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   Collector's Notícias Online - retrospectiva setembro

     
Dia 03.09 - Aniversário de nascimento da cantora e compositora ZEZÉ GONZAGA (Maria José Gonzaga) de 1926. Começou a cantar aos 13 anos em clubes e bailes do interior de Minas, onde nasceu. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1945, depois de ganhar nota máxima no programa de calouros de Ary Barroso, e passou a atuar como cantora do rádio, nas emissoras Mayrink Veiga, Rádio Clube do Brasil e Nacional, para onde foi em 1949 por intermédio de Paulo Tapajós. Foi do grupo As Moreninhas do Ritmo, com Bidu Reis e Odaléia Sodré. Em sua carreira solo, destacam-se os sucessos "Canção de Dalila" (Victor Young e Clímaco César) e "Óculos escuros" (Valzinho e Orestes Barbosa). A partir da segunda metade da década de 60, quando a bossa nova e o tropicalismo passaram a dominar o espaço das rádios, abriu uma agência de jingles, onde trabalhava como cantora e compositora. Fez algumas apresentações nos anos 80 com o grupo Cantoras do Rádio e em 1999 gravou o esmerado disco "Clássicas" ao lado de Jane Duboc, que traz de volta à cena uma das vozes mais bem-conservadas do Brasil. Podemos citar como principais sucessos as músicas: "A felicidade", "Eu sei que vou te amar", "Festa de aniversário", "Linda flor" (ai! yoyô) e "Saia do caminho".

Primeiros LP's (10 polegadas):

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- Resumo biográfico no ICCA
- Zezé Gonzaga canta "Linda flor" no filme CHICO FUMAÇA



Dia 03.09 - Aniversário de nascimento do compositor J. PIEDADE (José da Rocha Piedade) de 1920. Viveu durante muitos anos no Morro do Riachuelo e frequentava amiúde os famosos cabarés e cassinos da Lapa dos anos 30 e 40, reduto de malandros e artistas. Foi um contumaz vendedor de sambas (principalmente para o famoso bicheiro China), assim como o companheiro de boêmia, Wilson Batista. Ataulfo Alves o considerava um dos grandes sambistas da época e alimentava o sonho de formar um trio com ele e Wilson, sonho irrealizável por conta da vida boêmia e descompromissada dos dois. Em 1935, compôs com J. B. de Carvalho os sambas "Nega reúna" e "Canta, meu pandeiro", gravados pelo parceiro pela Columbia. Em 1937, compôs com Kid Pepe e Homero Ferreira a marcha "Alô boy", também gravada por J. B. de Carvalho na RCA Victor e pelo grupo Diabos do Céu na mesma gravadora. No mesmo ano, compôs com Kid Pepe a marcha "A colombina" vem, gravada por Victor Bacelar na Columbia. Em maio de 1940, Dorival Caymmi gravou seu samba-jongo "Navio negreiro", em parceria com Sá Róris e Alcir Pires Vermelho, pela Odeon. Em 1942, sua marcha "A mulher do padeiro", em parceria com Germano Augusto e Nicola Bruni, foi sucesso de carnaval na voz de Joel e Gaúcho, que a gravaram em dezembro de 1941, pela Odeon. A música era uma paródia de um filme homônimo, exibido na época, que havia causado polêmica. Em 1950, Dalva de Oliveira gravou com êxito seu samba "Tudo acabado", em parceria com Osvaldo Martins, pela Odeon. O último sucesso marcante de sua carreira foi o samba "Chora, doutor", em parceria com Orlando Gazzaneo e J. Campos e gravado por Blecaute para o carnaval de 1959, pela Copacabana.

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- Resumo biográfico no ICCA
- Foto gentilmente cedida por OSMAR FRAZÃO



Dia 04.09 - Aniversário de nascimento da cantora CARMEN BARBOSA de 1912. Nascida no bairro do Catumbi, Rio de Janeiro, tinha seis irmãs. Retraída, não gostava de publicidade. Começou sua carreira na Rádio Cruzeiro do Sul, indo posteriormente para a Tupi. Ainda no início, cantou como corista de gravações, na RCA Victor. Na época, Carmen Miranda já era uma grande estrela e influenciava as cantoras que iniciavam na profissão. Em 1934, surgiu sua oportunidade, quando foi chamada para substituir a cantora Madelou Assis, que faltara a uma gravação. A partir daí gravou 14 discos, com 27 músicas ao todo, entre 1935 e junho de 1940, suficiente para situá-la entre uma das maiores intérpretes surgidas na década de 30. Em 1936 lançou de Pixinguinha e Cícero de Almeida, os sambas "Por você fiz o que pude" e "Você é bamba", em seu primeiro disco. Em 1937 gravou o samba canção "Palmeira triste", de Herivelto Martins e o samba "No picadeiro da vida", de Benedito Lacerda e Herivelto Martins, sendo estas duas seus maiores sucessos. Em 1938 gravou na Odeon, em disco que trazia Sílvio Caldas no lado A, o samba "Quem é que não chora", de Zé Pretinho e César Brasil. No ano seguinte, registrou na Columbia o samba "Adeus favela", de Nelson Trigueiro e Paulo Pinheiro e a marcha "Quando a Violeta se casou", de João de Barro, Alberto Ribeiro e Alcir Pires Vermelho. Em 1940 gravou a marcha "Sonho de carnaval", de Jerônimo Cabral e Luiz Peixoto e o samba "Parece mentira", de Benedito Lacerda e Darci de Oliveira. Benedito Lacerda foi seu grande incentivador, acompanhando-a com sua flauta e compondo a maior parte das músicas gravadas por ela. Faleceu vítima de uma doença grave um dia antes de completar 30 anos, no Rio de Janeiro.

