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   Collector's Notícias Online - retrospectiva fevereiro

     
Dia 01.02 - Aniversário de nascimento do compositor PEDRO CAETANO (Pedro Walde Caetano) de 1911. Embora tenha nascido na pequena Bananal (1911), em São Paulo, aos nove anos o compositor (e comerciante de calçados) Pedro Caetano mudou-se para o Rio de Janeiro. E já nesta época estudava piano. Seu primeiro samba de projeção, "Foi uma pedra que rolou", foi lançado em 1934 por Silvio Caldas, no Programa Casé, mas só gravado seis anos depois por Joel e Gaúcho. O primeiro sucesso foi a valsa "Caprichos do destino", com Claudionor Cruz, seu parceiro mais constante, gravada em 1938 por Orlando Silva. A partir daí foi gravado pelos intérpretes de maior prestígio da Era do Rádio, como Cyro Monteiro (o choro "Botões de laranjeiras" e o samba "O que se leva desta vida"), Aracy de Almeida (o samba "Engomadinho", com Claudionor Cruz), Francisco Alves (o samba "Sandália de prata", parceria com Alcyr Pires Vermelho e a marchinha "Eu brinco (com pandeiro ou sem pandeiro)", com grande sucesso no carnaval de 1944), Quatro Ases e um Curinga (o samba "Onde estão os tamborins?" e "É com esse que eu vou", êxitos carnavalescos, respectivamente, de 1947 e 1948), Francisco Alves (a valsa "A dama de vermelho", com Alcyr Pires Vermelho). Nos anos 60, obteve alguma repercussão, também no carnaval, com marchinhas de sátira política, como "Todo mundo enche" (com Alexandre Dias Filho) e "Jambete sensação" (com Claudionor Cruz). Além dos parceiros citados, Pedro teve ainda o privilégio de dividir a autoria de suas músicas com Pixinguinha, Noel Rosa e Valfrido Silva. Aos 64 anos, gravou na RCA Victor um LP, cantando suas músicas. A partir dos anos 70, algumas de suas músicas tiveram releituras célebres por Elis Regina, Elza Soares e Beth Carvalho.

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Dia 02.02 - Aniversário de nascimento do letrista, teatrólogo, poeta, pintor, caricaturista e escultor LUIZ PEIXOTO (Luiz Carlos Peixoto de Castro) de 1889. Nascido em Niterói (RJ), já aos 15 anos decidiu seguir a carreira artística. Foi, além do já exposto, um dos mais bem-sucedidos letristas da música popular brasileira das década de 30 e 40. Suas charges figuraram entre os mais famosos periódicos da Primeira República, como O Malho, a Revista da Semana, Fon-Fon, A Avenida e Tan-Tan. Mais tarde, trabalhou no Jornal do Brasil, em A Nação e outras revistas. Seus cenários decoravam o Teatro Municipal e a avenida Rio Branco nos desfiles de carnaval do início do século. O sucesso pra valer começou em 1911, quando escreveu ao lado de Carlos Bittencourt o musical de revista "Forrobodó", musicado por Chiquinha Gonzaga, que fez muito sucesso e atingiu a marca de 1.500 apresentações. No início da década de 20 esteve em Paris, onde trabalhou com cenografia e trouxe novas técnicas ao Brasil. Escreveu mais de cem peças teatrais. Na música, teve entre seus parceiros Ary Barroso ("Maria" na voz de Sílvio Caldas, "Por causa dessa cabocla" na voz de Sílio Caldas, "Na batucada da vida", Na voz de Carmen Miranda), Hekel Tavares ("Casa de caboclo" na voz de Gastão Formenti, "Azulão" aqui na voz de Paraguassu, "Sussuarana" aqui na voz de Stefana Macedo), Henrique Vogeler ("Linda flor (Ai, Ioiô)", grande sucesso gravado pela estrela Araci Côrtes em 1929) e Custódio Mesquita ("Casa de sopapo" na voz de Nelson Gonçalves). Outro grande êxito foi a letra que fez para música de Vicente Paiva por ocasião da volta de Carmen Miranda ao Brasil depois da primeira temporada em Hollywood. "Disseram que eu voltei americanizada" foi a resposta da Pequena Notável para a platéia do Cassino da Urca, que a recebeu com frieza. Luiz Peixoto foi, inclusive, diretor artístico do Cassino da Urca na década de 40, quando a casa noturna desfrutava do auge de seu prestígio. Em 1967 Peixoto sofreu um acidente que o fez ficar de cama. Foi então que voltou a pintar, e seus quadros — que têm frequentemente como tema motivos carnavalescos — figuraram em exposições.

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Dia 03.02 - Falecimento do cantor e compositor SÍLVIO CALDAS (Sílvio Narciso de Figueiredo Caldas) em 1998. Carioca do bairro de São Cristóvão, teve contato com a música desde a infância, pois o pai era dono de uma loja de instrumentos musicais e atuava amadoramente como compositor de valsas, foxes, sambas e schottischs. Aos 5 anos o pequeno Silvio já se apresentava em teatros como cantor. Também era destaque do bloco de carnaval de que sua família participava. Aos 16 anos foi para São Paulo trabalhar como mecânico de automóveis. Três anos depois voltou ao Rio, e por meio de contatos foi levado para a Rádio Mayrink Veiga pelo cantor Antônio Santos, o Milonguita. A primeira gravação foi em 1930, e desde o início notabilizou-se interpretando sambas. Silvio Caldas se transformaria, ao lado de Orlando Silva, Francisco Alves e Carlos Galhardo, um dos cantores de maior sucesso da chamada época de ouro da MPB. Foi levado por Ary Barroso para o Teatro Recreio, onde lançou seu primeiro sucesso, "Faceira" (Ary Barroso). A partir de 1934, por meio da parceria com Orestes Barbosa, demonstra seu talento para a seresta, gênero que o promoveria por todo o Brasil. Em 1937 lançou dois de seus grandes sucessos, "Chão de estrelas" (com Orestes Barbosa) e "Meu limão meu limoeiro" (tema popular com arranjo de José Carlos Burle), em dueto com Gidinho. No ano seguinte foi eleito Cidadão Samba ao cantar a música "Pastorinhas", de Noel Rosa e João de Barro. Outras canções que viraram sucesso na voz de Silvio Caldas foram "Minha palhoça" (J. Cascata), "Um caboclo abandonado" (Benedito Lacerda e Herivelto Martins), "Arranha-céu" (com Orestes Barbosa), "Da cor do pecado" (Bororó), "Mulher" (Custódio Mesquita e Sadi Cabral), "Serenata" (outra parceria com Orestes), "Chuva miúda" (com Frazão), "Foi ela" (Ary Barroso), "Até amanhã" (Noel Rosa), "Jangada" (Hervê Cordovil e Vicente Leporace), "A Jardineira" (Benedito Lacerda e Humberto Porto). No final da década de 60 Silvio Caldas se afastou da vida pública, recolheu-se a um sítio em Atibaia (SP) e diminuiu seu ritmo de apresentações, o que lhe valeu o apelido de "cantor das despedidas", de tantas vezes que anunciou seu retiro artístico.

