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   Collector's Notícias - retrospectiva maio

     
Dia 02.05 - Aniversário de nascimento do cantor e compositor ATAULFO ALVES (Ataulfo Alves de Sousa) de 1909. Nascido numa fazenda mineira, filho de pai violeiro, foi para o Rio de Janeiro por acaso, onde trabalhou, entre outras coisas, como farmacêutico. No fim dos anos 20 passou a se envolver com blocos de carnaval e artistas de rádio. Logo em seguida teve sambas gravados por Almirante ("Sexta-feira") e Carmen Miranda ("Tempo perdido"), o que lhe assegurou o sucesso. Compunha sambas-canção e marchas de carnaval para os maiores cantores do Brasil, como Carlos Galhardo ("Quanta tristeza", com André Filho), Silvio Caldas ("Saudade dela") e Orlando Silva ("Errei, erramos"). Em 1941 estreou como intérprete na gravação de "Leva, meu samba" e "Alegria na casa de pobre" (com Abel Neto). No ano seguinte gravou "Ai, que saudades da Amélia" (com Mário Lago), um de seus maiores sucessos, ao lado de "Na cadência do samba", "Laranja madura", "Fim de comédia" aqui cantada por Dalva de Oliveira, "Vai, mas vai mesmo" aqui cantada por Nora Ney e "Mulata assanhada". Em 1961 foi para a Europa, numa turnê de divulgação da música brasileira, e em 1966 representou o Brasil no I Festival de Arte Negra em Dacar, Senegal.

Primeiros LP's (10 polegadas):

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- Resumo biográfico no ICCA
- Documentário sobre Ataulfo Alves na RÁDIO BATUTA DO IMS



Dia 03.05 - Falecimento do violonista, compositor e multiinstrumentista GAROTO (Aníbal Augusto Sardinha) em 1955. Filho de imigrantes portugueses, começou a trabalhar com 11 anos de idade como ajudante no comércio. Na mesma época começou a tocar banjo, por conta própria. Fez um teste para a rádio com o violonista Serelepe e em seguida gravaram um compacto de banjo e violão. A partir de então integrou diversos conjuntos instrumentais e orquestras, tocando, além de banjo, cavaquinho e bandolim. Em meados dos anos 30 mudou seu nome artístico de "Moleque do Banjo" para "Garoto". Tocou em cassinos em São Paulo, Rio Grande do Sul e Argentina, onde acompanhou Carlos Gardel. Por volta de 1939 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou a tocar com o violonista Laurindo de Almeida. Em seguida participou do Bando da Lua, que acompanhava Carmen Miranda, e excursionou aos Estados Unidos, onde ganhou o título de "O homem dos dedos de ouro". De volta ao Brasil, nos anos 40 foi contratado pela Rádio Nacional, onde trabalhou por vários anos, como acompanhante e solista. Gravou discos em parceria com a pianista Carolina Cardoso de Meneses. Seu maior êxito em vida foi o dobrado "São Paulo Quatrocentão", escrito em parceira com Chiquinho do Acordeom para o Quarteto Centenário de São Paulo, que vendeu mais de 700 mil discos. Podemos citar ainda como relevantes as seguintes composições: "Amoroso" em parceria com Carolina Cardoso de Menezes, "Desvairada", "Duas contas" na interpretação do Trio Surdina, "Felicidade" em parceria com Haroldo Barbosa, "Indiferença" em parceria com Luiz Bittencourt na interpretação de Abel Ferreira, "Meu cavaquinho", "Meu coração", "Nick bar" na interpretação de Dick Farney, Depois de sua morte ganhou novos parceiros, como Chico Buarque e Vinicius de Moraes, que colocaram letra em "Gente humilde".

Primeiro LP 10 polegadas solo:

Ouça os LP's 10 polegadas com o Trio Surdina:

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- Resumo biográfico no ICCA
- Garoto no ACERVO DIGITAL DO VIOLÃO BRASILEIRO
- Arthur Moreira Lima interpreta "Duas Contas" no KAISER BOCK FESTIVAL



Dia 04.05 - Falecimento do compositor, cantor e violonista NOEL ROSA (Noel de Medeiros Rosa) em 1937. Nascido e criado no bairro carioca de Vila Isabel, colaborou para transformar o bairro em ponto-chave no mapa do samba brasileiro. Mesmo tendo morrido com apenas 26 anos, deixou mais de 200 composições, entre elas inúmeros clássicos indiscutíveis como "Palpite infeliz", "Feitiço da Vila", "Conversa de botequim", "Último desejo", "Silêncio de um minuto", "Pastorinhas" e "Com que roupa?". Desde a adolescência mostrou gosto pela música e pela vida boêmia, deixando de lado os estudos e o curso de medicina sonhado pelos pais. Criou fama de bom violonista no bairro e em 1929 foi chamado para integrar o Bando de Tangarás, ao lado de João de Barro, Almirante, Alvinho e Henrique Brito. Suas primeiras composições foram gravadas por ele mesmo em 1930: "Minha viola" e "Festa no céu". Desde cedo Noel mostrou grande aptidão para o humor, para o relato do cotidiano urbano, do amor nem sempre idílico, da realidade nua e crua e, dependendo do ponto de vista, muito engraçada. Exemplos de seu bom humor são "Coração" (samba "anatômico", lembranças do curso de medicina), "Mulher indigesta", "Com que roupa?", "Tarzan, o filho do alfaiate" (com Vadico), "Gago apaixonado", "Cem mil-réis" (com Vadico) e muitas outras. Já sua faceta cronista do Rio de Janeiro dos anos 20/30 se revela em "Conversa de botequim" (com Vadico), "Coisas nossas", "O orvalho vem caindo" (com Kid Pepe), "O X do problema", "Três apitos". Noel vendeu alguns sambas a cantores e teve outros gravados, sendo conhecido no rádio. Mário Reis, Francisco Alves e principalmente Aracy de Almeida foram alguns dos intérpretes mais notórios de seus sambas. Com Mário Reis chegou a excursionar pelo sul do país, atuando como violonista. No ano de 1933, depois de gravar sucessos como "Até amanhã", "Fita amarela" e "Onde está a honestidade", aconteceu o primeiro "round" de seu desentendimento com o sambista Wilson Batista. Da rixa saíram as músicas "Lenço no pescoço" (Wilson), "Rapaz folgado" (Noel), "Mocinho da Vila" (Wilson). O segundo "round" deu-se em 1934, com "Feitiço da Vila" (Noel), "Conversa fiada" (Wilson), "Palpite infeliz" (Noel) e "Frankenstein da Vila" (Wilson). Nesse mesmo ano de 1934 casou-se com Lindaura, apesar de sua notória paixão pela dançarina de cabaré Ceci, para quem compôs suas músicas mais líricas, como "Último desejo", "Dama do cabaré", "Pra que mentir" (com Vadico) e "Quantos beijos" (com Vadico). Apesar da tuberculose que o atacou desde cedo, obrigando-o a internações em sanatórios, jamais abandonou a boêmia, o samba na rua, a bebida, o cigarro. Depois de sua morte, em 1937, sua obra caiu em um certo esquecimento, sendo redescoberta por volta de 1950, quando Aracy de Almeida lançou com enorme sucesso dois álbuns de 78 rotações com músicas suas. Desde então passou a figurar na galeria dos nomes fundamentais do samba.

