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   Collector's Notícias Online - retrospectiva dezembro

     
Dia 02.12 - Comemora-se o aniversário de nascimento do empresário FRED FIGNER de 1866. Pioneiro, responsável pelo início da história da música popular brasileira gravada. A primeira gravadora de discos do Brasil, Casa Edison, de propriedade de Frederico Figner & Cia. foi fundada em 1900 pelo empresário tcheco naturalizado americano, na rua do Ouvidor no Rio de Janeiro e se dedicava a vender aparelhos sonoros (máquinas falantes), cilindros, chapas, etc. Em 1901, Figner se associou à indústria de discos alemã Zon-O-Phone, pertencente ao conglomerado Carl Lindström, para lançar e gravar discos com exclusividade. Lá foi feito o primeiro registro fonográfico do Brasil, o lundu "Isto é bom" de Xisto Bahia, gravado por Bahiano, em 1902. Em 1913 Figner instalou no bairro de Vila Isabel a primeira fábrica de discos do Brasil, a Fábrica Odeon, com 500 funcionários e uma produção de 30 mil chapas por mês. Também fundou filiais em São Paulo e Porto Alegre. O Brasil se tornou, na época, o terceiro maior mercado discográfico do mundo, posto que perdeu depois da Primeira Guerra Mundial. Em 1930, a Transoceanic obrigou Figner a vender todo o patrimônio da Casa Edison, dominando, a partir de então, o processo de gravação no Brasil, ao lado de outras multinacionais, como a Columbia e a Victor. Com 40 mil títulos lançados ao longo de 28 anos, a Casa Edison marca a etapa heróica da gravação de discos no Brasil. A empresa funcionou até os anos 50, vendendo, como já vinha fazendo desde o início, mimeógrafos e máquinas de escrever.

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- Resumo biográfico no ICCA


Dia 03.12 - Comemora-se o aniversário de nascimento da cantora ARACY COSTA (Araci Cortes Costa de Almeida) de 1932. Quando criança trabalhou em circo, e em 1948 inscreveu-se no concurso "À procura de uma Lady Crooner", promoção da Rádio Clube do Brasil para a orquestra de Napoleão Tavares. Dois meses depois, venceu o programa de calouros "Papel Carbono", de Renato Murce, e obteve contrato com a Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, de onde saiu no ano seguinte para integrar o quadro da Rádio Guanabara. Algum tempo depois foi levada por Haroldo Barbosa para a Rádio Tupi carioca. Seu primeiro disco data de 1950, quando gravou pela Todamérica os baiões "Oba lá lá" (Xerém e Guará) e "Rio Vermelho" (Guará e José Batista). Um de seus maiores sucessos foi a marchinha de Peterpan e José Batista "Papai me disse", do Carnaval de 1952. No ano seguinte viajou pela Argentina e Uruguai com a orquestra do maestro Carioca e, depois, pelos E.U.A. com a orquestra de Ari Barroso. Em 1955 foi eleita A Melhor Cantora das Associadas. Em 1960, com o sucesso do samba "Favela amarela" (Jota Júnior e Oldemar Magalhães), foi eleita Rainha do Carnaval.

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- Resumo biográfico no ICCA
- Aracy Costa canta "Carnaval na lua" no filme de 1959 ENTREI DE GAIATO
- Aracy Costa canta "Favela amarela" no filme de 1960 SAMBA EM BRASÍLIA


Dia 05.12 - Comemora-se o aniversário de nascimento do ator, cantor e compositor BLECAUTE (Otávio Henrique de Oliveira) de 1919. Nasceu no Espírito Santo do Pinhal SP. Era também conhecido pelo pseudônimo de "General da Banda", devido a seu maior sucesso, a marchinha de Carnaval homônima. Em 1933, participou do programa de calouros A Peneira de Ouro, na Rádio Tupi. Em 1941, já cantava na Rádio Difusora, adotando o nome artístico (sugerido por Capitão Furtado) de Black-out, aportuguesado para Blecaute, devido a sua etnia negra. Em 1942, contratado pela Rádio Tamoio, foi para o Rio de Janeiro. Lá apresentou-se também na Rádio Mauá e na Rádio Nacional. Em 1944 participou, como cantor, do filme Tristezas não Pagam Dívidas e gravou o primeiro disco, "Eu agora sou casado". Em 1949 o carnaval trouxe grandes sucessos como "O pedreiro Valdemar" (de Wilson Batista e Roberto Martins) e "General da Banda" (Tancredo Silva, Sátiro de Melo e José Alcides), que lhe valeria a alcunha que carregaria para o resto da vida. Outros sucessos carnavalescos: Maria Candelária, Maria Champanhota e Piada de Salão

