Collector's
Studios Ltda.
::: Collector's ::: Rádio Collector's

Ouvintes online:
• Visualizar em 800 X 600 pixels • Internet Explorer ou Firefox
HOME NOSSA PROPOSTA O DISCO O RÁDIO NOTÍCIAS CADASTRE-SE FALE CONOSCO BUSCAS LOJA
     
Web Site


   Collector's Notícias Online - retrospectiva outubro

     
Dia 03.10 - Falecimento da cantora EMILINHA BORBA (Emília Savana da Silva Borba) em 2005. Nasceu no bairro carioca da Mangueira, o que desde cedo selou sua ligação àquela escola de samba. Ainda criança começou a se apresentar em programas de auditório e de calouros no rádio. Sua fama foi se consolidando aos poucos e logo formou a dupla As Moreninhas ao lado de Bidu Reis, que durou pouco mais de um ano. Em 1939 gravou seu primeiro disco solo pela Columbia e conseguiu, com a ajuda de Carmen Miranda, ser contratada pelo Cassino da Urca como crooner. Assinou mais tarde com a Rádio Nacional, e lá ficou por 27 anos, tornando-se uma das mais conhecidas estrelas do rádio. Participou também de vários filmes. De 1968 a 1972 Emilinha esteve afastada dos microfones por um problema nas cordas vocais que a obrigou a fazer três cirurgias e longo estudo para reeducar a voz e poder voltar a cantar. Ganhou muitos títulos e prêmios nos anos 50, e seu fã-clube exaltado tem uma rixa eterna com o da cantora Marlene. As duas cantoras disputaram várias vezes o posto de Rainha do Rádio, mas mesmo assim gravaram juntas diversas faixas. Entre os grandes sucessos de Emilinha estão "Baião de dois" (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) com Os Boêmios, lançado por volta de mar-abr.1950, "Cachito" (Consuelo Velasquez, versão de A. Bougert) lançado em 1958, "Chiquita bacana" (João de Barro e Alberto Ribeiro) lançado em jan.1949, "Dez anos" (versão de Lourival Faisal para a música de Rafael Hernandez) lançado em mai.1951, "Escandalosa" (Djalma Esteves e Moacir Silva) lançado em jun.1947, "Paraíba" (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) com Os Boêmios, lançado por volta de mar-abr.1950, "Primavera no Rio" (João de Barro) lançado por volta de set-out.1958 e "Se queres saber" (Peterpan) lançado por volta de ago-out.1947. Todas fazem parte de sua obra completa em discos 78 rpm levantada, restaurada e digitalizada pelo Collector's Studios. Emilinha faleceu aos 82 anos de infarto, em seu apartamento em Copacabana.

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Emilinha Borba OFICIAL HOME PAGE
- Emilinha canta "Em meus braços" no filme de 1959 GAROTA ENXUTA
- Emilinha canta "Cachito" no filme de 1959 CALA A BOCA ETELVINA
- Emilinha canta "Melodia do meu bairro" no filme de 1957 DE PERNAS PRO AR
- Emilinha canta "Fora do samba" no filme de 1957 BARNABÉ, TU ÉS MEU
- Obra 78 rpm 100% restaurada e digitalizada no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 03.10 - Falecimento do compositor HUMBERTO TEIXEIRA em 1979. Cearense de Iguatu, começou a estudar música cedo, aprendendo flauta e mais tarde bandolim. Ainda adolescente, começou a editar composições (a primeira foi "Miss Hermengarda", aos 13 anos, composta em homenagem a uma concorrente de um dos primeiros concursos de beleza realizados no Ceará), e no início dos anos 30 radicou-se no Rio de Janeiro, com o objetivo de estudar medicina. Na então capital federal, continuou compondo regularmente e tendo suas músicas editadas. Em 1934 foi um dos vencedores de um concurso de marchas de carnaval, ao lado de Ary Barroso, Ari Kerner e outros compositores de tarimba. Acabou desistindo da medicina e optando pelo direito, profissão em que se formou em 1943, exercendo a advocacia e a música simultaneamente. Em 1945 conheceu o parceiro que o celebrizaria, o Rei do Baião Luiz Gonzaga. Feita a dupla, trataram de divulgar maciçamente os ritmos nordestinos, em especial o baião, suprindo uma lacuna mercadológica então existente. Por esse motivo Humberto Teixeira ficou conhecido como o "doutor do baião". Sua primeira composição com Gonzaga gravada foi justamente "Baião", pelo grupo Quatro Ases e Um Coringa. A partir de então uma série de grandes sucessos sucedeu-se: "Qui nem jiló" na voz e Marlene e Os Cariocas, "Baião de dois" na voz de Emilinha Borba, "Assum preto" na voz de Luiz Gonzaga, "No meu pé de serra" na voz de Luiz Gonzaga e, especialmente, "Asa branca". Apesar de ser conhecido como "letrista" de Luiz Gonzaga, Humberto também tem composições só suas, como o baião "Kalu", grande sucesso na voz de Dalva de Oliveira. Outros parceiros foram Sivuca (com quem compôs "Adeus, Maria Fulô", que teve leitura psicodélica feita pelos Mutantes em 1968), seu cunhado Lauro Maia ("Deus me perdoe" na voz de Cyro Monteiro, "Só uma louca não vê" na voz de Orlando Silva, "Poema imortal") também na voz de Orlando Silva e Lírio Panicalli ("Sinfonia do café" na voz de Déo). Em 1950 foi eleito deputado federal em seu estado natal, e entre seus projetos políticos destaca-se o que incentivava turnês de divulgação da música brasileira no exterior. Também figurou na diretoria da União Brasileira de Compositores (UBC) e lutou politicamente pelos direitos autorais.

Tributos em LP's 10 polegadas:

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Humberto Teixeira no ACERVO RADIOFÔNICO COLLECTOR'S



Dia 03.10 - Aniversário de nascimento do cantor ORLANDO SILVA (Orlando Garcia da Silva) de 1915. Considerado o melhor dos grandes cantores da era do rádio, ao lado de Francisco Alves, Silvio Caldas e Carlos Galhardo, Orlando Silva teve uma história de glórias e dramas. Seu período de auge durou relativamente pouco: apenas sete anos, de 1935 a 1942. Filho de um violonista e chorão amador, perdeu o pai aos 3 anos de idade, vitimado pela gripe espanhola. Por isso, teve que largar os estudos cedo para trabalhar. Aos 17 anos perdeu parte do pé esquerdo em um acidente de bonde, o que o obrigou a ficar quatro meses hospitalizado com dores horríveis, que só cediam com doses de morfina. Quando se recuperou voltou a trabalhar como cobrador numa linha de ônibus. Costumava cantar para os amigos e vizinhos até que um conhecido o apresentou ao cantor Luiz Barbosa, que o levou para a Rádio Cajuti. Um dia o violonista e compositor Bororó o ouviu e apresentou a Francisco Alves, que gostou do que ouviu. Passou a se apresentar em programas de rádio e em 1935 gravou o primeiro disco. No ano seguinte participou de um filme e da inauguração da Rádio Nacional, onde passou a ter seu próprio programa. Foi numa temporada em São Paulo, em que cerca de 10 mil pessoas foram ouvi-lo, que surgiu o apelido "Cantor das Multidões". Em março de 1937 lança o que seria um de seus maiores sucessos: "Lábios que beijei" (J. Cascata e Leonel Azevedo), com o inovador arranjo de cordas feito pelo maestro Radamés Gnattali. Orlando fez também as primeiras gravações de "Carinhoso" (Pixinguinha e João de Barro) e "Rosa" (Pixinguinha e Otávio de Souza). Os sucessos não paravam, e a vendagem dos discos continuava aumentando sempre: "Nada além" (Custódio Mesquita e Mário Lago), "Dá-me tuas mãos" (Roberto Martins e Mário Lago), "Boêmio" (Ataulfo Alves, J. Pereira e O. Portella), "Juramento falso" (J. Cascata e Leonel Azevedo), "Deusa do cassino" (Newton Teixeira e Torres Homem), "Por quanto tempo ainda" (Joubert de Carvalho), "Naná" (Custódio Mesquita, Jardel e Geysa Bôscoli), "Abre a janela" (Roberto Roberti e Arlindo Marques Jr), "Curare" (Bororó), "Alegria" (Assis Valente e Durval Maia), "Aos pés da cruz" (Marino Pinto e José Gonçalves), "A primeira vez" (Bide e Marçal), "Dama do cabaré" (Noel Rosa). Por volta de 1940 a carreira de Orlando Silva, então no auge da fama, entrou em declínio. Começou a fazer uso frequente de morfina, tornando-se dependente químico e tendo crises de abstinência quando não podia usar a droga. Em 1942 passou alguns meses afastado dos estúdios, em parte por causa de um problema dentário, em parte porque estava se internando para livrar-se da morfina. Tentando livrar-se de uma dependência, acabou também vitimado por outra, o alcoolismo. Suas cordas vocais não resistiram ao álcool e à morfina, e quando Orlando voltou ao estúdios já não era o mesmo. Entre maio e novembro de 1942, tudo mudou na vida do Cantor das Multidões. Rescindiu seus contratos com a gravadora RCA e mais tarde com a Rádio Nacional, em 1945. Depois disso, o cantor ensaiou diversas "voltas", prosseguindo na carreira com alguns sucessos até o ocaso, apesar de cultuado com devoção por discípulos que vão de João Gilberto a Caetano Veloso.