Primeiro LP (10 polegadas):



Tributos em LP's 10 polegadas:

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- Resumo biográfico no ICCA
- Noel Rosa e Almirante em raras imagens no BANDO DE TANGARÁS
- A vida de Noel Rosa no ACERVO RADIOFÔNICO COLLECTORS
- Compre o livro NO TEMPO DE NOEL ROSA



Dia 05.05 - Aniversário de nascimento da cantora DALVA DE OLIVEIRA (Vicentina de Paula Oliveira) de 1917. O pai era saxofonista e clarinetista amador em Rio Claro (SP), e a menina acompanhava o conjunto do pai em serenatas e bailes. Com a morte do pai quando ela tinha apenas oito anos, foi para um orfanato e um pouco depois juntou-se à mãe em São Paulo, onde trabalhou como babá e arrumadeira de hotel e cozinheira. Arranjou um emprego de faxineira numa escola de dança, e lá costumava cantar e improvisar ao piano depois das aulas. Um professor a ouviu cantando e conseguiu que ela integrasse um grupo musical, com o qual viajou por algumas cidades do interior. O grupo acabou e, sem dinheiro, fez um teste para a Rádio Mineira, em Belo Horizonte. Foi aprovada e adotou o nome artístico que a consagraria. Mudou-se em seguida para o Rio de Janeiro e acabou arranjando uma vaga na Rádio Ipanema depois outras emissoras até parar na Philips. Na década de 30 formou o Trio de Ouro com Nilo Chagas e Herivelto Martins, com quem acabou casando. O grupo emplacou clássicos como "Praça Onze" (Herivelto e Grande Otelo) e "Ave Maria no morro" (Herivelto). Trabalhou nas principais rádios da então capital do país, cantou no famoso Cassino da Urca. Em fins de 1949, separou-se de Herivelto e em 1950, lançou três grandes sucessos: "Errei sim" (Ataulfo Alves), "Que será" (Marino Pinto e Mário Rossi) e "Tudo acabado" (J. Piedade e Oswaldo de Oliveira Martins). Fez sucesso ainda com "Segredo" (Herivelto e Marino Pinto), "Olhos verdes" (Vicente Paiva), "Ave Maria" (Vicente Paiva e Jayme Redondo), "A Bahia te espera" (Herivelto e Chianca de Garcia) e outras músicas. Em 1951 foi eleita Rainha do Rádio e excursionou pela Argentina e Europa. Outro grande sucesso foi a gravação do baião "Kalu" (Humberto Teixeira), acompanhada pela orquestra do maestro Roberto Inglez. Morou por um tempo em Buenos Aires, depois voltou ao Brasil nos anos 60 e continuou em atividade gravando sucessos como as marchas-rancho "Rancho da Praça Onze" (João Roberto Kelly e Chico Anysio), "Máscara negra" (Zé Keti e Pereira Matos) e "Bandeira branca" (M. Nunes e L. Alves), do Carnaval de 1970, seu derradeiro e imortal sucesso. Até o fim da vida se apresentou em casa noturnas e programas de televisão.

Primeiros LP's 10 polegadas:

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- Resumo biográfico no ICCA
- 78 rpms de Dalva de Oliveira 100% restaurados no ACERVO COLLECTORS



Dia 05.05 - Aniversário de nascimento do instrumentista, regente e compositor DJALMA FERREIRA (Djalma Neves Ferreira). Estudou piano e violino na juventude e começou a carreira de compositor em 1938, quando Francisco Alves e Silvio Caldas gravaram "Longe dos olhos", sua parceria com Cristóvão de Alencar. Na década de 40 trabalhou como pianista em casas noturnas como o Hotel Quitandinha, em Petrópolis (RJ) e o Cassino da Urca. Viajou alguns anos pela América do Sul e nos anos 50 instalou-se no Rio de Janeiro, onde abriu a boate Drink, que chegou a revelar alguns talentos em seu palco. Gravou alguns discos com seu conjunto, que teve como crooner o cantor Miltinho, e nos anos 60 radicou-se nos Estados Unidos, voltando ao Brasil esporadicamente. Teve vários sucessos como compositor, em parceria com Luís Antônio: "Lamento" cantada pelos Vocalistas Modernos, "Murmúrio" cantada por Vera Maria e "Devaneio" são alguns exemplos. Outros êxitos foram "Volta" (com Luís Bandeira) cantada por Miltinho e "Nosso samba".

Raro vídeo/montagem em movimento gravado na Boate Drink em 1952. Música LAMENTO de Djalma Ferreira e Luís Antonio. Djalma Ferreira e seus Milionários do Ritmo: Djalma Ferreira (órgão), Ed Lincoln (piano), Miltinho (vocal), Waltel Blanco (Baixo), Hugo (bateria)


Primeiros LP's (10 polegadas):

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- Visite Djalma Ferreira em seu SITE OFICIAL



Dia 06.05 - Aniversário de nascimento do compositor KLÉCIUS CALDAS (Klécius Pennafort Caldas) de 1919. Foi um dos militares que aderiram à MPB com grande talento, ao lado de Jota Junior, Luiz Antonio e Armando Cavalcanti — este último, seu amigo e parceiro desde 1940. A primeira composição da dupla a vir a público foi "Velho bar", lançada por Francisco Alves, e mais tarde gravada por Helena de Lima. Foi em 1948 que viria o primeiro sucesso da parceria, "Somos dois", na voz de Dick Farney. Logo depois, ele lançou a natalina "Noite azul". Na época do auge das canções nordestinas, ou seja, a virada dos anos 40 para os 50, emplacaram dois sucessos: "Boiadeiro" (na voz de Luiz Gonzaga, que acabou virando o prefixo do rei do baião) e "Sertão de Jequié" (por Dalva de Oliveira). Klecius e Armando acabaram colecionando grandes sucessos também na seara carnavalesca, emplacando "Marcha do gago" (50), na voz de Oscarito, "Papai Adão" (51), "Maria Candelária" (52), "Piada de salão" (54) e "Maria escandalosa" (55) com Blecaute, "Máscara da face" (53), "O último a saber" (63) e "Casa de sapê" (65) com Dircinha Batista (que gravou também o samba "A mulher que é mulher"), "A lua é dos namorados" (Klecius e Brasinha) e "A lua é camarada" na voz de Ângela Maria, além de "Marcha do paredão" (62), com Linda Batista. Em 70, viria o derradeiro sucesso do compositor, "O primeiro clarim" (com Rutinaldo) e da cantora que o interpretou, Dircinha Batista. A dupla Klecius Caldas & Armando Cavalcanti fez muito sucesso ainda com o samba-canção "Neste mesmo lugar", gravado originalmente por Dalva de Oliveira, depois Nora Ney, Elizeth Cardoso, Dalva de Oliveira, Nana Caymmi e, mais recentemente, por Caetano Veloso e Alcione. Klecius também tem parcerias com Francisco Alves, Luiz Antonio, Hélio Mateus, Herivelto Martins, Vitor Freire e Dick Farney. Aposentou-se em 63 como coronel do Exército e, em 1994, publicou o livro "Pelas Esquinas do Rio — Tempos Idos e Jamais Esquecidos" (Ed. Civilização Brasileira, RJ).

