Collector's
Studios Ltda.
::: Collector's ::: Rádio Collector's

Ouvintes online:
• Visualizar em 800 X 600 pixels • Internet Explorer ou Firefox
HOME NOSSA PROPOSTA O DISCO O RÁDIO NOTÍCIAS RECADASTRAMENTO FALE CONOSCO BUSCAS LOJA
     
Web Site




   Collector's Notícias Online - retrospectiva janeiro

     
Dia 01.01 - Comemora-se o aniversário de nascimento do jornalista e compositore DAVID NASSER de 1917. Paulista de Jaú, passou a infância em São Lourenço (MG) e aos 15 anos mudou-se para o Rio de Janeiro. Foi vendedor ambulante e ainda adolescente começou a trabalhar em jornais cariocas. Com cerca de 18 anos começou a compor músicas de carnaval, tendo entre seus principais parceiros Alcir Pires Vermelho, com quem fez "Canta, Brasil", gravado por Francisco Alves, de quem era amigo, em 1941 e "Esmagando rosas", entre outras. Já em 1939 duas estrelas do rádio gravaram composições suas: Aracy de Almeida ("Chorei quando o dia clareou", com Nelson Teixeira — embora se diga que a música seja em verdade de autoria de Francisco Modesto, e que Nasser a teria comprado) e Carmen Miranda ("Candeeiro", com Kid Pepe). Um de seus maiores sucessos, a marchinha "Nega do cabelo duro" (com Rubens Soares), teve sua primeira interpretação registrada pelos Anjos do Inferno, para o carnaval de 1942. Outros grandes êxitos foram "Tudo em vão" (com Roberto Martins) na voz de Nelson Gonçalves, "A valsa de Maria" na voz de Nelson Gonçalves, "Algodão" na voz de Sílvio Caldas, "Mãe Maria" na voz de Nelson Gonçalves (as três com Custódio Mesquita), "Coroa de Rei" na voz de Dircinha Batista, "Serpentina" na voz de Nelson Gonçalves (ambas com Haroldo Lobo), "Carlos Gardel" (com Herivelto Martins) na voz de Nelson Gonçalves, "A normalista" (com Benedito Lacerda) na voz de Nelson Gonçalves, "Confete" (com Jota Júnior) na voz de Francisco Alves e o "Baião da Penha" (com Guio de Moraes), gravado em épocas diferentes por Luiz Gonzaga ("O Sanfoneiro do Povo de Deus", 1968), Caetano Veloso ("Circuladô", 1991) e Gilberto Gil ("Eu, Tu, Eles", 2000). Depois de trabalhar em O Jornal e dez anos como plantonista do jornal O Globo ao lado do então fotógrafo Ibrahim Sued — o que lhe dava familiaridade com o quotidiano boêmio da cidade — transferiu-se para a revista "O Cruzeiro", onde fez história a partir de 1944 por suas reportagens ao lado do fotógrafo Jean Mazon. Teve atuação marcante escrevendo também sobre política durante o Estado Novo. Depois de quase 30 anos trabalhando em empresas dos Diários Associados, passou algum tempo desligado do jornalismo, dedicando-se a uma fazenda de sua propriedade, onde criava gado leiteiro e extraía madeira. Mais tarde, recebeu um convite e foi para a revista "Manchete", onde assinava uma coluna. Escreveu livros sobre grandes figuras da música brasileira, como "A Vida Trepidante de Carmen Miranda" e "Chico Viola".

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA



Dia 03.01 - Falecimento do cantor e compositor ALCIDES GERARDI (João Alcides Gerardi) em 1978. Nasceu em Porto Alegre, mas ainda criança mudou-se para o Rio de Janeiro. Trabalhou no comércio ao lado do pai até 1935, quando começou a carreira de cantor, como crooner numa orquestra de dancing. Em 1939, participou do grupo Namorados ao Luar como vocalista. Nesse mesmo ano, realizou uma gravação particular do samba "Não faça vontade a ela", de Nelson Cavaquinho. Dois anos depois, formou o conjunto Os Três Marrecos, com Marília Batista e Henrique, irmão da cantora, de curta duração. Em 1944, atuou como crooner da orquestra de danças de Simon Bountman e foi convidado para trabalhar na Rádio Transmissora. Seu primeiro disco comercial foi lançado pela Odeon em 1946, trazendo a música "Lourdes" (George Brasse e Mário Rossi). Três anos mais tarde foi contratado pela Rádio Tupi, onde permaneceu até 53, quando foi para a disputada Rádio Nacional. Gravou dezenas de discos, especialmente na Odeon e na CBS, e foi também letrista de canções como "Filha do coronel" (com Irani de Oliveira), tendo parceiros como Ernani Campos e Othon Russo. Obteve grande êxito com gravações como as de "Antonico" (Ismael Silva), "Brotinho maluco" (Aníbal Cruz), "Cabecinha no ombro" (Paulo Borges), "Saudades do passado", "Você é que pensa", "Só resta uma lágrima", "Castelo de areia" (Geraldo Jacques, Isaías Freitas e Meirinha), "E eu sem maria" (Dorival Caymmi e Alcyr Pires Vermelho), entre outras. Alcides morreu por complicações decorrentes de um acidente de carro, quando voltava de um show pela Via Dutra.

Primeiros LP's (10 polegadas):

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA



Dia 04.01 - Aniversário de nascimento do cantor, compositor e ator RUY REY (Domingos Zeminian) de 1915. Começou como crooner no conjunto dos Irmãos Copia, em São Paulo, onde nasceu. Foi contratado pela Rádio Tupi (SP) atuando também no cabaré OK, com a Orquestra de J. França. Em 1944, foi para o Rio de Janeiro, trabalhando como cantor da Rádio Nacional, conseguindo o horário de meio-dia e meia, logo após o programa de Francisco Alves de grande audiência, conseguindo projetar seu nome. A primeira gravação de Ruy Rey como cantor foi "Dor de um coração", fox (José Augusto Gil) Ruy Rey com Garoto (violão) e Carolina (piano), disco Victor 80-0222-a de 21ago1944. Em 1946 passou a gravar na Continental, iniciando com "No mientas", nova versão de "Gilka", de Dante Santoro. A primeira gravação de Ruy Rey e Sua Orquestra foi "La Reina", rumba (Rutinaldo - Ruy Rey) Ruy Rey e Sua Orquestra com "Rosita", rumba (Rutinaldo - Ruy Rey) Ruy Rey e Sua Orquestra, disco Continental 16081 lançado em jul-set1949. Mas foi em 1948, quando ele teve a idéia de formar a Ruy Rey e sua Orquestra, especialista em ritmos latinos, que sua carreira deslanchou. No mesmo ano, teve a sorte de estourar com a marchinha carnavalesca, “A mulata é a tal” (João de Barro e Antônio Almeida), apesar de nada ter a ver com a "latinidad" que o celebrizou. O sucesso o animou a adaptar sua orquestra aos ritmos brasileiros, como o samba e a marchinha, durante o carnaval. Fora dessa época, cantava mais em espanhol. Em 1949, gravou sua primeira composição, “Nana” (com Rutinaldo Silva), mas antes disso já havia gravado “La Bamba”, dez anos antes da versão clássica de Ritchie Vallens. Atuou em filmes da Atlântida, como “Carnaval no fogo” (1949), “Aviso aos navegantes” (1950), “O petróleo é nosso” (1954), dirigidos por Watson Macedo e "Garotas e Samba" (1957). Nos anos 50, rivalizou com o espanhol Gregorio Barrios a preferência dos brasileiros nas interpretações de boleros e canções latinoamericanas. Celebrizou-se com as versões da rumba “Zé Betum”, os mambos “Cao Cao Mani Picão”, “Mambo Jambo”, o porro “Cubanita Chiquietita”, o chá-chá-chá “Torero”, os boleros “Camino Verde” e “Ansiedad”, além de “Bailando la guaracha”. Em 1968, desfez sua orquestra e retirou-se da cena artística. Apesar de ter sua própria orquestra ele continuou gravando com várias orquestras e conjuntos, só se fixando com sua orquestra em 1950.

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Ruy Rey canta "Mercê" no filme AVISO AOS NAVEGANTES de 1950
- Ruy Rey canta "Seu Romeu que sorte a sua" no filme GAROTAS E SAMBA
- Ruy Rey canta "Cola no corpo" no filme É DE CHUÁ de 1958




Dia 05.01 - Comemora-se o aniversário de nascimento da cantora CARMEN COSTA (Carmelita Madriaga) de 1920. Natural do interior do estado do Rio de Janeiro, foi para a capital aos 15 anos e se empregou como doméstica na casa de Francisco Alves. Começou a fazer coros em gravações de nomes famosos da MPB e a frequentar os programas de calouros. Em 1937 adotou o nome Carmen Costa por sugestão do compositor Henricão, com quem formou uma dupla que passou a se apresentar em feiras pelo país. A carreira solo começou em 1942, quando lançou pela Victor a valsa "Está chegando a hora", versão feita por Henricão e Rubens Campos de uma música mexicana ("Cielito Lindo"), que se tornou um sucesso no carnaval daquele ano e de todos os carnavais seguintes. Logo a seguir, gravou "Xamego", de Luiz Gonzaga, sendo uma das primeiras a gravar o compositor. A partir de 1954, baixou os tons de suas músicas e adotou um estilo coloquial de interpretação. Participou de filmes brasileiros e lançou outro sucesso carnavalesco que se tornou eterno: "Cachaça" (Mirabeau, H. Lobato, L. Castro e Marinósio Filho). Além desse, teve outros êxitos com "Marambaia (Só vendo que beleza)" (Henricão e Rubens Campos), "Jarro da saudade" (Mirabeau, G. Blota e D. Barbosa), "Quase" (Mirabeau e Jorge Gonçalves) e "Eu sou a outra" (Ricardo Galeno). Em 62, participou do lendário concerto de bossa nova no Carneggie Hall, em Los Angeles. Nessa época, dividiu-se entre o Brasil e os Estados Unidos. Depois que voltou definitivamente ao Brasil, gravou outros discos e fez shows por todo o país. Em 1996 lançou o CD "Tantos Caminhos".

