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   Collector's Notícias Online - retrospectiva novembro

     
Dia 02.11 - Aniversário de nascimento do violonista e compositor JOÃO PERNAMBUCO (João Teixeira Guimarães) de 1883. Pernambucano filho de índia e português, começou a tocar viola na infância, por influência dos cantadores e violeiros locais. Mudou-se para Recife, onde passou a observar e aprender com os músicos das feiras locais. No início do século foi para o Rio de Janeiro, onde travou contato com violonistas populares, ao mesmo tempo em que trabalhava como ferreiro. Passou a compor músicas de inspiração nordestina, baseadas em cantigas folclóricas. É o caso do hino "Luar do sertão", composto em 1911, seu maior sucesso, não creditado pelo parceiro letrista Catulo da Paixão Cearense, que ficou como o único autor e aqui interpretado por Eduardo das Neves. Os dois apresentavam-se juntos em reuniões da classe alta carioca, o que contribuiu para a aceitação do violão como instrumento também da elite, e não apenas dos malandros e sambistas perseguidos pela polícia. Com o interesse crescente pela mistura de influências urbanas e sertanejas, montou a Troupe Sertaneja, que excursionou pelo país. Integrou ainda o Grupo Caxangá, que se apresentava vestido em roupas típicas e fez bastante sucesso nos anos 10. Também participou dos Turunas Pernambucanos e dos Oito Batutas, ao lado de Pixinguinha. Compôs diversas peças instrumentais para violão, entre as quais se destaca "Sons de carrilhões" aqui interpretado por Dilermando Reis. Sua obra é referência para violonistas que a regravam constantemente.

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- Site em homenagem ao artista idealizado por ANGELO ZANIOL



Dia 03.11 - Falecimento da cantora CARMÉLIA ALVES (Carmélia Alves Curvello) em 2012. Carioca filha de pais nordestinos, iniciou a carreira de cantora em programas radiofônicos de calouros, e conseguiu um contrato na Rádio Nacional em 1940. Seu repertório era composto basicamente de sambas e seu estilo procurava imitar o de Carmen Miranda. Trabalhou também como crooner de boates famosas como a do Copacabana Palace, e lançou discos que fizeram sucesso com músicas de carnaval, o que a levou a excursionar pelo Brasil. Em 1949 gravou "Me leva" (Hervé Cordovil e Rochinha) em dueto com Ivon Curi, seu primeiro baião, estilo musical que ajudou a divulgar e que a faria famosa a ponto de receber o título de rainha do gênero das mãos do "rei", Luiz Gonzaga. Entre seus sucessos estão "Cabeça inchada" (Hervê Cordovil), "Trepa no coqueiro" (Ary Kerner) e "Coração magoado" (Roberto Martins). Nos anos 60, gravou o LP "Bossa Nova", com clássicos do gênero. Prosseguiu gravando, se apresentando e participando de filmes, e gravou um LP ao vivo, ao lado de Luiz Gonzaga, em 1977. Em fins dos anos 80, passou a integrar o grupo As Eternas Cantoras do Rádio, ao lado de Nora Ney, Violeta Cavalcante, Rosita Gonzales, Ellen de Lima e Zezé Gonzaga. Em 98, saíram Rosita, Zezé e Nora, e entrou Ademilde Fonseca. Gravou três CDs com o grupo, e em fins de 1999 lançou "Carmélia Alves Abraça Jackson do Pandeiro e Gordurinha" (CPC-UMES).

Primeiros LP's (10 polegadas):

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- Carmélia Alves canta "Isto é baião" no filme de 1951 TUDO AZUL
- Carmélia Alves canta "Dança da muléstia" no filme de 1951 TUDO AZUL



