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   Collector's Notícias Online - julho

     
Dia 01.07 - Falecimento do cantor ALBERTINHO FORTUNA (Alberto Fortuna Vieira de Azevedo) em 1995. Foi um cantor luso-brasileiro. Veio para o Brasil aos seis meses de vida, sua família se fixando em Niterói. Residia no bairro Santa Rosa e estudava no Colégio Salesiano, destacando-se no coro da escola. Quando tinha oito anos, convidado por um amigo da família, foi cantar na Rádio Mayrink Veiga e conseguindo agradar ao público, para lá retornou várias vezes, já pedindo um cachê de dez mil réis. Continuou seus estudos no Instituto de Humanidades, cujo diretor era Gomes Filho, conhecido jornalista e compositor, que estava inaugurando em Niterói a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, da qual era diretor. Albertinho foi um dos pioneiros da emissora, em 1936. Nesse ano, Zezé Fonseca providenciou seu retorno para a Mayrink Veiga, pedindo a César Ladeira, diretor artístico da rádio, que o testasse. Albertinho foi aprovado e contratado por 400 mil réis mensais, recebendo também de Ladeira o slogan de "O garoto que vale ouro". Um menino de treze anos, apresentou-se várias vezes junto de Carmen Miranda, a maior estrela da emissora. Em 1940, ingressou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, emissora na qual atuaria por muitos anos e na qual alcançaria grande renome. Ainda na Rádio Nacional, integrou o "Trio Melodia", formado para o lançamento do programa " Um milhão de melodias", atuando ao lado de Nuno Roland e Paulo Tapajós. Em 1944, estreou em discos gravando pela Victor com o trio vocal As Três Marias o samba "Ai que saudades da Amélia", de Ataulfo Alves e Mário Lago.

Primeiros LP's (10 polegadas):

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- Resumo biográfico no ICCA


Dia 01.07 - Comemora-se o aniversário de nascimento da cantora VIOLETA CAVALCANTI de 1923. Nasceu em Manaus, e mudou-se com a família para o Rio de Janeiro ainda na infância. Participou do programa de calouros de Ary Barroso e passou a se apresentar em outras emissoras de rádio, como Tupi, Ipanema e Nacional, onde ficou de 1941 a 1957. Gravou discos basicamente de sambas e marchas carnavalescas, fazendo sucesso nas décadas de 40 e 50. Em 1957 casou-se e abandonou a vida artística, voltando à cena 20 anos mais tarde, em um show ao lado de Paulinho da Viola. Participou de álbuns de tributo, como "Ary Barroso - 90 Anos" e "Velhos Sambas, Velhos Bambas" e se apresentou, na década de 90, junto de outros artistas da era do rádio, como Nora Ney, Carmélia Alves, Ellen de Lima e Zezé Gonzaga, com quem formou o grupo As Eternas Cantoras do Rádio.

Sucessos: Faísca, Leilão de baiana, Meu dinheiro tem, Papai não vai, Tem tamanduá no baile, Você não nega que é palhaço, Vou tratar de mim.

Primeiro e único LP 10 polegadas:

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- Resumo biográfico no ICCA



Dia 02.07 - Falecimento do compositor, arranjador, multiinstrumentista (piano, violão, bandolim, violino, banjo, percussão), radialista e cantor ANDRÉ FILHO (Antônio André de Sá Filho) falecido em 1974. André assinou mais de 200 composições, entre sambas, marchinhas e canções românticas. Alguns sucessos, como "Alô, Alô" foram imortalizados por Carmem Miranda. O Rio que inspirou o compositor, ganhou dele o melhor dos apelidos, Cidade Maravilhosa, composta em 1934. No ano seguinte, ficou em segundo lugar num concurso de marchinhas de carnaval. Mas venceu entre as mais tocadas nos bailes. Foi a escolhida pelo público. Uma canção que tinha chegado para ficar. "Cidade Maravilhosa" virou sucesso na voz da irmã de Carmem Miranda, Aurora Miranda. Vinte e seis anos depois, uma lei transformou a canção de André Filho em hino do Rio de Janeiro, na época, estado da Guanabara. Nem precisava. Para os cariocas, ela é a cara da cidade.