Programa "Só pra lembrar" apresentado por Albino Pinheiro nos anos 1970. Documentário sobre a vida do brasileiro "Orlando Silva", O Cantor das Multidões.

Primeiros LP's (10 polegadas):

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Obra completa em discos 78 rpm 100% restaurada no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 04.10 - Falecimento do compositor, instrumentista e pintor HEITOR DOS PRAZERES em 1966. Lendária figura da fase pioneira do samba, nasceu no Rio de Janeiro e cresceu na zona do Mangue e da Praça Onze, trabalhando desde os 7 anos de idade e tendo inclusive sido preso por vadiagem aos 13. Frequentava as primeiras rodas de samba e macumba na famosa casa da Tia Ciata e foi um dos fundadores da escola de samba Vai Como Pode, que mais tarde virou Portela, nos anos 20. No final dessa década desenvolveu uma rixa com Sinhô, o Rei do Samba, por causa da autoria de algumas músicas, que Sinhô teria se apropriado indevidamente, como "Gosto que me enrosco", grande sucesso na voz de Mário Reis. Por causa da disputa Heitor dos Prazeres compôs dois sambas satíricos, como protesto: "Olha ele, cuidado!" na voz de Alfredo Albuquerque e "Rei dos meus sambas". Na década de 30 teve sambas gravados pelos grandes cantores do rádio, como Mário Reis, que gravou "Deixaste meu lar" e Francisco Alves que gravou "Mulher de malandro". Um de seus maiores sucessos foi "Pierrô apaixonado", parceria com Noel Rosa, gravada em 1936 por Joel e Gaúcho, com arranjo de Pixinguinha e acompanhamento da orquestra Diabos do Céu. Outras músicas também populares foram "Lá em mangueira" com Herivelto Martins e "Canção do jornaleiro" na voz de Jonas Tinoco. Passou a trabalhar na rádio, criando o grupo Heitor e sua Gente e mais tarde integrou outros conjuntos de samba, como o Grupo Carioca, que contava com Cartola e Paulo da Portela. Nos anos 50 trabalhou como produtor e ritmista na Rádio Nacional. Teve expressiva atuação também como pintor, participando de exposições. Em 1999, o Museu de Belas Artes, no Rio, realizou a mostra "As Três Artes de Heitor dos Prazeres", destacando sua atuação como pintor, poeta e compositor.

Primeiros LP's (10 polegadas):

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Site oficial de HEITOR DOS PRAZERES
- Joel e Gaúcho cantam "Pierrô Apaixonado" no filme ALÔ ALÔ CARNAVAL
- Heitor dos Prazeres no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 05.10 - Falecimento do cantor MÁRIO REIS (Mário da Silveira Meirelles Reis) em 1981. De família carioca abastada, começou a ter aulas de violão na mesma época em que ingressou na faculdade de Direito, por volta de 1926. O professor era Sinhô, conhecido como Rei da Samba, que, impressionado com o aluno, resolveu levá-lo para uma gravadora. Mário Reis inaugurou em estilo de cantar diferente do que havia no Brasil até então. Ao contrário dos vozeirões do rádio, cantava coloquial, com outro timbre e uma divisão rítmica mais ágil, dando uma interpretação diferente às canções. Seus primeiros sucessos foram gravações de músicas de Sinhô, como "Que vale a nota sem o carinho da mulher", "Jura" e "Gosto que me enrosco", essas duas últimas do 78 rpm que foi seu primeiro grande êxito. Foi colega de Ary Barroso na Escola de Direito, e foi o primeiro intérprete a gravar uma música do então desconhecido pianista e compositor: o samba "Vou à Penha", em 1929. No ano seguinte começou a gravar uma série de discos em dupla com o vozeirão de Francisco Alves, fórmula que mostrou-se extremamente bem-sucedida, e imitada, entre outras, pela dupla Jonjoca e Castro Barbosa. Na década de 30 firmou-se como um dos maiores intérpretes de Noel Rosa, que também foi seu parceiro. Entre essas gravações estão a de "Filosofia" (Noel e André Filho) e "Meu barracão". Gravou, em 1933, dois grandes sucessos de Lamartine Babo, "Linda morena" e "A tua vida é um segredo", e no ano seguinte "Alô Alô" (André Filho) em dueto com Carmen Miranda. Outro grande êxito foi com "Agora é cinza", de Alcebíades Barcelos e Armando Marçal, que nos anos 80 voltaria a ser sucesso com Mestre Marçal, filho do compositor. Consagrado como um dos maiores cantores da era do rádio, afastou-se do meio artístico nos anos 40, voltando a gravar esporadicamente nas décadas de 50 e 60 e ainda em 1971, regravando grandes sucessos.

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Cantando "Cadê Mimi" no filme ALÔ ALÔ CARNAVAL (1936)
- Cantando "Teatro da vida" no filme ALÔ ALÔ CARNAVAL (1936)
- Livro "O fino do Samba" de Luís Antônio Giron na ESTANTE VIRTUAL
- Mário Reis no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 08.10 - Aniversário de nascimento do poeta, compositor, cantor e teatrólogo CATULO DA PAIXÃO CEARENSE de 1863. Filho de Amâncio José Paixão Cearense (natural do Ceará) e Maria Celestina Braga (natural do Maranhão). Mudou-se para o Rio em 1880, aos 17 anos, com a família. Trabalhou como relojoeiro. Conheceu vários chorões da época, como Anacleto de Medeiros e Viriato Figueira da Silva, quando se iniciou na música. Integrado nos meios boêmios da cidade, associou-se ao livreiro Pedro da Silva Quaresma, proprietário da Livraria do Povo, que passou a editar em folhetos de cordel o repertório de modismos da época. Catulo da Paixão Cearense passou a organizar coletâneas, entre elas "O cantor fluminense" e "O cancioneiro popular", além de obras próprias. Vivia despreocupado, pois era boêmio, e morreu na pobreza. Em algumas composições teve a colaboração de alguns parceiros: Anacleto de Medeiros, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Francisco Braga e outros. Como interprete, o maior tenor do Brasil, Vicente Celestino. Suas mais famosas composições são "Luar do Sertão" (em parceria com João Pernambuco), de 1914, que na opinião de Pedro Lessa é o hino nacional do sertanejo brasileiro, e a letra para "Flor amorosa", que havia sido composta por Joaquim Calado em 1867 e aqui cantada por Aristarco Dias Brandão em 1913. Também é o responsável pela reabilitação do violão nos salões da alta sociedade carioca e pela reforma da ´modinha´.