Livro:

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Dia 07.05 - Falecimento do compositor e instrumentista ADELINO MOREIRA (Adelino Moreira de Castro) em 2002. Nascido em Porto, Portugal, com um ano de idade veio para o Brasil, indo morar em Campo Grande, subúrbio do Rio. Aos 20 anos, começou a aprender bandolim, passando logo após à guitarra portuguesa. Seu pai era o patrocinador do programa Seleções Portuguesas, na Rádio Clube do Brasil, dirigido pelo maestro Carlos Campos, seu professor de guitarra. Sendo assim, conseguiu atuar em seu programa como cantor. Convidado por Braguinha, gravou seis discos na Continental nessa época. Em 1945, começou a tocar violão. Três anos depois voltou a Portugal, gravando canções brasileiras. Retornando ao Brasil, no início dos anos 50 intensificou sua atividade de compositor. Em 1952, conheceu o cantor Nelson Gonçalves e iniciaram uma intensa parceria. Em geral Adelino compunha e Nelson gravava, mas em algumas músicas como o bolero "Fica comigo esta noite", os dois assinaram em dupla. A primeira canção gravada por Nelson foi "Última seresta" (1952), seguida de inúmeras outras que passaram a dominar os discos do cantor – normalmente sambas-canções dramáticos – dos quais destacam-se o clássico "A volta do boêmio" (que vendeu a astronômica cifra de um milhão de cópias), "Meu dilema", "Escultura", "Meu vício é você", "Doidivana", "Deusa do asfalto", "Êxtase", "Flor do meu bairro", entre outras. A partir de 1959, a cantora Núbia Lafayette foi lançada como um Nelson Gonçalves de saias, cantando basicamente o repertório de Adelino, que a projetou com os sambas-canções "Devolvi" e "Solidão". Muitos outros cantores também gravaram as canções de Adelino, como Ângela Maria, que faria muito sucesso com os chá-chá-chás "Beijo roubado" e "Garota solitária" e os sambas-canção "Cinderela" e "Meu ex-amor". Em 1964, Adelino rompeu com Nelson por algum tempo (quando lançou um clone vocal do cantor, Carlos Nobre), voltando às boas somente em 1975. Em 1967, atuou como disc-jockey na Rádio Mauá (RJ). Em 1970, abriu uma churrascaria em Campo Grande, onde levou vários cantores famosos. Sua música mais famosa e mais regravada é "Negue" (com Enzo de Almeida Passos), que depois de ser gravada por Carlos Augusto, Nelson Gonçalves, Cauby Peixoto encontrou novamente o sucesso, graças a uma interpretação definitiva por Maria Bethânia no LP "Álibi" (1978).

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- Adelino Moreira em seu SITE OFICIAL
- Vídeo clipe da ESTÁTUA DE ADELINO MOREIRA




Dia 07.05 - Aniversário de nascimento do cantor, compositor e humorista CASTRO BARBOSA (Joaquim Silvério de Castro Barbosa) de 1905. Mineiro, iniciou sua carreira de cantor na Rádio Educadora do Rio de Janeiro em 1931. Logo gravou o primeiro disco solo, para em seguida se juntar a João de Freitas Ferreira, o Jonjoca, e formar uma dupla. Gravaram alguns discos ao longo da década de 30, e Castro Barbosa continuou como solista, tendo lançado um dos maiores sucessos carnavalescos de todos os tempos, a marcha "O teu cabelo não nega" (Valença e L. Babo). Trabalhou em diversas emissoras como cantor e também como humorista, tendo ficado famoso por sua atuação ao lado de Lauro Borges no programa PRK-30.

Raro LP da PRK-30:

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- Resumo biográfico no ICCA
- Obra de Castro Barbosa em discos 78 rpm no ACERVO COLLECTOR'S
- Série de programas PRK-30 no ACERVO COLLECTOR'S




Dia 07.05 - Aniversário de nascimento do compositor, poeta, escritor e jornalista ORESTES BARBOSA (Orestes Dias Barbosa) de 1893. Aprendeu a tocar violão ainda na infância. Mais tarde trabalhou em redações de diversos jornais do Rio de Janeiro e publicou seu primeiro livro de poemas em 1917, "Penumbra sagrada". Como jornalista, militou politicamente através de seus artigos, tendo sido preso por esse motivo algumas vezes. Acabou escrevendo o livro "Na prisão", com seus relatos do cárcere. Escreveu outros livros de poesia e prosa antes de fazer suas primeiras letras para música: "Romance de Carnaval", valsa em parceria com J. Machado, e "Bangalô", com Osvaldo Santiago. Compôs também nos anos 30 com o maestro J. Thomaz, Heitor dos Prazeres ("Nega, meu bem"), Nássara ("As lavadeiras", "Caixa Econômica") e Noel Rosa ("Positivismo"). Outros parceiros foram Custódio Mesquita ("Flauta, cavaquinho e violão"), Francisco Alves ("Adeus", "Dona da minha vontade"), Wilson Batista ("Abigail", "Cabelo branco"), Ataulfo Alves e Silvio Caldas, com quem compôs várias músicas, entre elas "Arranha-céu", "Suburbana", "Serenata", "Quase que eu disse", "Torturante ironia" e seu maior sucesso, "Chão de estrelas", considerado um dos hinos da MPB. Entre valsas, foxes e sambas, suas composições foram gravadas por intérpretes como Castro Barbosa, Silvio Caldas, Carlos Galhardo, Aracy de Almeida, Orlando Silva e Zezé Gonzaga.

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Dia 08.05 - Aniversário de nascimento da atriz, cantora, acordeonista e compositora ADELAIDE CHIOZZO de 1931. Participou de mais de dez filmes a partir de 1946 e estreou em disco em 1950, pelo selo Star. Fez sucesso no rádio cantando principalmente músicas juninas, ao lado de Eliana Macedo, com quem também contracenava no cinema. Entre seus sucessos estão "Beijinho doce" e "Pedalando". Participou das novelas "Feijão maravilha" e "Deus nos acuda", da TV Globo. Fez shows na década de 90 acompanhada pelo marido, o violonista Carlos Mattos.

Trecho do filme "AVISO AOS NAVEGANTES"

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Dia 08.05 - Falecimento da cantora, atriz, vedete e compositora ELVIRA PAGÃ (Elvira Cozzolino) em 2003. Fez parte da dupla Irmãs Pagãs formada pelas irmãs Elvira Cozzolino e Rosina Cozzolino. Ambas nasceram na cidade de Itararé, São Paulo, sendo que a primeira em 06.09.1920 e a segunda em 10.07.1919. Levadas para o rádio por Cessar Ladeira, foram por ele batizadas de Irmãs Pagãs, exatamente porque alegaram que não tinham ainda um nome artístico para dupla. Fizeram grande sucesso nas emissoras cariocas durante a década de 30. Sua obra completa inclui, além dos números da dupla, gravados entre 1935 e 1939, alguns sucessos alcançados isoladamente por Rosina Pagã, de 1941 a 1946 e por Elvira entre 1944 e 1949. Após a dissolução da dupla, Rosina ficou apenas como cantora enquanto Elvira se tornou vedete alcançando grande notoriedade pelo seu bonito corpo. Apenas para destacar, os principais sucessos da dupla foram "Exaltação à favela" (Custódio Mesquita e Dan Malio Carneiro), "Gato escondido" (Custodio Mesquita e Orestes Barbosa), "Eu não te dou a chupeta" (Silvino Neto e Plínio Bretas), "Sai Coió" ( J. Piedade e Sá Róris) e "Meu amor não me deixou" (Ary Barroso). A dupla gravou 6 músicas de Assis Valente: "Oba, oba, se você deixar", "Nobreza", "Pra que você me tentou", "O samba começou" e "Tristeza".