Primeiros LP's (10 polegadas):

LP's e CD's Collector's:

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Dia 03.02 - Aniversário de nascimento do compositor e pianista HERVÉ CORDOVIL de 1914. Nascido em Viçosa (MG), filho de um médico e de uma musicista amadora, cedo se mudou para o Rio de Janeiro, onde começou a tocar na banda do Colégio Militar e a estudar piano. Formou-se em Direito e ao mesmo tempo começou a chamar atenção como pianista, na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro e na orquestra de Romeu Silva. Logo era um dos pianistas mais solicitados da cidade, ao lado de Carolina Cardoso de Menezes, Custódio de Mesquita e Romualdo Peixoto, o Nonô. Como compositor, teve parcerias com Bonfiglio de Oliveira "Carolina", gravada por Carlos Galhardo, Noel Rosa ("Triste cuíca", cantada por Aracy de Almeida, "Não resta a menor dúvida", do filme "Alô Alô Carnaval" cantada pelo Bando da Lua), Lamartine Babo ("Seu abóbora", gravada por Carmen Miranda, "Madame do barril"), Adoniran Barbosa ("Prova de carinho") e Luiz Gonzaga ("A vida do viajante", "Baião da garoa", "Xaxado"). Mais tarde mudou-se para Belo Horizonte onde compôs a toada "Pé de manacá" em parceria com Marisa Pinto Coelho, que foi gravada por Isaura Garcia e se tornou sucesso internacional. Na década de 40 radicou-se em São Paulo, onde trabalhou por 26 anos na Rádio Record como pianista, arranjador e compositor. Teve muitos sucessos interpretados por Carmélia Alves, como "Me leva" em dueto co Ivon Curi, "Sabiá na gaiola" e "Cabeça inchada". Seu filho Ronnie Cord fez sucesso durante a Jovem Guarda com uma composição do pai, o twist "Rua augusta". Também é de sua autoria a versão brasileira de "Biquíni de bolinha amarelinha" ("Itsy-Bitsy Teeny-Weeny Yellow Polka-Dot Bikini") Eclético, Hervé também compôs o samba-canção pré-bossa nova "Uma loira", sucesso na voz de Dick Farney em 1951. Em 1997 saiu o livro "Hervé Cordovil — Um Gênio da Música Popular Brasileira", de Maria do Carmo Passiago (Editora João Scortecci).

MANHÃS DE SOL - Francisco Alves acompanhado por Hervê Cordovil e orquestra
Extraído do filme ALÔ ALÔ CARNAVAL - Cinédia - 1936


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- Francisco Alves, Hervé Cordovil e Orquestra no filme ALÔ ALÔ CARNAVAL



Dia 05.02 - Comemora-se o aniversário de nascimento da cantora LANA BITTENCOURT (Irlan Figueiredo Passos) de 1931. Estreou em 1954 na Rádio Tupi, quando gravou seu primeiro disco em 78 rpm. Depois foi contratada pela Mayrink Veiga. Gravou a maior parte de seus discos na Columbia, até meados dos anos 60, como "Musicalscope", "O sucesso é Lana Bittencourt" e "Exaltação ao samba" (que foi reeditado em CD, com o nome de "Exaltação à Bahia"). Em 60, lançou um samba reunindo músicas de Tom Jobim e Luiz Antonio, intitulado "Sambas do Rio". Canta em várias línguas, por isso, seu prefixo nas rádios era "A internacional". Seus maiores sucessos foram "Se alguém telefonar" (Alcyr Pires Vermelho e Jair Amorim), "Little Darling" (Williams), "Os quindins de Iaiá" (Ary Barroso), "Corcovado" (Tom Jobim), "Chariot" (Stolle e Del Roma) e "Castigo" (Dolores Duran).

Primeiros LP's de carreira. 10 polegadas:

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- Lana canta "Se alguém telefonar" em 1958 no filme CHOFER DE PRAÇA



Dia 07.02 - Aniversário de nascimento do pianista e compositor NONÔ (Romualdo Peixoto) de 1901. Foi um célebre pianista da primeira metade do século XX. Hoje mais lembrado como tio de Cyro Monteiro e Cauby Peixoto, era o homem perfeito para traduzir ao piano o samba que surgia no bairro Estácio, no Rio, e logo se tornou nacional. Acompanhou gravações de Noel Rosa e muitos outros, além de realizar discos solo, nos quais ficava clara a influência de Ernesto Nazareth. Apelidado por César Ladeira de O Chopin do Samba, atuou sobretudo nas décadas de 1930 e 1940, quando foi um dos mais destacados pianistas de samba, com execuções que marcaram época, pelo sentimento, emotividade e intuição. Entre seus principais sucessos como compositor podemos citar: "Perto do céu" (com Francisco Matoso) gravado por Silvinha Melo, na Victor, em 1935; "Vai-te embora" (letra de Francisco Matoso), gravado por Mário Reis para o Carnaval de 1936, e ainda as valsas "Cigana" (com Paulo Roberto), gravada por Sílvio Caldas, na Odeon, em 1937; e "Jardim das flores raras" (com Francisco Matoso), gravada por Roberto Paiva, na Odeon, em 1938. Na década de 1950, já afastado dos meios musicais, foi funcionário da Secretaria da Viação e Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro. Em 1954, pouco antes de morrer, doente e sem recursos, foi homenageado num festival, promovido em Niterói por artistas do rádio e do disco. Em 1957, o pianista Fats Elpídio gravou na Victor o LP de dez polegadas Recordando Nonô.