Primeiros LP's (10 polegadas):

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Carmen Costa canta "Drama da favela" no filme DEPOIS EU CONTO



Dia 05.01 - Comemora-se o aniversário de nascimento do compositor HUMBERTO TEIXEIRA de 1915. Cearense de Iguatu, começou a estudar música cedo, aprendendo flauta e mais tarde bandolim. Ainda adolescente, começou a editar composições (a primeira foi "Miss Hermengarda", aos 13 anos, composta em homenagem a uma concorrente de um dos primeiros concursos de beleza realizados no Ceará), e no início dos anos 30 radicou-se no Rio de Janeiro, com o objetivo de estudar medicina. Na então capital federal, continuou compondo regularmente e tendo suas músicas editadas. Em 1934 foi um dos vencedores de um concurso de marchas de carnaval, ao lado de Ary Barroso, Ari Kerner e outros compositores de tarimba. Acabou desistindo da medicina e optando pelo direito, profissão em que se formou em 1943, exercendo a advocacia e a música simultaneamente. Em 1945 conheceu o parceiro que o celebrizaria, o Rei do Baião Luiz Gonzaga. Feita a dupla, trataram de divulgar maciçamente os ritmos nordestinos, em especial o baião, suprindo uma lacuna mercadológica então existente. Por esse motivo Humberto Teixeira ficou conhecido como o "doutor do baião". Sua primeira composição com Gonzaga gravada foi justamente "Baião", pelo grupo Quatro Ases e Um Coringa. A partir de então uma série de grandes sucessos sucedeu-se: "Qui nem jiló" na voz e Marlene e Os Cariocas, "Baião de dois" na voz de Emilinha Borba, "Assum preto" na voz de Luiz Gonzaga, "No meu pé de serra" na voz de Luiz Gonzaga e, especialmente, "Asa branca". Apesar de ser conhecido como "letrista" de Luiz Gonzaga, Humberto também tem composições só suas, como o baião "Kalu", grande sucesso na voz de Dalva de Oliveira. Outros parceiros foram Sivuca (com quem compôs "Adeus, Maria Fulô", que teve leitura psicodélica feita pelos Mutantes em 1968), seu cunhado Lauro Maia ("Deus me perdoe" na voz de Cyro Monteiro, "Só uma louca não vê" na voz de Orlando Silva, "Poema imortal") também na voz de Orlando Silva e Lírio Panicalli ("Sinfonia do café" na voz de Déo). Em 1950 foi eleito deputado federal em seu estado natal, e entre seus projetos políticos destaca-se o que incentivava turnês de divulgação da música brasileira no exterior. Também figurou na diretoria da União Brasileira de Compositores (UBC) e lutou politicamente pelos direitos autorais.

O homem que engarrafava nuvens é um documentário brasileiro lançado em 2009, dirigido por Lírio Ferreira. Este documentário conta a trajetória do compositor Humberto Teixeira, parceiro de Luiz Gonzaga, que juntos foram os responsáveis pela popularização do Baião na cultura nacional. Produzido pela filha Denise Dumont, conta com depoimentos, entre outros, de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Bebel Gilberto, Daniel Filho, Elba Ramalho, Otto e David Byrne (Talking Heads).

Tributos em LP's 10 polegadas:

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Humberto Teixeira no ACERVO RADIOFÔNICO COLLECTOR'S



Dia 05.01 - Falecimento do compositor, arranjador e pianista LAURO MAIA (Lauro Maia Teles) em 1950. Nascido em Fortaleza, desde cedo se interessou pela música folclórica de sua terra, realizando diversas pesquisa sobre o tema. Foi o primeiro a tentar urbanizar ritmos locais com o lançamento do balanceio ("Marcha do balanceio", gravada por Joel e Gaúcho, "Tão fácil, tão bom", interpretada pelos Vocalistas Tropicais em meados da década de 40). No começo da década de 40, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde tocou em cassinos da cidade. Sua primeira composição, “Eu vi um leão”, de 1942, foi gravada pelo grupo Quatro Ases e Um Curinga, que só viria a fazer sucesso dois anos depois, com outra marcha do músico: “Trem de ferro”. Com o cunhado Humberto Teixeira, compôs “Só uma louca não vê”, sucesso na voz de Orlando Silva, em 1945. Após sua morte, em 1950, suas músicas continuaram sendo gravadas e fazendo sucesso – Carmélia Alves gravou “Trem ô lá lá”, outra parceria com Humberto Teixeira. Com Raul de Barros e Violeta Cavalcanti, o choro “Faísca”. Até João Gilberto andou gravando suas canções, como em “Trem de ferro”, interpretada pelo baiano em 1961.

Perfil: A Música na Vida de Lauro Maia. Programa produzido pelo
Núcleo de Documentários da TV Assembleia Ceará.


Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Antigos clippings no BANCO DE MATÉRIAS COLLECTOR'S



Dia 05.01 - Falecimento do cantor e compositor PARAGUASSU (Roque Ricciardi) em 1976. Filho de imigrantes italianos, nasceu e foi criado no bairro do Brás, em São Paulo. Aprendeu a tocar violão com um vizinho e logo se tornou um seresteiro famoso na região. Aos 14 anos se apresentava em um café e foi convidado para participar de um espetáculo no circo Spinelli. Na década de 20 fez gravações para a Casa Edison e ingressou em 1924 na Rádio Educadora Paulista, passando depois ao elenco da Columbia, onde trabalhou com o maestro Gaó. No período na Columbia gravou cerca de 150 músicas. Fez sucesso cantando modinhas, serestas e toadas sertanejas, como "Luar do sertão" (Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco), "Triste caboclo", "Lamentos" (Catulo da Paixão Cearense), "Tristezas do Jeca" (Angelino de Oliveira). Participou da Série Caipira de Cornélio Pires, em que gravou, sob o pseudônimo Maracajá, "A encruziada" (Angelino de Oliveira) e "Cantando o aboio" (Angelino de Oliveira e Cornélio Pires). Seu último grande sucesso foi a modinha "Perdão, Emilia" (J.H. Silva e Juca Pedaço), de 1945.

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA



Dia 08.01 - Comemora-se o aniversário de nascimento do compositor e pianista ALCYR PIRES VERMELHO de 1906. Mineiro de Muriaé, aprendeu piano cedo e trabalhou como pianista de cinema em sua cidade natal. Também tocava em festas e bailes, até que foi transferido para Carangola (MG), depois de aprovado em um concurso. Nessa cidade, organizou uma orquestra. Morou em outras localidades mineiras, inclusive Ubá, onde conheceu Ary Barroso. Em 1929 mudou-se para o Rio de Janeiro, travando amizade com Lamartine Babo, parceiro em sua primeira composição de carnaval, "Dá cá o pé, loura" (1933). Passou a tocar em casas noturnas e na Rádio Clube, até que em 1935 estourou seu primeiro grande sucesso, "O tic tac do meu coração" (com Walfrido Silva), na voz de Carmen Miranda. Carmen foi também a intérprete de "Paris" (com Alberto Ribeiro), marcha dedicada à seleção brasileira de futebol que partia para a Copa do Mundo de 1938, na França. "Paris" foi regravada por Elba Ramalho em 1998, por ocasião da segunda Copa realizada na França, e usada uma propaganda televisiva de chinelos. Com Ary Barroso, João de Barro, Lamartine Babo, Nazareno de Brito, Davi Nasser, Alberto Ribeiro, Jair Amorim, Pedro Caetano e outros, foi autor de grandes sucessos como "A casta Susana" gravada por Déo, "Alma dos violinos" gravada por Moraes Neto, "Canta, Brasil!" gravada por Francisco Alves, "Dama das camélias" gravada por Francisco Alves, "Decadência de Pierrot" gravada pelos Irmãos Tapajós, "Esmagando rosas" gravada por Francisco Alves, "Está com sono vai dormir" gravada por Heleninha Costa, "Helena, vem me buscar" gravada por Castro Barbosa, "Laura" gravada por Jorge Goulart, "Mangueira em férias" gravada por Nuno Roland, "Mulher carinhosa demais" gravada pelos 4 Azes e 1 Coringa, "Onde o céu azul é mais azul" gravada por Francisco Alves, "Rio dos meus amores" gravada por Carlos Galhardo, "Roda de fogo" gravada por Mário Reis, "Sandália de prata" gravada por Francisco Alves, entre outras.