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- Resumo biográfico no ICCA


Dia 04.09 - Falecimento do apresentador, ator, locutor, produtor e compositor. PAULO GRACINDO (Pelópidas Guimarães Brandão Gracindo) em 1995. Participou ativamente como apresentador e locutor de vários programas musicais na Rádio Nacional. Integrou o cast daquela emissora, ao lado de Ary Barroso, Almirante, César de Alencar, Renato Murce, Paulo Roberto e muitos outros. Um dos programas apresentados por ele foi "Noite de estrelas", em parceria com Max Nunes, que apresentava os artistas da casa, acompanhados pela orquestra do maestro Chiquinho ("do lenço"). Foi narrador, diversas vezes, do famoso programa "Rádio Almanaque Kolynos". Fez sucesso apresentando o Programa Paulo Gracindo. Com a radionovela O Direito de Nascer, encantou no papel de Alberto Limonta. No programa de rádio "Balança mas não cai" interpretou, com Brandão Filho, o quadro do Primo Pobre e Primo Rico. Substituiu Almirante, que estava afônico, no programa que marcou o retorno daquele apresentador à Rádio Nacional (30 de maio de 1955), "História do Rio pela música". Seu número no famoso "procurol", espécie de sinal sonoro-numérico inventado por Almirante para chamar os artistas dentro da emissora, era 1-4-5-6. Assinou, com parceiros, algumas músicas. Em 1958, foi agraciado com o troféu Microfone de Ouro, instituído pela revista Radiolândia, depois de escolhido por um júri de críticos especializados e representantes de agências de propaganda como o "Melhor animador de auditórios do ano" no Rádio.

Primeiro LP (10 polegadas):

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- NOITE DE ESTRELAS no ACERVO RADIOFÔNICO COLLECTOR'S
- RÁDIO ALMANAQUE KOLYNOS no ACERVO RADIOFÔNICO COLLECTOR'S
- BALANÇA MAS NÃO CAI no ACERVO RADIOFÔNICO COLLECTOR'S





Dia 05.09 - Falecimento do jornalista, compositor, letrista, versionista, discotecário, redator, humorista e dramaturgo HAROLDO BARBOSA (Ary Vidal) em 1979. Nasceu em Laranjeiras e cedo mudou-se para Vila Isabel, onde fez amizade com Noel Rosa e seu irmão Hélio. Iniciou sua carreira no rádio em 1933, na Philips, com César Ladeira, onde fazia de tudo: era contra-regra, locutor, produtor, discotecário. Mais tarde passou a atuar como humorista, escrevendo programas de humor e trabalhando em musicais de larga audiência, como "Um Milhão de Melodias". Em 1957 ingressou na televisão, e foi redator de alguns dos mais célebres programas humorísticos da TV, como o Chico Anysio Show, O Riso É o Limite e O Planeta dos Homens, ao lado de Max Nunes. Sua carreira de letrista e versionista começou em meados da década de 40, quando trabalhava na Rádio Nacional, em um programa estrelado por Francisco Alves. Com acesso fácil às mais recentes novidades musicais vindas do exterior, Haroldo passou a fazer versões para que o Rei da Voz as cantasse em primeira mão. Um de seus primeiros sucessos fora da área das versões, a marcha "Barnabé" (com Antônio Almeida), uma sátira ao funcionalismo público, passou a designar desde então o próprio setor profissional, cunhando a expressão que vigora até hoje. Fez música em parceria com diversos compositores, como Geraldo Jacques ("Joãozinho boa-pinta, "Tim tim por tim tim" na voz dos Cariocas), Lúcio Alves ("De conversa em conversa" na voz de Isaurinha Garcia e Os Namorados da Lua), Janet de Almeida ("Eu quero um samba" na voz dos Namorados da Lua, "Pra que discutir com madame?"), Luiz Reis ("Devagar com a louça", "Só vou de mulher" na voz de Ivon Curi, "Nossos momentos", "Meu nome é ninguém" na voz de Miltinho), vários deles gravados por intérpretes como Miltinho, Elizeth Cardoso, Dóris Monteiro e Nora Ney. Seu irmão Evaldo Ruy também se consagrou na música popular como letrista, e sua filha Maria Carmem Barbosa é renomada escritora e dramaturga.

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- Resumo biográfico no ICCA
- Programas produzidos por Haroldo Barbosa no ACERVO COLLECTOR'S
- Algumas versões de Haroldo Barbosa no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 06.09 - Aniversário de nascimento da cantora, atriz, vedete e compositora ELVIRA PAGÃ (Elvira Cozzolino) de 1920. Fez parte da dupla Irmãs Pagãs formada pelas irmãs Elvira Cozzolino e Rosina Cozzolino. Ambas nasceram na cidade de Itararé, São Paulo, sendo que a primeira em 06.09.1920 e a segunda em 10.07.1919. Levadas para o rádio por Cessar Ladeira, foram por ele batizadas de Irmãs Pagãs, exatamente porque alegaram que não tinham ainda um nome artístico para dupla. Fizeram grande sucesso nas emissoras cariocas durante a década de 30. Sua obra completa inclui, além dos números da dupla, gravados entre 1935 e 1939, alguns sucessos alcançados isoladamente por Rosina Pagã, de 1941 a 1946 e por Elvira entre 1944 e 1949. Após a dissolução da dupla, Rosina ficou apenas como cantora enquanto Elvira se tornou vedete alcançando grande notoriedade pelo seu bonito corpo. Apenas para destacar, os principais sucessos da dupla foram "Exaltação à Favela" (Custódio Mesquita e Dan Malio Carneiro), "Gato escondido" (Custodio Mesquita e Orestes Barbosa), "Eu não te dou a chupeta" (Silvino Neto e Plínio Bretas), "Sai Coió" ( J. Piedade e Sá Róris) e "Meu amor não me deixou" (Ary Barroso). A dupla gravou 6 músicas de Assis Valente: "Oba, oba", "Se você deixar", "Nobreza", "Pra que você me tentou", "O samba começou" e "Tristeza".

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- Resumo biográfico no ICCA
- Irmãs Pagãs cantam "Não beba tanto" no filme ALÔ ALÔ CARNAVAL (1936)
- Obra em discos 78 rpm no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 07.09 - Falecimento do compositor, violonista e cavaquinista CANHOTO (Américo Jacomino) em 1928. Aprendeu a tocar sozinho, colocando o violão na posição contrária e sem trocar as cordas, o que deu origem a seu apelido. Entre 1907 e 1913 atuou como solista ou acompanhando cantores em restaurantes, cinemas, teatros e circos de São Paulo. Gravou alguns discos e foi, em 1923, um dos pioneiros da Rádio Educadora Paulista, a primeira emissora do estado. Alternava sua produção entre peças de caráter erudito (como o clássico do repertório instrumental "Abismo de Rosas") e música e marchas para o carnaval (como "Ai, Balbina").