Tributo em LP 10 polegadas:

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Dia 08.02 - Aniversário do cantor ROBERTO PAIVA (Helim Silveira Neves) de 1921. Ainda adolescente, inscreveu-se em um programa de calouros da Rádio Clube Fluminense, em Niterói (RJ), cantando a valsa "A você" (sucesso de Carlos Galhardo), obtendo o primeiro lugar. Pouco depois, ajudado pelo cantor Cyro Monteiro, foi contatado para atuar no programa Picolino, de Barbosa Júnior, na Rádio Mayrink Veiga. Enturmou-se com grandes cartazes da época, como o pianista Nonô e o violonista Laurindo de Almeida. Este último o levou à gravadora Odeon, onde em 1939 lançou seu primeiro 78 rpm, justamente com músicas desses amigos: "Último samba" (Laurindo) e a valsa " Jardim das flores raras" (Nonô e Francisco Mattoso). No mesmo ano, revelou o grande sambista Geraldo Pereira em disco, com "Se você sair chorando" (com Nelson Teixeira). Pouco depois, foi para a Rádio Educadora e na mesma época gravou seu primeiro grande sucesso, o samba "O trem atrasou" (Paquito, Artur Vilarinho e Estanislau Silva) na RCA Victor. Na década de 40, lançou várias canções de Roberto Martins, como "Devagar com a louça" (com Oswaldo Santiago), "A valsa dos noivos" (com Mário Rossi) e "Leva meu coração" (com Mário Lago). Em 1949, excursionou pelo Brasil e foi para a Rádio Guanabara. Dois anos depois, transferiu-se para a Tupi. Em 1953, lançou a "Marcha do conselho" (Paquito e Romeu Gentil). Contratado pela Odeon no ano seguinte, lançou o baião "Valei-me, Nossa Senhora" (Paquito) e em 1956, o LP (de dez polegadas) da peça "Orfeu da Conceição", que inaugurou a parceria entre Tom Jobim e Vinicius de Moraes, interpretando, entre outras, o samba-canção "Se todos fossem iguais a você". Outro LP (de dez polegadas) do mesmo ano foi "Polêmica" (com sambas de Wilson Batista e Noel Rosa), ao lado de Francisco Egydio. Continuou atuando como cantor eclético, das canções românticas às marchas carnavalescas.

Primeiras gravações em LP's 10 polegadas:

Compre o vinil da série "Os ídolos do rádio":

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Dia 09.02 - Falecimento do compositor, pianista, locutor e apresentador ARY BARROSO (Ary de Resende Barroso) em 1964. Compositor-ícone da era do rádio e maior nome do samba-exaltação, Ary Barroso nasceu em Ubá (MG), ficou órfão aos 7 anos e foi criado pelas tias-avós, que queriam fazê-lo pianista de concerto ou padre. Aos 18 anos foi para o Rio de Janeiro estudar Direito. Levou nove anos para se formar e nunca exerceu a profissão. No Rio foi obrigado a tocar piano em cinemas e cabarés para se sustentar, e passou a se interessar pelo teatro musical, então em ascensão. Entrou no rádio em 1933, pela Rádio Philips, e comandou programas de sucesso no rádio e mais tarde na TV, como "Calouros em Desfile" e "Encontro com Ary". Ainda na década de 30 iniciou carreira como locutor esportivo, profissão que nunca mais foi a mesma depois de Ary Barroso. Conferiu um tom emocional à transmissão e não disfarçava a torcida por seu time, o Flamengo. Conhecido por ser durão e intransigente com quem revelasse gosto ou opinião musical diferente da sua, seus programas de calouros revelaram nomes que fariam história na música brasileira, como Dolores Duran, Elza Soares ou Elizeth Cardoso. Era temido pelos calouros tanto no rádio quanto na TV, e exigia que só se cantasse músicas nacionais. Composto em 1939, o samba-exaltação "Aquarela do Brasil" ganha um prêmio e passa a figurar como hino nacional alternativo brasileiro. "Aquarela" já foi gravada centenas de vezes em todo o mundo, sendo a primeira uma das mais célebres gravações, com arranjo de Radamés Gnattali, voz de Francisco Alves e percussão comandada por Luciano Perrone. A música ficou tão caracterizada que em inglês seu título é "Brazil". Ary foi eleito vereador pela UDN em 1946 e uma das suas maiores lutas foi pelos direitos autorais. Entre seus grandes sucessos estão "Na batucada da vida" na voz de Carmen Miranda, "Camisa amarela" na voz de Aracy de Almeida, "Morena boca de ouro" na voz de Sílvio Caldas e "Na Baixa do Sapateiro" na voz de Carmen Miranda.

O BRASIL BRASILEIRO DE ARY BARROSO. Documentário sobre a vida e obra do compositor Ary Barroso. Direção de Dimas Oliveira Junior e Luis Felipe Harazim. Realização REDE STV SESC SENAC.