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- Resumo biográfico no ICCA
- Irmãs Pagãs cantam "Não beba tanto" no filme ALÔ ALÔ CARNAVAL (1936)
- Obra em discos 78 rpm no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 08.05 - Falecimento do cantor e compositor GERALDO PEREIRA (Geraldo Theodoro Pereira) em 1955. Nasceu em Juiz de Fora (MG), mudando-se para o Rio de Janeiro aos 12 anos. Morava perto do morro da Mangueira e logo começou a compor sambas para a escola, fazendo amizade com Cartola. Paralelamente ao trabalho de motorista de caminhão de lixo, compôs sambas que retratavam basicamente o cotidiano das favelas e a vida no morro. Alguns de seus sambas como "Bolinha de papel" e "Falsa baiana" foram resgatados por João Gilberto, e inseridos no contexto da bossa nova. Cyro Monteiro foi um dos intérpretes que lançaram sucessos de Geraldo Pereira. Além de "Falsa baiana", gravou "Escurinho", mais um clássico do samba. Outros cantores também popularizaram suas músicas, como Aracy de Almeida, que gravou "Falta de sorte", parceria de Geraldo e Marino Pinto, Isaura Garcia ("Pode ser", com M. Pinto), Anjos de Inferno ("Bolinha de papel"), Blecaute ("Que samba bom"), o próprio Geraldo Pereira ("Ministério da economia" e "Cabritada mal sucedida"), Cyro Monteiro ("Você está sumindo" e "Pisei num despacho") e Zizi Possi ("Escurinho" e "Escurinha"). Muitos discos com releituras de sua obra foram gravados depois de sua morte. Outras composições famosas são "Sem compromisso" pelos Anjos do Inferno e "Acertei no milhar" (com Wilson Batista) por Moreira da Silva.

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Dia 09.05 - Aniversário de nascimento do compositor e letrista FELISBERTO MARTINS (Felisberto Augusto Martins Filho) de 1904. Foi compositor e letrista. Foi diretor artístico da gravadora Odeon. Sócio fundador da SBACEM, sociedade arrecadadora de direitos autorais na qual também atuou como membro da diretoria, exercendo o cargo de vice-tesoureiro. Considerado um incansável batalhador na defesa dos direitos autorais. Parceiro constantemente esquecido de Lupicínio Rodrigues em mais de dez composições, entre as quais, o clássico samba "Se acaso você chegasse", foi parceiro também de Hianto de Almeida, Buci Moreira, Ataulfo Alves, Cristóvão de Alencar, Peterpan, Zé Kéti e Benedito Lacerda, entre outros. Suas composições foram registradas pelos grandes nomes da música popular brasileira como Carlos Galhardo, Gilberto Alves, Orlando Silva, Moreira da Silva, Cyro Monteiro, Alcides Gerardi, Gilberto Milfont, Linda Batista, Dircinha Batista, Risadinha, Elza Soares, Lúcio Alves, Jair Rodrigues, Simone, e Paulinho da Viola. Embora tenha feito algumas valsas, compôs principalmente sambas e sambas-canção. Em cerca de 40 anos de carreira teve mais de cem obras gravadas.

Alguns sucessos:
Algum dia te direi - Gilberto Alves
Brasa - Orlando Silva
Canção de natal do Brasil - Francisco Alves
Maior é Deus - Francisco Alves
Mulata - Joel e Gaúcho
Natureza bela - Gilberto Alves
Se acaso você chegasse - Cyro Monteiro

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Dia 09.05 - Falecimento do compositor, pianista, regente, orquestrador e letrista HENRIQUE VOGELER (Henrique Gypson Vogeler) em 1944. Criador, entre outras, da famosa "Linda Flor" (Ai ioiô), gravada originalmente por Aracy Cortes em março de 1929 com o título de "Iaiá" (Ai ioiô). Participou do teatro musicado intensamente, dando grande contribuição à música popular brasileira dos anos 1920 aos anos 1940. Começou a compor por volta de 1910 para um teatro de amadores organizado pelo engenheiro da EFCB, Manoel da Silva Oliveira, seu colega de trabalho.

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- Resumo biográfico no ICCA
- Zezé Gonzaga canta "Linda flor" no filme CHICO FUMAÇA
- Relação de sucessos no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 10.05 - Falecimento do poeta, compositor, cantor e teatrólogo CATULO DA PAIXÃO CEARENSE em 1946. Filho de Amâncio José Paixão Cearense (natural do Ceará) e Maria Celestina Braga (natural do Maranhão). Mudou-se para o Rio em 1880, aos 17 anos, com a família. Trabalhou como relojoeiro. Conheceu vários chorões da época, como Anacleto de Medeiros e Viriato Figueira da Silva, quando se iniciou na música. Integrado nos meios boêmios da cidade, associou-se ao livreiro Pedro da Silva Quaresma, proprietário da Livraria do Povo, que passou a editar em folhetos de cordel o repertório de modismos da época. Catulo da Paixão Cearense passou a organizar coletâneas, entre elas "O cantor fluminense" e "O cancioneiro popular", além de obras próprias. Vivia despreocupado, pois era boêmio, e morreu na pobreza. Em algumas composições teve a colaboração de alguns parceiros: Anacleto de Medeiros, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Francisco Braga e outros. Como interprete, o maior tenor do Brasil, Vicente Celestino. Suas mais famosas composições são "Luar do Sertão" (em parceria com João Pernambuco), de 1914, que na opinião de Pedro Lessa é o hino nacional do sertanejo brasileiro, e a letra para "Flor amorosa", que havia sido composta por Joaquim Calado em 1867 e aqui cantada por Aristarco Dias Brandão em 1913. Também é o responsável pela reabilitação do violão nos salões da alta sociedade carioca e pela reforma da ´modinha´.

Tributos em LP's 10 polegadas:

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- Resumo biográfico no ICCA
- Documentário sobre Catulo na RÁDIO BATUTA DO IMS
- Catulo da Paixão Cearense na RÁDIO UOL




Dia 11.05 - Aniversário de nascimento da cantora lírica brasileira BIDÚ SAYÃO. Bidú Sayão começou estudando canto com Elena Teodorini Elena Teodorini, uma romena que então vivia no Brasil. Elena a levou para a Romênia, onde continuou seus estudos. Mais tarde, foi para Nice, na França, onde foi aluna de Jean de Reszke, um tenor polonês que a ajudou a consolidar sua técnica vocal. Bidú estreou em 1926 no Teatro Costanzi de Roma, no papel de Rosina em O Barbeiro de Sevilha, de Rossini. Sua estreia no Metropolitan Opera House de Nova Iorque se deu em 1937 no papel de Manon na ópera de Massenet. Foi parte do elenco do Metropolitan durante muitos anos. Arturo Toscanini era seu admirador, referindo-se a ela como la piccola brasiliana (traduzido do italiano, significa "a pequena brasileira"). Em fevereiro de 1938, cantou para o casal Roosevelt na Casa Branca. Roosevelt lhe ofereceu a cidadania estadunidense, mas ela recusou. De acordo com ela mesma, "no Brasil eu nasci e no Brasil morrerei". Entretanto, ela morreu de pneumonia nos Estados Unidos em 1999, antes de completar 97 anos, sem realizar um de seus desejos: rever a Baía de Guanabara. Havia uma viagem agendada para este propósito no ano de seu centenário, mas a soprano faleceu antes disso. Ao morrer, morava na cidade de Lincolnsville, no estado americano do Maine, onde residiu grande parte de sua vida.