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Dia 08.09 - Aniversário de nascimento do compositor, pianista, violonista, cavaquinhista e flautista SINHÔ (José Barbosa da Silva) de 1888. Um dos mais talentosos compositores, para muitos o maior, da primeira fase do samba carioca. Nascido no Rio de Janeiro, filho de um pintor admirador dos grandes chorões da época, foi estimulado pela família a estudar flauta, piano e violão. Casou-se cedo, aos 17 anos, com a portuguesa Henriqueta Ferreira e teve de se virar para sustentar os três filhos. Tornou-se pianista profissional, animando os bailes de agremiações dançantes, como o Dragão Clube Universal e o Grupo Dançante Carnavalesco Tome a Bença da Vovó. Não perdia nenhuma roda de samba na casa da baiana Tia Ciata, onde encontrava os também sambistas Germano Lopes da Silva, João da Mata, Hilário Jovino Ferreira e Donga. Ficou surpreso quando Donga, em 1917, gravou e registrou como sendo dele (em parceria com Mauro de Almeida) o samba carnavalesco “Pelo Telefone”, que na casa da Tia Ciata todos cantavam como o nome de “O Roceiro”. A canção, que até hoje é motivo de discussões, gerou uma das maiores polêmicas da história da música brasileira, com vários compositores, entre eles Sinhô, reividicando sua autoria. Para alimentar a polêmica, compôs, em 1918, “Quem são eles”, numa clara provocação aos parceiros de “Pelo Telefone”. Acabou levando o troco. Exclusivamente para ele, foram compostas “Fica calmo que aparece”, de Donga, “Não és tão falado assim”, de Hilário Jovino Ferreira, e “Já te digo”, de Pixinguinha e seu irmão China, que traçaram-lhe um perfil nada elegante: (“Ele é alto e feito/ e desdentado/ ele fala do mundo inteiro/ e já está avacalhado...”). O gosto pela sátira lhe trouxe alguns problemas mais sérios, quando compôs “Fala baixo”, em 1921, um brincadeira com o presidente Artur Bernardes. Teve de fugir para casa de sua mãe para não ser preso. Cultivou a fama de farrista, promovendo grandes festas em bordéis, o que não o impediu de ganhar o nobre título de “O Rei do Samba” durante a Noite Luso-Brasileira, realizada no Teatro da República, em 1927. É do fim da década de 20, os seus grandes sambas, como “Ora vejam só” e “Gosto que me enrosco”, parceria com Heitor dos Prazeres, com quem mais tarde brigaria na justiça por direitos autorais. Em 1928, começou a dar aulas de violão para Mário Reis, que se tornaria o seu maior intérprete, gravando clássicos “Jura”, “Ora vejam só”, "A favela vai abaixo”, “Sabiá”, “Que vale a nota sem o carinho da mulher”. Compôs o último samba, “O homem da injeção” em julho de 1930, um mês antes de sua morte.

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- Resumo biográfico no ICCA
- Obra 78 rpm 100% restaurada e digitalizada no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 09.09 - Falecimento do cantor e compositor ROBERTO SILVA (Roberto Napoleão Silva) em 2012. Iniciou a carreira de cantor no rádio, na década de 30. Nos anos 40 realizou suas primeiras gravações, e foi do elenco das rádios Nacional e Tupi. Nesta última ficou conhecido como "Príncipe do Samba", e suas interpretações são características pelo estilo sincopado e levemente dolente que encontrou para cantar samba, inspirado em dois ídolos anteriores, Cyro Monteiro e Orlando Silva. Seu primeiro sucesso, lançado pela Star, foi "Mandei fazer um patuá" (Raimundo Olavo e Norberto Martins). Em 1958 veio o LP "Descendo o Morro", que teve continuações, nos volumes 2, 3 e 4. Entre seus muitos sucessos destacam-se "Maria Teresa" (Altamiro Carrilho), "O baile começa às nove" (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira), "Juraci me deixou" (Raimundo Olavo e Oldemar Magalhães), "Escurinho" (Geraldo Pereira) e "Crioulo sambista" (Nelson Trigueiro e Sinval Silva), entre outras. No total, gravou 350 discos de 78 rotações e perto de 20 LPs. Afastado das gravações nos últimos anos, teve vários de seus discos relançados em CD e em 1997 saiu a coletânea "Roberto Silva Canta Orlando Silva", extraída de seus vários LP na Copacabana.

Primeiro LP "10 polegadas":

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- Resumo biográfico no ICCA


Dia 09.09 - Falecimento do compositor e instrumentista JAYME OVALLE (Jayme Rojas de Aragón y Ovalle) em 1955. Na infância e adolescência, influenciado pela irmã, estudou bandolim, violão e piano. Por volta de 1914, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Costumava frequentar os bairros cariocas da Lapa, Glória, Largo do Machado, bebendo com amigos nos cafés Lamas, Central ou Suíço, redutos de intelectuais e jornalistas, que madrugavam nas redações. Nos bares da Lapa era conhecido como Canhoto (pela forma de tocar violão). Seu estilo era muito elogiado por Sinhô e Pixinguinha, parceiros de boêmia. Aproximou-se do meio intelectual carioca e se tornou amigo íntimo de Villa-Lobos, Di Cavalcante, Sérgio Buarque de Holanda e Manuel Bandeira. Sua música mais famosa é "Azulão", em parceria com o poeta Manuel Bandeira. Outras de igual importância: "Pedro Álvares Cabral" (poema sinfônico), "Legenda" (para piano) e "Modinha" (canção, com texto de Manuel Bandeira)

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- Resumo biográfico no ICCA
- Coral não identificado interpreta lindamente "Azulão" no YOUTUBE
- Livro "A vida de Jayme Ovalle", O SANTO SUJO