Dia 04.11 - Falecimento do compositor e violonista CÂNDIDO DAS NEVES em 1934. Herdou a veia artística do pai Eduardo das Neves - célebre trovador e palhaço - um dos mais populares artistas do tempo em que os circos eram um dos divertimentos preferidos dos cariocas. Ainda criança interessou-se pelo violão, mas não teve apoio do pai que preferia que o filho se dedicasse ao piano ou violino, já que o instrumento preferido era considerado de “má fama”. Por determinação do pai entrou para o colégio interno que, àquela época, oferecia uma formação integral. Ao concluir o curso em 1920, dedicou-se, às escondidas, ao instrumento proibido. Pouco depois seu pai viria a falecer. Iniciou sua atividade artística como compositor, fazendo serestas pelas madrugadas do Rio de Janeiro, acompanhado por colegas, dentre os quais, Henrique de Melo Moraes (tio de Vinicius de Morais), Uriel Lourival, autor da célebre valsa "Mimi", entre outros. Cândido das Neves foi funcionário da Estrada de Ferro da Central do Brasil, mas, paralelamente, sua veia artística de compositor/seresteiro só estancou após sua morte. Muitas de suas composições tornaram-se sucessos após o seu falecimento, entre elas "Última estrofe", inicialmente gravada por Castro Barbosa e regravadas nas vozes de Orlando Silva, Vicente Celestino, Nelson Gonçalves e Silvio Caldas. Entre outras podemos citar também: "Noite cheia de estrelas", "Abismo de amor", "Dileta" ambas aqui interpretadas por Vicente Celestino e "Rapsodia de amor" na voz de Francisco Alves.

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Dia 06.11 - Aniversário de nascimento da cantora e compositora DORA LOPES (Dora Freitas Lopes) de 1922. Carioca, fugiu de casa aos 14 anos para cantar no rádio. Em 1949 foi descoberta no programa de calouros de Ary Barroso e não parou mais de cantar e se apresentar, frequentemente ao lado de Dalva de Oliveira, Marlene e Emilinha Borba. Trabalhou nas rádios Nacional e Mayrink Veiga, fez turnês pela Europa e mais tarde radicou-se em São Paulo, onde morou até morrer. Algumas de suas músicas mais conhecidas foram "Amor proibido", "Fila do gargarejo", "Samba borocochô", "Pó-de-mico", "Ponto de encontro", "Velório de sambista" e "Samba da madrugada".

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- Dora Lopes canta "Maria Navalha" no filme de 1957, METIDO A BACANA



Dia 06.11 - Aniversário de nascimento do compositor, arranjador e pianista LAURO MAIA (Lauro Maia Teles) de 1913. Nascido em Fortaleza, desde cedo se interessou pela música folclórica de sua terra, realizando diversas pesquisa sobre o tema. Foi o primeiro a tentar urbanizar ritmos locais com o lançamento do balanceio ("Marcha do balanceio", gravada por Joel e Gaúcho, "Tão fácil, tão bom", interpretada pelos Vocalistas Tropicais em meados da década de 40). No começo da década de 40, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde tocou em cassinos da cidade. Sua primeira composição, “Eu vi um leão”, de 1942, foi gravada pelo grupo Quatro Ases e Um Curinga, que só viria a fazer sucesso dois anos depois, com outra marcha do músico: “Trem de ferro”. Com o cunhado Humberto Teixeira, compôs “Só uma louca não vê”, sucesso na voz de Orlando Silva, em 1945. Após sua morte, em 1950, suas músicas continuaram sendo gravadas e fazendo sucesso – Carmélia Alves gravou “Trem ô lá lá”, outra parceria com Humberto Teixeira. Com Raul de Barros e Violeta Cavalcanti, o choro “Faísca”. Até João Gilberto andou gravando suas canções, como em “Trem de ferro”, interpretada pelo baiano em 1961.

Perfil: A Música na Vida de Lauro Maia. Programa produzido pelo
Núcleo de Documentários da TV Assembleia Ceará.