Primeiro LP 10 polegadas:

Tributos em LP's 10 polegadas:

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- Homenagem a Ary Barroso nas páginas do ACERVO COLLECTOR'S
- Site oficial de ARY BARROSO




Dia 09.02 - Aniversário de nascimento da cantora, atriz e dançarina CARMEN MIRANDA (Maria do Carmo Miranda da Cunha) de 1909. É até hoje a cantora brasileira que mais fez sucesso no exterior. Dona de um estilo absolutamente único e particular, tanto na maneira de cantar como na performance de palco, teve uma vida de mito, cheia de glórias e dramas. Nascida em Portugal, veio para o Brasil ainda bebê, fixando-se com a família no Rio de Janeiro. Aos 15 anos começou a trabalhar numa loja de chapéus. Em 1928 conheceu o compositor e violonista Josué de Barros, que a convidou para participar de um festival beneficente e mais tarde a levou para o rádio. A primeira gravação veio em 1929, pela Brunswick, tendo de um lado o samba "Não vá simbora" e do outro o choro "Se o samba é moda", ambas de Josué. Carmen gravou alguns outros discos antes de estourar com seu primeiro grande sucesso, a marchinha "Pra você gostar de mim (Taí)" (Joubert de Carvalho), que bateu recordes de venda, com 36.000 cópias. A partir daí, gravou diversos discos, fez cinema, trabalhou em dupla com sua irmã Aurora, fez parte da história do lendário Cassino da Urca, onde, em 1938 usou pela primeira vez o traje de baiana que a celebrizaria mundo afora. No Cassino conheceu um empresário norte-americano que a convenceu a ir para os Estados Unidos. Acompanhada pelo Bando da Lua, a maior estrela do Brasil deixou uma legião de fãs chorando na sua despedida e chegou à América em 1939 totalmente desconhecida e sem falar inglês. Em pouco tempo fez participações em programas de grande audiência, cantando músicas como "Mamãe eu quero", "Tico-tico no fubá", "O que é que a baiana tem?" e "South American Way" e se tornou um fenômeno também nos EUA, onde chegou a ser a segunda estrela mais bem paga de Hollywood. No total, participou de dez filmes em Hollywood e ficou conhecida como a Brazilian Bombshell. Em 1940 voltou rapidamente ao Brasil, onde a população a recebeu com euforia, à exceção do público do Cassino da Urca, que a tratou com indiferença e frieza. Arrasada, Carmen encomendou uma música sobre a situação, e gravou "Disseram que voltei americanizada" (Vicente Paiva e Luiz Peixoto). Depois disso voltou para os EUA e se radicou em Beverly Hills, onde continuou sua carreira de cantora e atriz de cinema e televisão. Em 1954 as pressões da indústria do entretenimento lhe causaram uma crise de nervos, e a Pequena Notável veio ao Brasil para se tratar e descansar. Voltou para Beverly Hills em 55, e em agosto teve um colapso cardíaco e morreu, depois de passar mal em um programa de televisão. Seu corpo foi embalsamado e veio de avião para o Brasil, onde uma multidão de um milhão de pessoas seguiu o cortejo de seu enterro. Carmen continuou sendo sempre lembrada por meio de shows e discos de homenagens, filmes, documentários sobre sua vida (como o premiado "Banana Is My Business", de Helena Solberg). Seu acervo está preservado no Museu Carmen Miranda, no Rio de Janeiro.

Um documento muito raro. Este é o único segmento que sobrou do filme "Banana da Terra" (1939). Nada mais sobreviveu ao tempo. Esta foi a primeira vez em que Carmen Miranda apareceu vestida de baiana num filme. Os americanos não a tinham "descoberto" ainda. O número original é mais curto. Este foi editado. O QUE É QUE A BAIANA TEM (Dorival Caymmi)

Primeiros LP's (10 polegadas):

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- Homenagens à Carmen Miranda nas páginas do ACERVO COLLECTOR'S
- Site oficial de CARMEN MIRANDA
- Carmen Miranda no filme de 1939 BANANA DA TERRA



Dia 10.02 - Comemora-se o aniversário de nascimento do cantor CAUBY PEIXOTO (Cauby Peixoto Barros) de 1931. Nasceu em uma família de músicos, sendo o tio, Nonô (Romualdo Peixoto), grande pianista, que popularizou o samba no instrumento, e o primo, Ciro Monteiro, um dos ases do samba sincopado. Trabalhou no comércio até começar a participar de programas de calouros no rádio em 1949, no Rio. Em 1951 gravou seu primeiro disco. Continuou como crooner em boates, já em São Paulo, interpretando especialmente músicas em inglês até ser ouvido pelo que viria a ser seu futuro empresário e mentor, Di Veras. Ele o levou para gravar na Columbia e seu primeiro sucesso estrondoso veio com "Blue Gardenia", versão brasileira da música cantada por Nat King Cole. Em pouco tempo Cauby se transformou em um ídolo, atuando especialmente na Rádio Nacional, em muito por causa da estratégia de marketing que o lançou, e que incluía repertório, roupas e atitudes específicos criados por seu empresário. Sua interpretação mais famosa até hoje é de "Conceição" (Jair Amorim e Dunga), gravada pela primeira vez em 1956. Nos anos 50 e 60 fez turnês pelo Brasil e Estados Unidos, onde gravou várias faixas com o nome Ron Coby e participou cantando em mais de dez filmes para o cinema. Apareceu também nas revista "Time" e "Life" como "o Elvis Presley Brasileiro". Em 64, abriu a boate Drink, ao lado dos irmãos Moacyr (pianista), Araken (pistonista) e Andyara (cantora), atuando lá por quatro anos, onde chegou a gravar um LP ao lado da cantora Leny Eversong. Depois prosseguiu atuando em boates e viveu certo ostracismo na mídia, e voltou ao sucesso em 1980 com "Bastidores" (Chico Buarque) e "Loucura" (Joanna e Sarah Benchimol), do disco "Cauby! Cauby!", comemorativo dos 25 anos de carreira. A partir daí, voltou a se apresentar em palcos de maior prestígio. Ao lado de Ângela Maria gravou dois discos e ambos foram homenageados em 1993 na festa do prêmio Sharp. Em 95, gravou ao lado dos maiores cartazes da MPB, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Dionne Warwick e Zizi Possi o CD "Cauby Canta Sinatra". Em 99, gravou "Cauby Canta as Mulheres" só com canções com nomes de mulher, como "Izabella" (Billy Blanco) e "Lígia" (Tom Jobim). Sucessos: "Blue gardenia" (B. Russel, L. Lee e Versão de Antonio Carlos), "A pérola e o rubi" (The Ruby and the Pearl) (Jay Livingston , R. Evans e Versão: Haroldo Barbosa), "Molambo" (Jayme Florence e Augusto Mesquita), "Nono mandamento" (René Bittencourt e Raul Sampaio), "Tarde fria" (Angelo Apolônio e Henrique Lobo), "Ninguém é de ninguém" (Umberto Silva e Toso Gomes; Luiz Mergulhão), "Bastidores" (Chico Buarque), "Theme From New York, New York" (John Kander e Fred Ebb)