Primeiro LP (10 polegadas):

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- Blecaute canta "Maria Brasília" no filme de 1959 ENTREI DE GAIATO


Dia 08.12 - Aniversário de nascimento da cantora LENITA BRUNO de 1926. Começou a carreira aos 14 anos, nos programas de calouros das rádios Nacional e Cruzeiro do Sul, sendo contratada em 1946 pela Mayrink Veiga, onde trabalhou ao lado de Dick Farney, cantando em dueto num programa de jazz. Foi crooner de orquestra, cantou operetas e foi a artista principal da Rádio Nacional no inícios dos anos 50. Seu contato com Tom Jobim e Vinicius de Moraes começou em 1957, quando assistiu à peça "Orfeu da Conceição" diversas vezes porque seu marido era o responsável pelas orquestrações. Assim, Lenita foi a primeira intérprete de "Eu sei que vou te amar", "Sem você", "Soneto da separação" e "Por toda a minha vida" no disco "Por toda a minha vida", de 1959. Em 1964 foi para os Estados Unidos, onde viveu por sete anos e atuou como cantora, se apresentando em casas noturnas, programas de televisão e gravando discos com Laurindo de Almeida e o jazzista Bud Shank. De volta ao Brasil, sua presença nos palcos e estúdios tornou-se menos assídua. Fez sua última apresentação em 1986, no Restaurante Botanic, no Rio de Janeiro, no show "Para amar e sofrer". Várias de suas interpretações podem ser encontradas na Collector's Editora Ltda, que em 1989 as lançou no inédito LP da série Ídolos do Rádio - Lenita Bruno. Encarte com texto de João Máximo.

Ouça trechos do LP:
- I COULD HAVE DANCED ALL NIGHT (Alan Jay Lerner & Frederick Loewe)
- TONIGHT (Stephen Sondheim & Leonard Bernstein)
- I CAN'T GIVE YOU ANYTHING BUT LOVE (Jimmy McHugh & Dorothy Fields)
- L'AMOUR, TOUJOURS L'AMOUR (Rudolf Friml & Catherine Chisholm Cushing)

Primeiro LP (10 polegadas):

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- Ouça Lenita Bruno na RÁDIO UOL
- Compre agora o vinil de Lenita Bruno na loja COLLECTOR'S MEMÓRIA



Dia 10.12 - Falecimento do jornalista e compositor DAVID NASSER em 1980. Paulista de Jaú, passou a infância em São Lourenço (MG) e aos 15 anos mudou-se para o Rio de Janeiro. Foi vendedor ambulante e ainda adolescente começou a trabalhar em jornais cariocas. Com cerca de 18 anos começou a compor músicas de carnaval, tendo entre seus principais parceiros Alcir Pires Vermelho, com quem fez "Canta, Brasil", gravado por Francisco Alves, de quem era amigo, em 1941 e "Esmagando rosas", entre outras. Já em 1939 duas estrelas do rádio gravaram composições suas: Aracy de Almeida ("Chorei quando o dia clareou", com Nelson Teixeira — embora se diga que a música seja em verdade de autoria de Francisco Modesto, e que Nasser a teria comprado) e Carmen Miranda ("Candeeiro", com Kid Pepe). Um de seus maiores sucessos, a marchinha "Nega do cabelo duro" (com Rubens Soares), teve sua primeira interpretação registrada pelos Anjos do Inferno, para o carnaval de 1942. Outros grandes êxitos foram "Tudo em vão" (com Roberto Martins) na voz de Nelson Gonçalves, "A valsa de Maria" na voz de Nelson Gonçalves, "Algodão" na voz de Sílvio Caldas, "Mãe Maria" na voz de Nelson Gonçalves (as três com Custódio Mesquita), "Coroa de Rei" na voz de Dircinha Batista, "Serpentina" na voz de Nelson Gonçalves (ambas com Haroldo Lobo), "Carlos Gardel" na voz de Nelson Gonçalves (com Herivelto Martins), "A normalista" na voz de Nelson Gonçalves (com Benedito Lacerda), "Confete" na voz de Francisco Alves (com Jota Júnior) e o "Baião da Penha" na voz de Luiz Gonzaga (com Guio de Moraes), gravado em épocas diferentes por Luiz Gonzaga ("O Sanfoneiro do Povo de Deus", 1968), Caetano Veloso ("Circuladô", 1991) e Gilberto Gil ("Eu, Tu, Eles", 2000). Depois de trabalhar em O Jornal e dez anos como plantonista do jornal O Globo ao lado do então fotógrafo Ibrahim Sued — o que lhe dava familiaridade com o quotidiano boêmio da cidade — transferiu-se para a revista "O Cruzeiro", onde fez história a partir de 1944 por suas reportagens ao lado do fotógrafo Jean Mazon. Teve atuação marcante escrevendo também sobre política durante o Estado Novo. Depois de quase 30 anos trabalhando em empresas dos Diários Associados, passou algum tempo desligado do jornalismo, dedicando-se a uma fazenda de sua propriedade, onde criava gado leiteiro e extraía madeira. Mais tarde, recebeu um convite e foi para a revista "Manchete", onde assinava uma coluna. Escreveu livros sobre grandes figuras da música brasileira, como "A Vida Trepidante de Carmen Miranda" e "Chico Viola".

