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   Collector's Notícias - retrospectiva abril
     
Dia 01.04 - Aniversário de nascimento do compositor e violonista CLAUDIONOR CRUZ (Claudionor José da Cruz) em 1910. Nasceu em uma família de músicos, aprendeu a tocar cavaquinho e violão tenor, e na década de 30 montou o conjunto Claudionor Cruz e seu Regional, que atuou em diversas emissoras de rádio e TV do Rio e São Paulo. Sua primeira composição gravada foi "Tocador de violão", em 1935, por Augusto Calheiros. Atuou como compositor e instrumentista (também tocava bateria) em mais de 400 gravações. Com o parceiro Pedro Caetano compôs alguns clássicos imortais da MPB como "Eu brinco" gravado originalmente por Francisco Alves, "Caprichos do destino" gravado originalmente por Orlando Silva, "A felicidade perdeu seu endereço" gravado originalmente por Orlando Silva. Com Ataulfo Alves foi autor de "Sei que é covardia" e "Errei" gravado originalmente por Carlos Galhardo.

Primeiro LP (10 polegadas):

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- Resumo biográfico no ICCA
- Documentário com Claudionor Cruz (1/6) na TV CULTURA
- Documentário com Claudionor Cruz (2/6) na TV CULTURA
- Documentário com Claudionor Cruz (3/6) na TV CULTURA
- Documentário com Claudionor Cruz (4/6) na TV CULTURA
- Documentário com Claudionor Cruz (5/6) na TV CULTURA
- Documentário com Claudionor Cruz (6/6) na TV CULTURA
- Relação de sucessos no ACERVO COLLECTOR'S




Dia 01.04 - Aniversário de nascimento do maestro, compositor, instrumentista e violinista EDUARDO PATANÉ (Eduardo Carmelo Patané) em 1906. Tocou em diversos cinemas nas salas de espera. Em 1935, formou um conjunto dançante. Em 1936, formou sua primeira orquestra de tangos. Em 1939, recebeu convite de Celso Guimarães e mudou para o Rio de Janeiro indo trabalhar na Rádio Nacional. Em 1949, acompanhou na Odeon as gravações do samba "Velhas cartas de amor", de Klécius Caldas e Francisco Alves, e da valsa-canção "A noite triste em que você não vem", de Gabriel Migliori e Dino Castelo, pelo cantor Francisco Alves. No mesmo ano, acompanhou o mesmo cantor na gravação dos sambas "Palavras amigas", de Klécius Caldas e Armando Cavalcanti, e "Quando te encontrei", de Newton Teixeira. Em 1955, Ivete Siqueira gravou na RCA Victor seu bolero-mambo "Finalmente" e o tango "Aventura". Criou uma segunda orquestra típica de tangos com a qual gravou, ainda em 1955, pela Sinter os tangos "Churrasca", de Lomuto, e "Adios, querida", de sua autoria. No mesmo ano, a cantora Ângela Maria fez sucesso com o tango "Adeus querido", parceria com Lourival Faissal. Em 1956, gravou os tangos "Mentindo", de sua autoria e Lourival Faissal, que foi outro grande sucesso e "Acorrentado", de Luiz de França e Alcebíades Nogueira. No mesmo ano, acompanhou com sua orquestra típica a gravação do tango "Desespero", de sua autoria e Lourival Faissal, pelo cantor Carlos Augusto. Em 1957, Emilinha Borba gravou pela Continental o tango "Desengano", parceria com Lourival Faissal. No mesmo ano, Ivete Garcia gravou na Todamérica o foxtrote "Recomece", parceria com Bruno Marnet.

Primeiro LP 10 polegadas:

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Dia 01.04 - Aniversário de nascimento do cantor e compositor MOREIRA DA SILVA (Antônio Moreira da Silva) em 1902. Carioca e filho de pai músico (trombonista da Polícia Militar) que morreu quando ele tinha 11 anos, teve que abandonar a escola para trabalhar muito cedo. Foi empregado de fábricas, tecelagens e chofer de praça e de ambulância, ao mesmo tempo em que frequentava rodas de malandros e boêmia. A estréia como cantor foi em 1931, quando gravou dois pontos de macumba ("Ererê" e "Rei da umbanda") na Odeon. A partir daí entrou no meio do rádio, fez amizades e prosseguiu gravando outros discos e trabalhando em cassinos e rádios. Um grande sucesso veio em 1935, com "Implorar" (Kid Pepe, Germano Augusto e J. da Silva Gaspar). Em 1936 estreou no rádio, no Programa Casé, da antiga Rádio Philips onde cantava, em geral, músicas do repertório de Francisco Alves. Notabilizou-se pelos sambas de breque que compôs e interpretou, tornando-se o maior nome nesse gênero musical. Ao que consta, sua primeira intervenção improvisada num intervalo de samba (um breque) foi em 1937, no samba "Jogo proibido" (T. Silva, David Silva e R. Cunha). Outros grandes sucessos que fez com seus breques criativos e impagáveis foram "Acertei no milhar" (Wilson Batista e Geraldo Pereira), "Amigo urso" (Henrique Gonçalves), "Fui a Paris" (com Roberto Cunha). Participou do filme "Maria 38" com a música "Na subida do morro". Com a fama de malandro, passou a interpretar um personagens nos enredos de seus sambas de breque, o Kid Morengueira, presente no enorme sucesso "O Rei do Gatilho" (Miguel Gustavo), que originou uma série de sambas do mesmo autor que ele gravou dentro do tema cinematográfico. Lançou vários discos ao longo de sua carreira, foi enredo da escola de samba Unidos de Manguinhos em 1992 e em 1996 virou tema de livro com o lançamento de "Moreira da Silva - O Último dos Malandros", de Alexandre Augusto.

Primeiro, único e raro LP 10 polegadas:

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- Compre o livro "O ÚLTIMO DOS MALANDROS" na loja COLLECTOR'S MEMÓRIA
- Moreira canta "Na subida do morro" no filme MARIA 38
- Obra completa em discos 78 rpm no ACERVO COLLECTOR'S




Dia 02.04 - Aniversário de nascimento da cantora DALVA DE ANDRADE (1935). Revelada no programa "Pescador de estrelas", do radialista e cantor Arnaldo Amaral. Em 1953 atuou na Rádio Globo. Em 1955, gravou seu primeiro disco cantando o samba-canção "Tudo nos falta", de Claudionor Cruz e Pedro Caetano e o bolero "Preço do silêncio", de Othon Russo e Nazareno de Brito. Nesse ano, recebeu do crítico Sylvio Tulio Cardoso do jornal O Globo a menção honrosa na categoria "Revelação feminina". É de 1956 a gravação da toada "Chuva", de Fernando César. Em 1957, gravou o bolero "Que murmurem", de Fuentes e Cardenas, com versão de Goiá Jr. e o samba "Sempre ele", de Armando Nunes e J. Portela. Data do mesmo ano a gravação de "Marcelino pão e vinho", do filme homônimo, canção de Sorozobal e Sanches, com versão de Ribeiro Filho. Em 1958, gravou de Ary Barroso e Luís Peixoto o samba "É luxo só"; no ano seguinte, o samba "Brigas, nunca mais", de Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Morais e o samba-canção "Eu sei que vou te amar". Em 1960, passou a gravar na Odeon, onde estreou cantando "Chorei sozinha", de Paulo Tito e "Um pouco de ti", de Tito César e Fernando César. No mesmo ano, gravou "Vou fazer um samba", de Evaldo Gouveia e Almeida Rego e "Serenata suburbana", guarânia do compositor pernambucano Capiba. Em 1961, foram gravados o samba-canção "Minha solidão", de Adelino Moreira e o choro "Quero saber". Em 1962, gravou "Tormento", de Lindolfo Gaya e Romeu Nunes e "Amor e ciúme", de Arsênio de Carvalho e Lourival Faissal. No mesmo ano, gravou de Luiz Vieira o "Prelúdio para ninar gente grande". Em 1963, de Getúlio Macedo, gravou a canção "Cigana". Lançou ainda pela Odeon o LP "Prece", interpretando composições de Marino Pinto. Em 1965 foi contratada pela gravadora Philips. No mesmo ano, participou do LP "Prêmio Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro" da Odeon, interpretando o samba "Prece". Pouco tempo depois deixou a vida artística por causa de problemas de surdez.

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- Discografia completa no CANTORAS DO BRASIL




Dia 04.04 - Falecimento do cantor GILBERTO ALVES (Gilberto Alves Martins) em 1992. Carioca criado no subúrbio de Lins de Vasconcelos, teve vários empregos até se decidir pela música. Na adolescência conheceu Jacob do Bandolim, Grande Otelo e Silvio Caldas. Mais tarde Almirante o levou para a Rádio Clube do Brasil, onde se iniciou como cantor. Em 1938 estreou em disco pela Columbia cantando sambas ("Mulher toma juízo", de Ataulfo Alves e Roberto Cunha, e "Favela dos meus amores", de Roberto Cunha). No total deixou quase 400 gravações em discos 78 rpm, entre elas sucessos como "Pombo correio" (Benedito Lacerda e Darci de Oliveira), "Agora é tarde" (Tito Ramos e Mário Rossi), "De lanterna na mão" (Elzo Augusto, J. Saccomani e Jorge Martins), "Louca pela boêmia" (Alcebíades Barcelos "Bide" e Armando Marçal), "Você é demais", de Sebastião Gomes e Braga Filho, "E você não dizia nada" (Helio Sindô, J. Saccomani e Jorge Martins).