CAUBY PEIXOTO - MPB ESPECIAL (ENSAIO) - 1972
Músicos: Luiz Melo (piano) - Itiberê (baixo) - Guilherme (bateria)


Primeiros LP's de carreira. 10 polegadas:

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- Site oficial de CAUBY PEIXOTO




Dia 12.02 - Comemora-se o aniversário de nascimentos da cantora, folclorista, violonista e radialista ELI CAMARGO de 1930. Seu pai foi o maestro e regente da Orquestra Sinfônica de Goiânia Joaquim Edison Camargo. Ainda criança cantou em coros de Igreja e atuou na Rádio Clube de Goiânia. No ano de 1960, integrou o Trio Guairá de Goiânia. Em 1961 e 1962, apresentou-se no programa que produzia na Rádio Brasil Central, retransmitido em Brasília pela Rádio e TV Nacional. Em 1962, passou a morar em São Paulo onde assinou seu primeiro contrato com a Rede Tupi. Nesse ano gravou "Caninha verde", do folclore paulista, no LP "Canções da minha terra", pela Chantecler. Ainda em 62, gravou o arrasta-pé "Santo Antônio tenha dó", de Maria do Rosário Veiga Torres, e o samba caipira "Marido pelado", de Teddy Vieira e Almayara. Em 1963, gravou a valsa "Tempos passados", de Zica Bergami, e a moda de viola "Lá na venda, lá na vendinha", de Lourdes Maia. Em 1964, gravou o LP "Folclore do Brasil", em que interpretou cantos de trabalho nas plantações de arroz, de São João da Boa Vista, e um canto de ferreiro, de Botucatu. Como pesquisadora de folclore reuniu em suas viagens pelo Nordeste e Norte um grande acervo pessoal de músicas regionais, tornando-se uma das mais importantes e competentes intérpretes do folclore brasileiro em todos os tempos. Em 1967, participou com grande sucesso da Semana Cornélio Pires realizada na cidade paulista de Tietê. Em 1968, gravou o LP "Canção da guitarra", com músicas de Marcelo Tupinambá. Foi integrante do Conselho da Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia. Na Rádio da Universidade Federal de Goiás apresentou os programas "Brasil de canto a canto", "Eli Camargo convida" e "Alma brasileira". Em 1978 lançou o LP "Minha terra", pela Chantecler/Alvorada no qual interpreta entre outras, "História triste de uma praieira", "Minha terra" e "Vida marvada". O disco foi muito elogiado pelo crítico José Ramos Tinhorão. No final dos anos 1990, passou a trabalhar na Secretária Municipal de Cultura de Goiânia. Na mesma época, mantinha os programas de rádio "Eli Camargo convida" e "Alma brasileira". Em 1999, lançou o CD "Cantigas do ovo", pelo selo COMEP. Ao longo da carreira gravou cerca de 15 LPs, além de compactos. Teve discos lançados na África do Sul, Alemanha, Portugal e Itália.

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- Eli Camargo canta "O menino e o circo" no programa VIOLA MINHA VIOLA




Dia 13.02 - Falecimento do compositor, arranjador regente e pianista RADAMÉS GNATTALI em 1988. Um dos personagens que mais naturalmente circularam entre os universos popular e erudito na música, Radamés Gnattali é uma figura-chave para se entender as tênues fronteiras que envolvem a música brasileira. Filho de uma pianista gaúcha e de um imigrante italiano radicado em Porto Alegre, foi envolvido desde cedo pela paixão que os pais nutriam pela ópera, que se refletiu nos nomes dos três filhos do casal: Radamés, Aída e Ernâni, todos personagens de óperas de Verdi. Aprendeu piano com a mãe e aos 9 anos ganhou um prêmio por sua atuação como regente de uma orquestra infantil, que tocou arranjos feitos por ele. Aos 14 entrou para o Conservatório de Porto Alegre para estudar piano, e acabou dominando também a viola. Já por essa época freqüentava blocos de carnaval e grupos de seresteiros boêmios, para os quais, na impossibilidade de levar o piano, aprendeu a tocar cavaquinho. Até se formar no conservatório, estudava para ser concertista e tocava em cinemas e bailes para se sustentar. Em 1924, recém-formado, foi para o Rio de Janeiro se apresentar no Teatro Municipal, executando um concerto de Tchaikovski sob regência de Francisco Braga. Nessa viagem conheceu o compositor Ernesto Nazareth, e passou os dois anos seguintes entre Porto Alegre e Rio, sempre trabalhando com música erudita. Em sua cidade natal montou um quarteto de cordas e com ele viajou por todo o estado, o que fortaleceu sua base para a orquestração. No início dos anos 30 radicou-se definitivamente no Rio de Janeiro, onde se deu sua estréia como compositor, com a apresentação de "Rapsódia Brasileira", interpretada pela pianista Dora Bevilacqua. Por essa época, em face às dificuldades com a carreira de concertista, resolveu investir no mercado da música popular. Foi contratado por orquestras que animavam bailes, festas e programas de rádio. Em 1934 passou a ser o orquestrador da gravadora Victor e dois anos depois participou da inauguração da Rádio Nacional. Lá Radamés atuou como pianista, solista, maestro, compositor, arranjador, usando sua bagagem erudita no trato com a música popular. Permaneceu na Rádio Nacional por 30 anos e criou arranjos antológicos, como "Lábios que beijei" (J. Cascata e Leonel Azevedo), gravado por Orlando Silva em 1937, e "Aquarela do Brasil" (Ary Barroso), em 1939. Em 1943 criou a Orquestra Brasileira de Radamés Gnattali, que tocava os arranjos do maestro no programa Um Milhão de Melodias, dando um colorido brasileiro aos sucessos estrangeiros. Para isso, Radamés passou a usar os instrumentos da orquestra de forma percussiva, conseguindo efeitos até então inéditos. O programa foi também o primeiro a prestar homenagens a compositores como Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga e Zequinha de Abreu. Enquanto atuou no rádio não deixou de lado as carreiras de pianista, concertista e compositor. Compôs concertos e peças sinfônicas executadas ao redor do mundo. Em 1960 viajou à Europa com o Sexteto Radamés Gnattali, grupo derivado do Quarteto Continental, criado na Rádio Continental em 1949. O Sexteto era formado por Radamés, Aída Gnattali (piano), Chiquinho do Acordeom, Zé Menezes (guitarra), Pedro Vidal Ramos (baixo) e Luciano Perrone (percussão). Nos anos 60 foi contratado pela TV Globo, onde trabalhou durante 11 anos como arranjador, compositor e regente. Foi peça fundamental no movimento de redescoberta do choro ocorrido na década de 70, atuando como incentivador e mestre de jovens instrumentistas como Raphael Rabello, Joel Nascimento, Maurício Carrilho, a Camerata Carioca, e estimulando releituras de Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e outros mestres do choro. Em 1983, recebeu o prêmio Shell na categoria música erudita, concedido por unanimidade, ocasião em que foi homenageado com um concerto no Teatro Municipal, que contou com a participação da Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro, do Duo Assad e da Camerata Carioca.

