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   Collector's Notícias Online - retrospectiva agosto

     
Dia 07.08 - Falecimento do cantor ORLANDO SILVA (Orlando Garcia da Silva) em 1978. Considerado o melhor dos grandes cantores da era do rádio, ao lado de Francisco Alves, Silvio Caldas e Carlos Galhardo, Orlando Silva teve uma história de glórias e dramas. Seu período de auge durou relativamente pouco: apenas sete anos, de 1935 a 1942. Filho de um violonista e chorão amador, perdeu o pai aos 3 anos de idade, vitimado pela gripe espanhola. Por isso, teve que largar os estudos cedo para trabalhar. Aos 17 anos perdeu parte do pé esquerdo em um acidente de bonde, o que o obrigou a ficar quatro meses hospitalizado com dores horríveis, que só cediam com doses de morfina. Quando se recuperou voltou a trabalhar como cobrador numa linha de ônibus. Costumava cantar para os amigos e vizinhos até que um conhecido o apresentou ao cantor Luiz Barbosa, que o levou para a Rádio Cajuti. Um dia o violonista e compositor Bororó o ouviu e apresentou a Francisco Alves, que gostou do que ouviu. Passou a se apresentar em programas de rádio e em 1935 gravou o primeiro disco. No ano seguinte participou de um filme e da inauguração da Rádio Nacional, onde passou a ter seu próprio programa. Foi numa temporada em São Paulo, em que cerca de 10 mil pessoas foram ouvi-lo, que surgiu o apelido "Cantor das Multidões". Em março de 1937 lança o que seria um de seus maiores sucessos: "Lábios que beijei" (J. Cascata e Leonel Azevedo), com o inovador arranjo de cordas feito pelo maestro Radamés Gnattali. Orlando fez também as primeiras gravações de "Carinhoso" (Pixinguinha e João de Barro) e "Rosa" (Pixinguinha e Otávio de Souza). Os sucessos não paravam, e a vendagem dos discos continuava aumentando sempre: "Nada além" (Custódio Mesquita e Mário Lago), "Dá-me tuas mãos" (Roberto Martins e Mário Lago), "Boêmio" (Ataulfo Alves, J. Pereira e O. Portella), "Juramento falso" (J. Cascata e Leonel Azevedo), "Deusa do cassino" (Newton Teixeira e Torres Homem), "Por quanto tempo ainda" (Joubert de Carvalho), "Naná" (Custódio Mesquita, Jardel e Geysa Bôscoli), "Abre a janela" (Roberto Roberti e Arlindo Marques Jr), "Curare" (Bororó), "Alegria" (Assis Valente e Durval Maia), "Aos pés da cruz" (Marino Pinto e José Gonçalves), "A primeira vez" (Bide e Marçal), "Dama do cabaré" (Noel Rosa). Por volta de 1940 a carreira de Orlando Silva, então no auge da fama, entrou em declínio. Começou a fazer uso frequente de morfina, tornando-se dependente químico e tendo crises de abstinência quando não podia usar a droga. Em 1942 passou alguns meses afastado dos estúdios, em parte por causa de um problema dentário, em parte porque estava se internando para livrar-se da morfina. Tentando livrar-se de uma dependência, acabou também vitimado por outra, o alcoolismo. Suas cordas vocais não resistiram ao álcool e à morfina, e quando Orlando voltou ao estúdios já não era o mesmo. Entre maio e novembro de 1942, tudo mudou na vida do Cantor das Multidões. Rescindiu seus contratos com a gravadora RCA e mais tarde com a Rádio Nacional, em 1945. Depois disso, o cantor ensaiou diversas "voltas", prosseguindo na carreira com alguns sucessos até o ocaso, apesar de cultuado com devoção por discípulos que vão de João Gilberto a Caetano Veloso.

Documentário sobre a vida do brasileiro "Orlando Silva ", O Cantor das Multidões

Primeiros LP's (10 polegadas):

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- Resumo biográfico no ICCA
- Obra completa em discos 78 rpm no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 15.08 - Falecimento do flautista e compositor ALTAMIRO CARRILHO (Altamiro Aquino Carrilho) em 2012. Depois de tocar tarol na banda Lira de Árion, começou a estudar flauta. Iniciou a carreira nos programas de calouros, tendo obtido o primeiro prêmio no Calouros em Desfile, de Ary Barroso. Fez fama como improvisador e participou de numerosos grupos, discos e shows. Em 1949 gravou seu primeiro choro, "Flauteando na chacrinha", no ano seguinte montou seu próprio conjunto na Rádio Guanabara. Em 1951 substituiu Benedito Lacerda no conjunto regional de Garoto, contratado pela Rádio Mayrink Veiga. Lá acompanhou grandes estrelas como Vicente Celestino, Orlando Silva e Francisco Alves. Formou o grupo Altamiro e sua Bandinha, que teve programa na TV Tupi e emplacou o sucesso "Rio antigo", com mais de 700 mil cópias vendidas. Nos anos 60 excursionou fora do país, e na década seguinte passou a ser um dos flautistas mais requisitados, por conta do movimento de redescoberta do choro.