Dia 12.09 - Aniversário de nascimento do cantor, compositor e ator VICENTE CELESTINO (Antônio Vicente Felipe Celestino) de 1894. Carioca, começou cantando para amigos e vizinhos, e aos poucos foi se tornando conhecido no bairro. Assistia às companhias líricas que se apresentavam no Rio de Janeiro e tinha Enrico Caruso entre seus grandes ídolos. Aos 20 anos estreou profissionalmente no Teatro São José, solando a valsa "Flor do mal" (S. Coelho e D. Correia), que fez estrondoso sucesso. Essa gravação, de 1916, foi sua primeira a vender milhares de cópias, um fenômeno para a época. Cantou na opereta "Juriti", de autoria de Chiquinha Gonzaga, e em 1920 montou sua própria companhia de operetas. Mesmo assim não abandonou o filão carnavalesco, que lhe rendeu sucessos como "Urubu subiu", em duo com Baiano. Foi um dos pioneiros no sistema elétrico de gravação no Brasil. Lançou, por esse processo, sucessos como "Santa" (Freire Júnior) e "Noite cheia de estrelas" (Índio). Na década de 30 começou a revelar-se também como compositor. É de sua autoria a música que o tornou conhecido através dos tempos: "O Ébrio", que foi transformado num dos filmes de maior bilheteria do país em 1946, dirigido por sua esposa Gilda de Abreu. Também são suas as músicas "Ouvindo-te", "Coração materno", "Patativa" e "Porta aberta". Tendo cantado sempre no Brasil, foi ídolo de quatro gerações e cantou, sempre em seu estilo "vozeirão" de tenor, mesmo músicas mais modernas e de caráter intimista, como canções de bossa nova ("Se todos fossem iguais a você"). Em pleno tropicalismo, Caetano Veloso regravou "Coração materno". O cantor faleceu quando seria homenageado num evento do movimento, em São Paulo.

Primeiros LP's (10 polegadas):

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- Resumo biográfico no ICCA
- Veja aqui Vicente Celestino e a sua DISCOGRAFIA DE VINIL
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- Programa do dia 12.06.52, ON DEMAND, no ACERVO RADIOFÔNICO
- Obra completa em discos 78 rpm resgatada pelo ACERVO COLLECTOR'S



Dia 13.09 - Falecimento do cantor ONÉSSIMO GOMES (Onéssimo Gomes Souza Leite) em 1999. Em 1945 gravou na Continental seu primeiro disco com a marcha "Não vou com a sua cara" e o samba "Bravos de Monte Castelo", ambos de Edgar Nunes, Horácio Rosário e J. Pereira. Em 1946, gravou de Herivelto Martins e Aldo Cabral a valsa "Brinquedo do destino" e de Humberto Carvalho e Erasmo Silva o samba "É sempre assim". Em 1947, gravou na Star a marcha "Seu visconde", de Dias da Cruz e Osvaldo Martins e o samba "Ando louco", de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira. Em 1948, registrou o samba "Voltei", de Valdemar de Abreu e a marcha "Cabrocha boa", de Valdemar de Abreu e Cristóvão de Alencar. Em 1949, gravou os sambas "Violão", de Vitório Júnior e Wilson Ferreira e "Enfermeira", de Edgar Nunes e Zeca do Pandeiro. Em 1950, ainda na Star gravou de Herivelto Martins e Aldo Cabral a valsa "Brinquedo do destino" e de Edgar Nunes e Zeca do Pandeiro o samba-canção "Não te iludas". Em 1951, gravou de Genival Macedo e Popeye do Pandeiro o samba-canção "Náufrago do amor" e de Edgar Nunes e de Zeca do Pandeiro o samba-canção "Assim é o amor". Em 1953, gravou na Copacabana os sambas-canções "Vai com Deus", de J. Cascata e Leonel Azevedo e "Realidade", de Nelson Cavaquinho, Antônio Braga e Geraldo Cunha. Em 1956, gravou na Todamérica os sambas-canções "Violão", de Vitório Jr. e Wilson Ferreira e "Exaltação à mulher", de Aristóteles Faria, Oto Mendes e Átila Aranha. Em 1957, gravou os sambas-canção "Manicure", de Carlos Morais e Luis Vassalo e "Risquei", de Átila Aranha.

Primeiros LP's 10 polegadas:

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Dia 14.09 - Aniversário de nascimento do compositor e cantor ISMAEL SILVA de 1905. Nascido em Niterói (RJ), filho de um cozinheiro e de uma lavadeira, Ismael foi um dos maiores sambistas dos anos 30 e 40 no Brasil. Criado na zona norte do Rio de Janeiro, desde cedo frequentou rodas de samba e malandragem do Estácio, e começou a compor, sendo fundador da primeira escola de samba, a Deixa Falar, em 1928. Ismael foi responsável, junto com os outros "bambas" do Estácio, pela forma que o samba tem até hoje, mais independente do maxixe e de ritmo mais marcado e cadenciado, para facilitar a evolução dos foliões que desfilavam pela escola. Nos anos 30 Ismael Silva se tornou uma figura lendária no mundo do samba carioca. Seus sambas foram gravados com muito sucesso pelos cantores mais populares da época, Francisco Alves e Mário Reis, que cantaram em dueto "Se você jurar", em 1931. Foi parceiro de Noel Rosa em sambas como "Prá me livrar do mal", "A razão dá-se a quem tem" (com Francisco Alves), "Ando cismado" e "Adeus". Na década de 40 se afastou do meio artístico, voltando a se apresentar em 1954 nos show da Velha Guarda produzidos por Almirante. Nos anos 60 também frequentou o bar Zicartola e se apresentou em programas de televisão, tornando-se conhecido por outras gerações. Gal Costa regravou com êxito seu autobiográfico "Antonico". Morreu em 14.03.1978, numa casa de cômodos no centro do Rio, sem fama nem dinheiro.

Primeiro LP (10 polegadas):

