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   Collector's Notícias Online - março

     
Dia 01.03 - Aniversário de nascimento da cantora ELISA COELHO (Elisa de Carvalho Coelho) de 1909. Era gaucha de Uruguaiana. Passou a infância e a adolescência em Florianópolis e por isso se considerava catarinense. Quando veio para o Rio de Janeiro começou cantando em reuniões familiares e numa dessas apresentações recebeu um convite para cantar na Rádio Clube do Brasil. Começou cantando musicas de Heckel Tavares e com ele excursionou em 1930, pela Bahia e nordeste em geral. Gravou 30 músicas assim distribuídas: De junho de 1930 a julho de 1931, na Victor, 10 canções. De julho de 1931 a Agosto de 1931, na Parlophon, 4 músicas. De março de 1932 a abril de 1934, na Victor novamente, onde gravou mais 14 músicas. Em 13.07.34 gravou seu último disco de 78 rpm na Odeon, com duas músicas. Assim como Aracy de Almeida era considerada a intérprete predileta de Noel Rosa, Elisinha Coelho (como era chamada pelos íntimos) era cantora preferida de Ary Barros de quem gravou 11 composições entre as 30 gravadas. É seu o lançamento de "Rancho fundo" gravado em 15.06.31 e "Caco Velho" gravado em 16.07.34.

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- Resumo biográfico no ICCA
- Sobre a música "No Rancho Fundo" no CHIADOFONE
- Raro disco 78 rpm de nosso acervo à venda no site TODA OFERTA



Dia 04.03 - Nascimento da cantora, instrumentista, arranjadora, folclorista e atriz INEZITA BARROSO (Inês Madalena Aranha de Lima) em 1925. Paulistana, estudou canto, piano e violão na infância, mas só estreou profissionalmente em 1950, na Rádio Bandeirantes. Foi cantora das rádios Nacional e Record, participou de filmes para o cinema e na década de 50 ganhou prêmios de melhor cantora do rádio. São sucessos dessa época, "Moda da pinga" e "Lampião de gás". Na década de 50, era musa "cult" da intelectualidade urbana. Mais tarde passou a dedicar seu trabalho também ao estudo e resgate do folclore brasileiro, realizando gravações e ministrando cursos com o objetivo de divulgar esse tipo de cultura musical. Desde os anos 70 comanda o programa "Viola, Minha Viola", da TV Cultura de São Paulo. É também professora de folclore. Com mais de 70 discos gravados, entre 78 rpm, LPs e CDs, também produziu documentários e programas de televisão, viajando por todo o mundo com seu repertório folclórico. Recentemente gravou CDs com o violeiro Roberto Corrêa e a Orquestra de Violas de São José dos Campos.

Primeiros LP's de carreira. 10 polegadas:

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Dia 05.03 - Nascimento do compositor, maestro e violoncelista VILLA-LOBOS (Heitor Villa-Lobos) de 1887. Filho de Noêmia Monteiro Villa-Lobos e Raul Villa-Lobos, foi desde cedo incentivado aos estudos, pois sua mãe queria vê-lo médico. No entanto, Raul Villa-Lobos, pai do compositor, funcionário da Biblioteca Nacional e músico amador, deu-lhe instrução musical e adaptou uma viola para que o pequeno Heitor iniciasse seus estudos de violoncelo. Aos 12 anos, órfão de pai, Villa-Lobos passou a tocar violoncelo em teatros, cafés e bailes; paralelamente, interessou-se pela intensa musicalidade dos "chorões", representantes da melhor música popular do Rio de Janeiro, e, neste contexto, desenvolveu-se também no violão. De temperamento inquieto, empreendeu desde cedo escapadas pelo interior do Brasil, primeiras etapas de um processo de absorção de todo o universo musical brasileiro. Em 1913 Villa-Lobos casou-se com a pianista Lucília Guimarães, indo viver no Rio de Janeiro. Em 1922 Villa-Lobos participa da Semana da Arte Moderna, no Teatro Municipal de São Paulo. No ano seguinte embarca para Europa, regressando ao Brasil em 1924. Viaja novamente para a Europa em 1927, financiado pelo milionário carioca Carlos Guinle. Desta segunda viagem retorna em 1930, quando realiza turnê por sessenta e seis cidades. Realiza também nesse ano a "Cruzada do Canto Orfeônico" no Rio de Janeiro. Seu casamento com Lucília termina na década de 1930. Depois de operar-se de câncer em 1948, casa-se com Arminda Neves d'Almeida a Mindinha, uma ex-aluna, que depois de sua morte se encarrega da divulgação de uma obra monumental. O impacto internacional dessa obra fez-se sentir especialmente na França e EUA, como se verifica pelo editorial que o The New York Times dedicou-lhe no dia seguinte a sua morte. Villa-Lobos nunca teve filhos. Faleceu em 17 de novembro de 1959. Encontra-se sepultado no Cemitério São João Batista no Rio de Janeiro.

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Dia 06.03 - Aniversário de nascimento do compositor e pianista JOUBERT DE CARVALHO (Joubert Gontijo de Carvalho) em 1900. Mineiro de Uberaba, logo foi para São Paulo com a família. Mais tarde mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se formou em medicina. Apesar de exercer a profissão de médico (tendo introduzido no Brasil a medicina psicossomática), desde muito cedo começou a compor ao piano e a publicar suas músicas, que faziam sucesso entre os editores. A primeira composição foi "Cruz Vermelha", escrita aos 10 anos ainda em São Paulo e que teve a renda revertida para a instituição homenageada. Em 1922 seu fox "Príncipe" foi levado para a França, onde foi editado e teve grande êxito. No Brasil, depois de musicar letras famosas de Olegário Mariano, como "Cai Cai, Balão" e "Tutu Marambá", conheceu a consagração no carnaval de 1930, com a gravação da novata Carmen Miranda de "Taí (Pra você gostar de mim)", realizada em meados de 1929. Seu outro enorme sucesso foi com a canção "Maringá", composta em 1932 para o tema da seca do nordeste brasileiro, e que se tornou popular em todo o país na gravação de Gastão Formenti, inspirando inclusive os colonos que construíam uma cidade no norte do Paraná, e que, fundada em 1947, levou o nome de Maringá. Outros sucessos foram "De papo pro ar" (com Olegário Mariano) e "Pierrô" (com Pascoal Carlos Magno). Joubert de Carvalho possui obra extensa, avaliada em mais de 700 músicas editadas. Além de Carmen, outros intérpretes que gravaram Joubert foram Gastão Formenti, Carlos Galhardo e Francisco Alves.

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Dia 07.03 - Falecimento do compositor, cantor e violonista NEWTON TEIXEIRA (Newton Carlos Teixeira) em 1990. Carioca, começou a envolver-se com música ainda na infância, quando aprendeu a tocar bandolim, passando mais tarde para o violão. Conheceu Noel Rosa e outros boêmios de Vila Isabel, tornando-se amigo de cantores como Orlando Silva e Silvio Caldas. Este último foi o responsável, em 1939, pelo maior sucesso do compositor, "A deusa da minha rua", composto em parceria com Jorge Faraj. Antes disso, Francisco Alves já havia gravado, em 1936, "Ela disse adeus" (com Cristóvão de Alencar). Como compositor, dividiu parceria com o referido Cristóvão de Alencar ("Mal-Me-Quer", "Não", "Vamos cantar" esta última na voz de Orlando Silva), Ataulfo Alves ("Você não tem palavra, interpretado pelo próprio Newton Teixeira") e David Nasser ("Até o amargo fim"), entre outros. Também foi violonista de sucesso, acompanhando ases como Orlando, Silvio e Francisco Alves, e atuou cantando nas rádios Guanabara e Tupi. Interrompeu a carreira em 1943, por causa de um problema na garganta, mas continuou trabalhando com rádio, nas emissoras Jornal do Brasil e Nacional. Em 1969 teve seu derradeiro sucesso, "Avenida iluminada (Lágrimas de um coração)", parceria com Brasinha, interpretado por Zé Kéti em um concurso promovido para o carnaval daquele ano.