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- Resumo biográfico no NET SABER



Dia 12.05 - Nascimento do cantor e compositor JAMELÃO (José Bispo Clementino dos Santos) de 1913. Conheceu ainda na infância os primeiros componentes da Mangueira, e integrou a bateria da escola tocando tamborim. Logo aprendeu cavaquinho e passou a cantar em gafieiras. Em 1945 participou do programa Calouros em Desfile, comandado por Ary Barroso, interpretando "Ai, que saudades da Amélia", de Ataulfo Alves e Mário Lago. A partir daí conseguiu trabalhos no rádio e em boates, participando também como crooner da Orquestra Tabajara de Severino Araújo, com quem excursionou à Europa. Consagrou-se principalmente como cantor de samba, emplacando sucessos como "Eu agora sou feliz" (José Batista e Mestre Gato), "Exaltação à Mangueira" (Enéas Brites e Aluisio da Costa), "Fechei a porta" (Sebastião Motta e Ferreira dos Santos), "Folha morta" (Ary Barroso), "Leviana" (Zé Kéti), "Matriz ou filial" (Lúcio Cardim), "Não põe a mão" (P.S. Mutt, A. Canegal e B. Moreira), "O samba é bom assim" (Norival Reis e Helio Nascimento) e "Quem samba fica" (José Batista e Tião Motorista). Nos anos 50 começou a atuar como puxador de samba-enredo para a Estação Primeira de Mangueira tornando-se uma referência no gênero. É o maior intérprete dos sambas-canções doloridos de Lupicínio Rodrigues, como "Ela disse-me assim", "Esses moços", "Exemplo", "Quem há de dizer", "Sozinha" e "Torre de Babel". Gravou dois LPs dedicados à obra do compositor gaúcho, acompanhado pela Orquestra Tabajara do maestro Severino Araújo: "Jamelão interpreta Lupicínio Rodrigues" (1972) e "Recantando mágoas - A Dor e Eu" (1987).

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- Resumo biográfico no ICCA
- Ouça Jamelão na RÁDIO BATUTA
- Jamelão em trechos do programa MPB Especial na TV CULTURA
- Várias intervenções de Jamelão na série de programas VIVA O SAMBA



Dia 15.05 - Aniversário de nascimento do cantor e compositor ALCIDES GERARDI (João Alcides Gerardi) de 1918. Nasceu em Porto Alegre, mas ainda criança mudou-se para o Rio de Janeiro. Trabalhou no comércio ao lado do pai até 1935, quando começou a carreira de cantor, como crooner numa orquestra de dancing. Em 1939, participou do grupo Namorados ao Luar como vocalista. Nesse mesmo ano, realizou uma gravação particular do samba "Não faça vontade a ela", de Nelson Cavaquinho. Dois anos depois, formou o conjunto Os Três Marrecos, com Marília Batista e Henrique, irmão da cantora, de curta duração. Em 1944, atuou como crooner da orquestra de danças de Simon Bountman e foi convidado para trabalhar na Rádio Transmissora. Seu primeiro disco comercial foi lançado pela Odeon em 1946, trazendo a música "Lourdes" (George Brasse e Mário Rossi). Três anos mais tarde foi contratado pela Rádio Tupi, onde permaneceu até 53, quando foi para a disputada Rádio Nacional. Gravou dezenas de discos, especialmente na Odeon e na CBS, e foi também letrista de canções como "Filha do coronel" (com Irani de Oliveira), tendo parceiros como Ernani Campos e Othon Russo. Obteve grande êxito com gravações como as de "Antonico" (Ismael Silva), "Brotinho maluco" (Aníbal Cruz), "Cabecinha no ombro" (Paulo Borges), "Saudades do passado", "Você é que pensa", "Só resta uma lágrima", "Castelo de areia" (Geraldo Jacques, Isaías Freitas e Meirinha), "E eu sem maria" (Dorival Caymmi e Alcyr Pires Vermelho), entre outras. Alcides morreu por complicações decorrentes de um acidente de carro, quando voltava de um show pela Via Dutra.

Primeiros LP's (10 polegadas):

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- Resumo biográfico no ICCA



Dia 15.05 - Aniversário de nascimento do cantor MANOEL MONTEIRO de 1909. Veio com o pai para o Brasil em 1923, aos 14 anos de idade. Dois anos mais tarde, seu pai regressou a Portugal, e ele passou a viver sozinho na cidade do Rio de Janeiro. Empregou-se no comércio, trabalhando como caixa. Ingressou na escola de balé, onde estudou sob a orientação de Maria Olenewa. Em 1927, passou a integrar o corpo de balé do Teatro Municipal, onde se manteve até 1930, quando foi proibido de dançar devido a problemas cardíacos.

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- Blog com um programa montado sobre a vida de MANOEL MONTEIRO



Dia 16.05 - Aniversário de nascimento do cantor VASSOURINHA (Mário Ramos de Oliveira) de 1923. Vassourinha viveu apenas 19 anos interrompendo-se assim uma possibilidade de carreira artística de sucesso como sambista, seja pela beleza de sua voz como pela segurança do seu fraseado. Iniciou a carreira de cantor em meados dos anos 30, em São Paulo. Trabalhou com a cantora Isaura Garcia na Rádio Record, mas em seguida foi para o Rio de Janeiro, onde gravou os seis discos de sua carreira. Em 1941 gravou "Juraci" (Antônio Almeida e Ciro de Souza) e "Seu Libório" (João de Barro e Alberto Ribeiro) no seu disco de maior sucesso.

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- Obra completa em discos 78 rpm no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 17.05 - Aniversário de nascimento do compositor e instrumentista JOÃO DA BAIANA (João Machado Guedes) de 1887. Nasceu no Rio de Janeiro, em uma família baiana de 12 irmãos, em que era o mais novo. Na infância frequentou as rodas de samba e macumba que aconteciam clandestinamente nos terreiros cariocas. Participou de blocos carnavalescos e é tido como o introdutor do pandeiro no samba. Teve por muito tempo um emprego fixo não relacionado a música, tendo inclusive recusado, em 1922, viajar com Pixinguinha e os Oito Batutas para não perder o posto de fiscal da Marinha. A partir de 1923 passou a compor e a gravar em programas de rádio, e em 1928 foi contratado como ritmista. Além do pandeiros, sua especialidade era o prato e faca, popular nas gravações da época. Algumas de suas composições da época foram "Pelo amor da mulata", "Mulher cruel" por Almirante e o Pessoal da Velha Guarda, "Pedindo vingança" e "O futuro é uma caveira". Integrou alguns dos pioneiros grupos profissionais de samba, entre eles o Conjunto dos Moles, Grupo do Louro, Grupo da Guarda Velha e Diabos do Céu. Participou da famosa gravação organizada por Heitor Villa-Lobos a bordo do navio "Uruguai" em 1940, para o disco "Native Brazilian Music", do maestro Leopold Stokowski, com sua música "Ke-ke-re-ké". Na década de 50 voltou a se apresentar nos shows do Grupo da Velha Guarda organizados por Almirante, e continuou compondo até a década de 70. Em 1968 gravou com Pixinguinha e Clementina de Jesus o histórico LP "Gente da Antiga", produzido por Hermínio Bello de Carvalho, onde lançou, entre outras, as ancestrais "Cabide de Molambo" e "Batuque na Cozinha", depois regravada por Martinho da Vila.