Alcyr Pires Vermelho e Jane Moraes em gravação no programa Ensaio de 1991

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Documentário sobre Alcyr Pires Vermelho na RÁDIO BATUTA DO IMS
- Revista Nosso Patrimônio no alcyrvermelho.blogspot.com



Dia 08.01 - Falecimento da cantora ARACI CORTES (Zilda de Carvalho Espíndola) em 1985. Filha de um chorão e vizinha de Pixinguinha na infância no Rio de Janeiro, adotou o nome artístico quando foi trabalhar no teatro de revista, nos anos 20. Foi uma das primeiras estrelas da música brasileira e interpretou em primeira mão composições de Ary Barroso, Benedito Lacerda e Assis Valente, entre outros, se apresentando até com os Oito Batutas, conjunto de Pixinguinha. O primeiro disco saiu em 1925 e poucos anos depois teve enorme sucesso com o samba "Jura", de Sinhô. Foi a primeira estrela de revista a excursionar no exterior, em 1933. Entre as décadas de 1950 e 1960 se afastou do meio artístico, voltando em 1965 no espetáculo "Rosa de Ouro", que rendeu dois LPs. Em 1984 foram lançados um LP e um livro comemorativos de seus 80 anos.

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Obra em discos 78 rpm 100% restaurada pelo ACERVO COLLECTOR'S



Dia 08.01 - Comemora-se o aniversário de nascimento do baterista, percussionista e compositor LUCIANO PERRONE de 1908. Um dos mais importantes bateristas brasileiros do século XX, começou sua vivência musical como cantor lírico, aos 5 anos. Filho do maestro Luís Perrone e da pianista Noêmia Perrone, aos 9 anos experimentou um momento de glória, ao ser o único menino a contracenar com o famoso tenor italiano Enrico Caruso quando este veio ao Brasil, em 1917. No ano seguinte abandonou os estudos de bel canto por causa da morte do pai, vítima da epidemia de gripe espanhola no Rio de Janeiro. Em 1922 trabalhou na dublagem do filme "O Garoto", de Charlie Chaplin, interpretando Jackie Coogan ao vivo nas sessões do cine Odeon. Nesta mesma ocasião substituiu o baterista da orquestra do cinema, produzindo efeitos sonoros, e passou a atuar como percussionista e baterista. Atuou em diversas orquestras, tocando em shows, cinemas, cassinos e gravações. Notabilizou-se em 1927, quando inovou na batida de samba, em gravações da Odeon com a orquestra de Simon Bountman. A partir de então, construiu uma sólida carreira como baterista. Tocou com grandes nomes do rádio e na década de 30 conheceu Radamés Gnatalli, com quem estabeleceu sólida relação por mais de 50 anos, refletida até mesmo em músicas compostas em parceria, como "Ritmo de Samba na Cidade". Em 1963 lançou o disco "Batucada Fantástica" acompanhado pelo conjunto Ritmistas Brasileiros, com exemplos percussivos de diversos ritmos brasileiros, como maracatu, baião, maxixe, afoxé e, claro, samba. Tocou nas rádios Nacional e MEC e foi timpanista da Orquestra Sinfônica Nacional, além de integrante da Orquestra Radamés Gnattali e do Sexteto Radamés Gnattali. Aposentou-se em 1968, mas ainda em 72 gravou "Batucada Fantástica Vol. 3"

Quinteto Radamés Gnatalli 'O trenzinho do caipira' (TVE 1986 - Luciano Perrone na bateria) Radamés Gnattali piano, Chiquinho acordeon, Zé Meneses guitarra, Zeca Assumpção baixo, Luciano Perrone bateria.

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA



Dia 10.01 - Aniversário de nascimento do cantor e compositor DEO (Ferjalla Rizkalla) de 1914. Trabalhava como comerciante até 1932, quando conheceu o maestro Gaó e fez um teste para a Rádio Cruzeiro do Sul de São Paulo. Ficou como cantor de tango por alguns anos e depois mudou o repertório para samba. Em 1936 lançou o primeiro disco e gravou músicas de carnaval. Dois anos depois foi para o Rio de Janeiro pelas mãos de Ary Barroso e gravou uma série de discos pela Odeon. Gravou vários sambas e músicas de carnaval de sucesso, sendo mais conhecida a sua interpretação de "Até parece que eu sou da Bahia" (Roberto Martins e J. Batista). Também se destacam em seu repertório "Sinto lágrimas" (Aloísio Silva Araújo e Francisco Malfitano), "Um amor que passou" (Adoniran Barbosa e Eratóstenes Frazão) e "A casta Suzana" (Ary Barroso e Alcir Pires Vermelho), sucesso do carnaval de 1939. Era conhecido no meio artístico como "O ditador dos sucessos".

Primeiro LP (10 polegadas):

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Obra em discos 78 rpm semi digitalizada no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 10.01 - Comemora-se o aniversário de nascimento do compositor, revistógrafo, humorista, radialista e produtor LAMARTINE BABO (Lamartine de Azeredo Babo) de 1904. Carioca, nasceu em uma família amante da música, o que o ajudou a se tornar um dos mais importantes compositores do Brasil. Chegou a compor algumas operetas e peças de teor sacro na juventude, quando trabalhava como office boy e frequentava as galerias do Teatro Municipal. Nos anos 20 saía com blocos de carnaval, e passou a colaborar com diversos pseudônimos em revistas satíricas e humorísticas, graças à sua capacidade de fazer trocadilhos e piadas. Ingressou no rádio em 1929, fazendo sketches e contando piadas, e no ano seguinte estreou seu próprio programa, Horas Lamartinescas. Na década de 30 compôs as marchinhas de carnaval mais populares até hoje: "A-E-I-O-U" (Lamartine Babo e Noel Rosa) gravada originalmente pelo próprio Lamartine Babo, "Canção pra inglês ver" gravada originalmente pelo próprio Lamartine Babo, "Cantores de rádio" (Lamartine Babo, João de Barro e Alberto Ribeiro) gravada originalmente por Carmen Miranda e Aurora Miranda, "Chegou a hora da fogueira" gravada originalmente por Carmen Miranda, "Grau dez" (Ary Barroso e Lamartine Babo) gravada originalmente por Francisco Alves e Lamartine Babo, "Hino do Carnaval Brasileiro" gravada originalmente por Almirante, "História do Brasil" gravada originalmente por Almirante, "Isto é lá com Santo Antônio" gravada originalmente por Carmen Miranda e Mário Reis, "Linda morena" gravada originalmente por Mário Reis e Lamartine Babo, "Marchinha do grande galo" (Lamartine Babo e Paulo Barbosa) gravada originalmente por Almirante, "O teu cabelo não nega" (Lamartine Babo e Irmãos Valença) gravada originalmente por Castro Barbosa e "Uma andorinha não faz verão" (Lamartine Babo e João de Barro) gravada originalmente por Alvinho. Sua produção é vastíssima no gênero em que foi mestre, mas Lalá (como era conhecido) também fez obras-primas no samba, como "A tua vida é um segredo" gravada originalmente por Mário Reis, "Eu sonhei que tu estavas tão linda" (Lamartine Babo e Francisco Mattoso) gravada originalmente por Francisco Alves, "Lua cor de prata" gravada originalmente por Zezinho, "No Rancho Fundo" (Lamartine Babo e Ary Barroso) gravada originalmente por Elisa Coelho, "Serra da Boa Esperança" gravada originalmente por Francisco Alves, "Só dando com uma pedra nela" gravada originalmente pelo próprio Lamartine Babo e Mário Reis e "Voltei a cantar" gravada originalmente por Mário Reis. Além disso, Lamartine, que tinha uma forma caricata de cantar acompanhando-se num trombone de boca, compôs hinos para os principais times de futebol cariocas: de seu América de coração aos hinos do Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco.

Primeiros LP's (10 polegadas):

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Almirante e Babo cantam "As armas e os barões" no filme ALÔ ALÔ CARNAVAL
- Homenagem a Lamartine Babo pela RÁDIO BATUTA do IMS.
- Informações detalhadas e relação de sucessos no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 11.01 - Falecimento do cantor AUGUSTO CALHEIROS em 1956. Alagoano, era integrante do grupo Turunas da Mauricéia, formado em Recife e que contava também com Luperce Miranda. Os Turunas participaram da "invasão nordestina" que tomou conta do cenário musical carioca na segunda metade da década de 1920. Executando peças típicas como emboladas e baiões, os grupos que vinham do Nordeste exerceram crucial influência no que se produzia na então capital. O grupo terminou em 1929, e Calheiros permanece atuando em rádios, gravações e teatros. Como solista, trabalhou na Casa do Caboclo, de espetáculos regionais, e gravou para a Casa Edison canções sertanejas na década de 1930. Depois passou a contratado Victor, onde gravava também sambas e valsas. Ao todo, deixou 80 discos de 78 rpm, tendo sido o último em 1955, pouco antes da sua morte. Entre seus sucessos estão "Mané fogueteiro" (João de Barro), "Chuá, chuá" (Sá Pereira, Ari Pavão e Marques Porto), "Garoto da rua" (René Bittencourt), "Grande mágoa" (Clóvis Santos), "Audiência divina" (Guilherme de Brito), "Na praia" (Raul Moraes), "Saudade do meu norte" (com Arthur Goulart) e "Caboclo vingador" (Arthur Goulart e José Colombo).