Caixa com 4 DVDs e 1 Livro pela Biscoito Fino. Em documentários e concertos recentes, clipes antigos e apresentações especiais, um dos maiores instrumentistas que a música brasileira produziu o último dos grandes mestres do choro dá mostra da sua arte do sopro, feita de elegância, velocidade e leveza, de variedade, virtuosismo e concisão.

Primeiros LP's 10 polegadas:

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- Resumo biográfico no ICCA
- Sobre a vida de Altamiro Carrilho na Rádio Batuta do IMS
- Notícia sobre a morte de Altamiro Carrilho na Reuters Brasil



Dia 16.08 - Falecimento do compositor, cantor e violonista DORIVAL CAYMMI em 2008. Compositor baiano responsável em grande parte pela imagem que a Bahia tem hoje em dia, seu estilo inimitável de compor e cantar influenciou várias gerações de músicos brasileiros. Em Salvador teve vários trabalhos antes de tentar a sorte como cantor de rádio, e como compositor ganhou um concurso de músicas de carnaval em 1936. Dois anos mais tarde foi para o Rio de Janeiro com o objetivo de realizar o curso preparatório de Direito e talvez arranjar um emprego como jornalista, profissão que já havia exercido em Salvador. Mas, incentivado pelos amigos, muda de idéia e resolve enveredar para a música. Primeiro, por obra do acaso, tem sua música "O que é que a baiana tem" incluída no filme "Banana da terra", estrelado por Carmen Miranda. Em seguida sua música "O mar" foi colocada em um espetáculo promovido pela então primeira-dama Darcy Vargas. Daí em diante seu prestígio foi se ampliando. Passou a atuar na Rádio Nacional, onde conheceu a cantora Stella Maris, com quem se casou em 1940. Seus filhos Dori, Danilo e Nana também são músicos. As canções que celebrizaram Caymmi versam na maioria das vezes sobre temas praieiros ou sobre a Bahia e as belezas da terra, o que colaborou para fixar, de certa forma, uma imagem do Brasil para o exterior e para os próprios brasileiros. Algumas das mais marcantes são "A lenda do Abaeté", "Promessa de pescador", "É doce morrer no mar", "Marina", "Não tem solução", "João Valentão", "Maracangalha", "Saudade de Itapoã", "Doralice", "Samba da minha terra" pelo Bando da Lua, "Lá vem a baiana", "Suíte dos pescadores", "Sábado em Copacabana" por Lúcio Alves, "Nem eu", "Nunca mais", "Saudades da Bahia", "Dora", "Oração pra Mãe Menininha", "Rosa morena" pelos Anjos do Inferno, "Eu não tenho onde morar", "Promessa de pescador", "Das rosas". Em 60 anos de carreira, Dorival Caymmi gravou cerca de 20 discos, mas o número de versões de suas músicas feitas por outros intérpretes é praticamente incalculável. Sua obra, considerada pequena em quantidade, compensa essa falsa impressão com inigualável número de obras-primas.

Primeiros LP's 10 polegadas (clique nas capas para ouvir):



Primeiros tributos em LP's 10 polegadas:

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- Resumo biográfico no ICCA
- Documentário "A arte de Dorival Caymmi" (1/4) no MOSAICOS - TV CULTURA
- Documentário "A arte de Dorival Caymmi" (2/4) no MOSAICOS - TV CULTURA
- Documentário "A arte de Dorival Caymmi" (3/4) no MOSAICOS - TV CULTURA
- Documentário "A arte de Dorival Caymmi" (4/4) no MOSAICOS - TV CULTURA
- Dorival Caymmi - SITE OFICIAL



Dia 18.08 - Falecimento do compositor, pianista e regente EDUARDO SOUTO em 1942. Dedicou-se a diversos gêneros, como a valsa, o tango, o samba ( "Tatu subiu no pau", sucesso do carnaval de 1923 aqui cantado por Bahiano). Compôs músicas românticas, como o tango "O despertar da montanha" aqui interpretado pelo pianista Mário de Azevedo, "As Quatro Estações", as operetas "Paixão de artista" aqui na voz de Vicente Celestino, "Os milhões do Senhor Conde", "A maçã" entre outras. Compôs ainda o hino oficial do Botafogo, hino que foi ofuscado pela criação do de Lamartine Babo. "Despertar da montanha" foi gravada com solo de piano, e por diversos conjuntos musicais: o maestro Radamés Gnatalli em versão com orquestra; e o grande violonista Dilermando Reis gravou-a com solo de violão acompanhado de orquestra.