Tributos em LP's 10 polegadas:

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Documentário sobre Catulo na RÁDIO BATUTA DO IMS
- Catulo da Paixão Cearense na RÁDIO UOL



Dia 08.10 - Falecimento do cantor e compositor LUÍS BARBOSA (Luís dos Santos Barbosa) em 1938. De uma família de músicos e radialistas, morreu cedo aos 28 anos, de tuberculose, mas teve uma carreira marcante na música brasileira. Carioca, iniciou a carreira no rádio em 1931, cantando sambas. No mesmo ano gravou discos pela Odeon, com sambas seus "Sou jogador", de Nássara e Orestes Barbosa, "Caixa Econômica" e outros. Firmou-se como intérprete de sambas sincopados e sambas-canção, e gravou "No tabuleiro da baiana" (Ary Barroso) ao lado de Carmen Miranda. Entre as inovações que introduziu na forma intimista de cantar samba, que teria muitos seguidores, estão a introdução do "breque" de forma mais sistemática e o acompanhamento rítmico feito pelo chapéu de palha. Cantou o primeiro jingle comercial do rádio brasileiro, composto por Nássara, no Programa Casé. Foi o responsável pelo fato de Ciro Monteiro estrear no rádio no citado programa. Sua arte influenciou de forma expressiva os batuques de Ciro Monteiro e Dilermando Pinheiro.
SEU LIBÓRIO - João de Barro e Alberto Ribeiro - Luiz Barbosa
Extraído do filme ALÔ ALÔ CARNAVAL - Cinédia - 1936




Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Documentário sobre Luis Barbosa na RÁDIO BATUTA DO IMS
- Relação de sucessos no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 08.10 - Aniversário de nascimento da cantora MARILU de 1918. Nasceu em Vila Isabel no Rio de Janeiro. Estreou na Rádio Educadora cantando músicas portuguesas mas logo bandeou-se para o samba, principalmente os sambas jocosos e brejeiros de José Gonçalves (Zé com Fome ou Zé da Zilda) criando um estilo próprio muito semelhante ao que hoje defende a cantora Miriam Batucada. Sua primeira grava- ção foi na Victor, em 1940, com o samba-choro "Meu mulato e meu canário" (Jardel Noronha e Célio Ferreira) e do outro lado "Bole Bole" (José Gonçalves). Em seguida grava de José Gonçalves "Machucando a gente" e "Projeto de samba", dois dos legítimos exemplos da sua característica de sambista. Na Victor ficou até 1943 onde gravou pelo última vez, em 9 de dezembro, as músicas "Tu bem sabes" e "Ele já não te ama". Em 1946 gravou na Continental "Filas e mais filas" e "Viúva de quatro maridos". Há ainda o registro de um disco com duas marchas no selo Carnaval porém não nos foi possível encontrar nenhum exemplar desse disco e por isso as músicas alí gravadas não figuram na discografia que estamos editando. São elas: "Aqui tá bom" e "Society". Marilu atuou em muitas emissoras cariocas como a Tupi, Mayrink e Nacional. Excursionou a vários Estados e apresentou-se em cassinos principalmente em Buenos Aires onde esteve por longo tempo atuando na boate Sagaró, no teatro Smart e nas rádios El Mundo e Spendid. Segundo Abel Cardoso Junior, Enrique Cadicamo compôs especialmente para ela a música "Muito bem". No cinema, Marilu participou do filme Laranja da China, na Sonofilmes, em 1940 cantando Joujoux e Balangandãs. Marilu era sambista reconhecida e senhora de um ritmo excepcional, improvisadora, descontraida e brejeira. Embora o mais frequente compositor de suas gravações seja o Zé da Zilda, figuram em seu repertório composições de Benedito Lacerda, Haroldo Lobo, Valfrido Silva, Antônio Nássara, Roberto Martins, Mário Rossi, Max Bulhões, Cyro Monteiro, Sá Roris, Vicente Paiva e Eratóstenes Frazão, entre outros, o que demonstra o prestígio da cantora, em sua época.

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA



Dia 09.10 - Falecimento do violonista, cantor, professor de violão e compositor PATRÍCIO TEIXEIRA em 1972. Foi um dos pioneiros da gravação no Brasil, iniciando carreira na década de 10 nas companhias então estabelecidas no Rio de Janeiro: Odeon, Parlophon, Columbia e Victor. Gravou diversos discos, interpretando valsas, modinhas, lundus, sambas etc. Trabalhou com Pixinguinha, Donga e os Oito Batutas, e nas décadas de 20 e 30 emplacou vários sucessos: "Casinha pequenina", "Trepa no coqueiro" (Ari Kerner), "Gavião calçudo" (Pixinguinha), "Xoxô" (Luperce Miranda), "Cabide de molambo" (João da Baiana), "Sete horas da manhã" (Ciro de Souza), Teve atuação destacada como professor de violão e canto. Algumas de suas alunas foram Aurora Miranda, Linda Batista entre outros.

Método para violão por Patrício Teixeira:

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA



Dia 09.10 - Aniversário de nascimento do compositor e instrumentista MÁRIO ZAN (Mário João Zandomeneghi) de 1920. Foi um acordeonista ítalo-brasileiro, famoso por suas canções típicas das festas juninas do centro-sul do Brasil. Emigrou com sua família para o Brasil ainda na década de 1920 e instalou-se na região de Catanduva, São Paulo, onde teve como principal incentivador o primo e acordeonista Hilário Fossalussa da folclórica cidade de Olímpia. Começou a tocar acordeão aos treze anos de idade foi considerado um dos melhores acordeonistas do Brasil, tendo se tornado pelas composições (mais de mil gravadas) das mais populares canções das festas juninas paulistas como a "Quadrilha completa", "Balão bonito", "Noites de junho" ou "Pula a fogueira". Foi o autor dos Hinos comemorativos dos 400 anos e 450 anos da cidade de São Paulo. Luís Gonzaga disse uma vez que Mario Zan era o verdadeiro "rei da sanfona". Duas de suas canções ultrapassaram as fronteiras brasileiras: "Nova Flor" (escrita em parceria com Palmeira e gravado em inglês como "Love Me Like a Stranger", em espanhol como "Los Hombres no Deben Llorar", em alemão como "Fremde oder Freunde") e o "Hino do quarto centenário de São Paulo", escrita em parceria com J. A. Alves.

Primeiros LP's (10 polegadas):

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA



Dia 10.10 - Falecimento do cantor e compositor ZÉ DA ZILDA (José Gonçalves) em 1954. Participante da dupla denominada inicialmente Dupla da Harmonia, cantava principalmente sambas em espetáculos e programas de rádio nos ano 30. Zé da Zilda era também compositor da Mangueira, autor de sucessos como "Não quero mais amar a ninguém", composto em parceria com Cartola e Carlos Cachaça e interpretada por Aracy de Almeida no carnaval de 1936. Em 1938 a dupla se casou e adotou o nome artístico Zé da Zilda e Zilda do Zé. O primeiro disco da dupla foi um 78 rpm com "Fim de eixo" e "Levanta, José", lançado em 1944. Emplacaram sucessos em carnavais dos anos 40 e 50, como "Só pra chatear" (Príncipe Pretinho) e "Saca-rolha" (com Valdir Machado). Depois da morte de Zé da Zilda, em 1955, a esposa compôs algumas músicas em sua homenagem, como "Vai que depois eu vou" e "Vem me buscar" (ambas com Adolfo Macedo e Airton Borges).