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Dia 08.03 - Falecimento da cantora, instrumentista, arranjadora, folclorista e atriz INEZITA BARROSO (Inês Madalena Aranha de Lima). Paulistana, estudou canto, piano e violão na infância, mas só estreou profissionalmente em 1950, na Rádio Bandeirantes. Foi cantora das rádios Nacional e Record, participou de filmes para o cinema e na década de 50 ganhou prêmios de melhor cantora do rádio. São sucessos dessa época, "Moda da pinga" e "Lampião de gás". Na década de 50, era musa "cult" da intelectualidade urbana. Mais tarde passou a dedicar seu trabalho também ao estudo e resgate do folclore brasileiro, realizando gravações e ministrando cursos com o objetivo de divulgar esse tipo de cultura musical. Desde os anos 70 comanda o programa "Viola, Minha Viola", da TV Cultura de São Paulo. É também professora de folclore. Com mais de 70 discos gravados, entre 78 rpm, LPs e CDs, também produziu documentários e programas de televisão, viajando por todo o mundo com seu repertório folclórico. Recentemente gravou CDs com o violeiro Roberto Corrêa e a Orquestra de Violas de São José dos Campos.

Primeiros LP's de carreira. 10 polegadas:

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Dia 08.03 - Aniversário de nascimento da cantora e apresentadora de TV HEBE CAMARGO (Maria Monteiro de Camargo Ravagnani) de 1929. Nasceu na cidade de Taubaté, interior de São Paulo. Iniciou sua carreira como cantora. Atuou em várias emissoras das Rádios Associadas, em diversas capitais do Brasil. Seu pai, Fego Camargo era músico, sua mãe, dona Esterzinha, uma mulher doce, apaixonada pelos filhos, e também ligada à música. O primeiro trabalho de Hebe foi ao lado de sua irmã Estela e das primas Helena e Maria. Depois ela e a irmã formaram uma dupla sertaneja. Aí veio o primeiro contrato como cantora-solo, nas Rádios Tupi e Difusora de São Paulo. Quando veio a TV Tupi, Hebe foi logo escalada, pois era bonita e charmosa e boa cantora, mas seguiu com Dermival Costalima, logo no início de 1952, para a Rádio Nacional e depois TV Paulista. Aí começou sua carreira de apresentadora. Entre os programas que apresentava, destacou-se “O Mundo é das Mulheres”, organizado por Walter Forster. Nascia então a “Estrela de São Paulo”. Seu jeito alegre de ser, encantava a todos. Começou a receber em seus programas as maiores personalidades do Brasil e do exterior. Dizia-se: “Não passou pelo sofá da Hebe, não existiu”. O primeiro casamento de Hebe foi com Décio Capuano, com quem teve o filho Marcelo. Anos mais tarde se separou e uniu-se a Lélio Ravagnani, de quem depois ficou viúva. A carreira de Hebe foi sempre repleta de sucessos. Esteve também na TV Record, na Rádio Mulher, onde fazia um programa matinal, participou da TV Bandeirantes, da Rádio Capital, fazendo o programa direto de sua residência, da Rádio Nativa, e do SBT, onde está até hoje, nas noites de segunda-feira. Hebe gravou inúmeros discos. Ela conseguiu todos os prêmios, troféus e honrarias que uma artista pode conquistar. Ainda em plena forma, Hebe Camargo foi a mulher de maior sucesso no cenário artístico nacional. Em 2004, festejou seus 18 anos de SBT, com uma festa monumental, com a presença de número imenso de autoridades brasileiras. Respeitada por políticos, personalidades e artistas.

Primeiro LP (10 polegadas):

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Dia 09.03 - Falecimento do acordeonista e compositor ANTENÓGENES SILVA (Antenógenes Honório da Silva) em 2001. Acordeonista premiado no exterior, gravou o primeiro disco em 1929, pela Victor de São Paulo, com canções próprias. Em 1933 mudou-se para o Rio de Janeiro e fez carreira como acordeonista. Aluno de Guerra-Peixe, entre seus maiores sucessos estão "Pisando corações" (com Ernani Campos) aqui acompanhando Augusto Calheiros e "Santa Terezinha", aqui com Gilberto Alves. Foi presença constante em estúdios de gravação e palcos.

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Dia 10.03 - Falecimento do compositor ASSIS VALENTE (José de Assis Valente) em 1958. Nasceu na Bahia e teve uma infância conturbada, tendo sido separado dos pais muito cedo. Trabalhou como farmacêutico, fez cursos de desenho no Liceu de Artes e Ofícios e profissionalizou-se como especialista em prótese dentária. Foi para o Rio de Janeiro em 1927, e empregou-se como protético. No início dos anos 30 começou a compor sambas. O primeiro, "Tem francesa no morro", tornou-se sucesso na voz de Araci Cortes em 1932. Mais tarde conheceu Carmen Miranda e passou a compor sambas especialmente para ela, casos de "Good Bye, Boy" e "Etc". Carmen foi a maior intérprete e divulgadora dos sambas de Assis Valente. "Minha embaixada chegou", "Uva de caminhão", "Camisa listrada", "E o mundo não se acabou" e "Recenseamento" foram algumas composições de Assis eternizadas pela Pequena Notável. A música mais famosa do compositor, entretanto, foi rejeitada por ela. "Brasil pandeiro" acabou gravada pelos Anjos do Inferno em 1940, com grande êxito e regravada pelo grupo Novos Baianos mais de 30 anos depois, de novo com sucesso. Outros grupos vocais também popularizaram sambas do compositor, como o Bando da Lua, que gravou "Maria boa" em 1936 ou o Quatro Ases e Um Coringa, que gravou "Boneca de pano" em 1950. Outro grande sucesso foi a marcha natalina "Boas festas", lançada por Carlos Galhardo em 1933 e regravada em 1941 e 1956. A vida pessoal de Assis Valente foi tumultuada. Em 1941 tentou o suicídio pela primeira vez, atirando-se do alto do Corcovado. Acabou resgatado pelos bombeiros, e depois de recuperado compôs "Fez bobagem", canção marcante interpretada com grande sucesso por Aracy de Almeida. Mas sua carreira bem-sucedida como compositor não foi suficiente para mantê-lo vivo, e, depois de tentar cortar os pulsos, conseguiu matar-se ingerindo guaraná com formicida, em 1958. Muitos artistas regravaram a obra de Assis Valente, como Nara Leão, Chico Buarque e Adriana Calcanhotto. Na década de 90 o musical "O Samba Valente de Assis", sobre a trajetória do compositor, foi encenado no Rio de Janeiro. A música "Brasil pandeiro" voltou a ser extremamente popular em 1994, graças a uma campanha publicitária relacionada à Copa do Mundo.

Tributo em LP 10 polegadas:

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Dia 11.03 - Falecimento da cantora e atriz PEPA DELGADO (Maria Pepa Delgado) em 1945. Nascida na cidade de Piracicaba, São Paulo, uma das cantoras pioneiras que mais gravaram nas duas primeiras décadas do século XX. Era filha do toureiro espanhol Lourenço Delgado e de Ana Alves, paulista de Sorocaba. Aos 15 anos, foi para o Rio de Janeiro com seu pai e logo se tornou atriz e cantora. Nesse mesmo ano (1902), gravou, com o cantor Mário Pinheiro, a música de Chiquinha Gonzaga, "Corta Jaca", tendo os versos do ator Machado Careca. A revista musical Cá e Lá, da autoria de Tito Martins e B. de Gouvêa, estreou no Theatro Recreio (1904), obtendo muito sucesso. Obteve consagração popular com a música "O Abacate" (1904), com seus versos de duplo sentido. Lançou e gravou muitas das músicas no ritmo maxixe, que alcançava, cada vez mais, o gosto popular, destacando-se, então, como exímia maxixeira. Veja: "Café ideal", "Maxixe aristocrático", "O vagalume" e "Vem cá, mulata" Entre as muitas peças feitas por ela, encontrava-se a burleta Forrobodó (1912), de Luís Peixoto e Carlos Bittencourt, com música de Chiquinha Gonzaga, que foi encenada em cerca de um mil e quinhentas apresentações consecutivas, além de ser remontado incontáveis vezes nos anos seguintes. Solicitou a Fred Figner, diretor da gravadora Casa Edison, que doasse seu terreno de Jacarepaguá para a construção do Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro. Casou-se (1920) com o oficial do Exército Almerindo Álvaro de Morais, também tesoureiro do Clube dos Democráticos e abandonou a carreira (1924), dedicando-se ao lar. No ano seguinte, nasceu seu único filho, Heitor. A família morou em vários lugares, inclusive no Encantado, onde ela ligou-se à irmandade da Igreja de São Pedro. Gostava de festejar o São João, confeccionando roupas, licores, balões etc. Morreu no Rio de Janeiro, vítima de hepatite (1945), aos 58 anos.