Tributo em LP 10 polegadas:

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- Resumo biográfico no ICCA


Dia 19.08 - Aniversário de nascimento da cantora ARACY DE ALMEIDA (Aracy Teles de Almeida) de 1914. Considerada a maior intérprete de Noel Rosa, Aracy de Almeida começou cantando em igrejas do subúrbio do Rio até ser levada para o rádio por intermédio de Custódio Mesquita, que a ouviu cantar em 1933. Logo fez fama como intérprete de sambas nas rádios Philips, Mayrink Veiga, Ipanema e Tupi e fez história com gravações antológicas de "Palpite infeliz" (Noel Rosa), "Tenha pena de mim" (Cyro de Souza e Babaú), "Fez bobagem" (Assis Valente), "Camisa amarela" (Ary Barroso) e "Feitiço da Vila" (Noel Rosa e Vadico). Foi, ao lado de Carmen Miranda, a maior cantora de sambas dos anos 30. Depois de atuar com sucesso na boate Vogue em Copacabana na década de 40, entre 1950 e 1951 gravou dois álbuns dedicados a Noel Rosa, que seriam responsáveis pela reavaliação da obra do poeta da Vila. Tinha uma personalidade franca e boêmia, falava sempre o que queria, e sua maneira de cantar foi determinante para definir os rumos do samba cantado por voz feminina. No final da vida atuava como jurada do programa A Buzina do Chacrinha e do Show de Calouros do Programa Silvio Santos, do SBT, em que era conhecida por dar notas baixas a quase todos os calouros.

Primeiros LP's (10 polegadas):

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- Resumo biográfico no ICCA
- Documentário Aracy de Almeida (1/6) no MOSAICOS - TV CULTURA
- Documentário Aracy de Almeida (2/6) no MOSAICOS - TV CULTURA
- Documentário Aracy de Almeida (3/6) no MOSAICOS - TV CULTURA
- Documentário Aracy de Almeida (4/6) no MOSAICOS - TV CULTURA
- Documentário Aracy de Almeida (5/6) no MOSAICOS - TV CULTURA
- Documentário Aracy de Almeida (6/6) no MOSAICOS - TV CULTURA
- Discografia 78 rpm 100% restaurada e digitalizada no Acervo Collector's
- Programa "Caricatura de Aracy de Almeida" no Acervo Collector's



Dia 19.08 - Aniversário de nascimento do cantor, violonista e compositor FRANCISCO ALVES (Francisco de Morais Alves) de 1898. Um dos maiores fenômenos da história da música popular brasileira, Francisco Alves foi peça-chave no mercado fonográfico nacional. Surgiu em uma época em que as técnicas de gravação se aprimoravam no Brasil, os discos se popularizavam, o rádio se desenvolvia e o samba se consagrava como estilo musical. Com estimados 5 milhões de discos vendidos, sua carreira é toda superlativa. Estreou em 1929 no rádio, em programa da Rádio Sociedade, usando pela primeira vez o veículo de comunicação que faria a sua fama e glória. Ficou eternamente conhecido como o Rei da Voz (apelido dado pelo radialista César Ladeira), representante ilustre da era de ouro do rádio. Muitos foram os sucessos na voz de Francisco Alves. Alguns dos mais emblemáticos são a valsa "Boa noite, amor" (José Maria de Abreu e Francisco Matoso), "É bom parar" (Rubens Soares), "Foi ela" (Ary Barroso), "A mulher que ficou na taça" (com Orestes Barbosa), "Serra da Boa Esperança" (Lamartine Babo), "Se você jurar" (Ismael Silva), "Fita amarela" (Noel Rosa), "Aquarela do Brasil" (Ary Barroso), "Onde o céu azul é mais azul" (Alcyr Pires Vermelho, João de Barro e Alberto Ribeiro), e ainda "A voz do violão" (com Horácio Campos), "Malandrinha" (Freire Júnior), "Caminhemos" (Herivelto Martins) e "Cadeira Vazia" (Lupicínio Rodrigues e Alcides Gonçalves). Sua carreira não teve declínio. Quando morreu ainda estava no auge. Sua morte, em um acidente automobilístico, quando dirigia seu Buick, provocou comoção popular em todo o país. Milhares de pessoas acompanharam ao enterro e há até mesmo registro de um suicídio provocado pela morte do cantor.