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- Resumo biográfico no ICCA
- Resumo discográfico da fase 78 rpm no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 03.07 - Aniversário de nascimento do cantor e compositor WILSON BATISTA (Wilson Batista de Oliveira) de 1913. Falecido no mesmo mês de nascimento (07.07.1968) Wilson teve uma vida intensa. Compôs o seu primeiro samba em 1929 – "Na estrada da vida", lançado por Araci Cortes e gravado mais tarde por Luís Barbosa. Passou a atuar como crooner e ritmista na Orquestra de Romeu Malagueta e no começo da década de 30 teve o seu samba, "Desacato" (em parceria com Paulo Vieira e Murilo Caldas) gravado por três grandes intérpretes da época, Francisco Alves, Castro Barbosa e Murilo Caldas. Tornou-se, ao lado de Noel Rosa, Assis Valente, Geraldo Pereira, um dos grandes sambistas da boêmia carioca. Ficou conhecido pela polêmica com Noel Rosa, que gerou sambas inesquecíveis de ambos os lados, como "Lenço no pescoço", "Mocinho da Vila", "Conversa fiada", "Frankenstein da Vila" (por causa do queixo defeituoso de Noel), todos compostos por Wilson, e "Feitiço da Vila", "Palpite infeliz", “Rapaz folgado”, de Noel. No meio das provocações ficaram amigos e a aparente briga acabou virando disco ("POLÊMICA"), lançado em 1956 pelos cantores Roberto Paiva e Francisco Egídio. Wilson continuou trocando o dia pela noite e compondo grandes sambas, como "Mania da falecida" e "Oh, seu Oscar" (ambos com Ataulfo Alves), "Acertei no milhar", delicioso samba de breque feito em parceria com Geraldo Pereira e gravado por Moreira da Silva, "Emília", com Haroldo Lobo, "Pedreiro Valdemar", "Balzaquiana", com Antônio Nássara. “Samba Rubro Negro” "No boteco do José". O seu último sucesso do carnaval carioca foi "Cara boa", marchinha composta em parceria com Jorge de Castro e Alberto Jesus, gravada por César de Alencar.

O Instituto Moreira Salles realizou no dia 11 de setembro de 2012, às 20h, o show Polêmica Noel Rosa x Wilson Batista por Monarco e Nelson Sargento, no qual os sambistas interpretam as nove músicas do LP de 1956 acompanhados de Paulão 7 Cordas (direção musical, arranjos e violão), Alessandro Cardozo (cavaquinho), Vitor Mota (flauta e sax) e Netinho Albuquerque (pandeiro). O jornalista João Máximo participa da apresentação contando a história do disco.

LP original (10 polegadas) - clique na capa e ouça:

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- Resumo biográfico no ICCA
- João Máximo, Monarco e Nelson Sargento. Releitura do disco POLÊMICA
- Polêmica. Depoimento pessoal de Wilson Batista no NO TEMPO DE NOEL ROSA





Dia 05.07 - Falecimento do cantor e compositor RANCHINHO (Diésis dos Anjos Gaia), da dupla "Alvarenga e Ranchinho" em 1991. Antes de iniciar, é preciso lembrar que o Alvarenga foi apenas um e que, no entanto, por força das circunstâncias, acabou fazendo dupla com "3 Ranchinhos"!! Diésis dos Anjos Gaia foi o "primeiro Ranchinho" que cantou com Alvarenga de 1933 a 1938, retornando no ano seguinte e que, após outros sumiços, abandonou a dupla em 1965. Formada em 1929, a dupla sertaneja começou se apresentando em circos no interior paulista. Em 1934 Alvarenga e Ranchinho foram contratados pelo maestro Breno Rossi para cantar na Rádio São Paulo. Nos anos seguintes fizeram músicas de carnaval e se mudaram para o Rio de Janeiro, onde gravaram o primeiro 78 rpm em 1936. Trabalharam durante dez anos no Cassino da Urca, onde aprimoraram o talento para a sátira política, que os caracterizou para sempre. Em toda a carreira, a dupla se separou e voltou diversas vezes. Participaram de mais de 30 filmes e eram presença constante em campanhas eleitorais, por causa das sátiras. Nos anos 70 se apresentaram principalmente em cidades do interior. Em 1997 a BMG lançou "Os Milionários do Riso", reedição de um LP ao vivo gravado em 1973. A dupla era composta por Murilo Alvarenga (1912-1978) e Diésis dos Anjos Gaia (1913-1991).

Primeiro LP's 10 polegadas da dupla com o Ranchinho II:

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- Resumo biográfico no LUCIANO QUEIROZ
- Documentário Alvarenga e Ranchinho II (1/4) no MPB ESPECIAL
- Documentário Alvarenga e Ranchinho II (2/4) no MPB ESPECIAL
- Documentário Alvarenga e Ranchinho II (3/4) no MPB ESPECIAL
- Documentário Alvarenga e Ranchinho II (4/4) no MPB ESPECIAL
- Programa "Alvarenga e Ranchinho" no ACERVO RADIOFÔNICO COLLECTOR'S



Dia 06.07 - Comemora-se o aniversário de nascimento do compositor, pianista, organista e regente ALBERTO NEPOMUCENO de 1864. Natural de Fortaleza, filho de Vitor Augusto Nepomuceno e Maria Virgínia de Oliveira Paiva. Foi iniciado nos estudos musicais por seu pai, que era violinista, professor, mestre da banda e organista da Catedral de Fortaleza. Em 1872 transferiu-se com a família para Recife, onde começou a estudar piano e violino. Faleceu no Rio de Janeiro em 16 de outubro de 1920.