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Dia 07.11 - Aniversário de nascimento do compositor, pianista, locutor e apresentador ARY BARROSO (Ary de Resende Barroso) de 1903. Compositor-ícone da era do rádio e maior nome do samba-exaltação, Ary Barroso nasceu em Ubá (MG), ficou órfão aos 7 anos e foi criado pelas tias-avós, que queriam fazê-lo pianista de concerto ou padre. Aos 18 anos foi para o Rio de Janeiro estudar Direito. Levou nove anos para se formar e nunca exerceu a profissão. No Rio foi obrigado a tocar piano em cinemas e cabarés para se sustentar, e passou a se interessar pelo teatro musical, então em ascensão. Entrou no rádio em 1933, pela Rádio Philips, e comandou programas de sucesso no rádio e mais tarde na TV, como "Calouros em Desfile" e "Encontro com Ary". Ainda na década de 30 iniciou carreira como locutor esportivo, profissão que nunca mais foi a mesma depois de Ary Barroso. Conferiu um tom emocional à transmissão e não disfarçava a torcida por seu time, o Flamengo. Conhecido por ser durão e intransigente com quem revelasse gosto ou opinião musical diferente da sua, seus programas de calouros revelaram nomes que fariam história na música brasileira, como Dolores Duran, Elza Soares ou Elizeth Cardoso. Era temido pelos calouros tanto no rádio quanto na TV, e exigia que só se cantasse músicas nacionais. Composto em 1939, o samba-exaltação "Aquarela do Brasil" ganha um prêmio e passa a figurar como hino nacional alternativo brasileiro. "Aquarela" já foi gravada centenas de vezes em todo o mundo, sendo a primeira uma das mais célebres gravações, com arranjo de Radamés Gnattali, voz de Francisco Alves e percussão comandada por Luciano Perrone. A música ficou tão caracterizada que em inglês seu título é "Brazil". Ary foi eleito vereador pela UDN em 1946 e uma das suas maiores lutas foi pelos direitos autorais. Entre seus grandes sucessos estão "Na batucada da vida" na voz de Carmen Miranda, "Camisa amarela" na voz de Aracy de Almeida, "Morena boca de ouro" na voz de Sílvio Caldas e "Na Baixa do Sapateiro" na voz de Carmen Miranda.

O BRASIL BRASILEIRO DE ARY BARROSO. Documentário sobre a vida e obra do compositor Ary Barroso. Direção de Dimas Oliveira Junior e Luis Felipe Harazim. Realização REDE STV SESC SENAC.

Tributos em LP's 10 polegadas:

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- Site oficial de ARY BARROSO
- Homenagem a Ary Barroso no ARQUIVO N
- Restauração da obra 78 rpm em andamento no ACERVO COLLECTOR'S
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Dia 09.11 - Falecimento do compositor e instrumentista MÁRIO ZAN (Mário João Zandomeneghi) em 2006. Foi um acordeonista ítalo-brasileiro, famoso por suas canções típicas das festas juninas do centro-sul do Brasil. Emigrou com sua família para o Brasil ainda na década de 1920 e instalou-se na região de Catanduva, São Paulo, onde teve como principal incentivador o primo e acordeonista Hilário Fossalussa da folclórica cidade de Olímpia. Começou a tocar acordeão aos treze anos de idade foi considerado um dos melhores acordeonistas do Brasil, tendo se tornado pelas composições (mais de mil gravadas) das mais populares canções das festas juninas paulistas como a "Quadrilha completa", "Balão bonito", "Noites de junho" ou "Pula a fogueira". Foi o autor dos Hinos comemorativos dos 400 anos e 450 anos da cidade de São Paulo. Luís Gonzaga disse uma vez que Mario Zan era o verdadeiro "rei da sanfona". Duas de suas canções ultrapassaram as fronteiras brasileiras: "Nova Flor" (escrita em parceria com Palmeira e gravado em inglês como "Love Me Like a Stranger", em espanhol como "Los Hombres no Deben Llorar", em alemão como "Fremde oder Freunde") e o "Hino do quarto centenário de São Paulo", escrita em parceria com J. A. Alves.

Primeiros LP's (10 polegadas):

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Dia 10.11 - Falecimento do compositor, violonista e cantor ALBERTO RIBEIRO (Alberto Ribeiro da Vinha) em 1971. Iniciou sua carreira musical compondo para o bloco de carnaval "Só tanga" do qual era integrante. O samba "Água de coco", em parceria com Antônio Vertulo, de 1923, marcou o início de sua produção editada. Estudou engenharia, mas formou-se em medicina, em 1931, vindo a abraçar o ramo da Homeopatia, porém jamais abandonando a música, sua grande paixão. No bairro do Estácio conheceu o compositor Bide, com quem logo estabeleceu parceria. Em 1929, criou o "Grupo dos enfezados", quarteto do qual faziam parte Mesquita e Sátiro de Melo no violão, Nelson Boina no cavaquinho e o próprio Alberto como cantor. Com esse grupo gravou dois discos pelo selo Odeon em 1930. Em 1933, lançou "As Brabuleta" pelo selo Columbia, com interpretação própria. A marchinha "Tipo sete", em parceria com Nássara - primeira colocada em um concurso organizado pela Prefeitura do Distrito Federal - foi gravada pela Odeon em 1934, na voz de Francisco Alves. Com o compositor Braguinha, seu grande parceiro, Alberto Ribeiro compôs, em 1935, "Deixa a lua sossegada", gravada por Almirante, "Seu Libório", por Vassourinha, "Yes! Nós temos bananas" e "Touradas em Madrid", também por Almirante, em 1938, "China pau", por Castro Barbosa, em 1943, e "Copacabana", gravada por Dick Farney, em 1946, entre outros grandes sucessos. Em 1945, com a parceria de Radamés Gnattali, compôs o choro "Olha bem pra mim" e "Saudade, vai dizer a ela", samba-canção de 1962.