Primeiros LP's (10 polegadas):

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- Canta "Comprei uma fantasia de pierrot" no filme ALÔ ALÔ CARNAVAL (1936)
- Canta "Manhãs de sol" no filme ALÔ ALÔ CARNAVAL (1936)
- Canta "Amei" no filme ALÔ ALÔ CARNAVAL (1936)
- Francisco Alves 100% digitalizado de forma bruta no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 21.08 - Falecimento do cantor e compositor ARY LOBO (Gabriel Eusébio dos Santos Lobo) em 1980. Foi um músico de forró natural de Belém, Pará. Ary Lobo foi daqueles gênios que não nascem mais nos dias de hoje, o maior compositor de forró da história, com mais de 700 músicas gravadas por ele e outros cantores, músicos e intérpretes. Um defensor solitário (ou quase) da música nordestina de raiz. Suas gravações são o retrato disso, a começar pelos instrumentos usados, ele não ousava muito, já tinha sua fórmula montada. De estilo semelhante ao de Jackson do Pandeiro, cantando derivativos do baião, entre cocos e rojões, Ary Lobo lançou vários sucessos nos anos 50 e 60 em seus nove LPs na RCA. Retratava a vida e os costumes nordestinos em diversas canções, como "Cheiro da gasolina", "Vendedor de caranguejo", "Eu vou pra lua", "Suplica cearense", "Evolução", "Menino prodígio" entre outros. Ary Lobo, antes de se tornar popular como cantor, exercia as mais diversas profissões, incluindo a de mecânico e musico corneteiro na Força Aérea Brasileira. Ao se apresentar em um concurso de calouros na PRC-5, de Belém, como era de se esperar, foi feliz em sua primeira apresentação. Todos achavam que a sorte de Gabriel estava no sul. Em uma certa ocasião, cantou no Teatro Arthur Azevedo, um show de curta temporada em São Luiz do Maranhão e eis que na plateia encontrava-se ninguém menos que Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, que logo de cara gostou da bossa do "Menino", fazendo-lhe então um convite para acompanhá-lo ao Rio, convite este que não pudera ser aceito, pois Ary tinha muitos compromissos. Um ano após, apareceu em Belém o conhecido compositor Pires Cavalcante, que reforçou o que todos já diziam. O jovem Ary arrumou as malas e partiu para a metrópole. Assinou contrato com a RCA Victor e em 1956 gravou seu primeiro disco, que foi o pontapé para a sua carreira musical. Ouça duas interpretações de Ary Lobo: "Eis o conselho" e "Riviolândia".

Primeiro LP (10 polegadas):

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Dia 23.08 - Falecimento do instrumentista e compositor EDU DA GAITA (Eduardo Nadruz) em 1982. Gaúcho de Jaguarão, começou a carreira como gaitista-prodígio, ao vencer 300 crianças em um concurso de gaita aos 9 anos em Pelotas (RS). Na década de 30 mudou-se para São Paulo, onde teve diversos empregos, inclusive o de cantor de tango. Pouco tempo depois mudou-se para o Rio de Janeiro e foi levado por Silvio Caldas para a Rádio Mayrink Veiga, onde adotou o nome artístico. Tocou no Copacabana Palace, em cassinos e foi solista de orquestras sinfônicas. Participou de várias gravações acompanhando outros músicos. Gravou em 1956, pela Continental, o virtuosístico "Moto Perpetuo" de Paganini, peça original para violino transcrita por Edu para gaita. Além de gravar discos solo, tocou no Sexteto Radamés Gnattali e excursionou pela Europa e América do Sul.

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- Site oficial de EDU DA GAITA



Dia 23.08 - Falecimento do cantor, compositor e ator VICENTE CELESTINO (Antônio Vicente Felipe Celestino) em 1968. Carioca, começou cantando para amigos e vizinhos, e aos poucos foi se tornando conhecido no bairro. Assistia às companhias líricas que se apresentavam no Rio de Janeiro e tinha Enrico Caruso entre seus grandes ídolos. Aos 20 anos estreou profissionalmente no Teatro São José, solando a valsa "Flor do mal" (S. Coelho e D. Correia), que fez estrondoso sucesso. Essa gravação, de 1916, foi sua primeira a vender milhares de cópias, um fenômeno para a época. Cantou na opereta "Juriti", de autoria de Chiquinha Gonzaga, e em 1920 montou sua própria companhia de operetas. Mesmo assim não abandonou o filão carnavalesco, que lhe rendeu sucessos como "Urubu subiu", em duo com Baiano. Foi um dos pioneiros no sistema elétrico de gravação no Brasil. Lançou, por esse processo, sucessos como "Santa" (Freire Júnior) e "Noite cheia de estrelas" (Índio). Na década de 30 começou a revelar-se também como compositor. É de sua autoria a música que o tornou conhecido através dos tempos: "O Ébrio", que foi transformado num dos filmes de maior bilheteria do país em 1946, dirigido por sua esposa Gilda de Abreu. Também são suas as músicas "Ouvindo-te", "Coração materno", "Patativa" e "Porta aberta". Tendo cantado sempre no Brasil, foi ídolo de quatro gerações e cantou, sempre em seu estilo "vozeirão" de tenor, mesmo músicas mais modernas e de caráter intimista, como canções de bossa nova ("Se todos fossem iguais a você"). Em pleno tropicalismo, Caetano Veloso regravou "Coração materno". O cantor faleceu quando seria homenageado num evento do movimento, em São Paulo.