Primeiro LP (10 polegadas):

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Obra completa em discos 78 rpm restaurada no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 11.01 - Falecimento do cantor JOÃO PETRA DE BARROS em 1948. Começou cantando, no início dos anos 30, no Programa Casé, na Rádio Philips. Em pouco tempo, conquistou fama por ter um timbre parecido com o de Francisco Alves, grande ídolo do rádio na época. Passou a ser chamado de "A voz de 18 quilates". Era figura constante em rodas de samba, juntamente com Noel Rosa, Luís Barbosa e Custódio Mesquita. Com eles e outros personagens de nossa música popular brasileira, entre os quais, Chico Alves, Benedito Lacerda, Lamartine Babo e outros, frequentava o famoso "Café da uma hora", situado no nº 476 da Rua São Francisco Xavier, zona norte do Rio de Janeiro. Entre suas gravações de maior sucesso estão o samba-canção de Custódio Mesquita "Palacete de malandro", o fox "Cantor de rádio", o samba "Caixa Econômica" gravado em dueto com Luís Barbosa, o samba "Feitiço da Vila" gravado em dueto com Noel Rosa, "Flor do lodo", "Santo Antônio amigo" e "Ninon". Foi também o responsável, em 1934, pelo lançamento da música "Linda pequena" de João de Barro e Noel Rosa, primeira versão da marcha "As pastorinhas" gravada no ano seguinte por Silvio Caldas.

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Obra em discos 78 rpm semi digitalizada no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 12.01 - Falecimento do compositor e instrumentista JOÃO DA BAIANA (João Machado Guedes) em 1974. Nasceu no Rio de Janeiro, em uma família baiana de 12 irmãos, em que era o mais novo. Na infância frequentou as rodas de samba e macumba que aconteciam clandestinamente nos terreiros cariocas. Participou de blocos carnavalescos e é tido como o introdutor do pandeiro no samba. Teve por muito tempo um emprego fixo não relacionado a música, tendo inclusive recusado, em 1922, viajar com Pixinguinha e os Oito Batutas para não perder o posto de fiscal da Marinha. A partir de 1923 passou a compor e a gravar em programas de rádio, e em 1928 foi contratado como ritmista. Além do pandeiros, sua especialidade era o prato e faca, popular nas gravações da época. Algumas de suas composições da época foram "Pelo amor da mulata", "Mulher cruel" por Almirante e o Pessoal da Velha Guarda, "Pedindo vingança" e "O futuro é uma caveira". Integrou alguns dos pioneiros grupos profissionais de samba, entre eles o Conjunto dos Moles, Grupo do Louro, Grupo da Guarda Velha e Diabos do Céu. Participou da famosa gravação organizada por Heitor Villa-Lobos a bordo do navio "Uruguai" em 1940, para o disco "Native Brazilian Music", do maestro Leopold Stokowski, com sua música "Ke-ke-re-ké". Na década de 50 voltou a se apresentar nos shows do Grupo da Velha Guarda organizados por Almirante, e continuou compondo até a década de 70. Em 1968 gravou com Pixinguinha e Clementina de Jesus o histórico LP "Gente da Antiga", produzido por Hermínio Bello de Carvalho, onde lançou, entre outras, as ancestrais "Cabide de Molambo" e "Batuque na Cozinha", depois regravada por Martinho da Vila.

CONVERSA DE BOTEQUIM COM JOÃO DA BAIANA. Um curta metragem de Luiz Carlos Lacerda. Participação de Donga e Pixinguinha.

Primeiro LP (10 polegadas):

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Pixinguinha, Baden Powell e João da Baiana interpretam LAMENTO
- Curta metragem CONVERSA DE BOTEQUIM COM JOÃO DA BAIANA



Dia 13.01 - Falecimento do cantor e compositor ARNALDO PESCUMA em 1968. Sua carreira artística iniciou em 1920, como cantor de ópera, atuando como tenor em uma companhia que se apresentou no Recife e em Aracaju. Continuou atuando em São Paulo durante os anos 1920. Em 1929, lançou pela Columbia seu primeiro disco com o samba "Gueixinha", de José de Freitas. Em 1930, estreou na gravadora Victor com o registro da evocação "Destino da caravana", de De Guerreiro e da canção "Sonho chinês", de L. A . Calvillo e May Cardoso. Em 1931, gravou os fox-trotes "Na ilha encantada", de sua autoria e Vicente de Lima e "A canção de Paris", de Whiting, para a qual fez uma versão. Em 1934, passou a gravar na Odeon e no ano seguinte cantou a marcha de sua autoria, "Muita gente tem falado de você", no filme "Alô, Alô, Brasil", dirigido por João de Barro e Alberto Ribeiro, acompanhado pelo conjunto “Os Quatro Diabos”, que com ele passou a chamar-se "Os Cinco Diabos". Dentre suas gravações, destacam-se as que fez com Januário de Oliveira, das quais destaca-se "Mulatinha da caserna" (Martins Grau e Capitão Furtado) e "Paulistinha querida" (Ary Barroso), ambas premiadas no carnaval. Entre tantos títulos e homenagens que recebeu, o poeta Guilherme de Almeida o cognominou de "O Rouxinol Brasileiro"; em 1932, ao lado de César Ladeira, foi o arauto musical da revolução constitucionalista, chamado por todos de "o menino de ouro"; teve seu nome dado a uma Praça no Tremembé; tendo se transformado num ídolo e num sucesso absoluto, reconhecido internacionalmente, em todos os setores da sua vida artística.

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA


Dia 14.01 - Falecimento do cantor, compositor, radialista, locutor e apresentador CÉSAR DE ALENCAR (Hermelindo César Matos de Alencar) em 1990. Nascido em Fortaleza, Ceará. Com sua voz e estilo cativantes, foi campeão de audiência no rádio por mais de 15 anos, popularizando, no Brasil, fórmulas que faziam sucesso nos Estados Unidos, como a parada de sucessos, em Parada dos maiorais, e o programa de calouros, em Cantinho dos novos. Formado em Letras, mudou-se de Fortaleza para o Rio de Janeiro (1939) e no mesmo ano foi trabalhar na Rádio Clube do Brasil. Convidado por Renato Murce para fazer um programa diário como locutor, logo iniciou uma carreira de sucesso. Criou com enorme sucesso, o primeiro concurso de músicas de carnaval (1942), ao lado de Herivelto Martins, Benedito Lacerda e Francisco Alves. Contratado pela Rádio Nacional (1945), passou a trabalhar em locuções comerciais e narrações, além de participar em pontas em novelas radiofônicas, tendo atuado nas novelas Feche a porta do destino e Uma sombra. Criou um programa César de Alencar, onde se apresentavam as grandes estrelas das duas décadas seguintes. Entre as inovações que trouxe para o rádio brasileiro estava a entrevista ao vivo por telefone, recurso usado até hoje. Entre os principais sucessos gravados em discos 78 rpm podemos citar os seguintes: "A coisa", "Casadinhos" com participação de Marlene, "Está fazendo um ano" com participação de Heleninha Costa, "Fale na orelhinha de cá" com participação de Heleninha Costa, "Há sinceridade nisso?", "Iaiá dos oio grande", "Marcha da fofoca", "Me dá me dá" com participação de Heleninha Costa e "O diabo é esquisito". Fez a transição para a TV logo nos primeiros momentos da TV Tupi (1950), embora nunca conseguisse alcançar o sucesso de seus programas de rádio. Liderou também um jingle intitulado Show do Voto Livre com as músicas: "Vamos Jangar (lado A)" com a participação de Jorge Veiga, Dircinha Batista, Luiz Vieira, Altamiro Carrilho e "Vamos Jangar (lado B)" com a participação de Elizete Cardoso, Ivon Curi, Isaurinha Garcia, Conjunto Farropilha que o Brasil inteiro cantou em 1960 e foi responsável pela eleição de João Goulart à Vice-Presidência da República. Sua imagem histórica ficou inteiramente desgastada após o Golpe Militar (1964), quando foi acusado de delatar colegas de profissão que se opunham ao novo governo ditador. Afastou-se da Nacional (1964-1976), ao ser acusado de perseguir os colegas de rádio que não apoiaram a Revolução de 31 de março, até que foi escolhido para assistente da superintendência da Radiobrás (1976), empresa criada para centralizar as emissoras oficiais, entre elas, a própria Nacional. Morreu no Rio de Janeiro e, lamentavelmente, hoje vem sendo lembrado mais por sua colaboração com os órgãos de repressão a partir do golpe militar do que por seus feitos no rádio.