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Dia 11.03 - Falecimento do compositor ZÉ DANTAS (José de Souza Dantas Filho) em 1962. Foi um compositor, poeta e folclorista fundamental para a fixação do baião como gênero de sucesso. Isso se deu graças às suas parcerias com Luiz Gonzaga a partir de 1950, quando este se separou do parceiro inicial, Humberto Teixeira. Mas em 1938 Zé já compunha suas primeiras músicas e escrevia crônicas sobre folclore para uma revista pernambucana. Foi em 1949 que conheceu Gonzagão e a partir do ano seguinte iniciaram uma profícua série de sucessos imortais assinados a quatro mãos, como "Vem morena", "A dança da moda", "Riacho do navio", "Vozes da seca", "A volta da Asa Branca", "Imbalança", "ABC do sertão", "Algodão", "Cintura fina" e "Forró de Mané Vito". O grupo vocal Quatro Ases e Um Coringa também obteve grande sucesso com "Derramaro o gai", depois também imortalizada pelo Rei do Baião. Em 1951, compuseram mais um clássico, o baião "Sabiá", e no ano seguinte foram às paradas com a marcha junina "São João na roça" e com a triste "Acauã" (esta assinada apenas por Zé). Atuou ainda ao lado de Paulo Roberto no programa NO MUNDO DO BAIÃO, na Rádio Nacional (RJ) em 1953, ano em que estouraram o "Xote das meninas" e "Farinhada" (esta também apenas de Zé), na voz de Ivon Curi. Outro ícone do baião, Jackson do Pandeiro, também fez sucesso com uma canção de Zé Dantas, "Forró em Caruaru". Quando foi diretor folclórico da Rádio Mayrink Veiga, do Rio, o compositor chegou a regravar suas canções mais emblemáticas em disco. Mesmo depois de sua morte, todas as músicas da dupla continuaram a ser relidas pelos maiores nomes da MPB – até os dias de hoje – como Gal Costa, Gilberto Gil, Elba Ramalho, Alceu Valença, Fagner, Marisa Monte e muitos grupos de Oxente Music e até da geração da música eletrônica.

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Dia 12.03 - Aniversário de nascimento do letrista, jornalista, poeta, humorista, teatrólogo e publicitário BASTOS TIGRE (Manuel Bastos Tigre) em 1882. Estreou em 1906 com a peça "Maxixe", de sua autoria e Batista Coelho. No carnaval deste mesmo ano, fez grande sucesso com o tango-chula "Vem cá mulata", parceria com Arquimedes de Oliveira, gravado aqui na voz de Mário Pinheiro e Pepa Delgado. Composto em 1902, o samba não foi apenas sucesso do carnaval de 1906, como continuou alegrando os foliões por mais dois ou três carnavais, tornando-se uma das músicas mais populares da década. Em 1907, mais um sucesso com o tango "O vatapá", feito em parceria com Paulino Sacramento e João Foca aqui na voz de Medina de Souza e Geraldo Magalhães. Com Eduardo Souto, assinou a letra do fado-tango "Saudade" aqui na voz de Vicente Celestino. Com o mesmo parceiro fez a canção "Amizade amorosa", gravada na Odeon por Del Nigri. Em 1915, escreveu a revista "Grão de bico". No mesmo ano, escreveu outra revista, "Rapadura", em parceria com Rêgo barros. Em 1926, compôs em parceria com Sinhô o samba "Cassino maxixe", lançado na comédia "Sorte grande", que inaugurou o Teatro Cassino e gravado por Francisco Alves. Posteriormente, Sinhô escreveu-lhe novos versos dando ao samba o nome de "Gosto que me enrosco", grande sucesso de 1929, aqui interpretado por Mário Reis e objeto de célebre polêmica com o também sambista Heitor dos Prazeres. Em 1935, fez a letra para o anúncio comercial da Brahma Chope, na época, chamado de o Brahma Chope, com música de Ary Barroso.

A letra dizia:
"O Brahma Chope em garrafa/Querido em todo o Brasil
Corre longe, a banca abafa/É igualzinho ao de barril".

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Dia 13.03 - Falecimento do compositor, pianista, regente e ator CUSTÓDIO MESQUITA (Custódio Mesquita de Pinheiro) em 1945. Melodias e harmonias requintadas fizeram de Custódio Mesquita de Pinheiro um dos grandes nomes dos anos 30 e 40, quase sempre citado como o Tom Jobim de seu tempo, também precursor da moderna música brasileira. Pianista virtuoso, gravou discos de 78 rotações com composições de Ernesto Nazareth, mas popularizou-se como autor de marchas e sambas-canções, sendo responsável pela consolidação do fox-canção, gênero inspirado no fox americano. Custódio deu seus primeiros passos na música atrás de uma bateria quando fazia parte do conjunto de escoteiros do Fluminense Futebol Clube, no Rio de Janeiro. Em 1930, já atuava como pianista nas rádios Clube do Brasil, Mayrink Veiga e Philips. Suas primeiras composições gravadas foram "Dormindo na rua", por Silvio Caldas, "Prazer em conhecê-lo", parceria com Noel Rosa cantada por Mário Reis, e "Se a lua contasse", por Aurora Miranda. Esta última, gravada para o carnaval de 1934, foi seu primeiro sucesso. A partir de então, entrou em evidência e suas canções foram interpretadas pelas vozes de Carmen Miranda, Carlos Galhardo e Orlando Silva. Seu parceiro mais constante foi Evaldo Ruy ("Como os rios que correm pro mar", "Feitiçaria", "Noturno em tempo de samba", "Promessa" e "Rosa de maio"), tendo composto também com Orestes Barbosa ("Flauta, cavaquinho e violão"), Mário Lago ("Nada além", "Enquanto houver saudade", "Menina eu sei de uma coisa"), Sadi Cabral ("Velho Realejo") e David Nasser ("Mãe Maria", "A valsa de Maria"). Seu jeito de galã rendeu-lhe convites para participar de alguns filmes, como Moleque Tião, com Grande Othelo, e da peça Carlota Joaquina, no papel de Dom Pedro I. Foi, aliás, para o teatro de revista que ele compôs boa parte de sua obra. Como autor teatral, escreveu cerca de 30 peças, como Mamãe eu Quero e Rumo ao Sucesso. Morreu aos 35 anos de crise hepática pouco antes de assumir o cargo de conselheiro da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais. Ao longo dos anos, recebeu algumas homenagens, sendo que uma delas foi ter virado enredo do desfile do Império da Tijuca, em 1985, com o título Se a Lua Contasse — Vida e Obra de Custódio Mesquita. Custódio ficou esquecido durante certo tempo, mas nos anos 80 voltou a ser gravado. Um dos seus grandes sucessos é "Saia do meu caminho" (com Evaldo Ruy), lançada um ano após sua morte e gravada por Dalva de Oliveira, Ângela Maria, Gal Costa, Nana Caymmi e Miúcha. "Mulher" (com Sadi Cabral) já foi trilha sonora de dois filmes e tema de abertura do seriado Mulher, da Rede Globo.