CONVERSA DE BOTEQUIM COM JOÃO DA BAIANA. Um curta metragem de Luiz Carlos Lacerda. Participação de Donga e Pixinguinha.

Primeiro LP (10 polegadas):

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- Documentário sobre João da Baiana na RÁDIO BATUTA DO IMS
- Pixinguinha, Baden Powell e João da Baiana interpretam LAMENTO
- Curta metragem CONVERSA DE BOTEQUIM COM JOÃO DA BAIANA



Dia 18.05 - Aniversário de nascimento do cantor, compositor, teatrólogo e poeta DE CHOCOLAT (João Cândido Ferreira) de 1887. Ficou conhecido com dois pseudônimos: Jocanfer, do início da carreira, e De Cocolat, depois de temporada em Paris. O público parisiense lhe conferiu o apelido por ele ser mulato. Quando voltou ao Brasil, adotou esse pseudônimo. A Revista do Teatro, publicada pela SBAT, em seu número de fevereiro de 1957, dedicou-lhe uma reportagem, por ocasião de sua morte, onde se lê: "Com a morte de De Chocolat perdeu o Rio de Janeiro um dos seus expoentes artísticos da Velha Guarda. Boêmio até a raiz dos cabelos, De Chocolat, cujo verdadeiro nome era João Cândido Ferreira, foi um artista completo de variedades: repentista, improvisador e imitador, que cantava com muita graça e dizia versos como pouca gente, com uma simplicidade de espantar." Em 1929, Francisco Alves gravou o seu samba "Mulata", pela Odeon e Sílvio Caldas, sua "Modinha brasileira", na Parlophon. No mesmo ano, a cantora Laís Areda lançou, também na Odeon, o maxixe "Baianinha". Em 1932, Castro Barbosa lançou sua versão para o foxtrote "Boa-noite, querida". Ainda nesse ano, o grupo vocal As Três Marquesas gravou para a Victor sua versão para a valsa "Guarde a última valsa para mim", de Hirsch, Moacir Bueno da Costa gravou o fox canção "Olhos passionais", parceria com Gastão Bueno Silva, na Columbia, e Jorge Fernandes gravou na Victor a valsa "Aventuras de um beijo", com Guilherme Pereira. Ainda no mesmo ano, compôs com Oscar Mota o samba "Baianinha", gravado por Aracy Cortes na Parlophon e o fox-canção "Três horas da manhã", parceria com Manoel Pereira Franco, gravado por Moacir Bueno Rocha na Columbia. Em 1933, compôs com Caruzinho e Sílvio Caldas o samba "Na aldeia", gravado por Sílvio Caldas na Victor. Em 1934, sua marcha "Negra também é gente", parceria com Ary Barroso, foi gravada por Francisco Alves na Odeon. Em 1935, Augusto Calheiros gravou a valsa canção "Falando ao teu retrato", parceria com Meira e Aurora Miranda o samba canção "Meu branco", com Benedito Lacerda, ambas as gravações na Odeon. Em 1937, Gastão Formenti gravou pela Odeon a canção "Felicidade", com J. C. Rondon.

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Dia 19.05 - Aniversário de nascimento do violonista e compositor CANHOTO DA PARAÍBA (Francisco Soares de Araújo) de 1928. Cresceu em uma família de músicos, ganhou um violão do pai e aprendeu a tocar por conta própria, em festas, saraus e feiras. Em 1953 assinou um contrato com uma rádio da Paraíba. Formou um conjunto regional, e tocou ao lado de Luperce Miranda e Rossini Ferreira. Foi para o Rio de Janeiro em 1959, onde seu virtuosismo despertou a atenção de Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Radamés Gnattali e Paulinho da Viola. Em 1977 a gravadora Marcus Pereira lançou "Canhoto da Paraíba - Com Mais de Mil", incluindo composições de sua autoria.

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- Programa Ensaio (1/5) na TV CULTURA
- Programa Ensaio (2/5) na TV CULTURA
- Programa Ensaio (3/5) na TV CULTURA
- Programa Ensaio (4/5) na TV CULTURA
- Programa Ensaio (5/5) na TV CULTURA



Dia 23.05 - Falecimento do cantor, jornalista, artista plástico e compositor MANEZINHO ARAÚJO (Manoel Pereira de Araújo) em 1993. Pernambucano, aprendeu a cantar emboladas com um dos maiores mestres da região onde vivia, Minona Carneiro, cantor e compositor. Engajou-se como voluntário nas tropas que seguiram para a Revolução de 1932, mas quando seu pelotão chegou à Bahia os eventos no Sul já tinham terminado. Mesmo assim os soldados conseguem ser embarcados para o Rio de Janeiro, como prêmio. Na viagem de volta, uma apresentação de Carmen Miranda, Almirante e os violonistas Josué de Barros e Betinho possibilita o contato entre Araújo e os artistas. Cantando uma embolada recebe elogios e apoio da Carmen e Josué de Barros, que promete hospedá-lo caso decida ir para a capital. Araújo volta a Pernambuco, onde passa pouco tempo, e vai para o Rio de Janeiro em 1933, ficando na casa de Barros. Este consegue que se apresente na Rádio Mayrink Veiga, e que logo em seguida seja contratado pelo Programa Casé, de Adhemar Casé, na Rádio Philips. Logo em seguida grava o primeiro disco, com duas emboladas suas. Atua também no cinema, sempre como cantador de emboladas. De 1933 a 1956 gravou diversos discos de frevos, cocos, sambas e, claro, emboladas. Seus maiores sucessos foram "Segura o gato", "Sá turbina", "Como tem Zé na Paraíba" (com Catulo de Paula), êxito na voz de Jackson do Pandeiro, "Cuma é o nome dele?", "O carrité do coroné", "Tadinho do Manezinho" "Quando eu vejo a Margarida" e "Pra onde vai, valente?", todas de sua autoria, além de "Dezessete e setecentos", de Luiz Gonzaga e Miguel Lima. Foi um dos primeiros garotos-propaganda do Brasil, cantando jingles do sabonete Lifebuoy e sendo contratado pela fábrica do Óleo de Peroba. Atuou também como jornalista no rádio e na imprensa, onde escrevia uma coluna. Também foi um dos primeiros artistas a trabalhar na recém-criada televisão brasileira. Em 1954 decidiu abandonar a vida artística com um show que reuniu 10 mil pessoas. Depois disso dedicou-se a um restaurante de comida típica nordestina e, mais tarde, à pintura.