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- Sobre a vida de Francisco Alves escrita para a revista O CRUZEIRO (vol. 3 e 4 )



Dia 11.12 - Aniversário de nascimento do compositor, cantor e violonista NOEL ROSA (Noel de Medeiros Rosa) de 1910. Nascido e criado no bairro carioca de Vila Isabel, colaborou para transformar o bairro em ponto-chave no mapa do samba brasileiro. Mesmo tendo morrido com apenas 26 anos, deixou mais de 200 composições, entre elas inúmeros clássicos indiscutíveis como "Palpite infeliz", "Feitiço da Vila", "Conversa de botequim", "Último desejo", "Silêncio de um minuto", "Pastorinhas" e "Com que roupa?". Desde a adolescência mostrou gosto pela música e pela vida boêmia, deixando de lado os estudos e o curso de medicina sonhado pelos pais. Criou fama de bom violonista no bairro e em 1929 foi chamado para integrar o Bando de Tangarás, ao lado de João de Barro, Almirante, Alvinho e Henrique Brito. Suas primeiras composições foram gravadas por ele mesmo em 1930: "Minha viola" e "Festa no céu". Desde cedo Noel mostrou grande aptidão para o humor, para o relato do cotidiano urbano, do amor nem sempre idílico, da realidade nua e crua e, dependendo do ponto de vista, muito engraçada. Exemplos de seu bom humor são "Coração" (samba "anatômico", lembranças do curso de medicina), "Mulher indigesta", "Com que roupa?", "Tarzan, o filho do alfaiate" (com Vadico), "Gago apaixonado", "Cem mil-réis" (com Vadico) e muitas outras. Já sua faceta cronista do Rio de Janeiro dos anos 20/30 se revela em "Conversa de botequim" (com Vadico), "Coisas nossas", "O orvalho vem caindo" (com Kid Pepe), "O X do problema", "Três apitos". Noel vendeu alguns sambas a cantores e teve outros gravados, sendo conhecido no rádio. Mário Reis, Francisco Alves e principalmente Aracy de Almeida foram alguns dos intérpretes mais notórios de seus sambas. Com Mário Reis chegou a excursionar pelo sul do país, atuando como violonista. No ano de 1933, depois de gravar sucessos como "Até amanhã", "Fita amarela" e "Onde está a honestidade", aconteceu o primeiro "round" de seu desentendimento com o sambista Wilson Batista. Da rixa saíram as músicas "Lenço no pescoço" (Wilson), "Rapaz folgado" (Noel), "Mocinho da Vila" (Wilson). O segundo "round" deu-se em 1934, com "Feitiço da Vila" (Noel), "Conversa fiada" (Wilson), "Palpite infeliz" (Noel) e "Frankenstein da Vila" (Wilson). Nesse mesmo ano de 1934 casou-se com Lindaura, apesar de sua notória paixão pela dançarina de cabaré Ceci, para quem compôs suas músicas mais líricas, como "Último desejo", "Dama do cabaré", "Pra que mentir" (com Vadico) e "Quantos beijos" (com Vadico). Apesar da tuberculose que o atacou desde cedo, obrigando-o a internações em sanatórios, jamais abandonou a boêmia, o samba na rua, a bebida, o cigarro. Depois de sua morte, em 1937, sua obra caiu em um certo esquecimento, sendo redescoberta por volta de 1950, quando Aracy de Almeida lançou com enorme sucesso dois álbuns de 78 rotações com músicas suas. Desde então passou a figurar na galeria dos nomes fundamentais do samba.