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- Documentário sobre Custódio Mesquita na RÁDIO BATUTA DO IMS
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Dia 14.03 - Aniversário de nascimento do compositor, flautista e regente BENEDITO LACERDA de 1903. Um dos flautistas mais famosos e inovadores da música brasileira, estudou flauta no Instituto Nacional de Música. Tocou em bandas militares e orquestras de cinema e teatro antes de entrar para o rádio, nos anos 1930, com seu consagrado grupo, o Regional de Benedito Lacerda. Acompanhou estrelas como Carmen Miranda, Mário Reis e Francisco Alves, além de atuar com êxito como compositor de sucessos como "Normalista" por Nelson Gonçalves, "Jardineira" por Orlando Silva, "Despedida da Mangueira" (com Aldo Cabral) por Francisco Alves, "Falta um zero no meu ordenado" (com Ary Barroso) por Francisco Alves e "A Lapa" (com Herivelto Martins) por Francisco Alves. Na década de 1940 tocou nos cassinos que agregavam a fina flor da música nacional e perpetuou uma série de gravações antológicas em parceria de flauta e sax com Pixinguinha, privilegiando o repertório de choro. Destacou-se também pelas músicas que compunha para o carnaval e pela atuação como fundador da União Brasileira de Compositores (UBC) e dirigente da Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Escritores de Música (SBACEM).

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- Homenagens a Benedito Lacerda nas páginas do ACERVO COLLECTOR'S
- Ouça o programa levado ao ar em 15.10.47: O PESSOAL DA VELHA GUARDA
- Documentário sobre Benedito Lacerda na RÁDIO BATUTA DO IMS
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Dia 14.03 - Falecimento do compositor ROBERTO MARTINS em 1992. Do período de 1930 até a metade de 1950, Roberto Martins inclui-se entre os compositores mais gravados. Carlos Galhardo, Gilberto Alves, Orlando Silva, Aracy de Almeida e Francisco Alves somam inúmeros registros entre sambas e valsas. A obra de Roberto é também vasta de gêneros, significando sucessos como valsas, sambas, fox-trotes, choros e marchas, isto é, músicas de carnaval e de meio-de-ano, como a definição recorrente de então. Considerado um dos bambas nas composições carnavalescas, Roberto Martins é autor das marchas "Cadê Zazá" (com Ari Monteiro), "Pedreiro Valdemar" (com Wilson Batista), "A sinfonia dos tamancos", "Marcha dos gafanhotos" (com Frazão), e dos sambas "Meu consolo é você" (com Nássara), "Adeus mocidade" (com Benedito Lacerda) e "Cai-cai", este um samba-batucada, gravado pela dupla Joel e Gaúcho e sucesso do Carnaval de 1940. Entre os parceiros de Roberto Martins podemos listar Ataulfo Alves, Mário Lago, Orestes Barbosa, Mário Rossi, Radamés Gnattali, Alcebíades Barcelos, Frazão, Wilson Batista, Antonio Almeida, Benedito Lacerda, Cristóvão de Alencar, Lamartine Babo, Alberto Ribeiro e Valfrido Silva.

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Dia 15.03 - Falecimento do maestro, compositor, instrumentista e violinista EDUARDO PATANÉ (Eduardo Carmelo Patané) em 1969. Tocou em diversos cinemas nas salas de espera. Em 1935, formou um conjunto dançante. Em 1936, formou sua primeira orquestra de tangos. Em 1939, recebeu convite de Celso Guimarães e mudou para o Rio de Janeiro indo trabalhar na Rádio Nacional. Em 1949, acompanhou na Odeon as gravações do samba "Velhas cartas de amor", de Klécius Caldas e Francisco Alves, e da valsa-canção "A noite triste em que você não vem", de Gabriel Migliori e Dino Castelo, pelo cantor Francisco Alves. No mesmo ano, acompanhou o mesmo cantor na gravação dos sambas "Palavras amigas", de Klécius Caldas e Armando Cavalcanti, e "Quando te encontrei", de Newton Teixeira. Em 1955, Ivete Siqueira gravou na RCA Victor seu bolero-mambo "Finalmente" e o tango "Aventura". Criou uma segunda orquestra típica de tangos com a qual gravou, ainda em 1955, pela Sinter os tangos "Churrasca", de Lomuto, e "Adios, querida", de sua autoria. No mesmo ano, a cantora Ângela Maria fez sucesso com o tango "Adeus querido", parceria com Lourival Faissal. Em 1956, gravou os tangos "Mentindo", de sua autoria e Lourival Faissal, que foi outro grande sucesso e "Acorrentado", de Luiz de França e Alcebíades Nogueira. No mesmo ano, acompanhou com sua orquestra típica a gravação do tango "Desespero", de sua autoria e Lourival Faissal, pelo cantor Carlos Augusto. Em 1957, Emilinha Borba gravou pela Continental o tango "Desengano", parceria com Lourival Faissal. No mesmo ano, Ivete Garcia gravou na Todamérica o foxtrote "Recomece", parceria com Bruno Marnet.

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Dia 16.03 - Aniversário de nascimento do compositor, instrumentista, violonista e cantor JOSUÉ DE BARROS (Josué Borges de Barros) em 1888. Descendia de Domingos Borges de Barros, Visconde da Pedra Branca, poeta e ilustre personagem do Primeiro Reinado, tendo sido sua filha, a Condessa de Barral e Pedra Branca, preceptora dos filhos de Pedro II, Isabel e Leopoldina. Em 1904 apresentou-se com o irmão no Café Cascata, no Rio e Janeiro, tornando-se a dupla conhecida como Irmãos Barros. Começou a gravar solos de violão em selo Columbia, na década de 1900, e exibia-se num cabaré da Rua do Lavradio, quando foi convidado pelo bailarino Duque para tocar na inauguração do Cabaret Brasil, em Paris, França. O cabaré não chegou a ser aberto, mas mesmo assim Duque resolveu tentar a sorte na Europa acompanhado por ele e por Artur Budd, ator de circo e cantor. Não tendo conseguido contrato em Paris, apresentou-se só com Artur Budd, em Lisboa, Portugal, onde alcançaram sucesso. Convidados para ir a Berlim, Alemanha, gravaram discos na fábrica Beka Grand-Record. Esses discos, com marchas e cançonetas lançadas antes da Primeira Guerra Mundial, seriam as primeiras gravações feitas por artistas brasileiros na Europa. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se conhecido a partir do lançamento de sua composição "Chora, violão", gravada em 1928 por Araci Cortes, na Parlophon. Em 1929, em uma festa de caridade no I.N.M.(Instituto Nacional de Música), foi apresentado a uma jovem cantora, Carmen Miranda. Provavelmente em agosto desse ano apresentou-se ao diretor da gravadora Brunswick, onde Carmen gravaria seu primeiro disco. Ainda em 1929, introduziu no Brasil o violão elétrico. Com seu filho, o violinista Betinho, acompanhou Carmen Miranda em excursões à Bahia e Pernambuco, em 1932, e Buenos Aires, Argentina, em 1933. Contratado para exibições em boates, fixou-se na Argentina, de 1934 a 1939, com a família. Como cantor, apareceu em "Babaô Miloquê" (batuque) e "História de um capitão" africano (cena cômica), duas faces de um 78 rpm gravado em dezembro de 1929 na Victor com orquestração de Pixinguinha, inspiradas em estribilhos africanos. Autor de mais de uma centena de composições, teve músicas gravadas por Gastão Formenti, Elisa Coelho e Carmen Miranda, destacando-se: a canção sertaneja "Minha paioça", gravada por Gastão Formenti em 1928 na Parlophon; "Dona Balbina" e "Triste Jandaia", lançadas por Carmen Miranda em 1930, na Victor; "Carnaval tá aí" (com Pixinguinha), marcha gravada por Carmen Miranda, na Victor, para o Carnaval de 1931; "Ciúme de caboca" (com Domingos Magarinos), toada gravada por Elisa Coelho, na Victor, em 1931. Também gravou suas próprias composições, como a valsa "Gemidos d`alma", na Victor, e a marcha "Sinhá, sinhô", na Columbia, ambas em 1931.