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- Resumo biográfico no Wikipedia
- O Diário do Nordeste de 04.07.2004 - Maestro brasileiro I
- O Diário do Nordeste de 04.07.2004 - Maestro brasileiro II
- O Diário do Nordeste de 04.07.2004 - Conservatório vive pela graça
- O Diário do Nordeste de 04.07.2004 - Nacionalização musical
- O Diário do Nordeste de 04.07.2004 - Nova luz sobre a obra do mestre
- O Diário do Nordeste de 04.07.2004 - Um hino, um sonho
- Alberto Nepomuceno - Vida, música e nacionalismo (1/3) no Perfil
- Alberto Nepomuceno - Vida, música e nacionalismo (2/3) no Perfil
- Alberto Nepomuceno - Vida, música e nacionalismo (3/3) no Perfil
- Discografia de obras para piano de Alberto Nepomuceno



Dia 07.07 - Aniversário de nascimento do cantor e compositor LUÍS BARBOSA (Luís dos Santos Barbosa) de 1910. De uma família de músicos e radialistas, morreu cedo aos 28 anos, de tuberculose, mas teve uma carreira marcante na música brasileira. Carioca, iniciou a carreira no rádio em 1931, cantando sambas. No mesmo ano gravou discos pela Odeon, com sambas seus "Sou jogador", de Nássara e Orestes Barbosa, "Caixa Econômica" e outros. Firmou-se como intérprete de sambas sincopados e sambas-canção, e gravou "No tabuleiro da baiana" (Ary Barroso) ao lado de Carmen Miranda. Entre as inovações que introduziu na forma intimista de cantar samba, que teria muitos seguidores, estão a introdução do "breque" de forma mais sistemática e o acompanhamento rítmico feito pelo chapéu de palha. Cantou o primeiro jingle comercial do rádio brasileiro, composto por Nássara, no Programa Casé. Foi o responsável pelo fato de Ciro Monteiro estrear no rádio no citado programa. Sua arte influenciou de forma expressiva os batuques de Ciro Monteiro e Dilermando Pinheiro.

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- Resumo biográfico no ICCA
- Luís Barbosa canta "Seu Libório" no filme ALÔ ALÔ CARNAVAL
- Relação de sucessos no ACERVO COLLECTOR'S



09.07 - Falecimento do poeta, compositor, teatrólogo, jornalista e diplomata VINICIUS DE MORAES (Marcus Vinícius da Cruz de Melo Morais) falecido em 1980. Nasceu no Rio de Janeiro em uma família amante das letras e da música, e seguiu as duas vocações. Ainda no colégio, começou a compor com os amigos Paulo e Haroldo Tapajós, e juntos tocavam em festinhas. Nos anos 30 formou-se em Direito e fez letra para dez músicas que foram gravadas, nove delas parcerias com os irmãos Tapajós. Em 1933 publicou seu primeiro livro de poemas, "O Caminho para a Distância". Amigo de Oswald de Andrade, Manuel Bandeira e Mário de Andrade, publicou outros livros de poemas nessa década. Passou algum tempo estudando inglês na Universidade de Oxford e, de volta ao Brasil em 1941, foi crítico cinematográfico do jornal "A Manhã". Dois anos depois foi aprovado para o Itamaraty e seguiu a carreira diplomática. Como diplomata morou nos Estados Unidos, França, Uruguai. Em 1954 inicia-se como teatrólogo, escrevendo a peça "Orfeu da Conceição", que mais tarde virou o filme "Orfeu do Carnaval", dirigido pelo francês Marcel Camus. Sua carreira como músico é impulsionada a partir das décadas de 50 e 60, quando conhece alguns de seus parceiros, como Tom Jobim, Antônio Maria, Edu Lobo, Carlos Lyra, Baden Powell. Em 1958 Elizeth Cardoso lança "Canção do amor demais", com diversas parcerias Tom/Vinicius: "Luciana", "Estrada branca", "Chega de saudade"" "Chega de saudade aqui na voz de João Gilberto. O primeiro grande show em que se apresenta, na boate Au Bon Gourmet, em 1962, ao lado Tom Jobim e João Gilberto, o liga permanentemente ao mundo da música popular e aos palcos. Seu elo com a bossa nova é muito importante. Fez letras para algumas das músicas mais importantes do movimento, como "Garota de Ipanema" aqui na interpretação do Tamba Trio, "Chega de saudade", "Eu sei que vou te amar" aqui na voz de Zezé Gonzaga, "Amor em paz", "Insensatez", "Se todos fossem iguais a você" aqui na voz de Maysa Matarazzo (todas com Tom Jobim), "Minha namorada", "Coisa mais linda", "Você e eu" (com Carlos Lyra). É também em 1962 que conhece Baden Powell, com quem comporia músicas de temática afastada da bossa nova, como os afro-sambas ("Canto de Ossanha", "Canto de Xangô", "Samba de Oxóssi") e outros sambas ("Samba em Prelúdio", "Samba da Bênção", "Formosa", "Apelo", "Berimbau"). Em 1965, num show na boate Zum Zum, lançou o Quarteto em Cy, de quem se tornou padrinho. No mesmo ano, "Arrastão", sua parceria com Edu Lobo, defendida por Elis Regina, é a vencedora do Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior, em São Paulo. O segundo lugar também é de Vinicius: "Valsa do Amor que Não Vem", parceria com Baden interpretada por Elizeth. Após a promulgação do AI-5, em 1968, Vinicius é aposentado compulsoriamente da carreira diplomática. A partir de então passa a se dedicar à vida artística. Faz shows em Portugal, Argentina, Uruguai, acompanhado de Nara Leão, Maria Creuza, Toquinho, Oscar Castro Neves, Quarteto em Cy, Baden Powell, Chico Buarque. Nos anos 70 incrementa a parceria com Toquinho: "Tarde em Itapuã", "Regra Três", "Maria Vai com as Outras", "A Tonga da Mironga do Kabuletê" são algumas músicas da dupla. Muitos discos foram lançados na década de 70 com composições ou interpretações suas. Um dos mais importantes é "Tom, Vinicius, Toquinho e Miúcha", gravado ao vivo no Canecão (Rio), em um espetáculo que ficou quase um ano em cartaz no Rio e seguiu para outras cidades da América do Sul e Europa. Apesar do sucesso com a música popular, Vinicius não abandonou a poesia, tendo inclusive gravado discos em que recita suas obras. Depois de sua morte, em 1980, diversos shows-tributo foram apresentados, ao longo dos anos, assim como coletâneas e biografias.