Programa Ensaio gravado de 1990 onde Gilberto Alves
canta e relembra a época de ouro do radio.


Primeiro LP (10 polegadas):

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- Gilberto Alves canta "Você é demais", em 1958, no filme É DE CHUÁ
- Obra completa em discos 78 rpm no ACERVO COLLECTOR'S




Dia 05.04 - Falecimento do artista de circo, cantor e compositor CAREQUINHA (George Savalla Gomes) em 2006. George nasceu em uma família circense: seus pais eram os trapezistas Elisa Savalla e Lázaro Gomes. E nasceu no circo, pois sua mãe estava grávida e entrou em trabalho de parto durante uma apresentação. Aos 5 anos de idade, iniciou sua carreira como o palhaço Carequinha no circo da família, em uma apresentação no interior de Minas Gerais. Aos 12 anos era o palhaço oficial do Circo Ocidental, de seu padrasto. Em 1938, estreou como cantor no programa "Picolino", transmitido pela Rádio Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro. Carequinha foi o primeiro palhaço a ter um programa na televisão brasileira. Durante os anos 50 e 60, apresentou na TV Tupi o “Circo Bombril”, posteriormente rebatizado “Circo do Carequinha”. Seu programa de TV exibido no Rio de Janeiro tornou-se conhecido em outros estados brasileiros e, assim, Carequinha levou-o para o sul do país. Em 1976, o cineasta Roberto Machado Junior fez um documentário cujo roteiro foi escrito pelo próprio palhaço. Nos anos 80, apresentou o programa infantil “Circo Alegre” na extinta TV Manchete. Na Globo, participou do programa “Escolinha do Professor Raimundo” e da novela “As Três Marias”. Seu último trabalho na televisão foi na Globo, participando da minissérie “Hoje é dia de Maria”, em 2005. Além dos trabalhos na televisão e circo, gravou 26 discos, fez filmes e colocou sua marca em vários produtos voltados ao público infantil. Entre seus principais sucessos podemos citar: em 1957 "O preço da gripe" (Altamiro Carrilho e Miguel Gustavo) e "Fanzoca de rádio" (Miguel Gustavo). Em 1960 "Obrigado minhas fãs" (Madame Messias) e "O bom menino" (Altamiro Carrilho e Irani de Oliveira).

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- Carequinha canta "Fanzoca de rádio" no filme É DE CHUÁ em 1958




Dia 05.04 - Aniversário de nascimento do cantor e compositor FRANCISCO CARLOS (Francisco Rodrigues Filho) de 1928. Nascido no Rio, depois de breve passagem pelo Recife, fez escola de Belas Artes, chegando a graduar-se e a exercer a atividade de pintor paralelamente à de cantor, desde que em 1946 foi contratado pela Rádio Tamoio e em seguida pela Globo. Seu primeiro disco saiu em 1948 com "Aumentaram todo mundo" e "Eu não sei, ambas de Russo do Pandeiro. Em 1950, já pela etiqueta Victor "Meu brotinho" (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira), que obteve grande sucesso, e o samba "Me deixa em paz", da mesma dupla. Com porte de galã, atuou em algumas chanchadas da época, como "Aviso aos Navegantes" (Watson Macedo). Em 1953, foi contratado pela Rádio Nacional chegando a rivalizar com Francisco Alves entre os preferidos de seus ouvintes. Vieram mais filmes, como "Carnaval Atlândida" (José Carlos Burle), "Garotas e samba" (Carlos Manga) e outros. O “Cantor Enamorado do Brasil” receberia ainda outro título que o marcaria definitivamente: El Broto, referência a seu grande sucesso "Alô Brotinho". Em fins dos anos 50, rivalizaria com o cantor Cauby Peixoto a preferência das "macacas de auditório". Foi o primeiro ídolo jovem da linhagem dos "Carlos" que se seguiriam. Em 1962 ainda chegou a excursionar pela Europa com a V Caravana da UBC, mas pouco depois abandonou a carreira, trocando-a por sua profissão de origem: a de pintor.