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Dia 17.03 - Aniversário de nascimento do violonista, cantor, professor de violão e compositor PATRÍCIO TEIXEIRA de 1893. Foi um dos pioneiros da gravação no Brasil, iniciando carreira na década de 10 nas companhias então estabelecidas no Rio de Janeiro: Odeon, Parlophon, Columbia e Victor. Gravou diversos discos, interpretando valsas, modinhas, lundus, sambas etc. Trabalhou com Pixinguinha, Donga e os Oito Batutas, e nas décadas de 20 e 30 emplacou vários sucessos: "Casinha pequenina"", "Trepa no coqueiro" (Ari Kerner)", "Gavião calçudo" (Pixinguinha)", "Xoxô" (Luperce Miranda), "Cabide de molambo" (João da Baiana)", "Sete horas da manhã" (Ciro de Souza)", Teve atuação destacada como professor de violão e canto. Algumas de suas alunas foram Aurora Miranda, Linda Batista entre outros.

Método para violão por Patrício Teixeira:

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Dia 17.03 - Falecimento do cantor e compositor JORGE GOULART (Jorge Neves Barros) em 2012. Carioca, iniciou sua carreira como crooner, cantando em casas noturnas do Rio de Janeiro, principalmente composições de Custódio Mesquita. Participava de programas na Rádio Tupi e em 1945 lançou seu primeiro 78 rotações: "A Volta" e "Paciência, coração", duas canções de Benedito Lacerda e Aldo Cabral. O primeiro sucesso foi "Xangô", de Ary Barroso e Fernando Lobo, e graças a ele assinou contrato com a Rádio Tupi. Depois de ter passado uma temporada em Porto Alegre, voltou ao Rio e gravou "Miss Mangueira" (Wilson Batista e Antônio Almeida) e "Balzaquiana" (Wilson Batista e Nássara), sucessos dos carnavais de 1950 e 51. Entrou para a Rádio Nacional, lá permanecendo por 15 anos. Outros de seus sucessos foram "Mundo de zinco" (Wilson Batista e Nássara), "A voz do morro" (Zé Kéti), "Samba fantástico" (José Toledo, Jean Mazon, L. Autuori e P.M. Campos), "Laura" (João de Barro e Alcir P. Vermelho), "Mané fogueteiro" (João de Barro), "Couro de gato" (Grande Otelo, Rubens Silva e Popó) e "Joga a chave, meu amor" (J.R. Kelly e J. Rui). Casado com a cantora Nora Ney, foi um dos grandes divulgadores das músicas de sambistas de escolas de samba, como Zé Kéti, Candeia e Elton Medeiros. Participou de filmes como "Rio 40 graus" (Nelson Pereira dos Santos) e "Aviso aos navegantes", de Watson Macedo. Nos anos 50 e 60 esteve em diversos países como Rússia e China, fazendo shows, incentivado pela política do então presidente Juscelino Kubitschek de aproximação entre o Brasil e os países do leste europeu. Nas décadas de 70 e 80 se apresentou no Brasil em espetáculos montados em teatros e casas noturnas.

LP's 10 polegadas de carreira:

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- Gorge Goulart canta "O último" no filme MULHERES A VISTA




Dia 17.03 - Aniversário de nascimento do compositor e jornalista ANTÔNIO MARIA (Antônio Maria Araújo de Morais) em 1921. Nasceu em Recife, em uma família de posses. Teve aulas de piano e francês na infância, como era comum às crianças da classe alta. Na adolescência, porém, uma crise econômica afetou a indústria usineira e levou a família à bancarrota. Arranjou o primeiro emprego aos 17 anos, como apresentador de programas musicais na Rádio Clube Pernambuco. Por essa época já frequentava a boêmia de Recife. Em 1940 resolveu ir para o Rio de Janeiro, de navio. Na então capital federal foi morar com o jornalista Fernando Lobo, antigo amigo de farras pernambucanas, e com Abelardo Barbosa, que mais tarde se tornaria Chacrinha. A primeira estadia carioca não foi bem-sucedida. Apesar de ter conseguido trabalho como radialista, a vida era difícil e em 1944 voltou para Recife, e por lá se casou. Trabalhou em emissoras de rádio em Fortaleza e na Bahia, onde fez amizade com Dorival Caymmi e Jorge Amado. A segunda e definitiva tentativa de viver no Rio de Janeiro foi em 1947, desta vez com a mulher e os dois filhos. Foi diretor artístico da Rádio Tupi e da TV Tupi, participando ativamente do primeiro programa de televisão transmitido no Brasil, em 1951. Sua atuação como jornalista - e principalmente cronista - é destacada. Escreveu crônicas diárias durante mais de 15 anos, nas colunas "A noite é grande", "O jornal de Antônio Maria", "Mesa de pista" e "Romance policial de Copacabana". Como compositor, começou criando jingles, e em 1951 seu samba "Querer bem" (com Fernando Lobo) foi gravado por Aracy de Almeida. No ano seguinte, depois de sua transferência da Tupi para a Mayrink Veiga (quando passou a ganhar o maior salário do rádio na época), atuou como locutor esportivo, além de apresentador de programas de grande audiência. Nesse mesmo ano (1952) a então estreante cantora Nora Ney realizou as gravações de "Menino grande" e "Ninguém me ama", esta última o maior sucesso de Antônio Maria, e um verdadeiro clássico da dor-de-cotovelo. Figura boêmia, frequentador assíduo de noitadas intermináveis em boates, compôs grandes sucessos com diferentes parceiros, como "Valsa de uma Cidade", com Ismael Neto, de Os Cariocas, "Manhã de Carnaval", com Luiz Bonfá, "Suas mãos", com Pernambuco e "Quando tu passas por mim", com Vinicius de Moraes. Era cardiopata e se autodefinia como "cardisplicente: homem que desdenha o próprio coração". Morreu fulminado por um infarto em 1964.

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- Nora Ney canta "Ninguém me ama" no filme CARNAVAL ATLÂNTIDA (1952)



Dia 18.03 - Aniversário de nascimento do cantor e compositor RISADINHA (Francisco Ferraz Neto) de 1921. Devido a seu modo jovial de encarar a vida, sempre sorrindo, recebeu o apelido de Risadinha. Nascido em São Paulo, onde começou sua carreira, transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1945, tornando-se um dos mais característicos defensores do samba carioca. Várias vezes campeão do Carnaval, como cantor e também como compositor, Risadinha especializou-se no chamado "samba de breque", do qual se tornou um dos melhores intérpretes, ao lado de Moreira da Silva e Jorge Veiga.