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- Resumo biográfico no ICCA
- Ismael Silva fala sobre o samba para o ARQUIVO N
- Ismael Silva no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 16.09 - Aniversário de nascimento do compositor e cantor LUPICÍNIO RODRIGUES de 1914. Gaúcho de família humilde, trabalhou desde cedo como mecânico de automóveis, mas sempre gostou de músicas de carnaval e da vida boêmia de Porto Alegre. Lupicínio conseguiu fazer sucesso fora do eixo Rio-São Paulo, o que é difícil hoje e era mais ainda nos anos 30. Suas músicas tratam geralmente de temas de "dor de cotovelo", amores fracassados e traídos. Em 1932, quando já atuava como cantor, foi ouvido e muito elogiado por Noel Rosa, então em excursão pelo Sul com Francisco Alves. Quatro anos depois veio a primeira gravação de suas composições, pela Victor: um compacto com "Triste história" e "Pergunta a meus tamancos" ambas em parceria com Alcides Gonçalves, que seria também co-autor de outros sambas-canção como "Castigo", "Maria Rosa" e "Cadeira vazia" ambos na voz de Francisco Alves. Um de seus maiores sucessos, "Se acaso você chegasse" (com Felisberto Martins), foi gravado pela primeira vez por Cyro Monteiro, em 1938. A música ficou tão popular que Lupicínio foi para o Rio, onde conheceu Francisco Alves, que gravaria muitas de suas canções, como "Nervos de aço" (1947) e a magistral "Esses moços" (1948). Num caso raro na MPB, "Se acaso você chegasse" foi regravada com estrondoso sucesso em 1959 por Elza Soares e lançou a cantora no mercado. "Vingança", gravada por Linda Batista em 1951, foi outro sucesso retumbante, inspirado na amargura em que vivia uma mulher que o havia traído. As regravações foram numerosas: Paulinho da Viola ("Nervos de Aço"), Caetano Veloso ("Felicidade"), Elis Regina ("Cadeira Vazia"), Zizi Possi ("Nunca"), Leny Andrade ("Esses Moços") e Gal Costa ("Volta") são alguns exemplos. Mas seu mais importante intérprete foi Jamelão, que gravou dois discos dedicados à sua obra em 1972 e 1987, acompanhado pela Orquestra Tabajara do maestro Severino Araújo. Lupicínio participou do V Festival de Música Popular Brasileira da TV Record em 1969 com a música "Primavera", defendida por Isaura Garcia.

Gravação original da Fundação Padre Anchieta. Programa MPB Especial, dirigido por Fernando Faro. Colaboração de Ricardo Peruchi. Em depoimento a Fernando Faro, o compositor Lupicínio Rodrigues conta-nos um pouco da sua história.

Primeiro LP (10 polegadas):

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- Resumo biográfico no ICCA
- Discografia 78 rpm 100% restaurada e digitalizada no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 16.09 - Falecimento do compositor e maestro CARLOS GOMES (Antônio Carlos Gomes) em 1896. Filho de Manuel José Gomes, pianista, organista e violinista, que além de ensinar música era também professor de canto, sendo conhecido pelo apelido de Maneco Músico, na Vila de São Carlos, atual Campinas. Cedo herdou a vocação para a música e em 1846 já integrava a Banda Marcial, apresentando-se para Pedro II, durante uma visita do imperador à Vila de São Carlos. Na ocasião, a banda foi regida por seu pai e Carlos Gomes tocou triângulo, enquanto o irmão, José Pedro de Santana Gomes, tocava clarineta. Este seria logo depois o instrumento do compositor, pouco antes de experimentar o violino, ainda na infância, no qual iria aprimorar os estudos musicais na capital paulista com Paul Julien, violinista premiado pelo Conservatório de Paris.

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- Interpretação de Marco Antonio Bernardo (ao piano) para o GUARANY



Dia 17.09 - Falecimento do cantor e compositor HERIVELTO MARTINS (Herivelto de Oliveira Martins) em 1992. Nascido no distrito de Rodeio (RJ) (atual Engenheiro Paulo de Frontin), com três anos de idade já podia ser visto declamando versos escritos pelo pai, Félix Martins, agente ferroviário e agitador cultural da região. Em 1917 mudou-se com a família para Barra do Piraí (RJ), onde começou a atuar em peças teatrais e dedilhar os primeiros acordes no violão e no cavaquinho. É de 1921 o seu primeiro samba, "Nunca mais", que não chegou a ser gravado. Trabalhou como vendedor, ajudante de contabilidade e até tentou excursionar pelo país organizando um show de circo, mas foi proibido pela polícia. Quando completou 18 anos fugiu para o Rio de Janeiro para morar com o irmão Hedelaci, onde trabalhou numa barbearia no morro de São Carlos, berço dos sambistas do Estácio. Se enturmou de cara com os compositores da escola, principalmente com José Luís da Costa, o Príncipe Pretinho, que o apresentou a J.B de Carvalho, que viria a ser o seu primeiro parceiro em "Da cor do meu violão", gravada pelo Conjunto Tupi. Formou dupla com Francisco Sena, que seria apelidada como Dupla Preto Branco, gravando três canções – "Preto e branco", "Quatro horas" e "Vamos soltar balão". Com a morte de Sena, em 1935, passou a ter um novo parceiro, Nilo Chagas. Suas canções saíram do anonimato nas vozes de Silvio Caldas (que gravou a marcha "Samaritana") e de Aracy de Almeida ("Pedindo a São João"). Na época, se apaixonou por uma jovem intérprete de 19 anos, que cantava na Companhia Pascoal Segreto: Dalva de Oliveira. Casou-se com Dalva em 1937 e formou com ela e com Nilo Chagas o Trio de Ouro. Durante as décadas de 40 e 50, no auge da carreira, compôs clássicos, como "Praça onze" na voz de Castro Barbosa e Trio de Ouro, "Isaura" na voz de Francisco Alves, "A Lapa" na voz de Francisco Alves, "Caminhemos" na voz de Francisco Alves, "Atiraste uma pedra" na voz de Nelson Gonçalves, "Negro telefone" com o Trio de Ouro. O samba "Ave Maria do morro", de 1942, interpretada pelo Trio de Outo, para muitos a sua maior canção, causou ao mesmo tempo ódio e paixão – no Brasil foi condenado como sacrilégio pelo cardeal Sebastião Leme e na Europa adotado como canção religiosa. O tumultuado casamento com Dalva, que terminou no fim da década de 40, contribuiu, ironicamente, para um grande duelo entre os compositores e intérpretes da época. Por causa da briga conjugal, que se tornou pública, houve uma racha no meio artístico. Ao lado de Herivelto, ficaram Lupicínio Rodrigues ("Vingança"), Nelson Cavaquinho ("Palhaço") e Wilson Batista ("Calúnia)". Com Dalva, Ataulfo Alves ("Errei, sim"), Marino Pinto e Mário Rossi ("Abajur lilás") e Heitor dos Prazeres ("Tudo acabado"). Acaram todos fazendo sucesso e se divertindo por causa dos tabefes musicais trocados pelo casal. O Trio de Ouro seguiu com outras formações até terminar em 1957. O compositor passou a se apresentar em alguns festivais e a dirigir grupos de sambas. Em 1971 foi eleito presidente do Sindicato de Compositores do Rio de Janeiro, mas foi impedido pela ditadura militar de tomar posse, acusado de subversivo. Em 1992, alguns meses antes de sua morte, foi lançada a biografia "Herivelto Martins: uma escola de samba" (Ensaio Editora), dos jornalistas Jonas Vieira e Natalício Norberto.