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Depoimento de César de Alencar para a série 40 ANOS DA RÁDIO NACIONAL
- Coletânea de quadros do PROGRAMA CÉSAR DE ALENCAR



Dia 14.01 - Comemora-se o aniversário de nascimento do produtor, ator e humorista LAURO BORGES (Laurentino Borges Saes) de 1901. Lauro Borges nasceu no bairro Santa Efigênia, na capital paulista. Junto com outro grande humorista e cantor, Castro Barbosa, Lauro criou um dos programas mais marcantes do humorismo radiofônico nacional. O "PRK-30", que fez a alegria do povo brasileiro por vinte anos, de 1944 a 1964. O que pouca gente sabe é que a primeira profissão de Borges foi ser jogador de futebol. Em 1919 vai para o Palmeiras. No período de 1927 a 1931 joga no Botafogo e no Flamengo, com o apelido de Saes Meia Dúzia. Lauro deixou o futebol em 1931. Em 1937 no Programa Casé conhece seu parceiro, Castro Barbosa, no humorístico "Só Rindo". O programa era produzido por um grande fã e incentivador da dupla, Renato Murce. Lauro e Castro trabalharam ainda no humorístico "PRK-20", embrião da "PRK-30". A "PRK-30" estreou na Rádio Mayrink Veiga em 1944, mas Castro só se junta a Lauro em 1945, substituindo o humorista Pinto Filho. Estava formada a maior dupla cômica do rádio brasileiro. Otelo Trigueiro (Borges) e Megatério Nababo de Alicerce (Barbosa). Eles se transformam em um grande sucesso do rádio até 1959 passando pelas estações Mayrink Veiga e Nacional. Em 1961, Castro Barbosa deixa a parceria com Lauro Borges sendo substituído por Daniel Guimarães. Dessa data até 1964, Lauro e Daniel apresentaram a "PRK-30" pela TV Paulista em São Paulo e TV Rio, no Rio de Janeiro. Faleceu em 11 de junho de 1967.

Mais...
- Texto de Marco Santos no blog de Isabella Saes, MENTE INQUIETA
- Relação de áudios no ACERVO RADIOFÔNICO COLLECTOR'S



Dia 14.01 - Comemora-se o aniversário da cantora e compositora LOLITA RIOS (Judite Monteiro Coimbra) de 1922. Transferiu-se de Recife para o Rio de Janeiro, com sua família, em 1927. Irmã da também cantora Cynara Rios, estudou canto - erudito inicialmente, e depois popular - , desde os 17 anos, com Alda Pereira Pinto. Em 1948, iniciou sua carreira, cantando no rádio. Participou de programas na Rádio Nacional e na Rádio Tupi, do Rio de Janeiro. Nessa época, integrou, como crooner, a orquestra do maestro Fon-Fon, com a qual excursionou pela Europa e Oriente Médio. Gravou seu primeiro disco em 1953, com a música "Vinte e sete de setembro", de Ari Monteiro e Irani de Oliveira. Em 1954, lançou o "Baião do paxá", também de Ari Monteiro e Irani de Oliveira, e "Um de nós dois", samba de Ari Monteiro, Arnaldo Moreira e Anselmo Peixoto. Trabalhou, ainda, para a TV e em boates cariocas (Night and Day, Casablanca, Drink e Arpège). Gravou um LP pela gravadora Audience com boleros famosos, como "Besame mucho", "Perfidia", "Quizas, quizas, quizas" e "Dos almas". Fez também várias excursões à Argentina e compôs "Marcha do toureiro", em 1974.

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA


Dia 16.01 - Falecimento aa cantora CARMINHA MASCARENHAS (Cármina Allegretti) em 2012. Nasceu em Muzambi-nho (MG). Descendente de italianos, mudou-se com a família para São Paulo, quando tinha ainda poucos meses de idade e, mais tarde, foi morar em Poços de Caldas. Formou-se professora primária. Começou a cantar no coral da Igreja Matriz de Poços de Caldas, destacando-se pela voz de contralto. Interessou-se pela música popular, acompanhada pelo pai e pelo tio ao violão. Casou-se com o pianista Raul Mascarenhas, com quem teve um filho, o saxofonista Raul Mascarenhas Jr, que foi casado com a cantora Fafá de Belém, casamento do qual nasceu Mariana, também cantora. Em 1955, gravou na Copacabana seu primeiro disco interpretando o samba-canção "Folha caída" e o samba "Nossos caminhos divergem", de Hervé Cordovil e Nei Machado. Ainda nesse ano foi eleita, juntamente com Silvinha Telles, Cantora Revelação do Ano e contratada para fazer parte do elenco da Rádio Nacional, estreando na emissora no programa "Nada além de 2 minutos", produzido por Paulo Roberto. Teve uma participação no filme "Quem Sabe, Sabe" de 1956 com a música "Toada do beijo" de Nestor Campos e Sílvio Viana. Entre seus principais sucessos podemos citar:

(1963) Meu sonho não morreu / Canção do olhar amado
(1963) Patrimônio da garoa / Aurora
(1962) Brigamos com o amor / Nós e o mar
(1961) Per omnia, saecula saeculorum, amen / Ciúme, teu mal
(1961) A doce vida/Dor de cotovelo
(1960) Esquece / Samba no céu
(1959) Dormir...sonhar/Carinho e amor
(1958) Comigo não! / Era uma vez
(1957) Deixa o Nonô trabalhar / Não volto mais
(1957) Um dia verás... / Maldade
(1957) Eu sou mais Conceição / Copo d'água
(1956) Sonho / Toada do beijo
(1956) Agarradinha / Sorrir
(1956) Espinita / Problema meu
(1955) Que diabo mandou" / Outro adeus


Em 2001, depois de reclusa em sua casa de Teresópolis por vários anos, atuou ao lado de Ellen de Lima, Carmélia Alves e Violeta Cavalcanti no espetáculo "As Cantoras do Rádio: Estão voltando as flores", com roteiro e direção de Ricardo Cravo Albin.

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Carminha canta "Toada do Beijo" no filme QUEM SABE, SABE de 1956



Dia 16.01 - Falecimento do compositor, cantor e radialista GORDURINHA (Waldeck Artur Macedo) em 1969. Começou a trabalhar na Rádio Sociedade da Bahia aos 16 anos. Foi lá que ganhou o apelido Gordurinha, uma ironia, já que na época era notadamente magro. Desde o início chamou a atenção por sua capacidade humorística, fazendo piadas e sátiras de quaisquer situações. Fez fama como humorista de rádio, e também trabalhou em uma companhia teatral, com a qual viajou por todo o país. Essa fama fez com que seu talento de compositor fosse subestimado. Nos anos 40 tentou a sorte no Rio de Janeiro, mas, não obtendo o mesmo sucesso que em Salvador, resolveu ir para Recife, onde atuou nas rádios locais. Disposto a tentar a vida no Rio mais uma vez, conseguiu entrar para a Rádio Nacional em 1952. Nas décadas de 50 e 60 gravou seus cinco discos, onde cantava suas músicas humorísticas acompanhado por orquestras. Entre seus maiores sucessos (alguns não assinados por ele) estão "Chiclete com banana", "Súplica cearense", "Baiano burro nasce morto", "Baiano não é palhaço", "Orora analfabeta", "Mambo da cantareira" e "Vendedor de caranguejo". Algumas de suas músicas foram regravadas depois de sua morte com grande êxito, como "Chiclete com banana", presente no disco "Expresso 2222" de Gilberto Gil, e "Vendedor de caranguejo", também gravada por Gil em "Quanta".

Cena do filme "Titio não é sopa", onde o compositor baiano Gordurinha interpreta a música "Baiano Burro Nasce Morto" ao lado do humorista Mário Tupinambá.

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA


Dia 16.01 - Comemora-se o aniversário de nascimento do cantor e compositor JORGE GOULART (Jorge Neves Barros) de 1926. Carioca, iniciou sua carreira como crooner, cantando em casas noturnas do Rio de Janeiro, principalmente composições de Custódio Mesquita. Participava de programas na Rádio Tupi e em 1945 lançou seu primeiro 78 rotações: "A Volta" e "Paciência, coração", duas canções de Benedito Lacerda e Aldo Cabral. O primeiro sucesso foi "Xangô", de Ary Barroso e Fernando Lobo, e graças a ele assinou contrato com a Rádio Tupi. Depois de ter passado uma temporada em Porto Alegre, voltou ao Rio e gravou "Miss Mangueira" (Wilson Batista e Antônio Almeida) e "Balzaquiana" (Wilson Batista e Nássara), sucessos dos carnavais de 1950 e 51. Entrou para a Rádio Nacional, lá permanecendo por 15 anos. Outros de seus sucessos foram "Mundo de zinco" (Wilson Batista e Nássara), "A voz do morro" (Zé Kéti), "Samba fantástico" (José Toledo, Jean Mazon, L. Autuori e P.M. Campos), "Laura" (João de Barro e Alcir P. Vermelho), "Mané fogueteiro" (João de Barro), "Couro de gato" (Grande Otelo, Rubens Silva e Popó) e "Joga a chave, meu amor" (J.R. Kelly e J. Rui). Casado com a cantora Nora Ney, foi um dos grandes divulgadores das músicas de sambistas de escolas de samba, como Zé Kéti, Candeia e Elton Medeiros. Participou de filmes como "Rio 40 graus" (Nelson Pereira dos Santos) e "Aviso aos navegantes", de Watson Macedo. Nos anos 50 e 60 esteve em diversos países como Rússia e China, fazendo shows, incentivado pela política do então presidente Juscelino Kubitschek de aproximação entre o Brasil e os países do leste europeu. Nas décadas de 70 e 80 se apresentou no Brasil em espetáculos montados em teatros e casas noturnas.