Primeiros LP's (10 polegadas):

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- Veja aqui Vicente Celestino e a sua DISCOGRAFIA DE VINIL
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Dia 24.08 - Falecimento do cantor e compositor J.B. DE CARVALHO (João Paulo Batista de Carvalho) em 1979. Notabilizou-se como cantor de corimas e pontos de macumba. Iniciou a carreira artística em 1931 na extinta Rádio Cajuti interpretando corimás e músicas cantadas durante os rituais de macumba. Dirigiu durante anos o conjunto Tupi que teve entre seus integrantes o cantor e compositor Herivelto Martins. Foi o pioneiro na apresentação de pontos de umbanda em programas de rádio. Consta que o grupo, que fez apresentações em quase todas as emissoras de Rádio cariocas no início da década de 1930, sofria frequentes interrupções da polícia pois as pessoas entravam em transe ao ouvir as músicas. Foi preso diversas vezes e dizia que sempre era solto devido à sua amizade com o presidente Getúlio Vargas. Lançou seu primeiro disco solo pela Victor em 1931, interpretando os batuques "E vem o sol" e "Na minha terrera", de sua autoria. Podemos listar as seguintes interpretações na voz de J.B. de Carvalho: "Pena verde", "Cangira", "São Jorge guerreiro", "Ogum Yara", "Beira mar" e "Cadê Vira Mundo".

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Dia 24.08 - Falecimento da cantora LENITA BRUNO em 1987. Começou a carreira aos 14 anos, nos programas de calouros das rádios Nacional e Cruzeiro do Sul, sendo contratada em 1946 pela Mayrink Veiga, onde trabalhou ao lado de Dick Farney, cantando em dueto num programa de jazz. Foi crooner de orquestra, cantou operetas e foi a artista principal da Rádio Nacional no inícios dos anos 50. Seu contato com Tom Jobim e Vinicius de Moraes começou em 1957, quando assistiu à peça "Orfeu da Conceição" diversas vezes porque seu marido era o responsável pelas orquestrações. Assim, Lenita foi a primeira intérprete de "Eu sei que vou te amar", "Sem você", "Soneto da separação" e "Por toda a minha vida" no disco "Por toda a minha vida", de 1959. Em 1964 foi para os Estados Unidos, onde viveu por sete anos e atuou como cantora, se apresentando em casas noturnas, programas de televisão e gravando discos com Laurindo de Almeida e o jazzista Bud Shank. De volta ao Brasil, sua presença nos palcos e estúdios tornou-se menos assídua.

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Dia 25.08 - Falecimento do compositor e violonista DONGA (Ernesto Joaquim Maria dos Santos) em 1974. Integrante do núcleo embrionário que daria origem ao samba como o conhecemos hoje, nasceu no Rio de Janeiro e sempre frequentou rodas de samba e candomblé nos terreiros das "tias" baianas que promoviam a música africana no Rio do início do século. Na adolescência começou a tocar cavaquinho e violão. Por volta de 1916 participava das rodas de música na casa da lendária Tia Ciata, ao lado de João da Baiana, Pixinguinha e outros. Em 1917 ocorreu a gravação de "Pelo telefone", considerado o primeiro samba gravado na história. Registrado em nome de Donga e Mauro de Almeida, até hoje suscita polêmica em relação à autoria: alguns historiadores defendem que Mauro teria apenas feito o registro por escrito, não sendo de fato parceiro de Donga. Em 1919 integrou com Pixinguinha e outros seis músicos o grupo Os Oito Batutas, que em 1922 excursionou pela Europa com o propósito de divulgar a música brasileira. Também fez parte de bandas de jazz, e em 1928 organizou com Pixinguinha a Orquestra Típica Donga-Pixinguinha, que fez importantes gravações para a Parlophon nos anos 20 e 30. Participou com nove composições do disco "Native Brazilian Music", gravado pelo maestro norte-americano Leopold Stokowski e organizado por Villa-Lobos, para o mercado externo, em 1940. A maior parte das músicas de Donga inseridas nessa antologia eram sambas, toadas, macumbas e lundus. No final dos anos 50 voltou a se apresentar com o grupo Velha Guarda, em shows organizados por Almirante. Ouça agora algumas de suas composições: "Samba do bambu" (com Donga), "Quando você morrer" (com Carmen Miranda), "Este meio não serve" (com Mário Reis), "Passarinho bateu asas" (com Francisco Alves) e "Patrão, prenda seu gado" (com Almirante e Velha Guarda).

Donga canta "Pelo Telefone", considerado o nosso primeiro samba.
Chico Buarque participa do momento, assim como Hebe Camargo.