Participação do compositor no programa Ensaio, dirigido por Fernando Faro em 1990, para a TV Cultura. Totalmente à vontade, Herivelto Martins alterna entrevista com música.

Primeiro e único LP 10 polegadas com o Trio de Ouro:

Tributos em LP's 10 polegadas:

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- Resumo biográfico no ICCA
- Herivelto alterna entrevista com música no programa Ensaio da TV CULTURA
- Documentário sobre Herivelto Martins na RÁDIO BATUTA DO IMS



Dia 19.09 - Aniversário de nascimento do compositor, instrumentista e regente ZEQUINHA DE ABREU (José Gomes de Abreu) de 1880. Paulista de Santa Rita do Passa Quatro, passou a infância e adolescência participando e organizando atividades musicais em sua cidade. Em 1917, durante um baile, apresentou, sem maiores pretensões, um choro e ficou surpreso com a reação entusiasmada dos pares de dança. Batizou a música de “Tico-Tico no farelo”, mas, como já existia um choro com mesmo nome na época (composto por Américo Jacomino), resolveu pôr “Tico-Tico no fubá”. Apesar da estreia calorosa, o choro só seria gravado quatorze anos depois, pela Orquestra Colbaz, dirigida pelo maestro Gaó. Interpretada por dezenas de artistas, tornou-se um dos maiores sucessos da música neste século, inclusive no exterior. Na década de 40, “Tico-Tico no fubá” fez parte da trilha sonora de cinco filmes nos EUA – “Alô Amigos”, “A Filha do Comandante”, “Escola de Sereias”, “Kansas City Kity” e “Copacabana”, neste último, o choro (que ganhou letra de Eurico Barreiros, em 1931) foi cantado por Carmen Miranda. É do fim da década de 10, outro grande clássico e que mais tarde também se tornaria um dos sucessos do compositor – a valsa “Branca”, inspirada e composta de improviso em homenagem a Branca Barreto, filha do chefe da estação ferroviária de sua cidade. Suas músicas seguiram sendo gravadas, principalmente por Lúcio Alves, que cantou “Pé de elefante”, “Rosa desfolhada” (ambas em parceria com Dino Castelo) e “Aurora” (com Salvador Morais) na voz de Gastão Formenti, "Amor imortal" (com Braguinha) na voz de Francisco Alves. Em 1952, dezessete anos após sua morte, os cineastas Fernando de Barros e Adolfo Celi homenagearam o compositor com o documentário “Tico-Tico no fubá”. Zequinha de Abreu faleceu em 22.11.1935.

Tributos em LP's 10 polegadas:

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- Resumo biográfico no ICCA
- História romanceada de sua vida no filme TICO-TICO NO FUBÁ
- Zequinha de Abreu no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 20.09 - Falecimento do compositor e pianista JOUBERT DE CARVALHO (Joubert Gontijo de Carvalho) em 1977. Mineiro de Uberaba, logo foi para São Paulo com a família. Mais tarde mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se formou em medicina. Apesar de exercer a profissão de médico (tendo introduzido no Brasil a medicina psicossomática), desde muito cedo começou a compor ao piano e a publicar suas músicas, que faziam sucesso entre os editores. A primeira composição foi "Cruz vermelha", escrita aos 10 anos ainda em São Paulo e que teve a renda revertida para a instituição homenageada. Em 1922 seu fox "Príncipe" foi levado para a França, onde foi editado e teve grande êxito. No Brasil, depois de musicar letras famosas de Olegário Mariano, como "Cai cai, balão" e "Tutu Marambá" na voz de Gastão Formenti, conheceu a consagração no carnaval de 1930, com a gravação da novata Carmen Miranda de "Taí (Pra você gostar de mim)", realizada em meados de 1929. Seu outro enorme sucesso foi com a canção "Maringá", composta em 1932 para o tema da seca do nordeste brasileiro, e que se tornou popular em todo o país na gravação de Gastão Formenti, inspirando inclusive os colonos que construíam uma cidade no norte do Paraná, e que, fundada em 1947, levou o nome de Maringá. Outros sucessos foram "De papo pro ar" (com Olegário Mariano) na voz de Gastão Formenti e "Pierrô" (com Pascoal Carlos Magno) na voz de Jorge Fernandes. Joubert de Carvalho possui obra extensa, avaliada em mais de 700 músicas editadas. Além de Carmen, outros intérpretes que gravaram Joubert foram Gastão Formenti, Carlos Galhardo e Francisco Alves.

Tributos em LP's 10 polegadas:

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- Resumo biográfico no ICCA
- Audições Joubert de Carvalho no ACERVO RADIOFÔNICO COLLECTOR'S



Dia 20.09 - Falecimento do compositor e instrumentista WALDIR AZEVEDO em 1980. Foi quem mais contribuiu para a divulgação do choro nos anos 50. Compositor dos clássicos "Brasileirinho", "Pedacinhos do céu" e o baião "Delicado", que alcançou enorme sucesso nos Estados Unidos na versão do maestro Percy Faith, entre muitos outros choros. Criado nos subúrbios do Rio de Janeiro, aprendeu flauta, violão e cavaquinho na infância. Mais tarde trabalhou na companhia de energia Light, emprego que abandonou em 1945 para ocupar a vaga de cavaquinho no regional de Dilermando Reis, na Rádio Clube do Brasil. No final de 1949 lançou o disco que continha "Brasileirinho", um enorme sucesso comercial em todo o mundo. Azevedo excursionou pela Europa, Japão e Estados Unidos tocando suas músicas. Algumas dessas turnês eram bancadas pelo Itamaraty, numa iniciativa de divulgar a música brasileira. Com mais de 20 LPs gravados, mudou-se para Brasília em 1971, onde viveu até a sua morte.