MPB Especial com Vinícius de Moraes em 1973. Assista ao programa musical em comemoração aos 30 anos da TV Cultura, exibido em 1999.

Primeiro LP (10 polegadas):

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- Resumo biográfico no ICCA
- Vinicius e Toquinho no programa da TV Cultura MPB ESPECIAL
- Àlbum LP triplo selado com a íntegra do show POETA, MOÇA E VIOLÃO



Dia 11.07 - Aniversário de nascimento do cantor e compositor RAUL TORRES (Raul Montes Torres) de 1906. Nascido em Botucatu (SP), foi para São Paulo quando decidiu seguir a carreira de cantor. Passou a adotar o estilo nordestino, em evidência nos anos 20 graças a grupos como os Turunas da Mauricéia, cantores como Augusto Calheiros (o Patativa do Norte) ou duplas como Jararaca e Ratinho. Trabalhou na rádios Educadora Paulista e Cruzeiro do Sul, e em 1927 gravou seu primeiro disco, com uma embolada e um samba. Fez sucesso principalmente com músicas caipiras, gravando "Galo sem crista" e outras composições para a Série Caipira de Cornélio Pires, em 1930, com o pseudônimo Bico Doce. Atuou em dupla com outros cantores/compositores, como Azulão ( "Jacaré no caminhão" e "Saudade do Rio Pardo"), Nair Mesquita ( "Não zanga comigo não"), Nestor Amaral ( "A morte de um cantador"), João Pacífico ( "Seu João Nogueira", "Chico Mineiro", "Adeus, Campina da Serra", "Cabocla Teresa", "Trem de ferro"), Joaquim Vermelho ( "A codorninha", "Sistema Americano" e "Caninha verde"), Florêncio ( "Moda da mula preta"), Serrinha ( "Cigana", "Boiada Cuiabana", "Saudades do Matão", que contou ainda com a participação de Mariano, "Mingirinha", "Mourão da porteira"). De 1945 em diante passou a dedicar-se mais aos programas de rádio, e fez menos gravações. Muitas de suas composições foram gravadas por outras duplas sertanejas com sucesso, como "Boiada Cuiabana", por Tonico e Tinoco, e "Mestre Carreiro", por Tião Carreiro e Pardinho.

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Dia 12.07 - Aniversário de nascimento do compositor NILTON BASTOS de 1899. Nasceu no Rio de Janeiro RJ. Filho de um comerciante português e de uma costureira, passou a infância no bairro de São Cristóvão. Não concluiu o primário e jamais estudou música: tocava piano de ouvido e frequentou desde cedo as rodas de samba, começando pelos ranchos carnavalescos Flor de Abacate e Ameno Resedá. Trabalhou como torneiro mecânico no Arsenal de Guerra e, a partir de 1920, passou a frequentar os redutos de samba do Estácio, como o Bar e Café Apolo, convivendo com Ismael Silva, Baiaco, Bide, Brancura, Mano Rubem, compositores que, como ele, foram responsáveis pelo desenvolvimento do samba. Começou a compor em parceria com Ismael Silva e, quando Francisco Alves propôs a Ismael, em 1928, gravar suas músicas mediante inclusão de seu nome como co-autor, Ismael exigiu que o nome de seu parceiro habitual também constasse. Assim, "Se você jurar", gravado com grande sucesso pela dupla Francisco Alves e Mário Reis, em 1931, na Odeon é, como muitos outros sambas, atribuído aos três, embora a autoria desse samba tenha sido sempre motivo de polêmica, Mário Reis, por exemplo, atribui-Ihe a autoria exclusiva da música. A mesma dupla - Francisco Alves e Mário Reis - tornou famosos outros sambas seus, feitos em parceria com Ismael: "Não há", "O que será de mim", "Anda vem cá", "Arrependido", "Nem é bom falar". Fez parte do grupo Bambas do Estácio, que acompanhava Francisco Alves em gravações. Morreu prematuramente de tuberculose pulmonar e, em sua homenagem, Ismael Silva, junto com Noel Rosa e Francisco Alves, compôs o samba "Adeus" (1932).