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA



Dia 10.10 - Aniversário de nascimento da cantora ALDA VERONA de 1898. Nasceu no bairro da Tijuca e foi educada nos melhores colégios. Destacava-se nas festas escolares e mostrava grande desejo de ser artista, tendo estudado canto com Eloísa Mastrangioli e outros professores. Em 1925 sua família mudou-se para Recife, onde teve a oportunidade de cantar pela primeira vez uma opereta, "Berenice", de Nelson Paixão e Valdemar de Oliveira. Na volta ao Rio de Janeiro, começou a se apresentar na Rádio Sociedade, cantando músicas de câmara, sua especialidade. Em agosto de 1929, foi lançado seu primeiro disco pela Parlophon, com as valsas "Melodia do amor" (Nelson Ferreira) e "Veneno louro" (Nelson Ferreira e Osvaldo Santiago), junto de outro disco pela Odeon, com as canções "Caboca cherosa" (Valdemar de Oliveira e Raimundo Brito) e "Maracatu" (Valdemar de Oliveira e Ascenso Ferreira), estas da opereta citada. Até o ano seguinte gravou outros discos, adquirindo prestígio com sua belíssima voz de soprano e dicção perfeita. Voltou a gravar na Victor em 1932, na qual permaneceu até 1934. No primeiro disco registrou a versão de um sucesso internacional, a valsa "Canção de amor cubano" (Fields, McHugh, Sothart, versão de Ari Kerner), que se tornou sua interpretação mais famosa. Em 1933 gravou em dueto com César Pereira Braga "Canção do abandono" (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano) e encerrou a carreira discográfica com as canções "Diga-me uma vez" (Gentner e Sivan) e "Tão fácil a felicidade" (Valdemar de Oliveira). Gravou um total de 21 discos 78 rpm totalizando 40 músicas. Tendo certo dia faltado no Programa Casé uma radioatriz, foi chamada para substituí-la, daí por diante acumulando as funções de cantora e radioatriz. Atuou como intérprete nos filmes "Cisne branco", de Luís de Barros, em 1940, e "O dia é nosso", de Milton Rodrigues, em 1941. Em 1942, a Rádio Nacional contratou-a para seu radioteatro, aí permanecendo por exatos 30 anos, tanto representando papéis dramáticos como humorísticos. Alda Verona faleceu em 1989 no Rio de Janeiro RJ com 91 anos de idade.

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA



Dia 11.10 - Falecimento da cantora ODETE AMARAL em 1984. Foi levada por sua irmã à Rádio Guanabara, na época dirigida por Alberto Manes, para que fizesse um teste. Fez a prova acompanhada pelo pianista Felisberto Martins, cantando "Minha embaixada chegou", de Assis Valente. Com o sucesso do teste, a cantora foi logo escalada para participar do programa "Suburbano", onde também se apresentavam Sílvio Caldas, Marília Batista, Noel Rosa, Almirante, Aurora e Carmen Miranda, entre outros. Levada por Almirante, passou a cantar também na Rádio Clube. Participou da inauguração do Cassino Atlântico e, pouco depois, apresentava-se na Rádio Ipanema. Atuou ainda em várias emissoras, dentre as quais a Philips e a Cruzeiro do Sul. Gravou seu primeiro disco, na Odeon, interpretando os sambas "Palhaço", de Milton Amaral e Roberto Cunha e "Dengoso", de Milton Amaral. Em seguida, foi levada por Ary Barroso para a RCA Victor, onde estreou com a batucada "Foi de madrugada" e a marcha "Colibri", ambas de Ary Barroso. Paralelamente, cantava em coro, atuando em discos de colegas como Francisco Alves, Mário Reis e Almirante. Mais a frente assinou o primeiro contrato de sua carreira, na Rádio Mayrink Veiga. Por essa época, recebeu de César Ladeira o slogan de "A voz tropical do Brasil". Participou da inauguração da Rádio Nacional, onde permaneceu por dois anos.

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Obra completa em discos 78 rpm no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 12.10 - Aniversário de nascimento do cantor e compositor BOB NELSON (Nelson Roberto Perez) de 1918. Depois de se diplomar pela Escola de Comércio de Campinas, iniciou a carreira artística como cantor. Cantava em bailes, rádios e orquestras, e chegou a acompanhar Carmen Miranda em 1939, quando ela se apresentou em Campinas. A partir do início dos anos 40, inspirado nos filmes de Gene Autry, passou a se caracterizar como tirolês-caubói, e em 1943 ganhou um prêmio na Rádio Cultura de São Paulo por sua interpretação de "Oh, Susana". Na Rádio Tupi decidem mudar-lhe o nome para Bob Nelson, mais comercial. Mais tarde mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou na Rádio Nacional e participou de filmes. Aposentou-se da Rádio Nacional em 1976.

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Cantando "Como é burro o meu cavalo" no filme É COM ESTE QUE EU VOU



Dia 12.10 - Aniversário de nascimento do cantor JOÃO DIAS (João Dias Rodrigues Filho) de 1927. Iniciou sua carreira em 1948 na Rádio São Paulo. No ano seguinte atuou na Rádio Bandeirante e em 1950 foi apresentado, na boite Cairo, ao cantor Francisco Alves que se interessou por sua carreira em virtude da grande semelhança de vozes entre os dois. Trazido para o Rio, gravou seu primeiro disco na Odeon com as músicas "Guacira" e "Canta Maria". Em 1952 gravou na Odeon seu primeiro sucesso carnavalesco "Grande Caruso" e em novembro do mesmo ano estreou na Rádio Tupi do Rio de Janeiro o seu programa Audições João Dias e cuja gravação o Collector´s Studios tem em seu acervo. Em 1953 transferiu-se para a Rádio Nacional e em 1955 passou a apresentar um programa dominical. João Dias era considerado o "herdeiro musical de Francisco Alves", de quem foi grande amigo. Ficou conhecido como o Príncipe da Voz. Foi presidente da SOCIMPRO e teve destacada atuação na elaboração da lei de Direitos Autorais que incluiu o Direito Conexo, possibilitando assim aos artistas uma remuneração pela reprodução radiofônica de suas gravações.

Primeiro LP (10 polegadas):

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA



Dia 12.10 - Aniversário de nascimento do cantor, compositor e radialista LUIZ VIEIRA (Luiz Rattes Vieira Filho) de 1928. Pernambucano de Caruaru, foi fortemente influenciado pelos cantadores e violeiros da região. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde participou de programas de calouros e foi crooner de boates e restaurantes. Em 1946 passou a trabalhar na Rádio Clube do Brasil, cantando músicas nordestinas, e mais tarde na Rádio Tamoio, no programa Salve o Baião, ao lado de Luiz Gonzaga. Trabalhou em televisão e estudou a fundo a cultura popular nordestina e a literatura de cordel. Gravou relativamente poucos discos para quem compôs mais de 400 músicas. Entre as mais conhecidas estão "Menino de Braçanã" (com Arnaldo Passos), "Paz do meu amor", "Na asa do vento", "Maria Filó", "Estrela miúda" (todas com João do Vale), "Inteirinha", "Os olhinhos do menino", "Guarânia da saudade", "Pagando o pato", "Prelúdio pra nina gente grande", Guarânia da lua nova" e "Forró do Chico Moço". Atualmente continua se apresentando em shows e eventos.

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Site oficial de LUIZ VIEIRA



Dia 14.10 - Aniversário de nascimento do compositor e percussionista ARMANDO MARÇAL (Armando Vieira Marçal) de 1902. De família pobre, teve infância difícil, que mal lhe permitiu cursar o primário. Desde cedo iniciou-se no aprendizado de lustrador de móveis no qual se especializou. Formou, com Alcebíades Barcelos, uma das mais importantes duplas de compositores da Música Popular Brasileira. Era considerado um dos Bambas do Estácio de Sá, embora morasse no Catumbi. Exímio percussionista, Marçal tomou parte em inúmeras gravações na Victor, Odeon e Continental. Atuante a partir da década de 30, a dupla de compositores alcançou o seu primeiro sucesso com "Agora é cinza", samba inicialmente lançado no Carnaval de 1933, na Escola de Samba Recreio de Ramos, da qual Marçal era o vice-presidente. Depois, modificado, o samba foi gravado por Mário Reis, na Victor, em outubro daquele ano e lançado para o Carnaval de 1934. No início desse mesmo ano de 34, Francisco Alves gravou da dupla "Vivo desse amor" e "Durmo sonhando" e mais no final do ano gravou "Ama-se uma vez", todas na Victor. O próprio Mário Reis gravaria em 1934 "Meu sofrimento" e "Nosso Romance" e Carmen Miranda gravou "Nunca mais". Assim, ao poucos, a dupla foi ficando famosa nos meios musicais. Armando Marçal trabalhou, a partir de 1939 na Rádio Nacional onde tocava humilde e tamborim tendo, inclusive, acompanhado o famoso Regional de Benedito Lacerda. Teve entre seus intérpretes a fina flor da música popular brasileira da época como Francisco Alves, Carmen Miranda, Mário Reis, Silvio Caldas, Almirante, Carlos Galhardo (o que mais gravou músicas da dupla), Orlando Silva, Anjos do Inferno, Gilberto Alves, 4 Azes e 1 Coringa e outros com menor número de gravações. Na sua época, era com prazer que Armando Marçal abria sua casa para rodas de samba, às quais compareciam Paulo da Portela, Orlando Silva, Silvio Caldas, Francisco Alves e Heitor dos Prazeres. Armando Marçal faleceu de uma parada cardíaca quando estava nos escritórios da Victor e segundo a lenda morreu rindo pois sofreu o infarto logo após gargalhar de uma piada contada no estúdio.