Primeiros LP's (10 polegadas):

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Dia 14.02 - Aniversário de nascimento do bandolinista e compositor JACOB DO BANDOLIM (Jacob Pick Bittencourt) de 1918. Maior referência brasileira no instrumento que virou parte de seu nome, Jacob alçou o bandolim a um lugar de honra na música brasileira. Esse trabalho vinha sendo desenvolvido antes por outros instrumentistas, como Luperce Miranda, mas foi Jacob quem colocou definitivamente o bandolim como instrumento solista por excelência. Nascido no Rio de Janeiro, ganhou o primeiro bandolim, de modelo napolitano (ou "de cuia") na adolescência. Apesar de se apresentar tocando em conjuntos instrumentais desde cedo, nunca se profissionalizou totalmente, tendo sempre outros empregos não relacionados à música. Foi vendedor, prático de farmácia, corretor de seguros, comerciante e escrivão de polícia, cargo que ocupou até morrer. Por não depender financeiramente da música, Jacob pôde tocar e compor com mais liberdade, sem sofrer pressões de gravadoras ou editoras. Figura rígida e disciplinada, tanto na personalidade quanto na música, pesquisou e resgatou parte do repertório tradicional do choro, repertório este que passou a incluir várias de suas composições, como "Noites cariocas", "Receita de samba", "A ginga do Mané", "Doce de coco", "Assanhado", "Treme-treme", "Vibrações" e "O vôo da mosca". Depois de montar o grupo Jacob e Sua Gente, integrar o Conjunto da Rádio Ipanema e o regional de César Faria e participar de gravações históricas como a de Ataulfo Alves para "Ai, que saudade da Amélia" (Ataulfo e Mário Lago) e a de Nelson Gonçalves para "Marina" (Dorival Caymmi), gravou em 1947 o primeiro disco solo, seguido por outros dois nos anos seguintes, pela Continental. Na década de 50 transferiu-se para a Victor, onde gravou seus LPs. Montou o conjunto Época de Ouro em 1966, com grandes nomes do choro, como Dino 7 Cordas, César Faria, Jonas, Carlinhos, Gilberto e Jorginho. Alcançando expressiva popularidade, Jacob e o Época de Ouro ajudaram a divulgar o choro tradicional, por meio de shows e LPs, como o consagrado "Vibrações" (1967). O conjunto permanece em atividade até hoje. Uma das últimas apresentações de Jacob, um show com Elizeth Cardoso e o Zimbo Trio em 1968, foi gravado e lançado em LP duplo, mas não foi relançado em CD no Brasil. Outras antologias foram produzidas, da mesma forma, exclusivamente para o mercado externo, onde a arte de Jacob é muito apreciada. Seu filho, o compositor Sérgio Bittencourt, homenageou-o no samba "Naquela mesa" ("tá faltando ele/ e a saudade dele/ tá doendo em mim"), sucesso de Elizeth Cardoso, cantora que ele descobriu. Em 1997 a professora Ermelinda Paz lançou o livro "Jacob do Bandolim", pela editora Funarte.

Primeiros LP's (10 polegadas):

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- Site oficial do INSTITUTO JACOB DO BANDOLIM