Primeiro LP (10 polegadas):

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Dia 23.05 - Aniversário de nascimento do cantor e compositor SÍLVIO CALDAS (Sílvio Narciso de Figueiredo Caldas) de 1908. Carioca do bairro de São Cristóvão, teve contato com a música desde a infância, pois o pai era dono de uma loja de instrumentos musicais e atuava amadoramente como compositor de valsas, foxes, sambas e schottischs. Aos 5 anos o pequeno Silvio já se apresentava em teatros como cantor. Também era destaque do bloco de carnaval de que sua família participava. Aos 16 anos foi para São Paulo trabalhar como mecânico de automóveis. Três anos depois voltou ao Rio, e por meio de contatos foi levado para a Rádio Mayrink Veiga pelo cantor Antônio Santos, o Milonguita. A primeira gravação foi em 1930, e desde o início notabilizou-se interpretando sambas. Silvio Caldas se transformaria, ao lado de Orlando Silva, Francisco Alves e Carlos Galhardo, um dos cantores de maior sucesso da chamada época de ouro da MPB. Foi levado por Ary Barroso para o Teatro Recreio, onde lançou seu primeiro sucesso, "Faceira" (Ary Barroso). A partir de 1934, por meio da parceria com Orestes Barbosa, demonstra seu talento para a seresta, gênero que o promoveria por todo o Brasil. Em 1937 lançou dois de seus grandes sucessos, "Chão de estrelas" (com Orestes Barbosa) e "Meu limão meu limoeiro" (tema popular com arranjo de José Carlos Burle), em dueto com Gidinho. No ano seguinte foi eleito Cidadão Samba ao cantar a música "Pastorinhas", de Noel Rosa e João de Barro. Outras canções que viraram sucesso na voz de Silvio Caldas foram "Minha palhoça" (J. Cascata), "Um caboclo abandonado" (Benedito Lacerda e Herivelto Martins), "Arranha-céu" (com Orestes Barbosa), "Da cor do pecado" (Bororó), "Mulher" (Custódio Mesquita e Sadi Cabral), "Serenata" (outra parceria com Orestes), "Chuva miúda" (com Frazão), "Foi ela" (Ary Barroso), "Até amanhã" (Noel Rosa), "Jangada" (Hervê Cordovil e Vicente Leporace), "A Jardineira" (Benedito Lacerda e Humberto Porto). No final da década de 60 Silvio Caldas se afastou da vida pública, recolheu-se a um sítio em Atibaia (SP) e diminuiu seu ritmo de apresentações, o que lhe valeu o apelido de "cantor das despedidas", de tantas vezes que anunciou seu retiro artístico.

Primeiros LP's (10 polegadas):

LP's e CD's Collector's:

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Dia 24.05 - Falecimento do compositor e pianista ALCYR PIRES VERMELHO em 1994. Mineiro de Muriaé, aprendeu piano cedo e trabalhou como pianista de cinema em sua cidade natal. Também tocava em festas e bailes, até que foi transferido para Carangola (MG), depois de aprovado em um concurso. Nessa cidade, organizou uma orquestra. Morou em outras localidades mineiras, inclusive Ubá, onde conheceu Ary Barroso. Em 1929 mudou-se para o Rio de Janeiro, travando amizade com Lamartine Babo, parceiro em sua primeira composição de carnaval, "Dá cá o pé, loura" (1933). Passou a tocar em casas noturnas e na Rádio Clube, até que em 1935 estourou seu primeiro grande sucesso, "O tic tac do meu coração" (com Walfrido Silva), na voz de Carmen Miranda. Carmen foi também a intérprete de "Paris" (com Alberto Ribeiro), marcha dedicada à seleção brasileira de futebol que partia para a Copa do Mundo de 1938, na França. "Paris" foi regravada por Elba Ramalho em 1998, por ocasião da segunda Copa realizada na França, e usada uma propaganda televisiva de chinelos. Com Ary Barroso, João de Barro, Lamartine Babo, Nazareno de Brito, Davi Nasser, Alberto Ribeiro, Jair Amorim, Pedro Caetano e outros, foi autor de grandes sucessos como "A casta Susana" gravada por Déo, "Alma dos violinos" gravada por Moraes Neto, "Canta, Brasil!" gravada por Francisco Alves, "Dá cá o pé loura" gravada por Lamartine Babo, "Dama das camélias" gravada por Francisco Alves, "Decadência de Pierrot" gravada pelos Irmãos Tapajós, "Esmagando rosas" gravada por Francisco Alves, "Está com sono vai dormir" gravada por Heleninha Costa, "Helena, vem me buscar" gravada por Castro Barbosa, "Laura" gravada por Jorge Goulart, "Mangueira em férias" gravada por Nuno Roland, "Maria Shangay" gravada por Agostinho dos Santos, "Mulher carinhosa demais" gravada pelos 4 Azes e 1 Coringa, "Onde o céu azul é mais azul" gravada por Francisco Alves, "Rio dos meus amores" gravada por Carlos Galhardo, "Roda de fogo" gravada por Mário Reis, "Sandália de prata" gravada por Francisco Alves, "Se alguém telefonar" gravada pelo Trio Nagô, "Tic Tac do meu coração" gravada por Carmen Miranda, "Velho Flamboyant" gravada por Jorge Goulart, entre outras.

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- Documentário sobre Alcyr Pires Vermelho na RÁDIO BATUTA DO IMS
- Revista Nosso Patrimônio no alcyrvermelho.blogspot.com



Dia 25.05 - Aniversário de nascimento do cantor e compositor PARAGUASSU (Roque Ricciardi) de 1894. Filho de imigrantes italianos, nasceu e foi criado no bairro do Brás, em São Paulo. Aprendeu a tocar violão com um vizinho e logo se tornou um seresteiro famoso na região. Aos 14 anos se apresentava em um café e foi convidado para participar de um espetáculo no circo Spinelli. Na década de 20 fez gravações para a Casa Edison e ingressou em 1924 na Rádio Educadora Paulista, passando depois ao elenco da Columbia, onde trabalhou com o maestro Gaó. No período na Columbia gravou cerca de 150 músicas. Fez sucesso cantando modinhas, serestas e toadas sertanejas, como "Luar do sertão" (Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco), "Triste caboclo", "Lamentos" (Catulo da Paixão Cearense), "Tristezas do Jeca" (Angelino de Oliveira). Participou da Série Caipira de Cornélio Pires, em que gravou, sob o pseudônimo Maracajá, "A encruziada" (Angelino de Oliveira) e "Cantando o aboio" (Angelino de Oliveira e Cornélio Pires). Seu último grande sucesso foi a modinha "Perdão, Emilia" (J.H. Silva e Juca Pedaço), de 1945.

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Dia 27.05 - Aniversário de nascimento da compositora e pianista CAROLINA CARDOSO DE MENEZES (Carolina Cardoso de Menezes Cavalcanti) de 1916. Começou a estudar piano ainda jovem, por influência do pai, também pianista. Diplomou-se pelo Instituto Nacional de Música em teoria e solfejo e começou a trabalhar nas emissoras de rádio do Rio de Janeiro. Nos anos 30 gravou algumas de suas composições pela Odeon. Fez um disco na década de 40 em companhia do violonista Garoto, e teve fundamental importância na transposição do choro para o piano. Compôs vários choros, valsas, sambas e boleros. Em 1997 gravou um CD pelo selo Accoustic, com clássicos do choro, chamado "Preludiando".

Composições instrumentais interpretadas por Carolina Cardoso:
1933 - "I have money"
1933 - "My sweet heaven"
1934 - "Comigo é assim"
1934 - "Preludiando"
1935 - "Novidade"
1955 - "Derrapando na gávea"

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Dia 28.05 - Aniversário de nascimento do cantor e compositor CYRO MONTEIRO de 1913. Costumava cantar informalmente em casa para os amigos, até que um dia, em 1933, Silvio Caldas, que frequentava sua casa, chamou-o para substituir Luís Barbosa em um programa da Rádio Philips. No ano seguinte foi contratado pela Rádio Mayrink Veiga, onde passou a cantar sempre em dupla com Luís Barbosa e caracterizou-se por se acompanhar sempre com uma caixa de fósforos para marcar o ritmo. Em 1936 fez a primeira gravação para o carnaval daquele ano, o que o projetou para o sucesso, levando-o a cantar ao lado de Carmen Miranda, Francisco Alves e Mário Reis. Um ano depois gravou seu primeiro grande êxito, "Se acaso você chegasse", de Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins. Teve muitos outros sucessos nos anos 40, como "Falsa baiana", "Escurinho" (ambas de Geraldo Pereira) e "Boogie-woogie na favela" (Denis Brean). Em 1956 participou como ator da peça "Orfeu da Conceição", de Vinicius de Moraes.