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- Resumo biográfico + discografia no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 13.07 - Comemora-se o aniversário de nascimento do compositor, regente e instrumentista ANACLETO DE MEDEIROS (Anacleto Augusto de Medeiros) de 1866. Filho de uma escrava liberta, começou na música tocando flautim da Banda do Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro. Aos 18 anos foi trabalhar como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional, e ao mesmo tempo matriculou-se no Imperial Conservatório de Música. Nessa época já dominava quase todos os instrumentos de sopro, e tinha especial preferência pelo saxofone. Fundou, entre os operários da tipografia, o Clube Musical Gutemberg, iniciando aí sua função de organizador de conjuntos musicais. Formou-se no Conservatório em 1886, época em que organizou a Sociedade Recreio Musical Paquetaense, em Paquetá, sua cidade natal, e começou a compor algumas peças sacras. Em seguida suas composições passaram a ser mais populares, principalmente polcas, schotisch, dobrados, marchas e valsas. Aos poucos foi criando fama como compositor, e suas peças passaram a ser executadas em bandas de todo o país. Catulo da Paixão Cearense musicou algumas de suas obras, como o famoso schotisch "Iara", editado em 1912 com o nome "Rasga coração" aqui na voz de Mário Pinheiro. Outras composições que ficaram conhecidas foram "Santinha" e "Não me olhes assim". Anacleto foi fundador, diretor e maestro de muitas bandas, tendo contribuído de maneira fundamental para a fixação dessa formação no Brasil. A tradição de bandas se reflete até hoje, por exemplo no desenvolvimento de uma sólida escola de sopros. A banda que se tornou mais famosa sob regência de Anacleto foi a do Corpo de Bombeiros, que chegou a gravar alguns dos discos pioneiros produzidos no Brasil, nos primeiros anos do século XX.

Livro - O Rio Musical de Anacleto de Medeiros:

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- Pedro Gervason, Luísa Mitre e Everton Rodrigues em O que tu és
- Discografia + relação de sucessos no Acervo Collector's



Dia 13.07 - Comemora-se o 132º aniversário de nascimento do compositor, cantor, escritor, cineasta, empresário artístico e produtor de discos CORNÉLIO PIRES de 1884. Escreveu o primeiro livro de versos em 1910. Alguns anos mais tarde começou a promover conferências sobre o folclore caipira e sertanejo, divulgando a arte do interior e trazendo interesse acadêmico para a área. Escreveu mais livros de versos e contos, alguns dos quais foram adaptados para o cinema. Na década de 20 viajou pelo Brasil filmando imagens para o documentário "Brasil Pitoresco". Fundou um selo independente para gravar a "Série Caipira Cornélio Pires", com participações de artistas caipiras cantando e contando anedotas. Inaugurou com isso o mercado para a música sertaneja. Com dezenas de livros, almanaques e revistas publicados, foi um dos maiores divulgadores do folclore paulista.

Série Caipira "Cornélio Pires" - Columbia - Maio de 1929:

Ivan Vilela fala sobre Cornélio Pires

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- Ivan Vilela fala sobre CORNÉLIO PIRES
- A “Série Vermelha” de Cornélio Píres por DIOGO DE SOUZA BRITO
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Dia 16.07 - Falecimento do compositor e pianista HERVÉ CORDOVIL em 1979. Nascido em Viçosa (MG), filho de um médico e de uma musicista amadora, cedo se mudou para o Rio de Janeiro, onde começou a tocar na banda do Colégio Militar e a estudar piano. Formou-se em Direito e ao mesmo tempo começou a chamar atenção como pianista, na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro e na orquestra de Romeu Silva. Logo era um dos pianistas mais solicitados da cidade, ao lado de Carolina Cardoso de Menezes, Custódio de Mesquita e Romualdo Peixoto, o Nonô. Como compositor, teve parcerias com Bonfiglio de Oliveira "Carolina", gravada por Carlos Galhardo), Noel Rosa ( "Triste cuíca", cantada por Aracy de Almeida, "Não resta a menor dúvida", do filme "Alô Alô Carnaval" com Bando da Lua), Lamartine Babo ( "Seu abóbora", gravada por Carmen Miranda, "Madame do barril"), Adoniran Barbosa ( "Prova de carinho") e Luiz Gonzaga ( "A vida do viajante", "Baião da garoa", "Xaxado" na interpretação de com Quatro Ases e um Coringa). Mais tarde mudou-se para Belo Horizonte onde compôs a toada "Pé de manacá" em parceria com Marisa Pinto Coelho, que foi gravada por Isaura Garcia e se tornou sucesso internacional. Na década de 40 radicou-se em São Paulo, onde trabalhou por 26 anos na Rádio Record como pianista, arranjador e compositor. Teve muitos sucessos interpretados por Carmélia Alves, como "Me leva", "Sabiá lá na gaiola" e "Cabeça inchada". Seu filho Ronnie Cord fez sucesso durante a Jovem Guarda com uma composição do pai, o twist "Rua augusta". Também é de sua autoria a versão brasileira de "Biquíni de bolinha amarelinha" ("Itsy-Bitsy Teeny-Weeny Yellow Polka-Dot Bikini") Eclético, Hervé também compôs o samba-canção pré-bossa nova "Uma loira", sucesso na voz de Dick Farney em 1951. Em 1997 saiu o livro "Hervé Cordovil — Um Gênio da Música Popular Brasileira", de Maria do Carmo Passiago (Editora João Scortecci).