Principais sucessos carnavalescos na fase 78 rpm:

1951 - MEU PRIMEIRO AMOR
1952 - O DOUTOR NÃO GOSTA
1953 - SE EU ERREI
1954 - EM CADA CORAÇÃO UM PECADO
1956 - SACO DE PAPEL
1957 - TUMBA LELÊ
1960 - CACARECO É O MAIOR
1963 - PIRI...PIRI...
1963 - CADÊ BRIGITTE
1964 - DEIXA O MEU PRANTO ROLAR

Primeiro LP (10 polegadas):

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Dia 19.03 - Falecimento do cantor, compositor e ator FRANCISCO CARLOS (Francisco Rodrigues Filho) em 2003. Nascido no Rio, depois de breve passagem pelo Recife, fez escola de Belas Artes, chegando a graduar-se e a exercer a atividade de pintor paralelamente à de cantor, desde que em 1946 foi contratado pela Rádio Tamoio e em seguida pela Globo. Seu primeiro disco saiu em 1948 com "Aumentaram todo mundo" e "Eu não sei, ambas de Russo do Pandeiro. Em 1950, já pela etiqueta Victor "Meu brotinho" (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira), que obteve grande sucesso, e o samba "Me deixa em paz", da mesma dupla. Com porte de galã, atuou em algumas chanchadas da época, como "Aviso aos Navegantes" (Watson Macedo). Em 1953, foi contratado pela Rádio Nacional chegando a rivalizar com Francisco Alves entre os preferidos de seus ouvintes. Vieram mais filmes, como "Carnaval Atlândida" (José Carlos Burle), "Garotas e samba" (Carlos Manga) e outros. O “Cantor Enamorado do Brasil” receberia ainda outro título que o marcaria definitivamente: El Broto, referência a seu grande sucesso "Alô Brotinho". Em fins dos anos 50, rivalizaria com o cantor Cauby Peixoto a preferência das "macacas de auditório". Foi o primeiro ídolo jovem da linhagem dos "Carlos" que se seguiriam. Em 1962 ainda chegou a excursionar pela Europa com a V Caravana da UBC, mas pouco depois abandonou a carreira, trocando-a por sua profissão de origem: a de pintor.

Vídeo sobre exposição da era do rádio dando ênfase
ao cantor e compositor Francisco Carlos.


Primeiros LP's (10 polegadas):

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- Francisco Carlos canta "Quem dá aos pobres" no filme Ó QUANTA ALEGRIA




Dia 20.03 - Aniversário de nascimento do compositor e pianista ERNESTO NAZARETH (Ernesto Júlio de Nazareth) de 1863. Maior compositor de tangos brasileiros e demarcador de rumos para o choro, Ernesto Nazareth nasceu no Rio de Janeiro e aprendeu piano com a mãe, que tocava valsas, modinhas e principalmente polcas em saraus e reuniões. Depois da morte da mãe, em 1873, continuou estudando piano, e começou a compor. Sua primeira polca, "Você Bem Sabe", composta aos 14 anos, foi editada. Mais tarde começou a freqüentar rodas de chorões, e dali tirou a originalidade rítmica que marcou sua interpretação e se refletiu em suas composições. Influenciado também pelo maxixe, lundu, ritmos africanos e pelos chorões, Nazareth nunca aceitou totalmente essa influência, resistindo bastante em dar denominações populares a suas composições. Músico de formação erudita, o máximo que se permitiu durante muito tempo foi classificar suas músicas como "tangos brasileiros", uma vez que o tango argentino e a polca eram as danças de salão da moda à época (década de 1880). Nazareth trabalhou e criou fama como pianista da sala de espera do cinema Odeon, para o qual compôs o tango "Odeon", uma de suas peças mais célebres, que ganhou uma popular transcrição para violão. Vários músicos de outros estados e países, quando visitavam o Rio de Janeiro iam ao Odeon para ouvir o seu pianista. No início da década de 20 empregou-se na Casa Carlos Gomes como demonstrador de músicas. Numa época ainda anterior ao rádio e com a indústria fonográfica incipiente, a única maneira de se conhecer as músicas era tocando. Sua função era tocar as partituras para que o cliente escolhesse qual levaria. Entre as partituras à venda constavam suas próprias composições. Segundo os biógrafos, Nazareth era muito exigente com as pessoas que iam "experimentar" suas músicas, e freqüentemente mandava o possível comprador parar a execução. Se apresentou em diversas cidades do Brasil com êxito, mas no final da década de 20 já começava a dar sinais da surdez que se intensificou no fim de sua vida. Os abalos que sofreu com as mortes de sua filha e da esposa contribuíram para a deterioração de seu estado mental, sendo internado em 1933, morrendo no ano seguinte. Uma das primeiras composições que classifica como "choro" é a famosa "Apanhei-te Cavaquinho", um clássico nas rodas de choro, tocada em diversas formações instrumentais. Seu repertório para piano faz parte dos programas de ensino tanto do estilo erudito quanto popular, uma vez que Nazareth foi uma figura que atuou no limite entre esses dois universos. Vários discos com sua obra foram gravados desde a sua morte, além de biografias e até um CD-Rom, com dados de sua vida e obra. Suas peças mais conhecidas são "Brejeiro" aqui pela Banda do Corpo de Bombeiros, "Ameno Resedá" aqui pelo Grupo do Louro, "Bambino" aqui elo Grupo Baianinho, "Dengoso" pela Banda da Casa Faulhaber & Cia., "Travesso", "Fon Fon" e "Tenebroso" aqui por Radamés Gnatalli.

Ouça alguns tributos em LP's de 10 polegadas:

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- Vida e obra de Ernesto Nazareth no site ERNESTO NAZARETH 150 ANOS
- 211 partituras e interpretações por Rosana Lanzelotte no site NAZARETH




Dia 20.03 - Aniversário de nascimento da cantora NORA NEY (Iracema de Souza Ferreira) de 1922. Estreou em 1951 no programa Fantasia Musical, da Rádio Tupi, época em que adotou o nome artístico. Com inconfundível voz de contralto e pronúncia carregada, criou seu próprio estilo, diferente do que estava então em voga. Inicialmente cantava repertório estrangeiro com o pseudônimo Nora May. Mais adiante, curiosamente seria a primeira a gravar no Brasil o marco inaugural do gênero americano, "Rock Around The Clock", sucesso de Bill Halley, em 1956. Foi crooner do Copacabana Palace e trabalhou na Rádio Nacional ao lado de Dóris Monteiro e Jorge Goulart, com quem se casou mais tarde. O primeiro disco, de 1952, emplacou dois sucessos: "Menino grande", de Antônio Maria, e "Ninguém me ama", de Antonio Maria e Fernando Lobo. Não à toa, foi uma das intérpretes mais assíduas das músicas de Antônio Maria. Gravou "De cigarro em cigarro", de Luiz Bonfá, em 1952, colaborando para projetar o autor nacionalmente. Em 1964, por causa do regime militar, saiu do Brasil com Jorge Goulart, só voltando oito anos depois, quando gravou o LP "Tire o seu sorriso do caminho". Foi das pioneiras a apresentar-se em turnês por países socialistas, como a Rodésia, Chipre, China e União Soviética. Intérprete consagrada, gravou sambas de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito, Ataulfo Alves, Lupicínio Rodrigues, Dorival Caymmi. Nos anos 80 e 90 fez espetáculos com o conjunto As Eternas Cantoras do Rádio. Também se apresentou em shows em homenagem a Antônio Maria. Entre seus maiores sucessos, além dos já citados, estão "Aves daninhas" (Lupicínio Rodrigues), "Bar da noite" (Haroldo Barbosa e Bidu Reis), "Vai, mas vai mesmo" (Ataulfo Alves) e "Preconceito" (Antônio Maria e Fernando Lobo).

Primeiros LP's 10 polegadas:

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Dia 21.03 - Aniversário de nascimento do jornalista, compositor, letrista, versionista, discotecário, redator, humorista e dramaturgo HAROLDO BARBOSA (Ary Vidal) de 1915. Nasceu em Laranjeiras e cedo mudou-se para Vila Isabel, onde fez amizade com Noel Rosa e seu irmão Hélio. Iniciou sua carreira no rádio em 1933, na Philips, com César Ladeira, onde fazia de tudo: era contra-regra, locutor, produtor, discotecário. Mais tarde passou a atuar como humorista, escrevendo programas de humor e trabalhando em musicais de larga audiência, como "Um Milhão de Melodias". Em 1957 ingressou na televisão, e foi redator de alguns dos mais célebres programas humorísticos da TV, como o Chico Anysio Show, O Riso É o Limite e O Planeta dos Homens, ao lado de Max Nunes. Sua carreira de letrista e versionista começou em meados da década de 40, quando trabalhava na Rádio Nacional, em um programa estrelado por Francisco Alves. Com acesso fácil às mais recentes novidades musicais vindas do exterior, Haroldo passou a fazer versões para que o Rei da Voz as cantasse em primeira mão. Um de seus primeiros sucessos fora da área das versões, a marcha "Barnabé" (com Antônio Almeida), uma sátira ao funcionalismo público, passou a designar desde então o próprio setor profissional, cunhando a expressão que vigora até hoje. Fez música em parceria com diversos compositores, como Geraldo Jacques ("Joãozinho boa-pinta, "Tim tim por tim tim" na voz dos Cariocas), Lúcio Alves ("De conversa em conversa" na voz de Isaurinha Garcia e Os Namorados da Lua), Janet de Almeida ("Eu quero um samba" na voz dos Namorados da Lua, "Pra que discutir com madame?"), Luiz Reis ("Devagar com a louça", "Só vou de mulher" na voz de Ivon Curi, "Nossos momentos", "Meu nome é ninguém" na voz de Miltinho), vários deles gravados por intérpretes como Miltinho, Elizeth Cardoso, Dóris Monteiro e Nora Ney. Seu irmão Evaldo Ruy também se consagrou na música popular como letrista, e sua filha Maria Carmem Barbosa é renomada escritora e dramaturga.