Primeiro LP (10 polegadas):

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- Discografia 78 rpm de Alberto Ribeiro no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 11.11 - Aniversário de nascimento do compositor, caricaturista e desenhista NÁSSARA (Antônio Gabriel Nássara) de 1910. Carioca filho de libaneses, começou a compor marchinhas carnavalescas nos anos 30, vencendo concursos em que disputava com Lamartine Babo, Noel Rosa (seu vizinho de infância em Vila Isabel) e Ary Barroso. Apesar de ter extensa obra como compositor — seu maior sucesso foi a marcha "Ala-la-ô", de 1941, em parceria com Haroldo Lobo — sua atividade principal era como jornalista e caricaturista. Chegou a freqüentar o curso de Belas Artes, mas não se formou. Trabalhou em jornais por toda a vida, desde 1928, quando empregou-se na redação de "Crítica", dirigido por Mário Filho. Depois, foi empregado pelos periódicos "Carioca", "O Globo", "Vamos Ler", "A Noite", "Diretrizes", "O Cruzeiro", "Mundo Ilustrado", "Flan", "Última Hora" e "Pasquim", onde trabalhou na década de 70, depois de alguns anos de inatividade, resgatado pelo também cartunista Jaguar. Suas caricaturas, marcadas pela simplicidade e concisão do traço, fizeram época, elaborando mordazes críticas a figuras de relevo da política brasileira e internacional. No meio musical, além de "Ala-la-ô" na voz de Carlos Galhardo, ficaram conhecidas outras composições, como "Formosa" (com Jota Ruy, gravada com sucesso pela dupla Francisco Alves e Mário Reis no carnaval de 1933), "Periquitinho verde" (lançada por Dircinha Batista em 1938), "Balzaqueana" (com Wilson Batista) aqui na voz de Jorge Goulart, "Florisbela" (com Frazão) na interpretação de Sílvio Caldas, "Mundo de zinco" (com Wilson Batista) com Jorge Goulart, "Retiro da saudade" (com Noel Rosa) aqui na voz de Carmen Miranda, "Meu consolo é você" (com Roberto Martins) na interpretação de Orlando Silva. Nássara é tido também como o primeiro autor de um jingle comercial do Brasil. Foi em 1932, quando trabalhava na Rádio Philips, no Programa Casé, e o anunciante era uma padaria. Depois de sua morte, o acervo de desenhos e gravuras foi incorporado ao Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. Em 1999 foi lançada pela coleção "Perfis do Rio" a minibiografia "Nássara — o Perfeito Fazedor de Artes", de Isabel Lustosa.

Homenagem a Nássara na TV Brasil. Programa Musicograma.

Tributo em LP 10 polegadas:

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- Caricaturas de Nássara na ENCICLOPÉDIA ITAÚ CULTURAL