Dia 15.02 - Comemora-se o aniversário de nascimento do compositor WALDEMAR HENRIQUE (Waldemar Henrique da Costa Pereira) de 1905. Nasceu em Belém do Pará, filho de um descendente de portugueses e de uma índia. Depois de perder a mãe muito cedo, foi com o pai para Portugal, retornando ao Brasil em 1918. A partir de então viajou pelo interior da Amazônia, época em que travou contato com os elementos da cultura e do folclore amazônicos que seriam mais tarde característicos de sua obra musical. Estudou teoria musical e tornou-se maestro. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1933, e empregou-se em teatros, cassinos e emissoras de rádio, como a Tupi, Roquete Pinto e Globo. As primeiras gravações de suas canções amazônicas foram realizadas em 1934 por Gastão Formenti pela Victor e por Jorge Fernandes, pela Odeon. No ano seguinte, em viagem a São Paulo, conheceu Mário de Andrade, de quem tornou-se amigo. Fez diversas excursões ao exterior e por todo o país divulgando a música do norte brasileiro, acompanhado de sua irmã Mara, até que em 1966 voltou ao Pará, quando foi convidado para dirigir o Teatro da Paz, em Belém, cargo que exerceu por 15 anos. Compondo tanto no terreno clássico quanto no popular, teve entre seus maiores sucessos a gravação de sua música "Tamba Tajá" feita por Fafá de Belém em seu disco de estréia, de 1976. Outras músicas que se destacaram em sua produção foram "Foi Boto, Sinhá", "Minha Terra", "Boi-Bumbá", "Matintaperera", "Coco Peneruê", "Trem das Alagoas", "Uirapuru". Fora isso, muitas composições foram editadas no exterior, especialmente na França, EUA, Argentina e Inglaterra. Em 1992, os paraenses Vital Lima e Nilson Chaves gravaram o LP "Waldemar", só com músicas do compositor, e lançaram pelo selo Outros Brasis

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- Isabela de Figueiredo Santos canta "Uirapuru" na UFMG



Dia 16.02 - Falecimento do compositor, flautista e regente BENEDITO LACERDA em 1958. Um dos flautistas mais famosos e inovadores da música brasileira, estudou flauta no Instituto Nacional de Música. Tocou em bandas militares e orquestras de cinema e teatro antes de entrar para o rádio, nos anos 1930, com seu consagrado grupo, o Regional de Benedito Lacerda. Acompanhou estrelas como Carmen Miranda, Mário Reis e Francisco Alves, além de atuar com êxito como compositor de sucessos como "Normalista" por Nelson Gonçalves, "Jardineira" por Orlando Silva, "Despedida da Mangueira" (com Aldo Cabral) por Francisco Alves, "Falta um zero no meu ordenado" (com Ary Barroso) por Francisco Alves e "A Lapa" (com Herivelto Martins) por Francisco Alves. Na década de 1940 tocou nos cassinos que agregavam a fina flor da música nacional e perpetuou uma série de gravações antológicas em parceria de flauta e sax com Pixinguinha, privilegiando o repertório de choro. Destacou-se também pelas músicas que compunha para o carnaval e pela atuação como fundador da União Brasileira de Compositores (UBC) e dirigente da Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Escritores de Música (SBACEM).

Produtos à venda na loja Collector's Memória (vinil, CD, livro):

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- Homenagens a Benedito Lacerda nas páginas do ACERVO COLLECTOR'S
- Série levada ao ar pela Rádio Tupi nos anos 1940: PESSOAL DA VELHA GUARDA




Dia 17.02 - Falecimento do compositor, orquestrador, flautista e saxofonista PIXINGUINHA (Alfredo da Rocha Vianna) em 1973. Considerado um dos maiores gênios da música popular brasileira e mundial, Pixinguinha revolucionou a maneira de se fazer música no Brasil sob vários aspectos. Como compositor, arranjador e instrumentista, sua atuação foi decisiva nos rumos que a música brasileira tomou. O apelido "Pizindim" vem da infância, era como a avó africana o chamava, querendo dizer "menino bom". O pai era flautista amador, e foi pela flauta que Pixinguinha começou sua ligação mais séria com a música, depois de ter aprendido um pouco de cavaquinho. Logo começou a tocar em orquestras, choperias, peças musicais e a participar de gravações ao lado dos irmãos Henrique e Otávio (China), que tocavam violão. Rapidamente criou fama como flautista graças aos improvisos e floreados que tirava do instrumento, que causavam grande impressão no público quando aliados à sua pouca idade. Começou a compor os primeiro choros, polcas e valsas ainda na década de 10, formando seu próprio conjunto, o Grupo do Pixinguinha, que mais tarde se tornou o prestigiado Os Oito Batutas. Com os Batutas fez uma célebre excursão pela Europa no início dos anos 20, com o propósito de divulgar a música brasileira. Os conjuntos liderados por Pixinguinha tiveram grande importância na história da indústria fonográfica brasileira. A Orquestra Típica Pixinguinha-Donga, que organizou em 1928 junto com o compositor e sambista Donga, participou de várias gravações para a Parlophon, numa época em que o sistema elétrico de gravação era uma grande novidade. Liderou também os Diabos do Céu, a Guarda Velha e a Orquestra Columbia de Pixinguinha. Nos anos 30 e 40 gravou como flautista e saxofonista (em dueto com o flautista Benedito Lacerda) diversas peças que se tornaram a base do repertório de choro, para solista e acompanhamento. Algumas delas são "Segura ele", "Ainda me recordo", "1 x 0", "Proezas de Solon", "Naquele tempo", "Abraçando jacaré", "Os oito batutas", "As proezas do Nolasco", "Sofres porque queres", gravadas mais tarde por intérpretes de vários instrumentos. Em 1940, indicado por Villa-Lobos, foi o responsável pela seleção dos músicos populares que participaram da célebre gravação para o maestro Leopold Stokowski, que divulgou a música brasileira nos Estados Unidos. Como arranjador, atividade que começou a exercer na orquestra da gravadora Victor em 1929, incorporou elementos brasileiros a um meio bastante influenciado por técnicas estrangeiras, mudando a maneira de se fazer orquestração e arranjo. Trocou de instrumento definitivamente pelo saxofone em 1946, o que, segundo alguns biógrafos, aconteceu porque Pixinguinha teria perdido a embocadura para a flauta devido a problemas com bebida. Mesmo assim não parou de compor nem mesmo quando teve o primeiro enfarte, em 1964, que o obrigou a permanecer 20 dias no hospital. Daí surgiram músicas com títulos "de ocasião", como "Fala baixinho", "Mais quinze dias", "No elevador", "Mais três dias", "Vou pra casa". Depois de sua morte, em 1973, uma série de homenagens em discos e shows foi produzida. A Prefeitura do Rio de Janeiro produziu também grandes eventos em 1988 e 1998, quando completaria 90 e 100 anos. Algumas músicas de Pixinguinha ganharam letra antes ou depois de sua morte, sendo a mais famosa "Carinhoso", composta em 1917, gravada pela primeira vez em 1928, de forma instrumental, e cuja letra João de Barro escreveu em 1937, para gravação de Orlando Silva. Outras que ganharam letras foram "Rosa" (Otávio de Souza) cantada por Orlando Silva, "Lamento" (Vinicius de Moraes) e "Isso é que é viver" (Hermínio Bello de Carvalho).