Primeiro LP (10 polegadas):



Tributos em LP's 10 polegadas:

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- Noel Rosa e Almirante em raras imagens no BANDO DE TANGARÁS
- Programas "No tempo de Noel Rosa" no ACERVO RADIOFÔNICO COLLECTORS
- Compre o livro "No tempo de Noel Rosa" na loja COLLECTOR'S MEMÓRIA



Dia 13.12 - Aniversário de nascimento do cantor, compositor e sanfoneiro LUIZ GONZAGA (Luiz Gonzaga do Nascimento) de 1912. Maior responsável pela divulgação da música nordestina no resto do Brasil, Luiz Gonzaga nasceu na Fazenda Caiçara, em Exu (PE). Filho de um lavrador e sanfoneiro, desde criança se interessou pela sanfona de oito baixos do pai, a quem ajudava tocando zabumba e cantando em festas religiosas e forrós. Saiu de casa em 1930 para servir o exército como voluntário. Viajou pelo Brasil como corneteiro, tendo baixa em 1939. Resolveu ficar no Rio de Janeiro, com uma sanfona recém-comprada. Passa então a se apresentar em ruas, bares e mangues, tocando boleros, valsas, canções, tangos. Por essa época percebe a carência que os migrantes nordestinos têm de ouvir sua própria música, e passa a tocar, com grande sucesso, xaxados, baiões, chamegos e cocos. Foi no programa de calouros de Ary Barroso e tocou seu chamego "Vira e mexe", com grande aprovação do público e do temível apresentador, que lhe deu nota máxima. Depois de descobrir esse filão no mercado, Gonzagão começa a frequentar programas de rádio - substituindo inclusive seu ídolo Antenógenes Silva - e a gravar discos, sempre com repertório de músicas nordestinas. Mais tarde passa a cantar também, e não apenas tocar sua sanfona, além de mostrar seu talento como compositor. Em 1943 apresenta-se vestido a caráter como nordestino, com bastante êxito. Seu maior sucesso, "Asa branca" (com Humberto Teixeira), foi gravado em 1947 e regravado inúmeras vezes por diversos artistas até hoje. Trabalhou na Rádio Nacional e até cerca de 1954 teve seu auge de popularidade, um sucesso avassalador que lançou a moda do baião e do acordeom, além de obrigar todas as prensas de sua gravadora, a RCA, a trabalhar para atender aos pedidos de seus discos. Depois disso, com a ascensão da bossa nova, se afastou um pouco dos palcos dos grandes centros e passou a se apresentar em cidades do interior, onde sempre continuou extremamente popular. Nos anos 70 e 80 foi voltando à cena, em muito graças às releituras de sua obra feitas por artistas como Geraldo Vandré, Caetano Veloso, Gilberto Gil, seu filho Gonzaguinha e Milton Nascimento. Algumas de suas músicas mais conhecidas são as parcerias com Zé Dantas: "Vozes da seca", "Algodão", "A dança da moda", "ABC do sertão", "Derramaro o gai" na voz dos Quatro Ases e um Coringa, "A Letra I", "Imbalança", "A volta da Asa Branca", "Cintura fina", "O xote das meninas"; ou com Humberto Teixeira: "Juazeiro", "Paraíba", "Mangaratiba", "Baião de dois" na voz de Emilinha Borba, "No meu pé de serra", "Assum preto", "Légua tirana", "Qui nem jiló" na voz de Marlene e Os Cariocas. Outras parcerias que tiveram êxito foram "Tá bom demais" (com Onildo de Almeida), "Danado de bom" (com João Silva), "Dezessete e setecentos" na voz de Manezinho Araújo (com Miguel Lima) e "Cortando pano" (com J. Portela)

Primeiros LP's (10 polegadas):

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- Visite o mais completo site sobre Luiz Gonzaga LUIZ LUA GONZAGA
- Programas "No mundo do baião" no ACERVO RADIOFÔNICO COLLECTOR'S
- Obra completa 78 rpm 100% restaurada no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 13.12 - Aniversário de nascimento do instrumentista, gaitista e compositor EDU DA GAITA (Eduardo Nadruz) de 1916. Gaúcho de Jaguarão, começou a carreira como gaitista-prodígio, ao vencer 300 crianças em um concurso de gaita aos 9 anos em Pelotas (RS). Na década de 30 mudou-se para São Paulo, onde teve diversos empregos, inclusive o de cantor de tango. Pouco tempo depois mudou-se para o Rio de Janeiro e foi levado por Silvio Caldas para a Rádio Mayrink Veiga, onde adotou o nome artístico. Tocou no Copacabana Palace, em cassinos e foi solista de orquestras sinfônicas. Participou de várias gravações acompanhando outros músicos. Gravou em 1956, pela Continental, o virtuosístico "Moto Perpetuo" de Paganini, peça original para violino transcrita por Edu para gaita. Além de gravar discos solo, tocou no Sexteto Radamés Gnattali e excursionou pela Europa e América do Sul.