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Trio Irakitan canta "Agora é cinza" no filme ABSOLUTAMENTE CERTO (1958)
- Obra completa em discos 78 rpm 100% restaurada no ACERVO COLLECTOR'S




Dia 15.10 - Falecimento do compositor e jornalista ANTÔNIO MARIA (Antônio Maria Araújo de Morais) em 1964. Nasceu numa família de posses. Teve aulas de piano e francês na infância, como era comum às crianças da classe alta. Na adolescência, porém, uma crise econômica afetou a indústria usineira e levou a família à bancarrota. Arranjou o primeiro emprego aos 17 anos, como apresentador de programas musicais na Rádio Clube Pernambuco. Por essa época já frequentava a boêmia de Recife. Em 1940 resolveu ir para o Rio de Janeiro, de navio. Na então capital federal foi morar com o jornalista Fernando Lobo, antigo amigo de farras pernambucanas, e com Abelardo Barbosa, que mais tarde se tornaria Chacrinha. A primeira estadia carioca não foi bem-sucedida. Apesar de ter conseguido trabalho como radialista, a vida era difícil e em 1944 voltou para Recife, e por lá se casou. Trabalhou em emissoras de rádio em Fortaleza e na Bahia, onde fez amizade com Dorival Caymmi e Jorge Amado. A segunda e definitiva tentativa de viver no Rio de Janeiro foi em 1947, desta vez com a mulher e os dois filhos. Foi diretor artístico da Rádio Tupi e da TV Tupi, participando ativamente do primeiro programa de televisão transmitido no Brasil, em 1951. Sua atuação como jornalista - e principalmente cronista - é destacada. Escreveu crônicas diárias durante mais de 15 anos, nas colunas "A noite é grande", "O jornal de Antônio Maria", "Mesa de pista" e "Romance policial de Copacabana". Como compositor, começou criando jingles, e em 1951 seu samba "Querer bem" (com Fernando Lobo) foi gravado por Aracy de Almeida. No ano seguinte, depois de sua transferência da Tupi para a Mayrink Veiga (quando passou a ganhar o maior salário do rádio na época), atuou como locutor esportivo, além de apresentador de programas de grande audiência. Nesse mesmo ano (1952) a então estreante cantora Nora Ney realizou as gravações de "Menino grande" e "Ninguém me ama", esta última o maior sucesso de Antônio Maria, e um verdadeiro clássico da dor-de-cotovelo. Figura boêmia, frequentador assíduo de noitadas intermináveis em boates, compôs grandes sucessos com diferentes parceiros, como "Valsa de uma cidade", com Ismael Neto, aqui na voz de Lúcio Alves, "Manhã de Carnaval", com Luiz Bonfá, aque na voz de Peri Ribeiro "Suas mãos", com Pernambuco aqui na voz de Maysa Matarazzo e "Quando tu passas por mim", com Vinicius de Moraes. Era cardiopata e se autodefinia como "cardisplicente: homem que desdenha o próprio coração". Morreu fulminado por um infarto em 1964.

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Nora Ney canta "Ninguém me ama" no filme CARNAVAL ATLÂNTIDA (1952)



Dia 15.10 - Falecimento do compositor, jornalista e locutor JAIR AMORIM (Jair Pedrinha de Carvalho Amorim) em 1993. Nascido em Leopoldina (ES), cursou o ginásio em Petrópolis (RJ) e aos 13 anos já escrevia alguns versos em português para músicas estrangeiras. Quando completou 15, perdeu o pai e foi forçado a largar os estudos. Foi trabalhar no Diário da Manhã, de Vitória (ES), fazendo de tudo um pouco – de revisor e crítico de teatro e cinema a cronista social. Em 1940, dirigiu a Rádio Clube do Espírito Santo, produzindo diversos programas e atuando como locutor. Foi por essa ocasião que começou a escrever letras para os blocos de carnaval da cidade. Um ano depois, mudou-se para o Rio, onde trabalhou como cronista de rádio para revistas como Carioca e Vamos Ler. Mais tarde, foi contratado pela Rádio Clube do Brasil (depois Mundial), onde aproximou-se do compositor e pianista José Maria de Abreu, que acabara de perder Francisco Mattoso, seu fiel parceiro. Depois que o cantor Arnaldo Amaral gravou sua primeira letra, uma versão para "Maria Elena", do mexicano Lorenzo Barcelata, José Maria e Jair iniciaram a parceria: "Bem sei" (1942). Seria a primeira de uma série de clássicos da MPB, como "Um cantinho e você" (1948), "Ponto final" (1948) e "Alguém como tu" (1952) – todas do repertório de Dick Farney. Entre 1948 e 1952, revezou-se entre as Rádios Mundial e Mayrink Veiga. Em 1956, compôs com o sambista Dunga o samba-canção "Conceição", maior sucesso do cantor Cauby Peixoto. No ano seguinte, compôs outro com Alcyr Pires Vermelho, "Se alguém telefonar", grande êxito na voz de Lana Bittencourt. Como secretário e diretor da UBC – União Brasileira de Compositores – conheceu Evaldo Gouveia em 1958. Naquele dia, compuseram a primeira de uma lista de 150 composições (na maioria sambas-canções abolerados). Era o samba-canção "Conversa", gravada por Alaíde Costa em 1959, no primeiro LP da cantora. No ano seguinte, viria o primeiro grande sucesso da dupla Jair & Evaldo, "Alguém me disse", gravada por Anísio Silva. Em 1962, Miltinho fez sucesso com "Poema do olhar" e Rosana Toledo com "E a vida continua", regravada com sucesso por Agnaldo Rayol. Em 1963, Altemar Dutra foi içado ao sucesso justamente com uma composição da dupla, "Tudo de mim". A partir daí, passou a ser seu intérprete mais constante, colecionando sucessos como os sambas-canções/boleros "Que queres tu de mim", "Somos iguais", "Sentimental demais", "Brigas", "Serenata da chuva" e as marchas-rancho "O trovador" e "Bloco da solidão". Moacyr Franco também vendeu muitos discos com o bolero "Ninguém chora por mim", em 1962, bem como Cauby Peixoto com "Ave Maria dos namorados", em 1963, lançada por Anísio Silva pouco antes. Outros que fizeram sucesso com suas músicas foram Wilson Simonal, que gravou a bossa nova "Garota Moderna" em seu LP de 1965, Jair Rodrigues, com o samba "O Conde", em 1969, a escola de samba Portela que obteve êxito com o samba-enredo "O mundo melhor de pixinguinha", em 1973 e Ângela Maria, que entre outras, lançou o "Tango para Teresa" dois anos depois. Outros intérpretes que gravaram a dupla Evaldo Gouveia & Jair Amorim foram Maysa, Dalva de Oliveira, Gal Costa, Maria Bethânia, Zizi Possi, Emílio Santiago, o espanhol Julio Iglesias. Mais recentemente, Cris Braun releu "Brigas", em 1998, e Ana Carolina, "Alguém me disse", em 99, mesmo ano em que Milton Nascimento regravou "Se alguém telefonar". Em 2000, Simone repescou "Sentimental demais" e "Que queres tu de mim", e Fafá de Belém, "Ninguém chora por mim".