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- Francisco Alves, Hervé Cordovil e Orquestra no filme ALÔ ALÔ CARNAVAL



Dia 21.07 - Aniversário de nascimento do compositor, cantor e radialista SILVINO NETO (Silvério Silvino Neto) de 1913. Silvino era filho de Ernesto e Leonor Dutra Silvino. O garoto estudou no Ginásio do Estado. Formou-se no secundário aos 17 anos. Começou sua vida profissional em seguida, em 1930,como cantor de tangos, na Rádio Educadora Paulista (hoje Rádio Gazeta). Marcelo Tupinambá, grande maestro à época, o aconselhou e mudar de gênero. E ele iniciou sua carreira como`cantor de música nacional e compositor. Aí fez sucesso. Cantou com as orquestras de Gaó, Osvaldo Borba, e outros. E formou trio com: Alvarenga e Ranchinho, que se chamava: “Mosqueteiros da Garoa”. Em 1936, deixou sua carreira de cantor de músicas românticas, foi para o Rio de Janeiro e iniciou sua carreira como`humorista. Foi contratado pela Rádio Nacional, em 1938 e imitava os cantores: Carlos Galhardo, Arnaldo Pescuma e outros. Em 1940, ganhou grande fama criando`“Pimpinela”, que se tornou personagem fixo e apareceu nos programas: “A Pensão de Pimpinela”. “Aventuras de Pimpinela” e “ Pimpinela, Anestésio e o Telefone”. Quando o Estado Novo de Getúlio Vargas acabou, ele lançou o programa:`“Futebol Político”, onde imitava à perfeição: Getúlio Vargas, Ademar de Barros e outros. Silvino Neto ganhou muita fama como compositor. Muitas de suas músicas são cantadas até hoje. Citemos: “Adeus (Cinco letras que choram)” originalmente gravada por Francisco Alves, “Eu não te dou a chupeta” originalmente gravada pelas Irmãs Pagãs, ”Uma saudade a mais, uma esperança a menos” originalmente gravada por Orlando Silva, “Valsa dos namorados” originalmente gravada por Francisco Alves, “Fantasma da felicidade” originalmente gravada por Ângela Maria, “Saudade da saudade” originalmente gravada por Dircinha Batista e muitas outras. Suas músicas foram gravadas pelos principais cantores da época, tais como: Orlando Silva, Francisco Alves, Ângela Maria, Carlos Galhardo e outros. Em 1950, Silvino Neto candidatou-se a vereador pelo Rio de Janeiro e foi eleito como o mais votado. Ele continuou compondo, mas afastou-se do rádio. Ele foi casado por pouco tempo com Naja Siqueira Campos e eles tiveram o filho Paulo Silvino.

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- Depoimento gravado por ocasião dos 40 ANANOS DA RÁDIO NACIONAL
- Ficha dos programas Hotel da Pimpinela nas páginas do ACERVO
- Ficha dos programas Teatro Pulgueiro nas páginas do ACERVO
- Discografia 78 rpm de Silvino Neto no site COLLECTOR'S STUDIOS
- Ouça as composições de Silvino Neto na RÁDIO COLLECTOR'S MPB




Dia 23.07 - Falecimento da cantora e compositora ZEZÉ GONZAGA (Maria José Gonzaga) em 2008. Começou a cantar aos 13 anos em clubes e bailes do interior de Minas, onde nasceu. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1945, depois de ganhar nota máxima no programa de calouros de Ary Barroso, e passou a atuar como cantora do rádio, nas emissoras Mayrink Veiga, Rádio Clube do Brasil e Nacional, para onde foi em 1949 por intermédio de Paulo Tapajós. Foi do grupo As Moreninhas do Ritmo, com Bidu Reis e Odaléia Sodré. Em sua carreira solo, destacam-se os sucessos "Canção de Dalila" (Victor Young e Clímaco César) e "Óculos escuros" (Valzinho e Orestes Barbosa). A partir da segunda metade da década de 60, quando a bossa nova e o tropicalismo passaram a dominar o espaço das rádios, abriu uma agência de jingles, onde trabalhava como cantora e compositora. Fez algumas apresentações nos anos 80 com o grupo Cantoras do Rádio e em 1999 gravou o esmerado disco "Clássicas" ao lado de Jane Duboc, que traz de volta à cena uma das vozes mais bem-conservadas do Brasil.