Primeiros LP's (10 polegadas):

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- Site oficial de EDU DA GAITA
- Disco original 78 rpm com o "Moto Perpetuo" à venda no site de leilões EBAY



Dia 19.12 - Aniversário de nascimento do instrumentista, trombonista, orquestrador, líder de orquestra e maestro CARIOCA (Ivan Paulo da Silva) do 1910. Era paulista da cidade de Taubaté, no interior de São Paulo. Começou a carreira em 1938, atuando como trombonista da orquestra de Fon-Fon. Em 1943, começou a trabalhar na Rádio Nacional com sua orquestra, indo depois para a Rádio Tupi. Em 1944, produziu com Haroldo Barbosa o prefixo para o Repórter Esso, gravado por ele mesmo no trombone, Luciano Perrone na bateria, Francisco Sergi e Marino Pissiani nos pistons. Trabalhou durante anos como integrante da Orquestra da Rádio Nacional. Carioca fez dezenas de gravações e arranjos para canções de gêneros nacionais e estrangeiros. Em 1958, foi contratado pelo selo Rádio, pelo qual gravou 5 LPs nesse mesmo ano. Fora tudo isso, o Maestro Carioca participou da elaboração das famosas calçadas musicais de Vila Isabel: a ele coube a simplificação das partituras (o repertório foi escolhido por Almirante). Carioca faleceu no Rio de Janeiro deixando saudades e um grande legado à música brasileira.

Ouça alguns arranjos em discos 78 rpm:
(1947) "Nenê" e "Tenebroso" na Odeon
(1949) "Apanhei-te cavaquinho" e "Linda flor" na Odeon
(1953) "Índia" e "Nem eu" na Sinter


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Dia 25.12 - Aniversário de nascimento do violonista, radio-ator compositor e cantor de orquestra LUIZ BANDEIRA de 1923. Estreou na carreira artística em 1939, em um programa de calouros da Rádio Clube de Pernambuco, que o contratou em seguida. Em 1950 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como crooner no Copacabana Palace e na Rádio Nacional. Nessa década sua atuação como compositor se destaca. Teve outros sucessos nos anos 50, entre os quais sua composição mais conhecida, "Na cadência do samba", utilizada como tema do cinejornal Canal 100, sobre futebol. Também conhecida como "Que bonito é", um dos versos, a música tornou-se sinônimo de futebol, apesar de não ter sido composta com essa intenção. Bandeira compôs jingles comerciais, foi produtor e compositor de frevos e baiões, além de sambas e marchas. Entre suas composições mais conhecidas estão "O apito no samba" (com Luiz Antônio) na voz dos Vocalistas Modernos, "Cafundó", "Onde tu tá, neném", "Torei o pau" aqui na voz de Leal rito, "Volta" aqui na voz de Miltinho e "Voltei, Recife". Gravou alguns discos durante a carreira e ganhou prêmios de composição por seus frevos. No final dos anos 80 aposentou-se e voltou a morar em Recife.

Nelson Gonçalves interpreta "Na cadência do samba" ou "Que bonito é"
de Luiz Bandeira. Tema de abertura do notíciário esportivo Canal 100.


Primeiro LP (10 polegadas):