Dia 14.11 - Falefimento do letrista, teatrólogo, poeta, pintor, caricaturista e escultor LUIZ PEIXOTO (Luiz Carlos Peixoto de Castro) em 1973. Nascido em Niterói (RJ), já aos 15 anos decidiu seguir a carreira artística. Foi, além do já exposto, um dos mais bem-sucedidos letristas da música popular brasileira das década de 30 e 40. Suas charges figuraram entre os mais famosos periódicos da Primeira República, como O Malho, a Revista da Semana, Fon-Fon, A Avenida e Tan-Tan. Mais tarde, trabalhou no Jornal do Brasil, em A Nação e outras revistas. Seus cenários decoravam o Teatro Municipal e a avenida Rio Branco nos desfiles de carnaval do início do século. O sucesso pra valer começou em 1911, quando escreveu ao lado de Carlos Bittencourt o musical de revista "Forrobodó", musicado por Chiquinha Gonzaga, que fez muito sucesso e atingiu a marca de 1.500 apresentações. No início da década de 20 esteve em Paris, onde trabalhou com cenografia e trouxe novas técnicas ao Brasil. Escreveu mais de cem peças teatrais. Na música, teve entre seus parceiros Ary Barroso ("Maria" na voz de Sílvio Caldas, "Por causa dessa cabocla" na voz de Sílio Caldas, "Na batucada da vida", Na voz de Carmen Miranda), Hekel Tavares ("Casa de caboclo" na voz de Gastão Formenti, "Azulão" aqui na voz de Paraguassu, "Sussuarana" aqui na voz de Stefana Macedo), Henrique Vogeler ("Linda flor (Ai, Ioiô)", grande sucesso gravado pela estrela Araci Côrtes em 1929) e Custódio Mesquita ("Casa de sopapo" na voz de Nelson Gonçalves). Outro grande êxito foi a letra que fez para música de Vicente Paiva por ocasião da volta de Carmen Miranda ao Brasil depois da primeira temporada em Hollywood. "Disseram que eu voltei americanizada" foi a resposta da Pequena Notável para a platéia do Cassino da Urca, que a recebeu com frieza. Luiz Peixoto foi, inclusive, diretor artístico do Cassino da Urca na década de 40, quando a casa noturna desfrutava do auge de seu prestígio. Em 1967 Peixoto sofreu um acidente que o fez ficar de cama. Foi então que voltou a pintar, e seus quadros — que têm frequentemente como tema motivos carnavalescos — figuraram em exposições.

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- Documentário sobre Luiz Peixoto na RÁDIO BATUTA DO IMS



Dia 15.11 - Aniversário de nascimento da cantora, violonista, jornalista, poetisa, rádio atriz e autora de rádio novelas JESY BARBOSA (Jesy de Oliveira Barbosa) de 1902. Filha de pai jornalista e mãe musicista, tocava violão e teve aulas de canto. Iniciou carreira profissional em 1928, na Rádio Sociedade, no Rio de Janeiro a convite de Roquete Pinto. Pioneira da gravadora Victor, em 1928 lançou seu primeiro disco, com as canções "Olhos pálidos", de Josué de Barros e "Medroso de amor", de Zizinha Bessa, nas quais colocou os versos. De 1929 a 1933 lançou 26 discos, quase todos na Victor, interpretando composições de Marcelo Tupinambá, Joubert de Carvalho, Cândido das Neves, Gastão Lamounier, Henrique Vogeler, entre outros. Seus maiores sucessos foram as canções "Minha viola" e "Sabiá cantador" (ambas de Randoval Montenegro), a canção-toada "Volta" (1930, de M. Lopes de Castro), o tango "Queixas" (1932, de Zelita Vilar e Rhea Cibele), e o fox-canção "Saudades do arranha-céu" (1933, de J. Tomás e Orestes Barbosa), pela Columbia. Foi eleita Rainha da Canção Brasileira em 1930, em concurso promovido pelo Diário Carioca. No ano seguinte, foi elogiada pelo príncipe de Gales, futuro rei Eduardo VIII da Inglaterra, que visitava o Rio de Janeiro; em sua homenagem, gravou o tango "Príncipe de Gales" (Gastão Lamounier e M. Lopes de Castro). Além da carreira de cantora, desenvolveu intensa e variada atividade intelectual: foi contista, teatróloga, conferencista e poetisa, tendo publicado Cantigas de quem perdoa, Livraria Freitas Bastos, São Paulo, 1963. Trabalhou em várias revistas e jornais, e na Rádio Globo foi redatora durante nove anos, além de radioatriz, novelista e apresentadora. Segundo Orestes Barbosa no livro "Samba", de 1933, sua especialidade eram "as canções de emoção e pensamento".