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA


Dia 16.10 - Falecimento do violonista e compositor JOÃO PERNAMBUCO (João Teixeira Guimarães) em 1947. Pernambucano filho de índia e português, começou a tocar viola na infância, por influência dos cantadores e violeiros locais. Mudou-se para Recife, onde passou a observar e aprender com os músicos das feiras locais. No início do século foi para o Rio de Janeiro, onde travou contato com violonistas populares, ao mesmo tempo em que trabalhava como ferreiro. Passou a compor músicas de inspiração nordestina, baseadas em cantigas folclóricas. É o caso do hino "Luar do sertão", composto em 1911, seu maior sucesso, não creditado pelo parceiro letrista Catulo da Paixão Cearense, que ficou como o único autor e aqui interpretado por Eduardo das Neves. Os dois apresentavam-se juntos em reuniões da classe alta carioca, o que contribuiu para a aceitação do violão como instrumento também da elite, e não apenas dos malandros e sambistas perseguidos pela polícia. Com o interesse crescente pela mistura de influências urbanas e sertanejas, montou a Troupe Sertaneja, que excursionou pelo país. Integrou ainda o Grupo Caxangá, que se apresentava vestido em roupas típicas e fez bastante sucesso nos anos 10. Também participou dos Turunas Pernambucanos e dos Oito Batutas, ao lado de Pixinguinha. Compôs diversas peças instrumentais para violão, entre as quais se destaca "Sons de carrilhões" aqui interpretado por Dilermando Reis. Sua obra é referência para violonistas que a regravam constantemente.

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Site em homenagem ao artista idealizado por ANGELO ZANIOL



Dia 16.10 - Falecimento do compositor, violonista e cantor LEONEL AZEVEDO em 1980. Carioca, estudou piano durante a juventude, quando começou a fazer amizades com artistas das rádios Sociedade e Clube do Brasil. Sua primeira composição foi "Chora coração", de 1930. Fez teste para cantor na Rádio Philips em 1935 e entrou para o elenco do programa Hora do Outro Mundo, em companhia de Ary Barroso e Aracy de Almeida. Foi então que conheceu J. Cascata, seu parceiro mais constante. Os dois cantavam no programa Hora Sertaneja e compunham músicas especialmente para as apresentações. O maior sucesso da dupla foi "Lábios que beijei", na voz do "cantor das multidões" Orlando Silva, gravado com arranjo de Radamés Gnattali em 1937. Outros êxitos foram "Apanhei um resfriado" com Sá Roris e originalmente gravado por Almirante, "Não pago o bonde" com J. Cascata e gravado originalmente por Odete Amaral, "Juramento falso", "História joanina", "Mágoas de caboclo" ambas com J.Cascata e gravadas originalmente por Orlando Silva. Entre os intérpretes que gravaram suas composições destacam-se Sílvio Caldas, Elizeth Cardoso, Almirante, Nelson Gonçalves e Miltinho. Em 1962, um ano depois da morte de J. Cascata, Leonel retirou-se da vida artística. Nessa década, amigos e admiradores do compositor gravaram 5 LPs independentes, com o título comum "Estórias de Amor", agrupando sua obra nas vozes de cantores como Zezé Gonzaga, Nuno Roland, Gilberto Milfont, Onésimo Gomes, Roberto Paiva, Rosita González e Albertinho Fortuna, entre outros, acompanhados por músicos como Luperce Miranda, Altamiro Carrilho e Regional do Canhoto.

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA


Dia 17.10 - Aniversário de nascimento da compositora, regente e pianista CHIQUINHA GONZAGA (Francisca Hedwiges de Lima Neves Gonzaga) de 1847. Primeira mulher a se destacar como compositora na história da música popular brasileira, começou a compor canções e valsas na adolescência. Teve uma vida atribulada, separando-se do marido e conquistando sua independência numa época em que isso causava escândalo na sociedade brasileira. Foi professora de piano e frequentava rodas de choro, tocando em festas e bailes com outros chorões. Seu primeiro sucesso foi a polca "Atraente", de 1877 mas aqui interpretada pelo Grupo Chiquinha Gonzaga em ±1910. Fez também música para teatro, apesar da resistência que tinha de vencer por ser mulher. Atuou algumas vezes como maestrina, regendo orquestras e bandas. Politizada, participou ativamente das campanhas abolicionista e republicana na década de 1880. Nos primeiros anos do século XX viajou pela Europa apresentando suas músicas. Na volta ao Brasil musicou peças e compôs operetas. Seus maiores sucessos são a marcha carnavalesca "Ô Abre Alas", que compôs para o cordão Rosa de Ouro, e o tango estilizado "Gaúcho", também conhecido como "Corta-jaca" por ser esse o nome do estilo musical, aqui interpretado por Os Geraldos em 1905. Em 1999 a TV Globo produziu a minissérie "Chiquinha Gonzaga", de enorme êxito, sobre a vida da compositora, promovendo um boom de regravações, lançamentos de discos e biografias.

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Acervo Digital CHIQUINHA GONZAGA
- Chiquinha Gonzaga no ACERVO COLLECTOR'S



18.10.2015 - Centenário de nascimento do ator, cantor e compositor GRANDE OTELO (Sebastião Bernardes de Souza Prata) de 1915. Iniciou carreira na companhia de teatro de Jardel Jércolis em 1932. Foi nessa época que ganhou o apelido de Grande Otelo. Apareceu pela primeira vez na tela em Noites Cariocas (1935). Em 1943 foi chamado para trabalhar no primeiro filme produzido pela Atlântida: Moleque Tião. Em parceria com Oscarito participou de mais de dez chanchadas como Carnaval no Fogo, Aviso aos Navegantes e Matar ou Correr. Como ator dramático, fez vários filmes, como Rio, Zona Norte (1957), Assalto ao trem pagador (1962), Macunaíma (1969), Lúcio Flávio – passageiro da agonia (1977), Quilombo (1984). Participou do filme It’s all true (1942), realizado por Orson Welles no Brasil, e de Fitzcarraldo (1982), do alemão Werner Herzog. Foi um dos artistas brasileiros que mais atuou no teatro, na TV e no cinema. Na MPB, além de cantor, assinou algumas parcerias com grandes compositores como Herivelto Martins, com o qual compôs "Praça Onze", "Bom dia, avenida" e "Fala, Claudionor", ambos aqui interpretados pelo Trio de Ouro. Trabalhou na TV Globo desde os anos 60, atuando em diversas telenovelas e no programa humorístico “Escolinha do Professor Raimundo”. Otelo foi, ainda, um extraordinário showman. Grande Otelo morreu em 1993, ao desembarcar em Paris, a caminho do Festival de Nantes, onde seria homenageado.

Grande Otelo e a Angela Maria no filme "Rio, Zona Norte" de 1957.
Cantam "Malvadeza Durão" de Zé Keti


Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Grande Otelo e Angela Maria cantam "Malvadeza Durão" em RIO ZONA NORTE