Primeiro LP (10 polegadas):

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- Resumo biográfico no ICCA
- Site oficial com vídeos, fotos, discografia, etc: CANTINHO DO WALDIR



Dia 23.09 - Falecimento do cantor e compositor DEO (Ferjalla Rizkalla) em 1971. Filho de João e Edelvira Rizkalla, ambos libaneses, entrou para a história da música popular brasileira com o nome de Deo. Em 1933, transferiu-se com a família para São Paulo, onde trabalhou no comércio e estudou contabilidade. Gostava muito de cantar tangos em festas e serenatas. Certa vez, procurou o maestro Gaó, na época diretor artístico da Rádio Cruzeiro do Sul, e pediu-lhe para fazer um teste para a rádio. O teste foi bem-sucedido e o cantor começou interpretando tangos nessa emissora. Em 1934, foi contratado pela Rádio Record como discotecário e também cantor. Além de tangos, começou a interpretar música brasileira, especialmente composições extraídas do repertório de Silvio Caldas. Em 1936, foi para a Columbia onde gravou seu primeiro disco que incluía o samba-canção "Vendedor de flores", de José Marcílio e o samba-choro "Cantando", de João Pacífico, lendário compositor de músicas sertanejas. Dois anos depois foi para o Rio de Janeiro pelas mãos de Ary Barroso e gravou uma série de discos pela Odeon. Gravou vários sambas e músicas de carnaval de sucesso, sendo mais conhecida a sua interpretação de "Até parece que eu sou da Bahia" (Roberto Martins e J. Batista). Também se destacam em seu repertório "Sinto lágrimas" (Francisco Malfitano e Aluísio Filho Araújo), "Um amor que passou" (Adoniran Barbosa e Frazão) e "A casta Suzana" (Ary Barroso e Alcir Pires Vermelho), sucesso do carnaval de 1939. Conhecido no meio artístico como "O ditador dos sucessos" gavou um total de 136 discos em 78 rpm, com um repertório de sambas de grandes compositores da música popular brasileira.

Primeiro LP (10 polegadas):

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- Resumo biográfico no ICCA
- Obra em discos 78 rpm semi digitalizada no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 23.09 - Aniversário de nascimento da cantora, atriz, cineasta, escritora e compositora GILDA DE ABREU de 1904. Pioneira como roteirista e atriz de cinema no Brasil. Foi uma das primeiras mulheres a dirigir filmes no Brasil, fazendo estrondoso sucesso com o melodrama "O Ébrio" de 1946, sobre a ascensão e decadência de um cantor em virtude de uma decepção amorosa e do alcoolismo. O papel principal foi de seu marido, o cantor e compositor Vicente Celestino, com quem se casou em 1933. Em 1930 gravou o primeiro disco pela Odeon interpretando as toadas "A baiana tem cocada", de Ari Kerner e V. de Castro e "Tenha medo do bicho", de José Luiz da Costa e Osvaldo Santiago. Escreveu também muitos livros infantis e romances, além de uma biografia de seu marido: "A vida de Vicente Celestino".

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- Resumo biográfico no ICCA
- Canta com Vicente Celestino, "Canção de amor" no filme Coração Materno
- Tem um exemplar do livro "A vida de Vicente Celestino" no Mercado Livre
- Discografia completa no Memória Musical



Dia 25.09 - Aniversário de nascimento da cantora, compositora, instrumentista e folclorista brasileira DILU MELO (Maria de Lourdes Argollo Oliver) de 1913. Precoce, começou a estudar música e violino aos cinco anos de idade. Aos nove anos, iniciou seu aprendizado de violão com sua mãe D. Nenê e de piano com a professora Elizéne D'Ambrósio. Aos 10 anos, compôs sua primeira obra, uma valsinha intitulada "Heloísa", em homenagem à sua irmã mais nova. Em 1958, gravou de Altamiro Carrilho e Armando Nunes, o xote "Nos velhos tempos". Por influência de Antenógenes Silva, começou a tocar acordeão recebendo da imprensa a denominação de "Rainha do Acordeão. Autora de mais de cem músicas. Entre seus intérpretes estão Ademilde Fonseca, Amália Rodrigues, Carmen Costa, Nara Leão, Fagner, Clara Nunes, Marlene e Dóris Monteiro. Naceu em Viana, 25 de setembro de 1913 e faleceu no Rio de Janeiro, 24 de abril de 2000.

Principais sucessos:
- Adeus à sanfona (c/ Celso Guimarães Filho)
- As coisas erradas do mundo (c/ Mardoréo Nacre)
- Coco babaçu
- Coisas do Rio Grande
- Conceição da praia (c/ Oldemar Magalhães)
- Engenho d'água (canta Santos Meira)
- Fiz a cama na varanda (em parceria com Ovídeo Chaves)
- Harpa guarani (c/ Latini)
- Maravia (c/ Jairo José)
- Meia canha
- Menino dos olhos tristes (em parceria com Ovídeo Chaves)
- Meu barraco (canta Carmen Costa)
- Meu cavalo trotador (c/ Ademar Pimenta)
- Qual o valor da sanfona
- Recordando os pagos (c/ Zélia Majessi)
- Rendinha de algodão
- Rolete de cana (canta Jore Fernandes)
- Sapo cururu
- Saudades do Maranhão
- Tempinho bom
- Tudo é verdade (c/ Nestor de Holanda)
- Um amor em cada porto (c/ Celso Guimarães Filho)

Primeiro LP (10 polegadas):

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- Resumo biográfico no ICCA



Dia 27.09 - Falecimento do cantor, violonista e compositor FRANCISCO ALVES (Francisco de Morais Alves) em 1952. Um dos maiores fenômenos da história da música popular brasileira, Francisco Alves foi peça-chave no mercado fonográfico nacional. Surgiu em uma época em que as técnicas de gravação se aprimoravam no Brasil, os discos se popularizavam, o rádio se desenvolvia e o samba se consagrava como estilo musical. Com estimados 5 milhões de discos vendidos, sua carreira é toda superlativa. Estreou em 1929 no rádio, em programa da Rádio Sociedade, usando pela primeira vez o veículo de comunicação que faria a sua fama e glória. Ficou eternamente conhecido como o Rei da Voz (apelido dado pelo radialista César Ladeira), representante ilustre da era de ouro do rádio. Muitos foram os sucessos na voz de Francisco Alves. Alguns dos mais emblemáticos são a valsa "Boa noite, amor" (José Maria de Abreu e Francisco Matoso), "É bom parar" (Rubens Soares), "Foi ela" (Ary Barroso), "A mulher que ficou na taça" (com Orestes Barbosa), "Serra da Boa Esperança" (Lamartine Babo), "Se você jurar" (Ismael Silva), "Fita amarela" (Noel Rosa), "Aquarela do Brasil" (Ary Barroso), "Onde o céu azul é mais azul" (Alcyr Pires Vermelho, João de Barro e Alberto Ribeiro), e ainda "A voz do violão" (com Horácio Campos), "Malandrinha" (Freire Júnior), "Caminhemos" (Herivelto Martins) e "Cadeira Vazia" (Lupicínio Rodrigues e Alcides Gonçalves). Sua carreira não teve declínio. Quando morreu ainda estava no auge. Sua morte, em um acidente automobilístico, quando dirigia seu Buick, provocou comoção popular em todo o país. Milhares de pessoas acompanharam ao enterro e há até mesmo registro de um suicídio provocado pela morte do cantor.

