do acordeom, além de obrigar todas as prensas de sua gravadora, a RCA, a trabalhar para atender aos pedidos de seus discos. Algumas de suas músicas mais conhecidas são: "Vozes da seca", "Algodão", "A dança da moda", "ABC do sertão", "Derramaro o gai", "A letra I", "Imbalança", "A volta da Asa Branca", "Cintura fina", "O xote das meninas"; ou com Humberto Teixeira: "Juazeiro", "Paraíba", "Mangaratiba", "Baião de dois", "No meu pé de serra", "Assum preto", "Légua tirana", "Qui nem jiló", "Tá bom demais", "Danado de bom", "Dezessete e setecentos" e "Cortando o Pano".

Primeiros LP's 10 polegadas:

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- Resumo biográfico no ICCA
- Trechos do especial Luiz Gonzaga no Arquivo Trama/Radiola
- Visite o mais completo site sobre Luiz Gonzaga www.luizluagonzaga.mus.br
- Série de programas "No mundo do baião" no Acervo Radiofônico Collector's
- Obra completa em discos 78 rpm restaurada no Acervo Collector's

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01.08.2012 - Hoje faz exatos 55 anos que o letrista, jornalista, poeta, humorista, teatrólogo e publicitário BASTOS TIGRE nos deixou. Estreou em 1906 com a peça "Maxixe", de sua autoria e Batista Coelho. No carnaval deste mesmo ano, fez grande sucesso com o tango-chula "Vem cá mulata", parceria com Arquimedes de Oliveira, gravado pela atriz Maria Lino. Composto em 1902, o samba não foi apenas sucesso do carnaval de 1906, como continuou alegrando os foliões por mais dois ou três carnavais, tornando-se uma das músicas mais populares da década. Em 1907, mais um sucesso com o tango "O vatapá", feito em parceria com Paulino Sacramento e João Foca. Com Eduardo Souto, assinou a letra do fado-tango "Saudade". Com o mesmo parceiro fez a canção "Amizade amorosa", gravada na Odeon por Del Nigri. Em 1915, escreveu a revista "Grão de bico". No mesmo ano, escreveu outra revista, "Rapadura", em parceria com Rêgo barros. Em 1926, compôs em parceria com Sinhô o samba "Cassino maxixe", lançado na comédia "Sorte grande", que inaugurou o Teatro Cassino. Posteriormente, Sinhô escreveu-lhe novos versos dando ao samba o nome de "Gosto que me enrosco", grande sucesso de 1929 e objeto de célebre polêmica com o também sambista Heitor dos Prazeres. Em 1935, fez a letra para o anúncio comercial da Brahma Chope, na época, chamado de o Brahma Chope, com música de Ary Barroso. A letra dizia:
"O Brahma Chope em garrafa/Querido em todo o Brasil
Corre longe, a banca abafa/É igualzinho ao de barril".

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- Resumo biográfico no ICCA





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