19.10 - Comemora-se o 102º aniversário de nascimento do poeta, compositor, teatrólogo, jornalista e diplomata VINICIUS DE MORAES (Marcus Vinícius da Cruz de Melo Morais) de 1913. Nasceu no Rio de Janeiro em uma família amante das letras e da música, e seguiu as duas vocações. Ainda no colégio, começou a compor com os amigos Paulo e Haroldo Tapajós, e juntos tocavam em festinhas. Nos anos 30 formou-se em Direito e fez letra para dez músicas que foram gravadas, nove delas parcerias com os irmãos Tapajós. Em 1933 publicou seu primeiro livro de poemas, "O Caminho para a Distância". Amigo de Oswald de Andrade, Manuel Bandeira e Mário de Andrade, publicou outros livros de poemas nessa década. Passou algum tempo estudando inglês na Universidade de Oxford e, de volta ao Brasil em 1941, foi crítico cinematográfico do jornal "A Manhã". Dois anos depois foi aprovado para o Itamaraty e seguiu a carreira diplomática. Como diplomata morou nos Estados Unidos, França, Uruguai. Em 1954 inicia-se como teatrólogo, escrevendo a peça "Orfeu da Conceição", que mais tarde virou o filme "Orfeu do Carnaval", dirigido pelo francês Marcel Camus. Sua carreira como músico é impulsionada a partir das décadas de 50 e 60, quando conhece alguns de seus parceiros, como Tom Jobim, Antônio Maria, Edu Lobo, Carlos Lyra, Baden Powell. Em 1958 Elizeth Cardoso lança "Canção do amor demais", com diversas parcerias Tom/Vinicius: "Luciana", "Estrada branca", "Chega de saudade"" "Chega de saudade aqui na voz de João Gilberto. O primeiro grande show em que se apresenta, na boate Au Bon Gourmet, em 1962, ao lado Tom Jobim e João Gilberto, o liga permanentemente ao mundo da música popular e aos palcos. Seu elo com a bossa nova é muito importante. Fez letras para algumas das músicas mais importantes do movimento, como "Garota de Ipanema" aqui na interpretação do Tamba Trio, "Chega de saudade", "Eu sei que vou te amar" aqui na voz de Zezé Gonzaga, "Amor em paz", "Insensatez", "Se todos fossem iguais a você" aqui na voz de Maysa Matarazzo (todas com Tom Jobim), "Minha namorada", "Coisa mais linda", "Você e eu" (com Carlos Lyra). É também em 1962 que conhece Baden Powell, com quem comporia músicas de temática afastada da bossa nova, como os afro-sambas ("Canto de Ossanha", "Canto de Xangô", "Samba de Oxóssi") e outros sambas ("Samba em Prelúdio", "Samba da Bênção", "Formosa", "Apelo", "Berimbau"). Em 1965, num show na boate Zum Zum, lançou o Quarteto em Cy, de quem se tornou padrinho. No mesmo ano, "Arrastão", sua parceria com Edu Lobo, defendida por Elis Regina, é a vencedora do Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior, em São Paulo. O segundo lugar também é de Vinicius: "Valsa do Amor que Não Vem", parceria com Baden interpretada por Elizeth. Após a promulgação do AI-5, em 1968, Vinicius é aposentado compulsoriamente da carreira diplomática. A partir de então passa a se dedicar à vida artística. Faz shows em Portugal, Argentina, Uruguai, acompanhado de Nara Leão, Maria Creuza, Toquinho, Oscar Castro Neves, Quarteto em Cy, Baden Powell, Chico Buarque. Nos anos 70 incrementa a parceria com Toquinho: "Tarde em Itapuã", "Regra Três", "Maria Vai com as Outras", "A Tonga da Mironga do Kabuletê" são algumas músicas da dupla. Muitos discos foram lançados na década de 70 com composições ou interpretações suas. Um dos mais importantes é "Tom, Vinicius, Toquinho e Miúcha", gravado ao vivo no Canecão (Rio), em um espetáculo que ficou quase um ano em cartaz no Rio e seguiu para outras cidades da América do Sul e Europa. Apesar do sucesso com a música popular, Vinicius não abandonou a poesia, tendo inclusive gravado discos em que recita suas obras. Depois de sua morte, em 1980, diversos shows-tributo foram apresentados, ao longo dos anos, assim como coletâneas e biografias.

MPB Especial com Vinícius de Moraes em 1973. Assista ao programa musical em comemoração aos 30 anos da TV Cultura, exibido em 1999.

Primeiro LP (10 polegadas):

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Vinicius e Toquinho no programa da TV Cultura MPB ESPECIAL
- Àlbum LP triplo selado com a íntegra do show POETA, MOÇA E VIOLÃO



Dia 20.10 - Aniversário de nascimento do cantor, compositor e radialista PAULO TAPAJÓS (Paulo Tapajós Gomes) de 1913. Estudou música e desenho, deu aulas de violão e formou com os irmãos o trio vocal Irmãos Tapajós, que se apresentava em festas e reuniões. Um dos irmãos, Haroldo Tapajós, era amigo de infância de Vinicius de Moraes e foi parceiro da primeira composição do poeta, o fox "Loura ou Morena", que foi gravado em 1928 por Paulo e Haroldo Tapajós. A dupla de irmãos realizou outras gravações para a Odeon nos anos 20 e 30. Na década de 40 integrou o Trio Melodia e passou a atuar como diretor e produtor artístico, além de cantor, na Rádio Nacional. Desde então tornou-se uma figura respeitada no meio musical, por sua constante atuação como pesquisador e produtor musical, além de modinheiro, que durou 60 anos. Ajudou a organizar os festivais da canção, além de seminários, cursos, encontros e debates. Seus filhos Maurício, Paulinho e Dorinha seguiram a carreira musical. A editora Collector's lançou em 1988 uma coletânea com músicas interpretadas por Tapajós. Entre seus maiores sucessos podemos citar os seguintes: Adeus, São João (com João de Barro), Amor perfeito (com José Batista), Baião no deserto (com Abel Fereira e José Menezes), Canção da noite (com Vinícius de Moraes), Casa abandonada, Com você ao meu lado, Dominó, Escravo (com Nelson Gonçalves), Honolulu (com Vinícios de Moraes), Já nem me lembro, Morreu o Anacleto (com Valdemar de Abreu), Nos braços dele (com Nelson Gonçalves), Olhos castanhos, Pensando em ti, Quem me dera, Quero beijar-te ainda, Quero-te outra vez (com Jorge Henrique), Segredo, Seu nome, Vela branca, Vem amor (com Nelson Gonçalves), Vou-me embora levando.

Primeiros LP's (10 polegadas):

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Acervo Paulo Tapajós no COLLECTOR'S STUDIOS




Dia 22.10 - Aniversário de nascimento do flautista e compositor PATÁPIO SILVA de 1880. Aos 15 anos ingressou na banda de música de Cataguases (MG), onde vivia, tocando flauta. Estudou música e se profissionalizou, tocando em bandas de várias cidades do interior até chegar ao Rio de Janeiro em 1901. Foi aluno da Escola Nacional de Música, onde se graduou em flauta com a nota máxima em tempo menor do que o normal. Tornou-se um flautista conhecido, foi um dos precursores do choro e chegou a tocar no Palácio do Catete. Como compositor também deixou peças conhecidas, como "Primeiro amor" e "Amor perdido". Morreu em Santa Catarina, em meio a uma viagem que visava levantar fundos para uma viagem de estudos ao exterior. Flautistas como Altamiro Carrilho e Lenir Siqueira gravaram sua obra.

Outros sucessos: "Margarida", "Serenata d'amore", "Sonho", "Variações de flauta" e "Zinha"

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Mais informações sobre Patápio no MÚSICOS DO BRASIL
- Ouça releituras no projeto "Memória das Artes" no site da FUNARTE
- Monografia de "Maurício de Lima Oliveira" PATÁPIO SILVA, O SOPRO DA ARTE




Dia 23.10 - Aniversário de nascimento da cantora DÓRIS MONTEIRO (Adelina Dóris Monteiro) de 1934. Consagrou-se aos 15 anos no programa de calouros Papel Carbono, apresentado por Renato Murce na Rádio Nacional, em que foi a vencedora por semanas consecutivas. Foi contratada pela Rádio Tupi, onde trabalhou por oito anos. Também foi crooner da boate do Copacabana Palace. Em 1951 gravou o primeiro disco, "Se você se importasse" (Peterpan), que fez grande sucesso. Com seu estilo intimista, foi uma das pioneiras da bossa nova gravando o iniciante Tom Jobim. Estrelou filmes para o cinema e excursionou para o Uruguai, Portugal e Japão, onde esteve em 1990 cantando repertório de bossa nova, uma de suas especialidades. Emplacou vários sucessos ao longo de sua carreira, como "Fecho meus olhos, vejo você" (José Maria Abreu), "Graças a Deus" (Fernando César), "Mocinho bonito" (Billy Blanco), "Gostoso é sambar" (João Melo), "Samba de verão" (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle), "Mudando de conversa" (Maurício Tapajós e Hermínio B. de Carvalho) e "Dó-ré-mi" (Fernando César). Entre 70 e 73, gravou quatro LPs ao lado do cantor Miltinho, intitulados "Doris, Miltinho e Charme". A partir dos anos 80, passou restringir suas atuações ao palco, se apresentando ao lado do marido, o pianista Ricardo Júnior em shows por todo o Brasil. ~CliqueMusic