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- Obra completa em discos 78 rpm no ACERVO COLLECTORS




Dia 28.05 - Falecimento do cantor GASTÃO FORMENTI em 1974. Nasceu em uma família italiana que morava em Guaratinguetá (SP), e trabalhou primeiramente como pintor. Já morando no Rio de Janeiro na década de 20, foi com um amigo à Rádio Sociedade e acabou se apresentando, um pouco de improviso, com a canção "Ontem ao luar" (Pedro de Alcântara e Catullo da Paixão Cearense). Seu primeiro disco saiu pela Odeon em 1927, e no ano seguinte emplacou o sucesso "Casa de caboclo" (Heckel Tavares e Luís Peixoto). Era também contratado da Rádio Mayrink Veiga e mais tarde da Rádio Clube. Gravou em 1932 um de seus maiores sucessos, "Maringá", de Joubert de Carvalho. Foi intérprete de várias músicas da dupla Joubert de Carvalho e Olegário Mariano, como "De papo pro ar", "Zíngara" e "Beduíno". Nos anos 30 teve outros êxitos: "Na Serra da Mantiqueira" (Ari Kerner), "Samba da saudade" (Ronaldo Lupo e Saint-Clair Sena), "Coração, por que soluças?" (José Maria Abreu e S.C. Sena) e "Não sei para que viver" (S.C. Sena). Depois de 1941 decide afastar-se da carreira artística, dedicando-se mais à pintura. Ainda participa de gravações esporádicas nos anos 50, totalizando cerca de 300 músicas gravadas em mais de 150 discos de 78 rotações.

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- Ouça agora Gastão Formenti na RÁDIO UOL
- Programa "Caricatura de Gastão Formenti" no ACERVO RADIOFÔNICO
- Relação de sucessos no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 29.05 - Aniversário de nascimento do compositor, pianista e violinista MARCELO TUPINAMBÁ (Fernando Álvares Lobo) de 1889. Filho do Maestro Eduardo Álvares Lobo e D. Maria Rodrigues de Azevedo Lobo, professora; sobrinho do maestro e compositor Elias Álvares Lobo. Ainda pequeno mudou-se para São Paulo, onde fez o curso primário. Na cidade de Pouso Alegre, preparou-se para ingressar na Escola Politécnica, formando-se em Engenharia Civil em 1914. Trabalhou como engenheiro mas, sentindo que a sua verdadeira vocação era a música, a ela passou a dedicar-se inteiramente. No ano de 1914, musicou a revista teatral de Danton Vampré, denominada "São Paulo Futuro" e, a partir daí, nada deteve sua carreira de compositor, que alcançou renome internacional. Naquele mesmo ano adotou o pseudônimo de Marcelo Tupynambá pois, à época, um "músico não era visto com bons olhos". Durante a sua carreira compôs mais de mil e duzentas melodias, das quais seiscentas foram impressas e gravadas. Marcelo Tupinambá foi autor do Hino Constitucionalista de 1932/MMDC, "O Passo do Soldado", para o qual Guilherme de Almeida escreveu depois a letra, com interpretação de Francisco Alves. Foi casado com Dona Irene Menezes Lobo, com quem teve os filhos: Cecilia, Helena, Samuel, Cláudio, Eduardo, Thereza e Ignês. A herma que os tieteenses ergueram em sua homenagem foi inaugurada em 27 de Agosto de 1967. O dia 30 de maio foi instituído Dia de Marcelo Tupynambá pela Lei n° 1.149 de março de 1972.

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- Site dedicado à memória de Marcelo Tupinambá por ALEXANDRE DIAS
- Programa especial sobre Tupinambá no site da CÂMARA DOS DEPUTADOS



Dia 30.05 - Falecimento do compositor, letrista, ator, poeta, radialista e advogado MÁRIO LAGO em 2002. Filho de um maestro, Antônio Lago, mas desde cedo dedicou-se às letras. Começou pela poesia, e teve seu primeiro poema publicado aos 15 anos. Sua estréia como letrista de música popular foi com "Menina, eu sei de uma coisa", parceria com Custódio Mesquita, gravada em 1935 por Mário Reis. Três anos depois, Orlando Silva realizou a famosa gravação do fox "Nada além", da mesma dupla de autores. Mário Lago ficou conhecido do grande público graças a seu trabalho como ator. Desde a época das novelas de rádio até a televisão atual, participou de novelas como "Casarão", "Pecado Capital" e "Brilhante", entre muitas outras. Entre suas músicas mais célebres estão: "Ai que saudades da Amélia" (Mário Lago e Ataulfo Alves) gravado por Ataulfo Alves, com seus versos "Amélia não tinha a menor vaidade / Amélia é que era mulher de verdade", ficou tão popular que o termo se tornou sinônimo de mulher submissa, dedicada aos trabalhos domésticos, que não reclama. "Atire a primeira pedra" (Mário Lago e Ataulfo Alves) gravado por Orlando Silva, "É tão gostoso, seu moço" (Mário Lago e Chocolate) gravado por Nora Ney, "Número um" (Mário Lago e Benedito Lacerda) gravado por Orlando Silva, "Fracasso" (Mário Lago) gravado por Francisco Alves, "Aurora" (Mário Lago e Roberto Roberti) gravado por Joel e Gaúcho.

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- Site oficial em 100 anos de Mário Lago
- Mário Lago canta Nada além
- Mário Lago fala sobre a música Aurora
- Relação de sucessos no Acervo Collector's



Dia 31.05 - Falecimento do cantor e compositor ABÍLIO LESSA em 1975. Começou a carreira artística no princípio dos anos 1940. Atuou na Rádio Nacional onde se apresentou no programa "Dicionário Toddy" dirigido por Fernando Lobo. Em sua curta carreira fonográfica gravou um total de oito discos sendo cinco na RCA Victor, dois na Star e um na Continental. Em 1961, lançou um último disco, o LP "Quando canta o trovador" pela gravadora Philips. Faleceu aos 49 anos de idade, em decorrência de um câncer. Veja a obra completa de Abílio Lessa em discos 78 rpm:

01) "Barra azul", de Alberto Ribeiro e Alcyr Pires Vermelho
02) "Não fale mal de mulher", de Alberto Ribeiro e Saint Clair Sena
03) "Mimi", de Uriel Lourival
04) "Céu moreno", de Uriel Lourival
05) "Vem morena", de Alberto Ribeiro e Alcyr Pires Vermelho
06) "Ela é covarde", de sua autoria
07) "Vou vivendo", de Pixinguinha e Benedito Lacerda
08) "Naquele tempo", de Pixinguinha e Benedito Lacerda
09) "Symphonie", de Al Stone e Alberto Ribeiro
10) "Há muito tempo atrás", de Cahn, Styne e Osvaldo Santiago
11) "Minha cigana", de Pixinguinha e Benedito Lacerda
12) "Liberta meu coração", de Geraldo Pereira e José Batista
13) "Síria-libanesa", de Almanir Greco e Alcyr Pires Vermelho
14) "Margarida", de Edgard Nunes e Zeca do Pandeiro
15) "Velho barraco", de Cláudio Luiz
16) "Palheta da vida", de sua autoria

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