Participação em LP's 10 polegadas:

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- Sobre a vida de Donga na RÁRIO BATUTA DO IMS



Dia 26.08 - Aniversário de nascimento da compositor ANTÔNIO ALMEIDA de 1911. Nascido no Rio de Janeiro RJ em Vila Isabel, desde a juventude frequentou gafieiras, ranchos e blocos, chegando a conhecer Sinhô na sociedade carnavalesca "Kanangas do Japão". Em 1932 estreou como cantor, apresentando-se no programa "Horas do Outro Mundo", dirigido por Renato Murce, na Rádio Philips, do Rio de Janeiro. Frequentador dos teatros da Praça Tiradentes, compôs com o maestro Jerônimo Cabral diversos números para revistas musicais. Um dos pioneiros do jingle radiofônico no Brasil, criou o anúncio da "Drogaria sul-americana" depois transformado na marchinha carnavalesca "Ô! ó! não" (com A. Godinho), que, gravada por Luis Barbosa na Victor, em 1935, seria um dos grandes sucessos do Carnaval de 1936 e marcaria sua estréia no disco. Autor de vários números para shows dos cassinos da Urca (Rio de Janeiro) e de Icaraí (Niterói RJ), atuou como produtor do programa "Trem da Alegria", na Rádio Mayrink Veiga, lançador dos primeiros concursos com distribuição de prêmios, que em 1946 promoveu um concurso para a escolha da mais bela mulata. Em homenagem à vencedora, compôs, em dupla com João de Barro, a marcha "A mulata é a tal", sucesso no Carnaval de 1948 em gravação de Ruy Rey na Continental. Com Haroldo Barbosa, foi o criador do personagem Barnabé, símbolo da vida apertada do funcionário público, cantando numa marchinha homônima de 1947 gravada por Emilinha Borba. Diretor da gravadora Todamérica de 1949 a 1957, sua obra conta com mais de 300 composições gravadas.

Ouça a íntegra do PROGRAMA 78 RPM na
Rádio Cultura em homenagem a Antônio Almeida

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- Lista completa de composições e intérpretes na DISCOGRAFIA 78 RPM


Dia 26.08 - Aniversário da cantora DIRCINHA COSTA (Maria José Pereira da Silva) de 1930. Dircinha Costa iniciou a carreira de cantora ainda criança, se apresentando aos 8 anos na Rádio Bauru, sua cidade natal. Por volta dos 10 anos se transferiu com a família para São Paulo, começando a se apresentar em programas de calouros. Em 1942, num desses programas, ganhou o primeiro lugar, sendo então convidada a fazer um teste na Rádio Cruzeiro do Sul, sendo aprovada e permanecendo ali durante seis meses. Em seguida foi chamada para atuar na Rádio Record, permanecendo ali até 1947. Por volta dessa época a cantora se afastou temporariamente da atuação em rádio, voltando no ano de 1950 na Rádio Bandeirantes, em São Paulo. Gravou o primeiro disco de 78 RPM em 1954, pela gravadora Columbia. Com a marcha "Bravo Manolo" (Geraldo Blota, Mário Pretextato dos Santos e Firmo Jordão) e o samba "Pequei" (Victor Simon, Liz Monteiro e João Simon). Em 1954 recebeu o apelido de "A voz de romance da Paulicéia", ao ser anunciada uma apresentação sua pelo Jornal Estado de Minas. No mesmo ano gravou o fox "Neurastênico" (Betinho e Nazareno de Brito). Esse fox, também gravado pelo autor Betinho, foi o maior êxito da carreira de Dircinha. Em 1955 gravou o primeiro LP. Nessa época era uma das principais estrelas do elenco da Rádio Bandeirantes. Viajou por todo o Brasil, tendo cantado em importantes programas da rádio carioca, como o de César de Alencar. Em 1963 Dircinha Costa lançou a versão letrada por Vinícius de Moraes de "Odeon", maxixe de Ernesto Nazareth, canção regravada com sucesso cinco anos depois por Nara Leão. Com o surgimento da Bossa-Nova no final da década de 50, a carreira de Dircinha Costa entrou em declínio, tendo feito suas últimas gravações em 1964. Ouça mais interpretações na voz de Dircinha Costa: "Chegadinho, chegadinho" e "É o amore".