Vídeo sobre exposição da era do rádio dando ênfase
ao cantor e compositor Francisco Carlos.


Primeiros LP's (10 polegadas):

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- Francisco Carlos canta "Quem dá aos pobres" no filme Ó QUANTA ALEGRIA




Dia 05.04 - Falecimento do compositor e bandolinista LUPERCE MIRANDA (Luperce Bezerra Pessoa de Miranda) em 1977. Nasceu em Recife, e o pai montou uma orquestra infantil com os 11 filhos. Assim, desde cedo Luperce aprendeu a tocar bandolim, tendo composto a primeira música aos 15 anos. Também tocava piano, e na juventude foi pianista de uma confeitaria de Recife. Na década de 20 integrou o grupo Turunas da Mauricéia, que foi para o Rio de Janeiro em 1927, provocando a primeira "onda nordestina" que chegou à então capital do país, provocando reações no cenário musical. Luperce não viajou com o grupo, mas teve músicas suas gravadas pelos Turunas no Rio. Ficou em Recife e montou outro conjunto, o Voz do Sertão, e só então viajou para o Rio. Gravou algumas músicas com o novo grupo até formar, em 1929, o Regional Luperce Miranda, que atuou em rádios e na gravadora Parlophon. Na década de 30 acompanhou Mário Reis, Carmen Miranda e Francisco Alves. Nos anos seguintes trabalhou nas rádios Mayrink Veiga e Nacional até 1937, quando voltou para Pernambuco. De volta ao Rio nos anos 50, gravou discos e excursionou pela Europa. Um dos maiores bandolinistas do país, criou uma escola de música especializada em instrumentos de corda. Em 1994 o bandolinista Pedro Amorim lançou o CD "Pedro Amorim toca Luperce Miranda", dedicado à obra do compositor, que inclui "Reboliço", "Martelando", "Querida", "Picadinho à Baiana".

Luperce Miranda Especial

Primeiro LP (10 polegadas):

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Dia 06.04 - Aniversário de nascimento do compositor e violonista CÍCERO NUNES (Cícero Nunes Cordeiro) em 1912. Era filho de Manuel Pedro de Morais e Antônia Nunes Cordeiro. Aos quatro anos de idade, foi morar com um tio na Paraíba. Voltou à capital federal dez anos depois, empregando-se na Fundição Elmo (hoje extinta) para ajudar no sustento da família. Um ano depois, passou a trabalhar na Estamparia Colombo e, pouco mais tarde, numa litografia na Rua da Alfândega. Em 1930, tornou-se ajudante de farmácia na Casa de Saúde Pedro Ernesto, passando depois para a função de ascensorista. Ocupou o cargo de motorista do hospital, entre 1931 e 1935. Nessa época, passou a se interessar por música através de um colega violonista, aprendendo a tocar violão e a compor músicas. No ano seguinte, teve sua primeira composição lançada em disco: "Oh, seu José", parceria com Portelo Juno, gravada por Castro Barbosa na Victor. No entanto, o sucesso viria apenas no ano seguinte, com o samba "Me dá, me dá" (parceria com Juno), gravador por Carmen Miranda para a Odeon. A partir de então, passou a compor principalmente choros humorísticos. Em 1938, Dircinha Batista e Barbosa Júnior gravaram "Ele não dorme sem apanhar" na Odeon, e Aracy de Almeida, o samba "Pão com Banana" (com Portelo Juno). A partir de 1944, passou a se dedicar ao samba-canção, gênero que lhe rendeu grandes êxitos, entre os quais, "Apogeu" (com Herivelto Martins), gravado por Francisco Alves; "Aquela mulher", por Nelson Gonçalves; e "Mensagem" (com Aldo Cabral), por Isaura Garcia. Em 1947, passou a trabalhar como funcionário da União Brasileira dos Compositores, de que foi também vice-secretário. Continuando a compor em vários gêneros, fez ainda, com Humberto Teixeira, os baiões de sucesso "Um cabra não chora" (1954) e "Manjericão" (1959). Continuou a gravar suas composições, pela década de 1960, com cantores como Anísio Silva, Isaura Garcia, Jamelão e Moreira da Silva.