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- Haroldo Barbosa no MEMÓRIAGLOGO
- Programas produzidos por Haroldo Barbosa no ACERVO COLLECTOR'S
- Algumas versões de Haroldo Barbosa no ACERVO COLLECTOR'S




Dia 24.03 - Aniversário de nascimento do compositor, jornalista, radialista e poeta MIGUEL GUSTAVO (Miguel Gustavo Werneck de Sousa Martins) de 1922. Era um cronista musical. Retratava em suas músicas o que de mais importante estava acontecendo nos meios sociais da época. Começou como discotecário da Rádio Vera Cruz em 1941. Mais tarde passou a escrever programas de rádio. Em 1950 começou a compor jingles tendo se notabilizado nesta atividade com vários jingles de grande repercussão podendo ser destacado o que foi composto para Casas da Banha com aproveitamento da melodia de Jesus, alegria dos homens de Johann Sebastian Bach. Sua primeira música gravada foi "Primeiro amor", interpretada por Luiz de Carvalho, Os Tocantins e Dilu Mello em gravação Continental lançada em julho/agosto de 1946. Em 23 de setembro de 1947, Ataulfo Alves gravou na Victor o samba "O que é que eu vou dizer em casa", de sua autoria e Miguel Gustavo. Foi seu primeiro sucesso musical. Em 1952 voltou a fazer sucesso com "A valsa da vovozinha" composta em parceria com Juanita Castilho e Edmundo de Souza e gravada por Carlos Galhardo. Ainda neste ano compôs com Celestino Silveira, seu companheiro de Rádio Globo, as canções relacionadas com Portugal: "Trigueirinha" e "Pregões de Portugal" na voz de Carlos Galhardo, escritas após uma viagem de Celestino Silveira àquele país amigo. Em 1953 voltou a fazer sucesso com "É sempre o papai", um baião de sua autoria que Zezé Gonzaga gravou na Sinter. Em 1955 teve início o ciclo de crítica ao "Café Soçaite" onde ele procurava ridicularizar os personagens que frequentavam as colunas sociais de Jacinto de Thormes e Ibrahim Sued. Depois veio o ciclo da Brigitte Bardot com "Carta à brigitte bardot" onde ele declarava em música a sua admiração pela bonita artista francesa. Ambas interpretadas por Jorge Veiga. No carnaval criticou as fanzocas de rádio, o presidente J.K. e satirizou a Dona Gegê, o Chacrinha e outros programas de rádio ou televisão. Mais tarde veio o ciclo dos sambas de breque com Moreira da Silva. Para a Copa de futebol de 1970, no México, ele criou o extraordinário "Prá frente Brasil" ao participar de um concurso organizado pelos patrocinadores das transmissões dos jogos. O sucesso foi tanto que no carnaval do ano seguinte a música figurou entre as mais cantadas e até hoje é lembrada com carinho pela torcida brasileira. Mas ele tem letras magníficas em marchas e sambas maravilhosos cantados por Elizete Cardoso, Dircinha Batista, Jorge Veiga, Caminha Mascarenhas, Isaura Garcia, Linda Batista, Aracy de Almeida e muitos outros. A música "A dança da boneca", gravada pelo Chacrinha para o carnaval de 1967 foi, depois, transformada no prefixo do programa Discoteca do Chacrinha com ligeiras modificações na letra e se popularizando pelo Brasil inteiro.

O seu jingle mais famoso é "Pra frente, Brasil", de 1970, que se tornou hino do tricampeonato mundial no México, quando o Brasil conquistou definitivamente a Copa Jules Rimet.

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Dia 26.03 - Falecimento do cantor, compositor e ator RUY REY (Domingos Zeminian) em 1995. Começou como crooner no conjunto dos Irmãos Copia, em São Paulo, onde nasceu. Foi contratado pela Rádio Tupi (SP) atuando também no cabaré OK, com a Orquestra de J. França. Em 1944, foi para o Rio de Janeiro, trabalhando como cantor da Rádio Nacional, conseguindo o horário de meio-dia e meia, logo após o programa de Francisco Alves de grande audiência, conseguindo projetar seu nome. A primeira gravação de Ruy Rey como cantor foi "Dor de um coração", fox (José Augusto Gil) Ruy Rey com Garoto (violão) e Carolina (piano), disco Victor 80-0222-a de 21ago1944. Em 1946 passou a gravar na Continental, iniciando com "No mientas", nova versão de "Gilka", de Dante Santoro. A primeira gravação de Ruy Rey e Sua Orquestra foi "La Reina", rumba (Rutinaldo - Ruy Rey) Ruy Rey e Sua Orquestra com "Rosita", rumba (Rutinaldo - Ruy Rey) Ruy Rey e Sua Orquestra, disco Continental 16081 lançado em jul-set1949. Mas foi em 1948, quando ele teve a idéia de formar a Ruy Rey e sua Orquestra, especialista em ritmos latinos, que sua carreira deslanchou. No mesmo ano, teve a sorte de estourar com a marchinha carnavalesca, “A mulata é a tal” (João de Barro e Antônio Almeida), apesar de nada ter a ver com a "latinidad" que o celebrizou. O sucesso o animou a adaptar sua orquestra aos ritmos brasileiros, como o samba e a marchinha, durante o carnaval. Fora dessa época, cantava mais em espanhol. Em 1949, gravou sua primeira composição, “Nana” (com Rutinaldo Silva), mas antes disso já havia gravado “La Bamba”, dez anos antes da versão clássica de Ritchie Vallens. Atuou em filmes da Atlântida, como “Carnaval no fogo” (1949), “Aviso aos navegantes” (1950), “O petróleo é nosso” (1954), dirigidos por Watson Macedo e "Garotas e Samba" (1957). Nos anos 50, rivalizou com o espanhol Gregorio Barrios a preferência dos brasileiros nas interpretações de boleros e canções latinoamericanas. Celebrizou-se com as versões da rumba “Zé Betum”, os mambos “Cao Cao Mani Picão”, “Mambo Jambo”, o porro “Cubanita Chiquietita”, o chá-chá-chá “Torero”, os boleros “Camino Verde” e “Ansiedad”, além de “Bailando la guaracha”. Em 1968, desfez sua orquestra e retirou-se da cena artística. Apesar de ter sua própria orquestra ele continuou gravando com várias orquestras e conjuntos, só se fixando com sua orquestra em 1950.