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Dia 27.08 - Falecimento do compositor e cantor LUPICÍNIO RODRIGUES em 1974. Gaúcho de família humilde, trabalhou desde cedo como mecânico de automóveis, mas sempre gostou de músicas de carnaval e da vida boêmia de Porto Alegre. Lupicínio conseguiu fazer sucesso fora do eixo Rio-São Paulo, o que é difícil hoje e era mais ainda nos anos 30. Suas músicas tratam geralmente de temas de "dor de cotovelo", amores fracassados e traídos. Em 1932, quando já atuava como cantor, foi ouvido e muito elogiado por Noel Rosa, então em excursão pelo Sul com Francisco Alves. Quatro anos depois veio a primeira gravação de suas composições, pela Victor: um compacto com "Triste história" e "Pergunta a meus tamancos" ambas em parceria com Alcides Gonçalves, que seria também co-autor de outros sambas-canção como "Castigo", "Maria Rosa" e "Cadeira vazia" ambos na voz de Francisco Alves. Um de seus maiores sucessos, "Se acaso você chegasse" (com Felisberto Martins), foi gravado pela primeira vez por Cyro Monteiro, em 1938. A música ficou tão popular que Lupicínio foi para o Rio, onde conheceu Francisco Alves, que gravaria muitas de suas canções, como "Nervos de aço" (1947) e a magistral "Esses moços" (1948). Num caso raro na MPB, "Se acaso você chegasse" foi regravada com estrondoso sucesso em 1959 por Elza Soares e lançou a cantora no mercado. "Vingança", gravada por Linda Batista em 1951, foi outro sucesso retumbante, inspirado na amargura em que vivia uma mulher que o havia traído. As regravações foram numerosas: Paulinho da Viola ("Nervos de Aço"), Caetano Veloso ("Felicidade"), Elis Regina ("Cadeira Vazia"), Zizi Possi ("Nunca"), Leny Andrade ("Esses Moços") e Gal Costa ("Volta") são alguns exemplos. Mas seu mais importante intérprete foi Jamelão, que gravou dois discos dedicados à sua obra em 1972 e 1987, acompanhado pela Orquestra Tabajara do maestro Severino Araújo. Lupicínio participou do V Festival de Música Popular Brasileira da TV Record em 1969 com a música "Primavera", defendida por Isaura Garcia.

Gravação original da Fundação Padre Anchieta. Programa MPB Especial, dirigido por Fernando Faro. Colaboração de Ricardo Peruchi. Em depoimento a Fernando Faro, o compositor Lupicínio Rodrigues conta-nos um pouco da sua história.

Primeiro LP (10 polegadas):

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Dia 30.08 - Falecimento da cantora ISAURA GARCIA em 1993. Nasceu no bairro do Brás, em São Paulo, e aprendeu a cantar engarrafando vinho na loja da família. Com 13 anos foi ao programa A Hora da Peneira, da Rádio Cultura, mas foi eliminada. Um ano depois fez nova tentativa, na Record, cantando "Camisa listrada" no programa de Otávio Gabus Mendes. Foi contratada pela emissora, e trabalhou em dupla com Vassourinha antes de entrar no rol de estrelas do rádio. Cantou em programas consagrados e em boates, lançando sucessos como "Mensagem" (Aldo Cabral e Cícero Nunes) e "De conversa em conversa" (Lúcio Alves e Haroldo Barbosa). Foi eleita, em 1953, Rainha do Rádio Paulista. Quatro anos mais tarde gravou o LP "Personalíssima", apelido dado por Blota Jr. Foi casada com o pianista Walter Wanderley. Gravou vários discos dedicados a compositores: "Martinho da Vila e Dolores Duran na Voz de Isaura Garcia", "Ary Barroso e Billy Blanco na Voz de Isaura Garcia", "Chico Buarque e Noel Rosa na Voz de Isaura Garcia". Em 1987 a gravadora Eldorado lançou "Isaura Garcia - Documento Inédito", incluindo, entre outras, músicas de Dorival Caymmi e Roberto e Erasmo Carlos.

Primeiro LP (10 polegadas):

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- Documentário "Para Iasura Garcia" (2/5) no MOSAICOS - TV CULTURA
- Documentário "Para Iasura Garcia" (3/5) no MOSAICOS - TV CULTURA
- Documentário "Para Iasura Garcia" (4/5) no MOSAICOS - TV CULTURA
- Documentário "Para Iasura Garcia" (5/5) no MOSAICOS - TV CULTURA
- Isaurinha Garcia canta "Sempre assim" em 1963 na TV RECORD
- Obra completa em discos 78 rpm no ACERVO COLLECTOR'S