Sucessos: A felicidade, Cafuné, Saia do caminho, Linda flor (ai! yoyô), Folhas mortas, Eu sei que vou te amar e É sempre o papai

Rara imagem em movimento de Zezé Gonzaga cantando "Linda Flor" de Henrique Vogeler, Luiz Peixoto e Marques Porto no filme "Chico Fumaça" de Victor Lima estrelado por Mazzaropi em 1957. Arranjos para orquestra de Radamés Gnattali.

Primeiros LP's (10 polegadas):

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Dia 24.07 - Aniversário de nascimento do compositor e violonista CÂNDIDO DAS NEVES "ÍNDIO" de 1899. Herdou a veia artística do pai Eduardo das Neves - célebre trovador e palhaço - um dos mais populares artistas do tempo em que os circos eram um dos divertimentos preferidos dos cariocas. Ainda criança interessou-se pelo violão, mas não teve apoio do pai que preferia que o filho se dedicasse ao piano ou violino, já que o instrumento preferido era considerado de “má fama”. Por determinação do pai entrou para o colégio interno que, àquela época, oferecia uma formação integral. Ao concluir o curso em 1920, dedicou-se, às escondidas, ao instrumento proibido. Pouco depois seu pai viria a falecer. Iniciou sua atividade artística como compositor, fazendo serestas pelas madrugadas do Rio de Janeiro, acompanhado por colegas, dentre os quais, Henrique de Melo Moraes (tio de Vinicius de Morais), Uriel Lourival, autor da célebre valsa "Mimi", entre outros. Cândido das Neves foi funcionário da Estrada de Ferro da Central do Brasil, mas, paralelamente, sua veia artística de compositor/seresteiro só estancou após sua morte. Muitas de suas composições tornaram-se sucessos após o seu falecimento, entre elas "Última estrofe", inicialmente gravada por Castro Barbosa e regravadas nas vozes de Orlando Silva, Vicente Celestino, Nelson Gonçalves e Silvio Caldas. Entre outras podemos citar também: "Noite cheia de estrelas", "Abismo de amor", "Dileta" ambas aqui interpretadas por Vicente Celestino e "Rapsodia de amor" na voz de Francisco Alves.

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Dia 25.07 - Aniversário de nascimento do compositor ALCEBÍADES BARCELOS (Alcebíades Maia Barcelos "Bide") de 1902. Já aos seis anos veio com sua família para o Rio indo residir no Estácio onde viveu a maior parte de sua vida. Exerceu o ofício de sapateiro até incorporar-se aos sambistas do Estácio, dentre eles Ismael Silva, Brancura, Baiaco e, depois, Benedito Lacerda. À exceção de Benedito, os sambistas do Estácio fundaram, em 1928, a primeira escola de samba, dando-lhe o nome de "Deixa Falar". Já nesse mesmo ano, teve sua primeira composição "A malandragem" gravada por Francisco Alves, que fez constar da etiqueta do disco apenas seu nome como autor, o que ele não era. Francisco Alves procurava os compositores do morro, como Ismael Silva e, neste caso, Alcebíades Barcelos propondo gravar seus sambas, participando como co-autor. No caso de "A malandragem" o nome de Alcebíades Barcelos só constou da partitura musical. Eles aceitavam porque Chico Alves já era um nome conhecido, com várias gravações, e o pessoal dos morros não teria oportunidade de gravar naquela época. Em 1934 já existiam outras escolas e Alcebíades Barcelos passou a desfilar pela "Recreio de Ramos". Foi nesse ano que sua primeira música com Armando Marçal, formando a dupla Bide-Marçal "estourou" no carnaval e ainda hoje é conhecida, tendo sido regravada por vários intérpretes: "Agora é cinza". Foi Alcebíades Barcelos quem "descobriu" Ataulfo Alves, com ele compondo "Você não sabe, amor", uma das primeiras gravações de Carlos Galhardo. A dupla Bide e Marçal gravou com todos os cantores da fase de ouro do rádio, como Galhardo, Francisco Alves, Orlando Silva, Sílvio Caldas. Compôs, normalmente, até o início dos anos 60, quando se aposentou, afastando-se de suas atividades. Em 1967 deu um depoimento no Museu da Imagem e do Som, registrando sua passagem por nossa música. Em 1973 deixou o Estácio, falecendo dois anos depois cego e paralítico (18 de março de 1975). Naquele tempo em que o rádio era o maior veículo de comunicação e onde as músicas se espalhavam por todo o país, seus compositores e cantores não enriqueciam, daí o triste fim de Alcebíades Barcelos, um dos grandes compositores da época. Os tempos eram outros. Hoje as escolas de Samba mandam no Carnaval. Texto por Norma Hauer