Programa EM ALGUM LUGAR DO PASSADO Nº 8. Especial Francisco Alves - 61 anos de Saudade do maior cantor do Brasil. O Rei da Voz - Francisco Alves em programa especial produzido por Indalecio Alves de Oliveira com a vida e a história do interprete que atravessou 4 décadas cantando e encantando as gerações. Reinou de 1927 à 1952.

Primeiros LP's (10 polegadas):

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- Programa em homenagem a Francisco Alves pela OFICINA DO RÁDIO
- Canta "Comprei uma fantasia de pierrot" no filme ALÔ ALÔ CARNAVAL (1936)
- Canta "Manhãs de sol" no filme ALÔ ALÔ CARNAVAL (1936)
- Canta "Amei" no filme ALÔ ALÔ CARNAVAL (1936)
- Mais informações filmográficas no SITE COLLECTOR'S
- Francisco Alves 100% digitalizado de forma bruta no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 28.09 - Falecimento do instrumentista, regente e compositor DJALMA FERREIRA (Djalma Neves Ferreira) em 2004. Estudou piano e violino na juventude e começou a carreira de compositor em 1938, quando Francisco Alves e Silvio Caldas gravaram "Longe dos olhos", sua parceria com Cristóvão de Alencar. Na década de 40 trabalhou como pianista em casas noturnas como o Hotel Quitandinha, em Petrópolis (RJ) e o Cassino da Urca. Viajou alguns anos pela América do Sul e nos anos 50 instalou-se no Rio de Janeiro, onde abriu a boate Drink, que chegou a revelar alguns talentos em seu palco. Gravou alguns discos com seu conjunto, que teve como crooner o cantor Miltinho, e nos anos 60 radicou-se nos Estados Unidos, voltando ao Brasil esporadicamente. Teve vários sucessos como compositor, em parceria com Luís Antônio: "Lamento" cantada pelos Vocalistas Modernos, "Murmúrio" cantada por Vera Maria e "Devaneio" são alguns exemplos. Outros êxitos foram "Volta" (com Luís Bandeira) cantada por Miltinho e "Nosso samba".

Raro vídeo/montagem em movimento gravado na Boate Drink em 1952. Música LAMENTO de Djalma Ferreira e Luís Antonio. Djalma Ferreira e seus Milionários do Ritmo: Djalma Ferreira (órgão), Ed Lincoln (piano), Miltinho (vocal), Waltel Blanco (Baixo), Hugo (bateria)


Primeiros LP's (10 polegadas):

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Dia 29.09 - Falecimento da cantora e apresentadora de TV HEBE CAMARGO em 2012. Nasceu na cidade de Taubaté, interior de São Paulo, em 08 de março de 1929. Iniciou sua carreira como cantora. Atuou em várias emissoras das Rádios Associadas, em diversas capitais do Brasil. Seu pai, Fego Camargo era músico, sua mãe, dona Esterzinha, uma mulher doce, apaixonada pelos filhos, e também ligada à música. O primeiro trabalho de Hebe foi ao lado de sua irmã Estela e das primas Helena e Maria. Depois ela e a irmã formaram uma dupla sertaneja. Aí veio o primeiro contrato como cantora-solo, nas Rádios Tupi e Difusora de São Paulo. Quando veio a TV Tupi, Hebe foi logo escalada, pois era bonita e charmosa e boa cantora, mas seguiu com Dermival Costalima, logo no início de 1952, para a Rádio Nacional e depois TV Paulista. Aí começou sua carreira de apresentadora. Entre os programas que apresentava, destacou-se “O Mundo é das Mulheres”, organizado por Walter Forster. Nascia então a “Estrela de São Paulo”. Seu jeito alegre de ser, encantava a todos. Começou a receber em seus programas as maiores personalidades do Brasil e do exterior. Dizia-se: “Não passou pelo sofá da Hebe, não existiu”. O primeiro casamento de Hebe foi com Décio Capuano, com quem teve o filho Marcelo. Anos mais tarde se separou e uniu-se a Lélio Ravagnani, de quem depois ficou viúva. A carreira de Hebe foi sempre repleta de sucessos. Esteve também na TV Record, na Rádio Mulher, onde fazia um programa matinal, participou da TV Bandeirantes, da Rádio Capital, fazendo o programa direto de sua residência, da Rádio Nativa, e do SBT nas noites de segunda-feira. Hebe gravou inúmeros discos. Ela conseguiu todos os prêmios, troféus e honrarias que uma artista pode conquistar. Em 2004, festejou seus 18 anos de SBT, com uma festa monumental, com a presença de número imenso de autoridades brasileiras. Respeitada por políticos, personalidades e artistas, todos a entenderam e a aceitaram como ela era: espontânea , brejeira, alegre, irreverente, vaidosa e bondosa, como diz Vida Alves, que percebe nela, eternamente, um coração de menina. Essa é Hebe Camargo a "Estrela número 1 do Brasil".

Primeiro e único LP 10 polegadas:

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Dia 30.09. - Aniversário de nascimento do regente, arranjador, pianista, professor e compositor LEO PERACCHI de 1911. Mestre da instrumentação moderna brasileira, Leo Peracchi nasceu em São Paulo, em 30/9/1911, primeiro filho de Memore e Ada Peracchi. Seu pai foi professor de música e diretor do Conservatório Benedetto Marcello, depois Conservatório Carlos Gomes. Teve quatro irmãos, três dos quais também musicistas (Henriqueta Elda, pianista, Eldo, violoncelista e Gemma Rina, pianista e professora do conservatório Carlos Gomes e Tina, secretária e estenografa). Formou-se em piano e composição em 1927, no conservatório do pai, onde, ainda de calças curtas, dava aula de teoria e solfejo.

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- Site sobre Leo Peracchi no SESC SÃO PAULO
- Informações diversas no ACERVO RADIOFÔNICO COLLECTOR'S




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