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Dia 16.11 - Aniversário de nascimento do pianista e compositor BENÉ NUNES (Benedito Francisco José da Penha Nunes) de 1920. Começou a tocar piano aos quatro anos de idade, mas estudou música apenas seis meses, continuando a aperfeiçoar-se de ouvido. Aos sete anos apresentou-se no programa Hora Infantil, da Radio Cajuti, executando "Pé de anjo" (Sinhô) e foi contratado pela emissora, onde permaneceu durante seis meses. Voltou a atuar profissionalmente aos 14 anos, tocando em gafieiras. Em 1945 integrou o conjunto Milionários do Ritmo, de Djalma Ferreira e estreou no cinema no ano seguinte, aparecendo na produção da Atlântida Mãe, de Teófilo de Barros. Participou de vários filmes, tendo ficado conhecido como pianista-galã do cinema e do rádio brasileiros. Sob a direção de Watson Macedo, apareceu em Carnaval no fogo, em 1949, e em Ai vem o barão, em a 1951, ambos da Atlântida. Em 1952 participou de Barnabé, tu és meu, de José Carlos Burle, e foi o ator principal do filme O Rei do samba, de Luis Santos, interpretando o papel do compositor Sinhô. Ainda em 1952, atuou ao lado de Adelaide Chiozzo no filme É fogo na roupa, de Watson Macedo. Formou uma orquestra, considerada a maior da América do Sul, com 32 figuras. Um de seus grandes sucessos foi o choro-maxixe "Gostosinho", gravado na Continental. No início do movimento da bossa nova, promoveu em sua casa várias reuniões musicais. Ouça algumas interpretações de Bené Nunes: "Feitiço da Vila" e "Rapsódia sueca".

"Tá Certo?". Uma brincadeira musical de Ankito e Bene Nunes no filme de 1952 "É Fogo na Roupa" direção de Watson Macedo. Na cena ainda aparece Ivon Curi.



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- Ankito e Bene Nunes interpretam "Tá Certo?" em É FOGO NA ROUPA (1952).



Dia 17.11 - Falecimento do compositor, maestro e violoncelista VILLA-LOBOS (Heitor Villa-Lobos) em 1959. Filho de Noêmia Monteiro Villa-Lobos e Raul Villa-Lobos, foi desde cedo incentivado aos estudos, pois sua mãe queria vê-lo médico. No entanto, Raul Villa-Lobos, pai do compositor, funcionário da Biblioteca Nacional e músico amador, deu-lhe instrução musical e adaptou uma viola para que o pequeno Heitor iniciasse seus estudos de violoncelo. Aos 12 anos, órfão de pai, Villa-Lobos passou a tocar violoncelo em teatros, cafés e bailes; paralelamente, interessou-se pela intensa musicalidade dos "chorões", representantes da melhor música popular do Rio de Janeiro, e, neste contexto, desenvolveu-se também no violão. De temperamento inquieto, empreendeu desde cedo escapadas pelo interior do Brasil, primeiras etapas de um processo de absorção de todo o universo musical brasileiro. Em 1913 Villa-Lobos casou-se com a pianista Lucília Guimarães, indo viver no Rio de Janeiro. Em 1922 Villa-Lobos participa da Semana da Arte Moderna, no Teatro Municipal de São Paulo. No ano seguinte embarca para Europa, regressando ao Brasil em 1924. Viaja novamente para a Europa em 1927, financiado pelo milionário carioca Carlos Guinle. Desta segunda viagem retorna em 1930, quando realiza turnê por sessenta e seis cidades. Realiza também nesse ano a "Cruzada do Canto Orfeônico" no Rio de Janeiro. Seu casamento com Lucília termina na década de 1930. Depois de operar-se de câncer em 1948, casa-se com Arminda Neves d'Almeida a Mindinha, uma ex-aluna, que depois de sua morte se encarrega da divulgação de uma obra monumental. O impacto internacional dessa obra fez-se sentir especialmente na França e EUA, como se verifica pelo editorial que o The New York Times dedicou-lhe no dia seguinte a sua morte. Villa-Lobos nunca teve filhos. Faleceu em 17 de novembro de 1959. Encontra-se sepultado no Cemitério São João Batista no Rio de Janeiro.

Documentário sobre Heitor Villa-Lobos produzido pela saudosa TV Manchete

Tributo em disco de 10 polegadas:

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Dia 22.11 - Aniversário da cantora e atriz MARLENE (Vitória Bonaiutti De Martino) de 1922. Começou aos 13 anos no programa Hora do Estudante, na Rádio Bandeirantes de São Paulo, e aos 16 estreia como profissional na Rádio Tupi, onde adota o nome artístico Marlene, influenciada pela fama da atriz Marlene Dietrich. Muda-se para o Rio de Janeiro e trabalha no Cassino da Urca, sendo contratada pela Rádio Mayrink Veiga e em seguida pela Rádio Globo. Mas o grande sucesso vem com a sua ida para a poderosa Rádio Nacional, em 1948, que a fez uma verdadeira estrela. Dessa época são as gravações de "Toca, Pedroca" (Pedroca e Mário Moraes, "Casadinhos" (Luís Bittencourt e Tuiú) em dueto com César de Alencar, "Candonga" (Felisberto Martins e Fernando Martins) e "Conceição da praia" (Aldemar Brandão e Dilu Melo). Em 1949 Marlene é eleita Rainha do Rádio, título que mantém em 1950 e que gera a eterna disputa entre o seu fã-clube e o da cantora Emilinha Borba. Participou de diversos filmes e peças musicais, excursionou pelo exterior e por todo o Brasil. Em 1959, a convite da cantora francesa Edith Piaf torna-se a primeira brasileira a apresentar-se no Teatro Olympia de Paris. Entre seus maiores sucessos estão "Zé Marmita" (Brasinha e Luís Antônio), "Lata d'água", "Sapato de pobre" (ambos de Luís Antônio e Jota Júnior), "Qui nem jiló" (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira), "Eva" (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira), "Isso é lá com Santo Antônio" (Lamartine Babo), "Apito no samba" (Luís Bandeira e Luís Antônio), "Mora na filosofia" (Monsueto e Arnaldo Passos), "Patinete no morro" (Luís Antônio), "Sa-sa-ruê" (Marino Pinto e Ayres da Costa), "Tome polca" (José Maria de Abreu e Luiz Peixoto), "É sempre o papai" (Miguel Gustavo), "Gente do morro" (Getúlio Macedo, Manuel Santana e Benê Alexandre), "Dona Vera tricotando" (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira), "Nasci para bailar" (Joel Almeida e Fernando Lobo), "O lamento da lavadeira" (Monsueto, Nilo Chagas e J. Vieira Filho), "Marlene, meu bem" (Mário Lago).

Trechos da homenagem MARLENE ESPECIAL

Primeiros LP's (10 polegadas):

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- Homenagens a Marlene no site COLLECTOR'S
- Documentário sobre Marlene na RÁDIO BATUTA DO IMS




Dia 23.11 - Falecimento do compositor, cantor, humorista e ator ADONIRAN BARBOSA (João Rubinato) em 1982. Principal compositor de samba paulista, João Rubinato teve várias profissões até participar do programa de calouros de Jorge Amaral cantando "Filosofia", de Noel Rosa, em 1933. Nessa época já tinha composições próprias, e em 1935 teve seu primeiro samba gravado, a marcha "Dona boa" aqui na voz de Raul Torres, em parceria com José Aimberê, da qual fez a letra. Nos anos 40 trabalhou na Rádio Record, já com o pseudônimo que o consagrou, fazendo personagens cômicos em radioteatro. Trabalhou em cinema e a partir de 1950 o grupo Demônios da Garoa passou a gravar diversas composições suas. Seu primeiro sucesso foi "Saudosa maloca", de 1951. Seu estilo é caracterizado pelo linguajar típico dos imigrantes italianos do Brás, quase sempre com teor cômico e revelando a vida na periferia. Entre seus maiores sucessos estão "Trem das onze", "Samba do Arnesto", "Tiro ao Álvaro" e "Bom dia, Tristeza", em parceria com Vinicius de Moraes.

Programa MPB Especial com Adoniran Barbosa na Tv Cultura em 1972.



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- Resumo biográfico no ICCA
- A vida de Adoniran Barbosa no programa POR TODA A MINHA VIDA



Dia 29.11 - Falecimento do maestro, pianista, arranjador e compositor LYRIO PANICALI em 1984. Considerado um dos grandes maestros da Era de Ouro da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Lá, foi contratado em 1938, onde estreou no programa "Canção antiga", de Almirante. Formou a Orquestra Melódica Lyrio Panicali e começou a compor temas musicais para as novelas transmitidas pela emissora, destacando-se as valsas "Encantamento" e "Magia", em parceria com Raimundo Lopes, e "Ternura", com Amaral Gurgel. Escreveu trilhas sonoras para os filmes: Aves sem ninho (1939), Moleque Tião (1943), Este mundo é um pandeiro (1947), Dupla do baralho (1953), Nem Sansão, nem Dalila (1954). Foi um dos fundadores da Sinter, atuando também como diretor artístico da gravadora.

Primeiros LP (10 polegadas):

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- Programa "Orquestra Melódica" no ACERVO RADIOFÔNICO COLLECTOR'S





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