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- Orlando Silva canta "A primeira vez" no programa ENSAIO
- Discografia no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 26.07 - Aniversário de nascimento do compositor, jornalista, radialista e pesquisador de MPB FERNANDO LOBO (Fernando de Castro Lobo) de 1915. Nasceu em 1915, no Recife, de onde seguiu em 1939 para tentar ganhar a vida no Rio de Janeiro. Enfrenta dificuldades financeiras no Rio e retorna ao Nordeste. No final da década de 1940 fixa finalmente residência no Rio de Janeiro onde atua simultaneamente como radialista, jornalista (diretor da Rádio Tamoio, redator de O Cruzeiro, A Cigarra, etc) e compositor. No rádio produziu programas antológicos como "Campeonato de compositores", "Caricaturas", "Convite à música", "De tudo um pouco", "Dicionário Toddy", "Um compositor por semana", entre outros. Como compositor podemos citar os sucessos: "Chuvas de verão" gravada originalmente por Francisco Alves, "Nega maluca" composta com Evaldo Rui e gravada originalmente por Linda Batista, "Ninguém me ama" composta em parceria com Antônio Maria e gravada originalmente por Nora Ney, "Zum-Zum" e Paulo Soledade, gravada originalmente por Dalva de Oliveira, entre outras. Fernando é o pai do compositor Edu Lobo.

Tributo em LP 10 polegadas:

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- Programas produzidos por Fernando no ACERVO RADIOFÔNICO COLLECTOR'S
- Discografia 78 em fase de levantamento no ACERVO COLLECTOR'S





Dia 27.07 - Falecimento do cantor CARLOS GALHARDO (Catello Carlos Guagliardi) em 1985. Filho de pais italianos, nasceu na Argentina e veio ainda bebê para o Brasil, passando a infância no Rio de Janeiro. Na adolescência trabalhou como alfaiate, mas sempre gostou de cantar. Até que um dia, em 1932, foi ouvido por Francisco Alves, Mário Reis e Lamartine Babo em uma reunião social, e os músicos o aconselharam a tentar o rádio. Fez um teste cantando "Até amanhã", de Noel Rosa e foi contratado pela gravadora Victor. Gravou diversos discos de samba, principalmente de Assis Valente, de quem popularizou a música "Boas festas". Depois disso passou por diversas emissoras de rádio e tornou-se um dos quatro grandes cantores da era do rádio, ao lado de Orlando Silva, Silvio Caldas e Francisco Alves. Além das canções carnavalescas, Galhardo foi quem mais cantou temas de datas festivas, a exemplo:
  • "Boas festas", "Boneca de Papai Noel" (Ari Machado) e "Lá no céu" (Silvino Neto), "Não mudou o Natal" (Alcyr Pires Vermelho e Oswaldo Santiago) para o Natal;
  • "Bodas de prata" (Mário Rossi e Roberto Martins) para a celebração de mesmo nome;
  • "Mãezinha querida" (Getúlio Macedo e Lourival Faissal), "Imagem de mãe" (Othon Russo e José Nunes), "Dia das mães" (José Cenília e Lourival Faissal), "Aniversário de mãezinha" (Mário Biscardi e Newton Teixeira) e "Mamãezinha" (José Selma, Lourival Faissal e Maurício das Neves) para o Dia das Mães;
  • "Papai do meu coração" (Lindolfo Gaya e Osvaldo dos Santos) para o Dia dos Pais;
  • "Tempo de criança" (Ari Monteiro e Osvaldinho) para o Dia das Crianças;
  • "Subindo, vai subindo" (Osvaldo e Valfrido Siva), "Olha lá um balão" (Roberto Martins e Wilson Batista), "Balão do amor" (Armando Nunes e Geraldo Serafim) para as festas juninas;
  • "Valsa dos noivos" (Sivan Castelo Neto e José Roberto Medeiros), "Brinde aos noivos", "Valsa dos namorados" (Silvino Neto) para o Dia dos Namorados;
  • "Quarto centenário" (J. M. Alves e Mário Zan) para o aniversário de São Paulo;
  • "Dentro da lua" e "23 de abril" (ambas de Ari Monteiro e Roberto Martins) para o dia de São Jorge;
  • "Canção do trabalhador" (Ari Kerner) para o Dia do Trabalhador.
Participou de vários filmes e sua vendagem de discos de 78 rpm (cerca de 580 gravações) só foi menor do que a de Francisco Alves.

Primeiros LP's (10 polegadas):

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- Resumo biográfico no ICCA
- Carlos Galhardo é entrevistado em 1978 (1/4) na TVE RJ
- Carlos Galhardo é entrevistado em 1978 (2/4) na TVE RJ
- Carlos Galhardo é entrevistado em 1978 (3/4) na TVE RJ
- Carlos Galhardo é entrevistado em 1978 (4/4 incompleto) na TVE RJ
- Obra completa em discos 78 rpm no ACERVO COLLECTOR'S




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