Primeiro LP (10 polegadas):

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Gorge Goulart canta "O último" no filme MULHERES A VISTA



Dia 16.01 - Falecimento do regente, arranjador, pianista, professor e compositor LEO PERACCHI em 1993. Mestre da instrumentação moderna brasileira, Leo Peracchi nasceu em São Paulo, em 30.9.1911, primeiro filho de Memore e Ada Peracchi. Seu pai foi professor de música e diretor do Conservatório Benedetto Marcello, depois Conservatório Carlos Gomes. Teve quatro irmãos, três dos quais também musicistas (Henriqueta Elda, pianista, Eldo, violoncelista e Gemma Rina, pianista e professora do conservatório Carlos Gomes e Tina, secretária e estenografa). Formou-se em piano e composição em 1927, no conservatório do pai, onde, ainda de calças curtas, dava aula de teoria e solfejo.

Primeiros LP's (10 polegadas):

Mais...
- Site sobre Leo Peracchi no SESC SÃO PAULO
- Informações diversas no ACERVO RADIOFÔNICO COLLECTOR'S



Dia 17.01 - Falecimento do compositor, cantor, escritor, cineasta, empresário artístico e produtor de discos CORNÉLIO PIRES em 1958. Escreveu o primeiro livro de versos em 1910. Alguns anos mais tarde começou a promover conferências sobre o folclore caipira e sertanejo, divulgando a arte do interior e trazendo interesse acadêmico para a área. Escreveu mais livros de versos e contos, alguns dos quais foram adaptados para o cinema. Na década de 20 viajou pelo Brasil filmando imagens para o documentário "Brasil Pitoresco". Fundou um selo independente para gravar a "Série Caipira Cornélio Pires", com participações de artistas caipiras cantando e contando anedotas. Inaugurou com isso o mercado para a música sertaneja. Com dezenas de livros, almanaques e revistas publicados, foi um dos maiores divulgadores do folclore paulista.

Série Caipira "Cornélio Pires" - Columbia - Maio de 1929:

Ivan Vilela fala sobre Cornélio Pires

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Ivan Vilela fala sobre CORNÉLIO PIRES
- A “Série Vermelha” de Cornélio Píres por DIOGO DE SOUZA BRITO



Dia 18.01 - Comemora-se o aniversário de nascimento da cantora HELENINHA COSTA (Helena Costa) de 1924. Considerada uma das integrantes do primeiro time de cantoras da Rádio Nacional. Iniciou sua carreira artística aos 14 anos, na Rádio Clube de Santos (1938) e chegou as rádios Record e Bandeirantes, já na capital paulista. Gravou seu primeiro 78 rpm (1940) pela Columbia, com a marcha "Sortes de São João", de Osvaldo Santiago e Alcir Pires Vermelho, e o samba "Apesar da goteira do quarto", de Pedro Caetano e Alcir Pires Vermelho. De volta ao Rio de Janeiro (1943), ainda na Columbia gravou seu primeiro grande sucesso "Exaltação à Bahia", um samba de Chianca de Garcia e Vicente Paiva. Aceitou (1945) o convite de César Ladeira para cantar na Rádio Mayrink Veiga, que depois a levou para a Rádio Nacional (1947), onde atuou no programa Música do Coração. Entre os principais sucessos da cantora, estão o bolero "Afinal", de Luís Bittencourt e Ismael Neto, o samba "Ginga", de Sá Roris e o baião "Não Interessa, Não!", de Luís Bittencourt e José Meneses. Gravou apenas dois LPs, Heleninha Costa (Copacabana, 1958) e Canta Heleninha Costa (Todamérica, 1960). Foi bailarina no Cassino da Urca e no Cassino Quintandinha na década de 40. Casou-se (1953) com Ismael Neto, fundador do conjunto Os Cariocas.

Primeiro LP (10 polegadas):

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Compre o vinil de Heleninha Costa da série OS ÍDOLOS DO RÁDIO




Dia 20.01 - Comemora-se o aniversário de nascimento do clarinetista, arranjador, regente e compositor K-XIMBINHO (Sebastião de Barros) de 1917. Nasceu em Taipu (RN), e lá começou a tocar clarineta. Mais tarde mudou-se para Natal, onde entrou em um conjunto de jazz. Também tocou saxofone e requinta. Em 1938 passou a integrar a Orquestra Tabajara de Severino Araújo, e quatro anos mais tarde radicou-se no Rio de Janeiro, desligando-se da orquestra. Tocou em outras orquestras na década de 40, e foi também músico de estúdio, acompanhando cantores. Por volta de 1946 voltou a ingressar na Tabajara, que foi a primeira a gravar uma composição de sua autoria, o clássico choro "Sonoroso". Depois de estudar teoria musical com o maestro Koellreuter e tocar em boates, fez uma turnê pela Europa, na década de 50. De volta ao Brasil, trabalhou como arranjador na Odeon e na TV Globo. Outras de suas composições também se tornaram clássicos do choro, como "Eu quero é sossego", "Saudades de um clarinete" e "Gilka".

Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo interpreta VELHOS COMPANHEIROS (K-Ximbinho) com solo de clarinete por Michel Moraes, regência de Fábio Prado e arranjo de Rodrigo Morte.

Primeiro LP (10 polegadas):

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Solo de Michel Moraes em "Velhos Companheiros" na JAZZ SINFÔNICA SP
- Programa "K-Ximbinho e Julie Joy" no ACERVO RADIOFÔNICO COLLECTOR'S




Dia 21.01 - Comemora-se o aniversário de nascimento do compositor e instrumentista PETERPAN (José Fernandes de Paula) de 1911. Nasceu em Maceió AL. Mudou-se para o Rio de Janeiro aos 11 anos e, a partir do final da década de 1930, dedicou-se à composição, principalmente de músicas de Carnaval. Em 1940 obteve sucesso com a valsa "Última inspiração", gravada por João Petra de Barros. Ainda em 1940, Francisco Alves gravou sua composição "Fiz um samba", que ele assinou como José Borba, usando o sobrenome da mulher, Xezira Borba (artisticamente Nena Robledo), irmã de Emilinha Borba. Também assinou músicas como José Fernandes. Em 1945, "Eu quero é sambar" (com Alberto Ribeiro), foi um dos destaques do Carnaval, na voz de Dircinha Batista. Dois anos depois, Emilinha Borba lançou com sucesso o samba "Se queres saber". Em 1950, "Já vi tudo" (com Amadeu Veloso) foi gravado em dupla por Emilinha Borba e Marlene, desfazendo boatos de rivalidade entre as duas cantoras da Rádio Nacional. No ano seguinte, o conjunto Quatro Ases e Um Curinga lançou a "Marcha do caracol" (com Afonso Teixeira). Ainda em 1951, Dóris Monteiro estreou em disco, na Todamérica, com "Se você se importasse", outro êxito de meio-de-ano. Em 1983, "Marcha do caracol" e "Se queres saber" foram incluídas na série Quem ama não mata, da TV Globo.

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA



Dia 22.01 - Falecimento do compositor, instrumentista e regente ZEQUINHA DE ABREU (José Gomes de Abreu) em 1935. Paulista de Santa Rita do Passa Quatro, passou a infância e adolescência participando e organizando atividades musicais em sua cidade. Em 1917, durante um baile, apresentou, sem maiores pretensões, um choro e ficou surpreso com a reação entusiasmada dos pares de dança. Batizou a música de “Tico-Tico no farelo”, mas, como já existia um choro com mesmo nome na época (composto por Américo Jacomino), resolveu pôr “Tico-Tico no fubá”. Apesar da estreia calorosa, o choro só seria gravado quatorze anos depois, pela Orquestra Colbaz, dirigida pelo maestro Gaó. Interpretada por dezenas de artistas, tornou-se um dos maiores sucessos da música neste século, inclusive no exterior. Na década de 40, “Tico-Tico no fubá” fez parte da trilha sonora de cinco filmes nos EUA – “Alô Amigos”, “A Filha do Comandante”, “Escola de Sereias”, “Kansas City Kity” e “Copacabana”, neste último, o choro (que ganhou letra de Eurico Barreiros, em 1931) foi cantado por Carmen Miranda. É do fim da década de 10, outro grande clássico e que mais tarde também se tornaria um dos sucessos do compositor – a valsa “Branca”, inspirada e composta de improviso em homenagem a Branca Barreto, filha do chefe da estação ferroviária de sua cidade. Suas músicas seguiram sendo gravadas, principalmente por Lúcio Alves, que cantou “Pé de elefante”, “Rosa desfolhada” (ambas em parceria com Dino Castelo) e “Aurora” (com Salvador Morais) na voz de Gastão Formenti, "Amor imortal" (com Braguinha) na voz de Francisco Alves. Em 1952, dezessete anos após sua morte, os cineastas Fernando de Barros e Adolfo Celi homenagearam o compositor com o documentário “Tico-Tico no fubá”.