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Dia 07.04 - Aniversário de nascimento da cantora DIRCINHA BATISTA (Dirce Grandino de Oliveira) nascida em 1922. Filha do humorista e ventríloquo Batista Jr., começou a se apresentar como cantora aos 6 anos e gravou o primeiro disco aos 8 cantando "Borboleta azul" e "Dircinha" ambas de Gaó, Jonas e Zezinho. Participou por um ano do programa de Francisco Alves na Rádio Cajuti do Rio de Janeiro e estreou no cinema aos 13 anos de idade no filme "Alô! Alô!", de Wallace Downey no qual interpretou a marcha "Menina internacional" (João de Barro e Alberto Ribeiro). O primeiro grande sucesso foi "Periquitinho Verde" (Antônio Nássara e Sá Roriz), no carnaval de 1938. A partir daí emplacou sucessivas músicas em suas apresentações em rádios, teatros e filmes, como "Eu quero é sambar" (Alberto Ribeiro e Peterpan), "Moleque teimoso" (Roberto Martins e Jorge Faraj), "Tirolesa" (Oswaldo Santiago e Paulo Barbosa) e "Upa Upa, meu trolinho" (Ary Barroso), Atuou também como radioatriz, e foi eleita Rainha do Rádio em 1947. Na década de 60 trabalhou na TV Tupi e nos anos 70 sua carreira artística entrou em declínio. Em 1999 o espetáculo teatral "Somos Irmãs" encenou a vida dramática de Dircinha e sua irmã Linda Batista aos palcos das principais cidades do Brasil, com enorme sucesso.

Primeiro e único LP 10 polegadas:

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- Dircinha Batista canta "Pirata" no filme ALÔ ALÔ CARNAVAL de 1936
- Dircinha Batista canta "Muito riso pouco ciso" no filme ALÔ ALÔ CARNAVAL
- Discografia 78 rpm 100% restaurada no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 09.04 - Centenário de nascimento do instrumentista e compositor FRANCISCO MATOSO (Francisco de Queirós Mattoso). Ainda menino (com cerca de cinco anos) costumava tirar de ouvido, com um dedinho apenas, as melodias que gostava de ouvir no gramofone da família. Chegou a concluir o curso de Direito, mas abandonou a carreira de advogado pela de compositor. Com apenas 28 anos faleceu vítima de tuberculose. Apesar de seu pouco tempo de vida, Francisco Matoso foi autor de várias músicas que marcaram nosso cancioneiro Foi o “lançador” de Roberto Paiva, com “Jardim de flores raras”, assim como foi um dos autores de "Boa boite, amor" a música com que Francisco Alves abria e fechava seu programa na Rádio Nacional. Compôs, ainda, com Lamartine Babo, "Eu sonhei que tu estavas tão linda",(gravada após sua morte, também por Francisco Alves) e "Mais uma valsa, mais uma saudade", gravação de Carlos Galhardo. Com outros co-autores, foi responsável por inúmeras outras composições, sendo a primeira "Esquina da vida", com Noel Rosa (em 1933) gravada por Mário Reis . Francisco Alves ainda gravou de Francisco Matoso, "Onde o céu azul é mais azul", já naquela fase de sambas-exaltações e Carlos Galhardo deu vida a "Mari" e "Sombras ao luar"

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Dia 09.04 - Aniversário de nascimento do compositor e radialista EVALDO RUI (Evaldo Rui Barbosa) de 1913. Irmão do radialista (e também compositor) Haroldo Barbosa, embora já tendo gravado com Carmen Miranda em 1934, na realidade começou sua carreira com Custódio Mesquita, tendo com ele composto, em 1943, "Prá que viver?" interpretado por Carlos Roberto e "O samba de Beatriz", mas só foi projetado no ano seguinte com: "Como os rios correm pro mar", "Feitiçaria", "Rosa de maio" e "Gira... gira... gira", os dois primeiros gravados por Sílvio Caldas e os outros por Carlos Galhardo. São, ainda, de sua autoria, com Custódio Mesquita, "Algodão", "A vida em 4 tempos", "Valsa do meu subúrbio" e "Promessa", também gravadas por Sílvio Caldas. Após a morte de Custodio, em 1945, Araci de Almeida gravou da dupla, "Saia do caminho". Compondo com seu irmão Haroldo Barbosa (em 1950) foi responsável por um dos maiores sucessos do carnaval de todos os tempos: "Nega maluca", gravação de Linda Batista. Seu fim de vida foi trágico: morreu por amor. Apaixonado pela cantora Elizeth Cardoso, não sendo correspondido, suicidou-se em 04.08.1954, aos 41 anos.