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- Ruy Rey canta "Mercê" no filme AVISO AOS NAVEGANTES de 1950
- Ruy Rey canta "Seu Romeu que sorte a sua" no filme GAROTAS E SAMBA
- Ruy Rey canta "Cola no corpo" no filme É DE CHUÁ de 1958




Dia 27.03 - Falecimento da cantora ADEMILDE FONSECA em 2012. Natural do Rio Grande de Norte, foi para o Rio de Janeiro em 1941, acompanhada do marido músico. Trabalhou em rádio e cantou em programas de calouros até obter sucesso com sua interpretação de "Tico-tico no fubá" ao lado do regional de Benedito Lacerda. Com essa música gravou seu primeiro disco, em 1942, pela Columbia. Sua fama como cantora de choros aumentou e Ademilde passou a ser procurada pelos compositores para gravar suas músicas. Ficou conhecida como a Rainha do Chorinho. Depois de contratada pela Rádio Tupi, em 1944, foi acompanhada pelos grupos de Claudionor Cruz, Garoto, Waldir Azevedo, Severino Araújo, Canhoto, Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Radamés Gnattali e maestro Chiquinho. Teve enorme sucesso com a gravação de outro choro clássico, "Brasileirinho", de Waldir Azevedo, em 1950. Em 1967 participou do II Festival Internacional da Canção, cantando "Fala baixinho", de Pixinguinha e Hermínio Bello de Carvalho. Desde 1997 integrava o conjunto As Eternas Cantoras do Rádio.

Ademilde Fonseca no programa Ensaio da TV Cultura gravado em 23.06.1997.

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- Discografia de Ademilde Fonseca no site CANTORAS DO BRASIL




Dia 28.03 - Aniversário de nascimento do compositor e instrumentista ADELINO MOREIRA (Adelino Moreira de Castro) de 1918. Nascido em Porto, Portugal, com um ano de idade veio para o Brasil, indo morar em Campo Grande, subúrbio do Rio. Aos 20 anos, começou a aprender bandolim, passando logo após à guitarra portuguesa. Seu pai era o patrocinador do programa Seleções Portuguesas, na Rádio Clube do Brasil, dirigido pelo maestro Carlos Campos, seu professor de guitarra. Sendo assim, conseguiu atuar em seu programa como cantor. Convidado por Braguinha, gravou seis discos na Continental nessa época. Em 1945, começou a tocar violão. Três anos depois voltou a Portugal, gravando canções brasileiras. Retornando ao Brasil, no início dos anos 50 intensificou sua atividade de compositor. Em 1952, conheceu o cantor Nelson Gonçalves e iniciaram uma intensa parceria. Em geral Adelino compunha e Nelson gravava, mas em algumas músicas como o bolero "Fica comigo esta noite", os dois assinaram em dupla. A primeira canção gravada por Nelson foi "Última seresta" (1952), seguida de inúmeras outras que passaram a dominar os discos do cantor – normalmente sambas-canções dramáticos – dos quais destacam-se o clássico "A volta do boêmio" (que vendeu a astronômica cifra de um milhão de cópias), "Meu dilema", "Escultura", "Meu vício é você", "Doidivana", "Deusa do asfalto", "Êxtase", "Flor do meu bairro", entre outras. A partir de 1959, a cantora Núbia Lafayette foi lançada como um Nelson Gonçalves de saias, cantando basicamente o repertório de Adelino, que a projetou com os sambas-canções "Devolvi" e "Solidão". Muitos outros cantores também gravaram as canções de Adelino, como Ângela Maria, que faria muito sucesso com os chá-chá-chás "Beijo roubado" e "Garota solitária" e os sambas-canção "Cinderela" e "Meu ex-amor". Em 1964, Adelino rompeu com Nelson por algum tempo (quando lançou um clone vocal do cantor, Carlos Nobre), voltando às boas somente em 1975. Em 1967, atuou como disc-jockey na Rádio Mauá (RJ). Em 1970, abriu uma churrascaria em Campo Grande, onde levou vários cantores famosos. Sua música mais famosa e mais regravada é "Negue" (com Enzo de Almeida Passos), que depois de ser gravada por Carlos Augusto, Nelson Gonçalves, Cauby Peixoto encontrou novamente o sucesso, graças a uma interpretação definitiva por Maria Bethânia no LP "Álibi" (1978).

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- Adelino Moreira em seu SITE OFICIAL
- Vídeo clipe da ESTÁTUA DE ADELINO MOREIRA




Dia 29.03 - Aniversário de nascimento do compositor, autor, cantor, roteirista e produtor JOÃO DE BARRO (Carlos Alberto Ferreira Braga) de 1907. Apelidado Braguinha desde a infância, começou a se interessar por música por intermédio de seu colega de colégio Henrique Brito, violonista, com quem formou o primeiro conjunto, Flor do Tempo, que contava ainda com Alvinho e Almirante. Em 1929, com a entrada de Noel Rosa, o grupo passa a se chamar Bando dos Tangarás. Foi por essa época que, ainda estudante de arquitetura, adotou o pseudônimo João de Barro, porque não queria que a família e os amigos soubessem de seu envolvimento com a música popular, profissão que na época carregava enorme preconceito. Em 1933 o Bando dos Tangarás se desfez, e Braguinha continuou no meio artístico, compondo, gravando, tocando, trabalhando com cinema, como diretor artístico da Columbia (depois Continental) etc. Nos anos 30 fez enorme sucesso como compositor de músicas de carnaval, entre elas "Pastorinhas" (com Noel Rosa) na voz de Sílvio Caldas, "Touradas em Madri" na voz de Almirante e "Yes, nós temos bananas" (com Alberto Ribeiro), esta última uma paródia ao fox "Yes! We Have No Bananas", de Frank Silver e Irving Cohn. Em 1937 escreveu a letra da música de Pixinguinha que se tornou uma das mais conhecidas da música brasileira de todos os tempos: "Carinhoso" na voz de Orlando Silva. Suas músicas foram gravadas por praticamente todos os grandes nomes da era do rádio: Mário Reis, Silvio Caldas, Francisco Alves, Carmen Miranda, Dircinha Batista, Almirante, Carlos Galhardo, Anjos do Inferno, Orlando Silva, Emilinha Borba. Na década de 40 trabalhou com dublagens para cinema e compôs outros clássicos, como "Copacabana", imortalizado na voz de Dick Farney, e "Chiquita bacana" na voz de Emilinha Borba. Também fez adaptações musicadas para histórias infantis, que nos anos 76 atingiu a marca de 5 milhões de cópias vendidas. A influência de sua música se faz sentir até hoje, por meio de vários espetáculos e homenagens feitos por artistas de cinema, música e teatro. Em 1984 sua vida inspirou o enredo "Yes, Nós Temos Braguinha", que deu à Mangueira o título de campeã do carnaval daquele ano. Em 1980 o pesquisador Jairo Severiano escreveu sua biografia, editada pela Funarte também com o título "Yes, Nós Temos Braguinha".

Tributo em LP 10 polegadas:

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Programas CARICATURAS no acervo: HAROLDO BARBOSA / FERNANDO LOBO
- Documentário sobre Braguinha na RÁDIO BATUTA DO IMS
- João de Barro no programa MPB ESPECIAL de 1973 (só o áudio)
- João de Barro no site BRAGUINHA 90 ANOS




Dia 31.03 - Aniversário de nascimento da cantora ARACI CORTES (Zilda de Carvalho Espíndola) de 1904. Filha de um chorão e vizinha de Pixinguinha na infância no Rio de Janeiro, adotou o nome artístico quando foi trabalhar no teatro de revista, nos anos 20. Foi uma das primeiras estrelas da música brasileira e interpretou em primeira mão composições de Ary Barroso, Benedito Lacerda e Assis Valente, entre outros, se apresentando até com os Oito Batutas, conjunto de Pixinguinha. O primeiro disco saiu em 1925 e poucos anos depois teve enorme sucesso com o samba "Jura", de Sinhô. Foi a primeira estrela de revista a excursionar no exterior, em 1933. Entre as décadas de 1950 e 1960 se afastou do meio artístico, voltando em 1965 no espetáculo "Rosa de Ouro", que rendeu dois LPs. Em 1984 foram lançados um LP e um livro comemorativos de seus 80 anos.

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- Resumo biográfico no ICCA
- Obra em discos 78 rpm 100% restaurada pelo ACERVO COLLECTOR'S





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