Tributos em LP's 10 polegadas:

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- História romanceada de sua vida no filme TICO-TICO NO FUBÁ
- Zequinha de Abreu no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 24.01 - Falecimento do compositor FRANCISCO MALFITANO em 2011. Ainda garoto já tocava no grupo de seu tio, o clarinetista Alfredinho. Aos 15 anos começou a compor, fazendo música para o grupo de escoteiros do qual participava. Estudou com o maestro Antão de Oliveira, mas só tocava de ouvido. Em 1936, transferiu-se para São Paulo, como redator de textos de publicidade, na Rádio Record. Iniciou a carreira de compositor em 1937, quando, em parceria com Aluísio Silva Araújo, lançou diversas músicas. Os sambas "Onde vais, Guiomar?" e "Sinto lágrimas" foram gravados por Deo, sendo este último um dos maiores sucessos de sua carreira. Em 1938, foi premiado pela Broadcast Music Inc. por suas versões para duas músicas italianas "Vivere" e "Torna", grandes sucessos na voz de Tito Schipa, denominadas "Teu viver" e "Volta, minha querida", na versão brasileira gravada pelo cantor Cândido Botelho. Nesse mesmo ano, Sílvio Caldas lançou com sucesso o samba-canção "Mentes ao meu coração". Em 1939, compôs com Frazão o samba "Vais te cansar", gravado por Aracy de Almeida, e a marcha "Quem é essa morena?", gravada por Nílton Paz, na Columbia. Em 1940, os Anjos do Inferno, a seu convite, estrearam na Columbia gravando "Bahia, oi... Bahia" e "Duas chaves". Neste mesmo ano, lançou com Zilá Fonseca as marchas "A charanga do Oscar" e "Pigmalião". Em 1941, deixou a Rádio Record e começou a trabalhar como representante de Walt Disney no Brasil. Lançou ainda para o carnaval as marchas "Princesinha", registrada por Deo, na Odeon, e "A voz do povo", grande sucesso na voz de Orlando Silva. Em 1943, dedicou-se ao comércio e aos poucos foi abandonando a carreira artística. Em 1946, compôs "Desenho animado", sucesso infantil baseado no seu trabalho com Walt Disney. Em 1975, Paulinho da Viola gravou, no LP "Memórias Cantando", o samba-canção "Mente ao meu coração". Em 2007, seu samba "Mente ao meu coração" foi gravado pela cantora Maria Rita no CD "Samba meu".

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA



Dia 25.01 - Comemora-se o aniversário de nascimento do compositor MILTON DE OLIVEIRA de 1916. Foi a 25 de janeiro de 1916, que nasceu, aqui no Rio de Janeiro, o compositor MILTON DE OLIVEIRA, que, formando dupla com Haroldo Lobo, venceu vários carnavais, quando o "povão" brincava de verdade. Como todo menino pobre começou a trabalhar bem cedo, em uma tipografia e, apenas com 16 anos, era revisor do jornal "A Nação". Nesse mesmo ano compôs seu primeiro samba (não gravado) e em seguida teve sua primeira gravação: "És louca", na voz de Jaime Vogeler. Jaime Vogeler, bastante conhecido na época, não chegou marcar muito o repertório de nossa música. Em 1937 compôs dois sambas , ambos com Max Bulhões", que "estouraram" pela voz de Patrício Teixeira: "Não tenho lágrimas" e "Sabiá laranjeira". O sucesso de "Não tenho lágrimas" foi tão grande, que Nat "King" Cole, quando aqui esteve o gravou em um "português" cheio de sotaque. Mas foi sua parceria com Haroldo Lobo que o transformou em um dos campeões do carnaval. Haroldo fez parceria com Milton de Oliveira na maior parte de suas composições, como: "Juro", "Índio quer apito", "A mulher do padeiro", "Clube dos Barrigudos"... Ele gostava de fazer melodias sobre bichos, daí ter composto "O passarinho do relógio", quando surgiram os primeiros relógios com o Cuco; "Passo do canguru", "Miau miau" e "Tem galinha no bonde", todas gravadas por Aracy de Almeida. O bonde, veículo popular em sua época, ainda serviu de tema para "O bonde do horário já passou" e "A mulher do padeiro", que "Viajava só no bonde de alegria". Sem fugir dos transportes, compôs, "Oito em pé". Esta música surgiu porque na época passou a ser permitido que os ônibus levassem oito passageiros em pé. Hoje pode parecer inconcebível, mas nos ônibus não era permitido que os passageiros viajassem "em pé" até que um decreto permitiu que viajassem oito em pé. Em 1939 Carlos Galhardo obteve sucesso no carnaval com dois sambas da dupla Milton de Oliveira e Haroldo Lobo: "Sonho lindo" e "Não pode ser". No molde de um conhecido tango argentino, Milton e Haroldo compuseram "Porteiro, suba e veja", que teve uma resposta: "O porteiro subiu". Ambos gravados por Patrício Teixeira. Em 1942, além de "A mulher do padeiro" lançou "A mulher do leiteiro", ambos gravados por Araci de Almeida, a cantora que mais gravou músicas da dupla. Muitos anos depois da morte de Haroldo Lobo, que não chegou a ver o sucesso (em 1942) do samba "P'ra seu governo" este foi gravado, em um LP, por Beth Carvalho em 1970. ~ Texto de Norma Hauer

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA



Dia 27.01 - Falecimento do compositor e cantor J. CASCATA (Álvaro Nunes) em 1961. Nasceu no Rio de Janeiro, em uma família ligada à música, que desde criança lhe colocou o apelido Cascata. Começou a tocar violão aos dez anos, e aos 16 entrou em um grupo como cantor, ao lado, entre outros, de Valzinho e Luís Bittencourt. Interessado em aprofundar-se no estudo do violão, foi ter aulas com um professor, trabalhando como jogador de futebol para pagar as aulas. A partir do final da década de 20 passou a compor regularmente, principalmente músicas de carnaval. Frequentava rodas de samba ao lado de Lamartine Babo, Ary Barroso e Noel Rosa e em 1931 estreou em um programa na Rádio Cajuti. Em seguida transferiu-se para outras emissoras e na Philips conheceu Leonel Azevedo, que se tornaria seu grande parceiro. Em meados dos anos 1930 decidiu adotar o nome artístico J. Cascata, e por essa época teve suas primeiras composições gravadas por Orlando Silva, Silvio Caldas e Luís Barbosa. Este último lançou um de seus maiores sucessos, "Minha palhoça", aqui também gravado por Silvio Caldas. Orlando Silva foi responsável por grandes êxitos da dupla Leonel Azevedo e J. Cascata, como "Lábios que beijei" e "Juramento falso", além de interpretar músicas só de Cascata, como "Lágrimas de homem" e "Não serás feliz". Na década de 50 participou do Conjunto da Velha Guarda organizado por Almirante, e no fim da vida foi assistente de direção da gravadora Sinter.

Tributos e participações em LP's de 10 polegadas:

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Documentário sobre J. Cascata na RÁDIO BATUTA DO IMS



Dia 27.01 - Comemora-se o aniversário de nascimento do compositor, arranjador regente e pianista RADAMÉS GNATTALI de 1906. Um dos personagens que mais naturalmente circularam entre os universos popular e erudito na música, Radamés Gnattali é uma figura-chave para se entender as tênues fronteiras que envolvem a música brasileira. Filho de uma pianista gaúcha e de um imigrante italiano radicado em Porto Alegre, foi envolvido desde cedo pela paixão que os pais nutriam pela ópera, que se refletiu nos nomes dos três filhos do casal: Radamés, Aída e Ernâni, todos personagens de óperas de Verdi. Aprendeu piano com a mãe e aos 9 anos ganhou um prêmio por sua atuação como regente de uma orquestra infantil, que tocou arranjos feitos por ele. Aos 14 entrou para o Conservatório de Porto Alegre para estudar piano, e acabou dominando também a viola. Já por essa época freqüentava blocos de carnaval e grupos de seresteiros boêmios, para os quais, na impossibilidade de levar o piano, aprendeu a tocar cavaquinho. Até se formar no conservatório, estudava para ser concertista e tocava em cinemas e bailes para se sustentar. Em 1924, recém-formado, foi para o Rio de Janeiro se apresentar no Teatro Municipal, executando um concerto de Tchaikovski sob regência de Francisco Braga. Nessa viagem conheceu o compositor Ernesto Nazareth, e passou os dois anos seguintes entre Porto Alegre e Rio, sempre trabalhando com música erudita. Em sua cidade natal montou um quarteto de cordas e com ele viajou por todo o estado, o que fortaleceu sua base para a orquestração. No início dos anos 30 radicou-se definitivamente no Rio de Janeiro, onde se deu sua estréia como compositor, com a apresentação de "Rapsódia Brasileira", interpretada pela pianista Dora Bevilacqua. Por essa época, em face às dificuldades com a carreira de concertista, resolveu investir no mercado da música popular. Foi contratado por orquestras que animavam bailes, festas e programas de rádio. Em 1934 passou a ser o orquestrador da gravadora Victor e dois anos depois participou da inauguração da Rádio Nacional. Lá Radamés atuou como pianista, solista, maestro, compositor, arranjador, usando sua bagagem erudita no trato com a música popular. Permaneceu na Rádio Nacional por 30 anos e criou arranjos antológicos, como "Lábios que Beijei" (J. Cascata/ Leonel Azevedo), gravado por Orlando Silva em 1937, e "Aquarela do Brasil" (Ary Barroso), em 1939. Em 1943 criou a Orquestra Brasileira de Radamés Gnattali, que tocava os arranjos do maestro no programa Um Milhão de Melodias, dando um colorido brasileiro aos sucessos estrangeiros. Para isso, Radamés passou a usar os instrumentos da orquestra de forma percussiva, conseguindo efeitos até então inéditos. O programa foi também o primeiro a prestar homenagens a compositores como Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga e Zequinha de Abreu. Enquanto atuou no rádio não deixou de lado as carreiras de pianista, concertista e compositor. Compôs concertos e peças sinfônicas executadas ao redor do mundo. Em 1960 viajou à Europa com o Sexteto Radamés Gnattali, grupo derivado do Quarteto Continental, criado na Rádio Continental em 1949. O Sexteto era formado por Radamés, Aída Gnattali (piano), Chiquinho do Acordeom, Zé Menezes (guitarra), Pedro Vidal Ramos (baixo) e Luciano Perrone (percussão). Nos anos 60 foi contratado pela TV Globo, onde trabalhou durante 11 anos como arranjador, compositor e regente. Foi peça fundamental no movimento de redescoberta do choro ocorrido na década de 70, atuando como incentivador e mestre de jovens instrumentistas como Raphael Rabello, Joel Nascimento, Maurício Carrilho, a Camerata Carioca, e estimulando releituras de Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e outros mestres do choro. Em 1983, recebeu o prêmio Shell na categoria música erudita, concedido por unanimidade, ocasião em que foi homenageado com um concerto no Teatro Municipal, que contou com a participação da Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro, do Duo Assad e da Camerata Carioca.