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Dia 09.04 - Falecimento da cantora soprano e violonista OLGA PRAGUER COELHO em 2008. Sua iniciação musical foi feita pela mãe. Em 1920, a família transferiu-se para Salvador. Três anos mais tarde, estabeleceram-se no Rio de Janeiro, num casarão situado na Rua das Laranjeiras. Posteriormente, em 1927, teve aulas de violão com Patrício Teixeira. Em 1929, passou a estudar sob a orientação do compositor Lorenzo Fernandez, com quem teve aulas de teoria, harmonia e composição. Em 1932, ingressou no Instituto Nacional de Música, estudando sob a orientação de Lorenzo Fernandez. Concluiu o curso rapidamente, diplomando-se no ano seguinte. Passou então a tomar aulas de canto com Riva Pasternak e Gabriella Bezansoni. Casou-se com o poeta Gaspar Coelho. Na velhice, passou a viver em um apartamento na Rua das Laranjeiras, num prédio construído no lugar do casarão onde morou com sua família décadas atrás.

Primeiro e único LP 10 polegadas:

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Dia 10.04 - Aniversário de nascimento do cantor, compositor e violonista NOITE ILUSTRADA (Mário de Souza Marques Filho) de 1928. Nascido no interior de Minas, foi violonista da revista musical "Noite Ilustrada", que lhe rendeu o nome artístico. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde ingressou na escola de samba Portela, atuando com sambista da escola. Nos anos 50 radicou-se em São Paulo, onde trabalhou em casas noturnas. Seu primeiro sucesso foi o samba "Volta por cima", de Paulo Vanzolini, gravado em 1963 no disco "Noite Ilustrada". Gravou grandes nomes do samba, como Cartola e Nelson Cavaquinho e, em mais de 40 anos de carreira, consagrou-se como um dos grandes cantores do ramo. Entre seus sucessos destacam-se "Cara de boboca" (Jaime Silva e Edmundo Andrade), "Barracão" (Luís Antônio e Oldemar Magalhães) e "O neguinho e a senhorita" (Noel Rosa de Oliveira e Abelardo Silva), "Toalha de mesa" (Dora Lopes, Carminha Mascarenhas e Chumbo).

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Dia 11.04 - Falecimento do instrumentista, trombonista, orquestrador, líder de orquestra e maestro CARIOCA (Ivan Paulo da Silva) em 1991. Era paulista da cidade de Taubaté, no interior de São Paulo. Começou a carreira em 1938, atuando como trombonista da orquestra de Fon-Fon. Em 1943, começou a trabalhar na Rádio Nacional com sua orquestra, indo depois para a Rádio Tupi. Em 1944, produziu com Haroldo Barbosa o prefixo para o Repórter Esso, gravado por ele mesmo no trombone, Luciano Perrone na bateria, Francisco Sergi e Marino Pissiani nos pistons. Trabalhou durante anos como integrante da Orquestra da Rádio Nacional. Carioca fez dezenas de gravações e arranjos para canções de gêneros nacionais e estrangeiros. Em 1958, foi contratado pelo selo Rádio, pelo qual gravou 5 LPs nesse mesmo ano. Fora tudo isso, o Maestro Carioca participou da elaboração das famosas calçadas musicais de Vila Isabel: a ele coube a simplificação das partituras (o repertório foi escolhido por Almirante). Carioca faleceu no Rio de Janeiro deixando saudades e um grande legado à música brasileira.

Ouça alguns arranjos em discos 78 rpm:
(1947) "Nenê" e "Tenebroso" na Odeon
(1949) "Apanhei-te cavaquinho" e "Linda flor" na Odeon
(1953) "Índia" e "Nem eu" na Sinter


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Dia 12.04 - Falecimento da cantora HELENINHA COSTA em 2005. Nascida em 1924 no Rio de Janeiro, considerada uma das integrantes do primeiro time de cantoras da Rádio Nacional. Iniciou sua carreira artística aos 14 anos, na Rádio Clube de Santos (1938) e chegou as rádios Record e Bandeirantes, já na capital paulista. Gravou seu primeiro 78 rpm (1940) pela Columbia, com a marcha "Sortes de São João", de Osvaldo Santiago e Alcir Pires Vermelho, e o samba "Apesar da goteira do quarto", de Pedro Caetano e Alcir Pires Vermelho. De volta ao Rio de Janeiro (1943), ainda na Columbia gravou seu primeiro grande sucesso "Exaltação à Bahia", um samba de Chianca de Garcia e Vicente Paiva. Aceitou (1945) o convite de César Ladeira para cantar na Rádio Mayrink Veiga, que depois a levou para a Rádio Nacional (1947), onde atuou no programa Música do Coração. Entre os principais sucessos da cantora, estão o bolero "Afinal", de Luís Bittencourt e Ismael Neto, o samba "Ginga", de Sá Roris e o baião "Não Interessa, Não!", de Luís Bittencourt e José Meneses. Gravou apenas dois LPs, Heleninha Costa (Copacabana, 1958) e Canta Heleninha Costa (Todamérica, 1960). Foi bailarina no Cassino da Urca e no Cassino Quintandinha na década de 40. Casou-se (1953) com Ismael Neto, fundador do conjunto Os Cariocas.