Dia 31.08 - Falecimento da cantora DALVA DE OLIVEIRA (Vicentina de Paula Oliveira) em 1972. O pai era saxofonista e clarinetista amador em Rio Claro (SP), e a menina acompanhava o conjunto do pai em serenatas e bailes. Com a morte do pai quando ela tinha apenas oito anos, foi para um orfanato e um pouco depois juntou-se à mãe em São Paulo, onde trabalhou como babá e arrumadeira de hotel e cozinheira. Arranjou um emprego de faxineira numa escola de dança, e lá costumava cantar e improvisar ao piano depois das aulas. Um professor a ouviu cantando e conseguiu que ela integrasse um grupo musical, com o qual viajou por algumas cidades do interior. O grupo acabou e, sem dinheiro, fez um teste para a Rádio Mineira, em Belo Horizonte. Foi aprovada e adotou o nome artístico que a consagraria. Mudou-se em seguida para o Rio de Janeiro e acabou arranjando uma vaga na Rádio Ipanema depois outras emissoras até parar na Philips. Na década de 30 formou o Trio de Ouro com Nilo Chagas e Herivelto Martins, com quem acabou casando. O grupo emplacou clássicos como "Praça Onze" (Herivelto e Grande Otelo) e "Ave Maria no morro" (Herivelto). Trabalhou nas principais rádios da então capital do país, cantou no famoso Cassino da Urca. Em fins de 49, separou-se de Herivelto e em 1950, lançou três grandes sucessos: "Errei sim" (Ataulfo Alves), "Que será?" (Marino Pinto e Mário Rossi) e "Tudo acabado" (J. Piedade e Oswaldo de Oliveira Martins). Fez sucesso ainda com "Segredo" (Herivelto e Marino Pinto), "Olhos verdes" (Vicente Paiva), "Ave Maria" (Vicente Paiva e Jayme Redondo), "A Bahia te espera" (Herivelto Martins e Chianca de Garcia) e outras músicas. Em 1951 foi eleita Rainha do Rádio e excursionou pela Argentina e Europa. Outro grande sucesso foi a gravação do baião "Kalu" (Humberto Teixeira), acompanhada pela orquestra do maestro Roberto Inglez. Morou por um tempo em Buenos Aires, depois voltou ao Brasil nos anos 60 e continuou em atividade gravando sucessos como as marchas-rancho "Rancho da Praça Onze" (João Roberto Kelly e Chico Anysio), "Máscara negra" (Zé Keti e Pereira Matos) e "Bandeira branca" (Max Nunes e L. Alves), do Carnaval de 1970, seu derradeiro e imortal sucesso. Até o fim da vida se apresentou em casa noturnas e programas de televisão.

Primeiros LP's (10 polegadas):

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- Obra 78 rpm 100% restaurada e digitalizada no ACERVO COLLECTORS





Dia 31.08 - Aniversário de nascimento da cantora EMILINHA BORBA (Emília Savana da Silva Borba) de 1923. Nasceu no bairro carioca da Mangueira, o que desde cedo selou sua ligação àquela escola de samba. Ainda criança começou a se apresentar em programas de auditório e de calouros no rádio. Sua fama foi se consolidando aos poucos e logo formou a dupla As Moreninhas ao lado de Bidu Reis, que durou pouco mais de um ano. Em 1939 gravou seu primeiro disco solo pela Columbia e conseguiu, com a ajuda de Carmen Miranda, ser contratada pelo Cassino da Urca como crooner. Assinou mais tarde com a Rádio Nacional, e lá ficou por 27 anos, tornando-se uma das mais conhecidas estrelas do rádio. Participou também de vários filmes. De 1968 a 1972 Emilinha esteve afastada dos microfones por um problema nas cordas vocais que a obrigou a fazer três cirurgias e longo estudo para reeducar a voz e poder voltar a cantar. Ganhou muitos títulos e prêmios nos anos 50, e seu fã-clube exaltado tem uma rixa eterna com o da cantora Marlene. As duas cantoras disputaram várias vezes o posto de Rainha do Rádio, mas mesmo assim gravaram juntas diversas faixas. Entre os grandes sucessos de Emilinha estão "Baião de dois" (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) com Os Boêmios, lançado por volta de mar-abr.1950, "Cachito" (Consuelo Velasquez, versão de A. Bougert) lançado em 1958, "Chiquita bacana" (João de Barro e Alberto Ribeiro) lançado em jan.1949, "Dez anos" (versão de Lourival Faisal para a música de Rafael Hernandez) lançado em mai.1951, "Escandalosa" (Djalma Esteves e Moacir Silva) lançado em jun.1947, "Paraíba" (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) com Os Boêmios, lançado por volta de mar-abr.1950, "Primavera no Rio" (João de Barro) lançado por volta de set-out.1958 e "Se queres saber" (Peterpan) lançado por volta de ago-out.1947. Todas fazem parte de sua obra completa em discos 78 rpm levantada, restaurada e digitalizada pelo Collector's Studios. Emilinha faleceu aos 82 anos de infarto, em seu apartamento em Copacabana.

O "De lá pra cá" na TVE Alagoas, homenageia um dos ícones da Era de Outro do Rádio no Brasil: a cantora Emilinha Borba. Para falar da trajetória dessa diva que se consagrou como uma das rainhas do rádio entre as décadas de 1930 e 1950, Vera Barroso entrevista o presidente do fã clube de Emilinha Borba, Mário Marinho e o musicólogo e pesquisador da Música Popular Brasileira Ricardo Cravo Albin.


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- Emilinha Borba OFICIAL HOME PAGE
- Emilinha canta "Tomara que chova" no filme AVISO AOS NAVEGANTES 1950
- Emilinha canta "Em meus braços" no filme GAROTA ENXUTA 1959
- Emilinha canta "Cachito" no filme CALA A BOCA ETELVINA 1959
- Emilinha canta "Melodia do meu bairro" no filme DE PERNAS PRO AR 1957
- Emilinha canta "Fora do samba" no filme BARNABÉ, TU ÉS MEU 1957
- Obra 78 rpm 100% restaurada e digitalizada no ACERVO COLLECTOR'S






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