Primeiros LP's de carreira. 10 polegadas:

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA



Dia 27.01 - Comemora-se o aniversário de nascimento do compositor e instrumentista WALDIR AZEVEDO de 1923. Foi quem mais contribuiu para a divulgação do choro nos anos 50. Compositor dos clássicos "Brasileirinho", "Pedacinhos do céu" e o baião "Delicado", que alcançou enorme sucesso nos Estados Unidos na versão do maestro Percy Faith, entre muitos outros choros. Criado nos subúrbios do Rio de Janeiro, aprendeu flauta, violão e cavaquinho na infância. Mais tarde trabalhou na companhia de energia Light, emprego que abandonou em 1945 para ocupar a vaga de cavaquinho no regional de Dilermando Reis, na Rádio Clube do Brasil. No final de 1949 lançou o disco que continha "Brasileirinho", um enorme sucesso comercial em todo o mundo. Azevedo excursionou pela Europa, Japão e Estados Unidos tocando suas músicas. Algumas dessas turnês eram bancadas pelo Itamaraty, numa iniciativa de divulgar a música brasileira. Com mais de 20 LPs gravados, mudou-se para Brasília em 1971, onde viveu até a sua morte.

Primeiro LP (10 polegadas):

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Site oficial com vídeos, fotos, discografia, etc: CANTINHO DO WALDIR



Dia 29.01 - Comemora-se o aniversário de nascimento do compositor ROBERTO MARTINS de 1909. Do período de 1930 até a metade de 1950, Roberto Martins inclui-se entre os compositores mais gravados. Carlos Galhardo, Gilberto Alves, Orlando Silva, Aracy de Almeida e Francisco Alves somam inúmeros registros entre sambas e valsas. A obra de Roberto é também vasta de gêneros, significando sucessos como valsas, sambas, fox-trotes, choros e marchas, isto é, músicas de carnaval e de meio-de-ano, como a definição recorrente de então. Considerado um dos bambas nas composições carnavalescas, Roberto Martins é autor das marchas "Cadê Zazá" (com Ari Monteiro), "Pedreiro Valdemar" (com Wilson Batista), "A sinfonia dos tamancos", "Marcha dos gafanhotos" (com Frazão), e dos sambas "Meu consolo é você" (com Nássara), "Adeus mocidade" (com Benedito Lacerda) e "Cai-cai", este um samba-batucada, gravado pela dupla Joel e Gaúcho e sucesso do Carnaval de 1940. Entre os parceiros de Roberto Martins podemos listar Ataulfo Alves, Mário Lago, Orestes Barbosa, Mário Rossi, Radamés Gnattali, Alcebíades Barcelos, Frazão, Wilson Batista, Antonio Almeida, Benedito Lacerda, Cristóvão de Alencar, Lamartine Babo, Alberto Ribeiro e Valfrido Silva.

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA



Dia 30.01 - Comemora-se o aniversário de nascimento do cantor e compositor HERIVELTO MARTINS (Herivelto de Oliveira Martins) de 1912. Nascido no distrito de Rodeio (RJ) (atual Engenheiro Paulo de Frontin), com três anos de idade já podia ser visto declamando versos escritos pelo pai, Félix Martins, agente ferroviário e agitador cultural da região. Em 1917 mudou-se com a família para Barra do Piraí (RJ), onde começou a atuar em peças teatrais e dedilhar os primeiros acordes no violão e no cavaquinho. É de 1921 o seu primeiro samba, "Nunca mais", que não chegou a ser gravado. Trabalhou como vendedor, ajudante de contabilidade e até tentou excursionar pelo país organizando um show de circo, mas foi proibido pela polícia. Quando completou 18 anos fugiu para o Rio de Janeiro para morar com o irmão Hedelaci, onde trabalhou numa barbearia no morro de São Carlos, berço dos sambistas do Estácio. Se enturmou de cara com os compositores da escola, principalmente com José Luís da Costa, o Príncipe Pretinho, que o apresentou a J.B de Carvalho, que viria a ser o seu primeiro parceiro em "Da cor do meu violão", gravada pelo Conjunto Tupi. Formou dupla com Francisco Sena, que seria apelidada como Dupla Preto Branco, gravando três canções – "Preto e branco", "Quatro horas" e "Vamos soltar balão". Com a morte de Sena, em 1935, passou a ter um novo parceiro, Nilo Chagas. Suas canções saíram do anonimato nas vozes de Silvio Caldas (que gravou a marcha "Samaritana") e de Aracy de Almeida ("Pedindo a São João"). Na época, se apaixonou por uma jovem intérprete de 19 anos, que cantava na Companhia Pascoal Segreto: Dalva de Oliveira. Casou-se com Dalva em 1937 e formou com ela e com Nilo Chagas o Trio de Ouro. Durante as décadas de 40 e 50, no auge da carreira, compôs clássicos, como "Praça onze" na voz de Castro Barbosa e Trio de Ouro, "Isaura" na voz de Francisco Alves, "A Lapa" na voz de Francisco Alves, "Caminhemos" na voz de Francisco Alves, "Atiraste uma pedra" na voz de Nelson Gonçalves, "Negro telefone" com o Trio de Ouro. O samba "Ave Maria do morro", de 1942, interpretada pelo Trio de Outo, para muitos a sua maior canção, causou ao mesmo tempo ódio e paixão – no Brasil foi condenado como sacrilégio pelo cardeal Sebastião Leme e na Europa adotado como canção religiosa. O tumultuado casamento com Dalva, que terminou no fim da década de 40, contribuiu, ironicamente, para um grande duelo entre os compositores e intérpretes da época. Por causa da briga conjugal, que se tornou pública, houve uma racha no meio artístico. Ao lado de Herivelto, ficaram Lupicínio Rodrigues ("Vingança"), Nelson Cavaquinho ("Palhaço") e Wilson Batista ("Calúnia)". Com Dalva, Ataulfo Alves ("Errei, sim"), Marino Pinto e Mário Rossi ("Abajur lilás") e J. Piedade e Osvaldo Martins ("Tudo acabado"). Acaram todos fazendo sucesso e se divertindo por causa dos tabefes musicais trocados pelo casal. O Trio de Ouro seguiu com outras formações até terminar em 1957. O compositor passou a se apresentar em alguns festivais e a dirigir grupos de sambas. Em 1971 foi eleito presidente do Sindicato de Compositores do Rio de Janeiro, mas foi impedido pela ditadura militar de tomar posse, acusado de subversivo. Em 1992, alguns meses antes de sua morte, foi lançada a biografia "Herivelto Martins: uma escola de samba" (Ensaio Editora), dos jornalistas Jonas Vieira e Natalício Norberto.

Participação do compositor no programa Ensaio, dirigido por Fernando Faro em 1990, para a TV Cultura. Totalmente à vontade, Herivelto Martins alterna entrevista com música.

Primeiro e único LP 10 polegadas com o Trio de Ouro:

Tributos em LP's 10 polegadas:

Mais...
- Resumo biográfico no ICCA
- Herivelto alterna entrevista com música no programa Ensaio da TV CULTURA
- Documentário sobre Herivelto Martins na RÁDIO BATUTA DO IMS




NEWSLETTER
Collector's Notícias
Assine e receba
informações por e-mail

C O L L E C T O R' S
Tablóides Collector's
Clipping 80's 90's
Notícias Online


09.2012 / 08.2012 / 07.2012 / 06.2012 / 12.2011 / 11.2011 / até 08.2011

CALENDÁRIO
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro

FONTES
Clique Music
ICCA
IMMB
IMS
Arquivo Nirez





Copyright © 1997 - 2016 - Collector's Studios de Restauração de Áudios Ltda. Todos os direitos reservados.
Caixa Postal, 92.888 - Centro - Teresópolis - RJ - CEP: 25953-970 - Telefax: 0**21 3643-6700