Primeiro e único LP 10 polegadas:

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Dia 12.04 - Aniversário de nascimento do apresentador, radialista e empresário HEBER DE BÔSCOLI. Predestinado a ser um dos maiores expoentes do rádio brasileiro, Heber de Bôscoli foi um criador de programas numa época difícil de agradar a todos diante dos costumes rígidos desse período da década de 30 e 40. Estreou na Rádio Cruzeiro do Sul em 1937, onde tinha companheiros como Ary Barroso, Paulo Roberto, Carlos Ré e Ailton Flores, o Canarinho. Heber de Bôscoli com seu talento foi criando programas como “A hora do Pato”, “Museu de Cera”, “A Felicidade Bate à sua Porta”, além do “Trem da Alegria”, em parceria com Lamartine Babo e sua mulher Iara Sales, que ganharam o apelido de Trio de Osso numa blague ao Trio de Ouro, conjunto vocal formado por Herivelto Martins, Nilo Chagas e Dalva de Oliveira. O “Trem da Alegria” foi um programa de sucesso tão grande que teve de ser apresentado em teatros da cidade devido a sua imensa popularidade. Heber foi um dos maiores arrecadadores publicitários de emissoras de rádio sendo em pouco tempo reconhecido por seu talento. Deve-se a Heber de Bôscoli a idéia de se compor os hinos dos clubes de futebol e a permanente cobrança a Lamartine para cumprir essa tarefa, realizada com muito sucesso. Heber de Bôscoli, para quem não sabe, tem um samba muito bem gravado por Silvio Caldas, Orlando Silva e Ciro Monteiro intitulado “Rosinha”, em parceria com Mário Martins, uma gravação do ano de 1942. ~ Por Osmar Frazão

A FELICIDADE BATE À SUA PORTA (temos dois exemplares em acervo)
Apresentado por Heber de Bôscoli e, posteriormente, por Afrânio Rodrigues, nesse programa, o esquema mais sofisticado de transmissão incluía um furgão devidamente equipado que percorria os bairros do Rio de Janeiro levando o apresentador à procura do ouvinte que tivera a sua carta sorteada no auditório. Localizado o felizardo (e se ele comprovasse o uso de produtos da União Fabril Exportadora), iniciava-se uma série de comemorações em que o atrativo máximo era a presença da cantora Emilinha Borba".

O TREM DA ALEGRIA (não temos exemplares em acervo)
Programa de variedades transmitido ao vivo do Auditório da Rádio Nacional e comandado por Heber de Bôscoli, o maquinista; Yara Sales, a foguista e o guarda-freios, Lamartine Babo. A tripulação envergava macacões e bonés azuis de ferroviários e animava o Trem da Alegria com a apresentação de brincadeiras, números musicais, esquetes e distribuição de prêmios.

MUSEU DE CERA (temos o de Francisco Alves em acervo mas com sérios problemas de rotação)

A HORA DO PATO (não temos exemplares em acervo)