Pixinguinha e a Velha Guarda do Samba
Documentário de Ricardo Dias e Thomaz Farkas, de 2007. Roteiro de Ricardo dias. Som direto de Gabriela Cunha e Edição de som de Daniel Turini. Pesquisa de José Luiz Herencia e Marcelo Nastari (ex funcionários do IMS). Direção de produção de Daniel Santiago. No palco: Alfredinho, Almirante, Benedito Lacerda, Bide, Donga, João da Baiana, Lentini, Mirim e Pixinguinha.


Primeiros LP's (10 polegadas):

Poucas unidades ainda à venda na loja Collector's Memória (vinil):

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- Ouça o programa levado ao ar em 15.10.47: O PESSOAL DA VELHA GUARDA




Dia 19.02 - Aniversário de nascimento do cantor, compositor, radialista, musicólogo, pesquisador e produtor radiofônico ALMIRANTE (Henrique Foréis Domingues) de 1908. Famoso acima de tudo por sua atuação como radialista, Almirante ganhou o apelido por ter servido na Marinha em 1926-27, depois de trabalhar como caixeiro. Começou na música atuando como cantor e pandeirista no grupo carioca Flor do Tempo, que mais tarde, com a entrada de Noel Rosa, passou a se chamar Bando de Tangarás. O primeiro disco foi lançado em 1929, com o samba de Almirante "Na Pavuna" (com Candoca da Anunciação), o primeiro a usar percussão no estúdio de gravação. Um ano depois do sucesso no carnaval de 1930, o Bando se desfez. Almirante continuou como cantor, notabilizando-se com sambas e músicas de carnaval, como "O orvalho vem caindo" (N. Rosa e Kid Pepe), "Yes, nós temos bananas" e "Touradas em Madri" (J. de Barro e A. Ribeiro). Seu programa Curiosidades Musicais (1938) foi o primeiro no Brasil a usar técnica de montagem. Na década de 40 Almirante abandonou a carreira de cantor e passou a se dedicar exclusivamente à atividade de radialista. Em 18 anos, comandou 20 programas de rádio. Uma de suas principais batalhas, nos anos 50, foi pela recuperação de músicos já então esquecidos, como Donga, João da Baiana, Pixinguinha e outros. Com essa preocupação, Almirante passou a se interessar pela preservação da história da música popular brasileira, tornando-se um dos primeiros e mais importantes pesquisadores nessa área. Em 1963 lançou o livro "No Tempo de Noel Rosa", doando dois anos depois seu acervo para o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Em 1990 passou de biógrafo a biografado, quando Sérgio Cabral lançou "No Tempo de Almirante - Uma História do Rádio e da MPB".

Raro vídeo do Bando de Tangarás - Vamos falar do norte
Almirante é quem está cantando, Noel Rosa ao violão no cando superior esquerdo (a única imagem em movimento conhecida), Henrique Brito ao violão no canto superios direito, Daniel Simões no pandeiro no canto inferior esquerdo, Abelardo Braga sentado no centro, Carlos Braga (João de Barro/Braguinha) ao violão no canto inferior direito


Primeiro LP (10 polegadas):

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Dia 28.02 - Comemora-se o aniversário de nascimento do compositor, jornalista, letrista e radialista DENIS BREAN de 1920. Denis Brean nasceu Augusto Duarte Ribeiro em Campinas (SP). Em 1934, mudou-se para São Paulo onde trabalhou inicialmente como escriturário. Depois, atuou como jornalista. Em 1936, sua canção "Poesia da Uva" obteve o primeiro prêmio na Festa da Uva, de Jundiaí (SP), gravada por Cyro Monteiro em disco não comercial. A partir da gravação de Carlos Galhardo em 1944 da valsa carnavalesca "No tempo da onça", as portas se abriram para ele. Tanto que em 1945, estourou na voz de Cyro Monteiro com o samba "Boogie-woogie na favela", depois regravado por vários artistas. Em 1947, outro sucesso, "Bahia com H", na voz de Francisco Alves, regravado por João Gilberto, Caetano Veloso e Gilberto Gil no disco "Brasil", de 1981. A partir desse momento sela uma parceria com Oswaldo Guilherme, que produziu algumas pérolas da MPB, como "Franqueza" e "Conselho", ambas gravadas por Nora Ney e Maysa, e regravadas inúmeras vezes. Também emplacaram juntos a marcha de carnaval "Grande Caruso", com João Dias, entre outras. Com outros parceiros obteve êxito com "Marrequinha" (com Raul Duarte), na voz de Isaura Garcia, "La vie en samba" (com Blota Junior), gravada por Dircinha Batista, "Mambo não" (com Luiz Gonzaga) e "Raízes", gravada por Maysa. Além de compor, atuou como jornalista em diversos periódicos, foi produtor de rádio, televisão e discos, tendo lançado na Odeon, entre outros, Hebe Camargo. Também foi gravado por Agnaldo Rayol, Altemar Dutra, Carmen Costa, Carolina Cardoso de Menezes, Dick Farney, Demônios da Garoa, Elizeth Cardoso, Elza Soares, Emílio Santiago, Gilberto Gil, Joel & Gaúcho, Lana Bittencourt, Leny Eversong, Novos Baianos, Roberto Silva, Waldir Azevedo, Walter Wanderley, Wanderley Cardoso, Wilson Simonal e muitos outros. Denis Brean faleceu em 16/08/1969.

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