Primeiros LP's (10 polegadas):

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Dóris Monteiro canta "Céu sem luar" no filme A CARROCINHA (1955)
- Dóris Monteiro canta "Mocinho bonito" no filme DE VENTO EM POPA (1957)
- Dóris Monteiro no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 24.10 - Falecimento da cantora e compositora DOLORES DURAN (Adiléa da Silva Rocha) em 1959. A estreia artística foi aos dez anos de idade no programa Calouros em Desfile, comandado por Ary Barroso na Rádio Tupi, em que obteve o primeiro lugar. Dois anos depois, com a morte do pai, passou a trabalhar como atriz de teatro e de rádio. Aos 16 anos adotou o nome artístico Dolores Duran e foi crooner de boates cariocas. Em 1952 gravou o primeiro disco e começou a ficar famosa com suas interpretações de "Canção da volta" (Antônio Maria e Ismael Neto) e "Bom é querer bem" (Fernando Lobo). Sua primeira composição, em parceria com Tom Jobim, foi "Se é por falta de adeus", de 1955, gravada por Doris Monteiro. A parceira com Tom rendeu outros clássicos da MPB, como "Por causa de você" e "Estrada do sol" interpretado por Agostinho dos Santos. Outros sucessos compostos por Dolores foram "Fim de caso", "Solidão", "Castigo" por Nora Ney, e ainda parceiras com Ribamar: "Pela rua", "Ternura antiga" e "Ideias erradas". Excursionou em 1958 com outros artistas pela União Soviética, separando-se do grupo e passando uma temporada cantando em Paris. De volta ao Brasil no ano seguinte, compôs o seu maior sucesso, "A noite do meu bem" aqui interpretado por Sônia Dutra. Morreu aos 29 anos de parada cardíaca, provavelmente de overdose de barbitúricos, depois de uma apresentação na boate Little Club. Depois de sua morte precoce, sua fama cresceu muito, e vários artistas como Lúcio Alves e Nana Caymmi consagraram discos à sua obra. Em 1999/2000 a peça teatral "Dolores", que conta a história de sua vida, se apresentou com enorme êxito em grandes cidades brasileiras.

Primeiros LP's (10 polegadas):

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Dolores Duran canta "Tião" no filme RICO RI À TOA



Dia 27.10 - Falecimento do pianista e compositor GADÉ (Osvaldo Chaves Ribeiro) em 1969. Seu instrumento era o piano, que aprendeu a tocar de ouvido. Em 1924, foi contratado para trabalhar em navios do Lóide Brasileiro, como pianista de orquestra. Em 1926 deixou o Lóide e foi para a Rádio Sociedade, do Rio de Janeiro RJ, onde permaneceu por cerca de seis meses, atuando em seguida nas rádios cariocas Ipanema, Clube do Brasil, Mayrink Veiga, Tupi e Nacional. Com Valfrido Silva, seu parceiro em inúmeras músicas, compôs o samba "Vai cavar a nota" (1932), gravado por Francisco Alves. A dupla, considerada uma das principais responsáveis pela fixação do samba-choro, teve como primeiro sucesso "Amor em excesso", composto também em 1932, mas gravado apenas em 1936 por Almirante. Vários sambas-choros da dupla, em geral bem-humorados, obtiveram grande êxito, entre os quais: "Estão batendo", gravada por Joel e Gaúcho, "Roseira branca", gravada por Carmen Miranda, e "Vou me casar no Uruguai", gravada por Almirante, todas de 1935, quando também compôs, em parceria com Almanir Grego, a canção "Beijo mascarado", gravada por João Petra de Barros. No ano seguinte, junto com Herivelto Martins e Dalva de Oliveira, participou da inauguração da Rádio Inconfidência Mineira, de Belo Horizonte MG, e teve seu samba-choro "Faustina" gravado com sucesso por Almirante. Em 1941, tornou-se funcionário público, passando a trabalhar no Ministério de Viação e Obras Públicas como auxiliar de desenhista. Dedicava-se também a fazer caricaturas nas horas vagas, o que levou Lamartine Babo a chamá-lo de La Fontaine do rádio. Gravou um LP de dez polegadas na Musidisc, o Gafieira, em que tocava piano ao lado de seu parceiro Valfrido Silva, na bateria.

Primeiro LP (10 polegadas):

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA



Dia 29.10 - Aniversário de nascimento do cantor, compositor e ator JAIME REDONDO (Jaime Fomm Garcia Redondo) de 1890. Nascido na cidade de São Paulo, SP, onde também morreu. Desde pequeno tocava violão, piano e elaborava composições. Filho do engenheiro, jornalista, professor, contista, teatrólogo e escritor Manoel Ferreira Garcia Redondo (1854-1916), um dos fundadores e ocupante da cadeira 24 da Academia Brasileira de Letras. Cantou na primeira rádio de São Paulo (fundada em 1923), a Educadora Paulista, da qual foi diretor de música popular. Pai da Sra. Betita Tamoyo, esposa do ex-prefeito carioca Marcos Tamoyo, no cinema, foi ator, produtor, fotógrafo, diretor e argumentista de vários filmes como A voz do Carnaval (1933), Lei do inquilinato (1926), Fogo de palha (1926), Passei toda a vida num sonho (1926), Flor do sertão (1927) e Coisas nossas (1931). No início da carreira cantou e fez muitas versões e gravou apenas na Columbia, São Paulo (1929-1931), totalizando 50 gravações em 27 discos (78 rpm). Abandonando a carreira de cantor, foi ser diretor artístico do Cassino da Urca, no Rio de Janeiro, RJ. Seu maior sucesso como autor foi o samba-canção "Ave Maria", em parceria com Vicente Paiva. Como autor foi interpretado pelos cantantes mais famosos da época e posteriores como Francisco Alves, Paulo Tapajós, Dalva de Oliveira, Lana Bittencourt, João Gilberto e Maria Bethânia, entre outros. Como intérprete seus principais sucessos foram "Alguns dias bons" (1929), "Ao cair do pano" (1929), "Comendo bola" (1929), "Harmonia! Harmonia" (1929), "Ilusão que se vai" (1929), "Jaci" (1929), "Meu pintassilgo" (1929), "Saudades" (1929). As suas principais composições e sucessos gravadas por outros intérpretes foram "Ave Maria", gravada por Dalva de Oliveira (1950) e "Que noite!... e que pequena", uma versão de sua autoria gravada por Francisco Alves (1929).

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA



Dia 30.10 - Aniversário de nascimento do acordeonista e compositor ANTENÓGENES SILVA (Antenógenes Honório da Silva) de 1906. Acordeonista premiado no exterior, gravou o primeiro disco em 1929, pela Victor de São Paulo, com canções próprias. Em 1933 mudou-se para o Rio de Janeiro e fez carreira como acordeonista. Aluno de Guerra-Peixe, entre seus maiores sucessos estão "Pisando corações" (com Ernani Campos) aqui acompanhando Augusto Calheiros e "Santa Terezinha", aqui com Gilberto Alves. Foi presença constante em estúdios de gravação e palcos.

Primeiros LP's (10 polegadas):

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA





NEWSLETTER
Collector's Notícias
Assine e receba
informações por e-mail

C O L L E C T O R' S
Tablóides Collector's
Clipping 80's 90's
Notícias Online


09.2012 / 08.2012 / 07.2012 / 06.2012 / 12.2011 / 11.2011 / até 08.2011

CALENDÁRIO
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro

FONTES
Clique Music
ICCA
IMMB
IMS
Arquivo Nirez





Copyright © 1997 - 2016 - Collector's Studios de Restauração de Áudios Ltda. Todos os direitos reservados.
Caixa Postal, 92.888 - Centro - Teresópolis - RJ - CEP: 25953-970 - Telefax: 0**21 3643-6700