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Dia 27.12 - Falecimento do cantor, compositor, teatrólogo e poeta DE CHOCOLAT (João Cândido Ferreira) em 1956. Ficou conhecido com dois pseudônimos: Jocanfer, do início da carreira, e De Cocolat, depois de temporada em Paris. O público parisiense lhe conferiu o apelido por ele ser mulato. Quando voltou ao Brasil, adotou esse pseudônimo. A Revista do Teatro, publicada pela SBAT, em seu número de fevereiro de 1957, dedicou-lhe uma reportagem, por ocasião de sua morte, onde se lê: "Com a morte de De Chocolat perdeu o Rio de Janeiro um dos seus expoentes artísticos da Velha Guarda. Boêmio até a raiz dos cabelos, De Chocolat, cujo verdadeiro nome era João Cândido Ferreira, foi um artista completo de variedades: repentista, improvisador e imitador, que cantava com muita graça e dizia versos como pouca gente, com uma simplicidade de espantar." Em 1929, Francisco Alves gravou o seu samba "Mulata", pela Odeon e Sílvio Caldas, sua "Modinha brasileira", na Parlophon. No mesmo ano, a cantora Laís Areda lançou, também na Odeon, o maxixe "Baianinha". Em 1932, Castro Barbosa lançou sua versão para o foxtrote "Boa-noite, querida". Ainda nesse ano, o grupo vocal As Três Marquesas gravou para a Victor sua versão para a valsa "Guarde a última valsa para mim", de Hirsch, Moacir Bueno da Costa gravou o fox canção "Olhos passionais", parceria com Gastão Bueno Silva, na Columbia, e Jorge Fernandes gravou na Victor a valsa "Aventuras de um beijo", com Guilherme Pereira. Ainda no mesmo ano, compôs com Oscar Mota o samba "Baianinha", gravado por Aracy Cortes na Parlophon e o fox-canção "Três horas da manhã", parceria com Manoel Pereira Franco, gravado por Moacir Bueno Rocha na Columbia. Em 1933, compôs com Caruzinho e Sílvio Caldas o samba "Na aldeia", gravado por Sílvio Caldas na Victor. Em 1934, sua marcha "Negra também é gente", parceria com Ary Barroso, foi gravada por Francisco Alves na Odeon. Em 1935, Augusto Calheiros gravou a valsa canção "Falando ao teu retrato", parceria com Meira e Aurora Miranda o samba canção "Meu branco", com Benedito Lacerda, ambas as gravações na Odeon. Em 1937, Gastão Formenti gravou pela Odeon a canção "Felicidade", com J. C. Rondon. Em 1953, Ângela Maria gravou pela Copacabana a canção "Vida de bailarina", com Américo Seixas.

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Dia 31.12 - Aniversário de nascimento do cantor MÁRIO REIS (Mário da Silveira Meirelles Reis) de 1907. De família carioca abastada, começou a ter aulas de violão na mesma época em que ingressou na faculdade de Direito, por volta de 1926. O professor era Sinhô, conhecido como Rei da Samba, que, impressionado com o aluno, resolveu levá-lo para uma gravadora. Mário Reis inaugurou um estilo de cantar diferente do que havia no Brasil até então. Ao contrário dos vozeirões do rádio, cantava coloquial, com outro timbre e uma divisão rítmica mais ágil, dando uma interpretação diferente às canções. Seus primeiros sucessos foram gravações de músicas de Sinhô, como "Que vale a nota sem o carinho da mulher", "Jura" e "Gosto que me enrosco", essas duas últimas do 78 rpm que foi seu primeiro grande êxito. Foi colega de Ary Barroso na Escola de Direito, e foi o primeiro intérprete a gravar uma música do então desconhecido pianista e compositor: o samba "Vou à Penha", em 1929. No ano seguinte começou a gravar uma série de discos em dupla com o vozeirão de Francisco Alves, fórmula que mostrou-se extremamente bem-sucedida, e imitada, entre outras, pela dupla Jonjoca e Castro Barbosa. Na década de 30 firmou-se como um dos maiores intérpretes de Noel Rosa, que também foi seu parceiro. Entre essas gravações estão a de "Filosofia" (Noel e André Filho) e "Meu barracão". Gravou, em 1933, dois grandes sucessos de Lamartine Babo, "Linda morena" e "A tua vida é um segredo", e no ano seguinte "Alô Alô" (André Filho) em dueto com Carmen Miranda. Outro grande êxito foi com "Agora é cinza", de Alcebíades Barcelos e Armando Marçal, que nos anos 80 voltaria a ser sucesso com Mestre Marçal, filho do compositor. Consagrado como um dos maiores cantores da era do rádio, afastou-se do meio artístico nos anos 40, voltando a gravar esporadicamente nas décadas de 50 e 60 e ainda em 1971, regravando grandes sucessos.

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- Cantando "Cadê Mimi" no filme ALÔ ALÔ CARNAVAL (1936)
- Cantando "Teatro da vida" no filme ALÔ ALÔ CARNAVAL (1936)
- Mário Reis no ACERVO COLLECTOR'S






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