Dia 13.04 - Aniversário de nascimento do cantor, humorista e saxofonista RATINHO (Severino Rangel de Carvalho) de 1896. Ratinho fazia parte da dupla sertaneja JARARACA E RATINHO. Uma das mais antigas e tradicionais duplas sertanejas do Brasil, foi formada em Pernambuco em 1927, quase dez anos depois do primeiro encontro entre Jararaca e Ratinho. Os dois integraram juntos o grupo Turunas Pernambucanos, que se destacou no início dos anos 20 cantando cocos e emboladas e se apresentando em trajes típicos. Excursionaram pela Argentina e Uruguai e os Turunas se separaram, dando origem à dupla. Em São Paulo fizeram sucesso cantando emboladas e atuando em performances satíricas. Gravaram o primeiro disco em 1929, pela Odeon, época em que começaram a ter suas músicas gravadas por outros artistas, como Francisco Alves ("Meu sabiá", "Meu Brasil"). Tendo em foco a música regional, excursionaram pelo interior com Cornélio Pires, o primeiro grande divulgador da música caipira. Jararaca compôs e gravou diversas músicas de carnaval, como o clássico "Mamãe eu quero" (com Vicente Paiva), do ano de 1937, cujo extraordinário sucesso chegou ao exterior, tendo sido incluído em filmes de Hollywood. O cantor Bing Crosby, primeiro grande ídolo da música americana, inspirador de Frank Sinatra, gravou a marchinha na versão "I Want My Mama". Ratinho se destacou também como saxofonista, autor de choros e valsas, como "Saxofone, Por Que Choras?". Tiveram bastante êxito nos dez anos em que trabalharam na Rádio Nacional, sempre caracterizados como representantes da música regional caipira. Alguns sucessos foram "Desafiando", "Meu pirão primeiro", "Oi, Chico", "Bonito", "Pinicadinho" e "Espingarda Pá, Pá, Pá". Tom Jobim deu parceria a Jararaca ao utilizar seu refrão "Do Pilar" na música "O Boto", em 1976. Na televisão, participaram do programa A-E-I-O-Urca, da TV Tupi. Após a morte de Ratinho, em 1972, Jararaca continuou se apresentando sozinho em programas de televisão e rádio, até sua morte, em 1977. A Funarte lançou um CD com obras da dupla em 1998. A dupla era formada por José Luís Rodrigues Calazans (Jararaca) e Severino Rangel de Carvalho (Ratinho).

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- Resumo biográfico no RECANTO CAIPIRA


Dia 13.04 - Aniversário de nascimento da cantora, compositora e instrumentista MARÍLIA BATISTA (Marília Monteiro de Barros Batista) de 1918. Carioca, estudou teoria, solfejo e piano no Instituto Nacional de Música. Desde cedo compunha suas próprias canções e cantava em reuniões. Mais tarde resolveu estudar violão clássico. Na década de 30 conheceu Noel Rosa, Almirante e Luiz Peixoto, e acabou gravando um disco pela Victor, com músicas suas em parceria com o irmão Henrique Batista. Contratada pela Rádio Philips, fez sucesso no programa de Adhemar Casé, se apresentando ao lado de Noel Rosa, com quem gravou um disco. Tocou também com o regional de Benedito Lacerda e gravou em torno de 30 discos ao longo de sua carreira. Foi uma das mais importantes intérpretes da obra de Noel Rosa, além de divulgadora de seu trabalho. Entre as suas gravações de sambas do Poeta da Vila estão "De babado" (com João Mina, um grande sucesso da dupla Marília-Noel), "Cem mil-réis" (com Vadico), "Quem ri melhor", "Você vai se quiser", "Provei" (com Vadico), "Silêncio de um minuto" e "Tipo zero".

Primeiros LP's (10 polegadas):

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- Resumo biográfico no ICCA



Dia 14.04 - Aniversário de nascimento do compositor, pianista e regente EDUARDO SOUTO de 1882. Dedicou-se a diversos gêneros, como a valsa, o tango, o samba ("Tatu subiu no pau", sucesso do carnaval de 1923 aqui cantado por Bahiano). Compôs músicas românticas, como o tango "O despertar da montanha" aqui interpretado pelo pianista Mário de Azevedo, "As Quatro Estações", as operetas "Paixão de artista" aqui na voz de Vicente Celestino, "Os milhões do Senhor Conde", "A maçã" entre outras. Compôs ainda o hino oficial do Botafogo, hino que foi ofuscado pela criação do de Lamartine Babo. "Despertar da montanha" foi gravada com solo de piano, e por diversos conjuntos musicais: o maestro Radamés Gnatalli em versão com orquestra; e o grande violonista Dilermando Reis gravou-a com solo de violão acompanhado de orquestra.

Tributo em LP 10 polegadas:

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Dia 14.04 - Aniversário de nascimento do cantor e compositor JORGE VEIGA (Jorge de Oliveira Veiga) em 1910. Um dos grandes astros do samba de breque (ao lado de Moreira da Silva), do samba de gafieira e da música de carnaval, Jorge Veiga era conhecido pelo balanço malandro da voz nos sambas anedóticos que respondiam por boa parte do seu repertório (tendo recebido de Paulo Gracindo a alcunha de “Caricaturista do Samba”). Carioca do Engenho de Dentro, ele viveu de biscates até que um de seus contratadores o levasse em 1934 à Rádio Metrópolis. Inicialmente trafegando pelo estilo mais empostado, Jorge aos poucos foi desenvolvendo a leveza e o bom humor em suas interpretações. O primeiro sucesso veio no carnaval de 1944, “Iracema”, de Raul Marques e Otolino Lopes. Outros seguiriam em fila, ao longo dos anos 40, 50 e 60: “Rosalina”, “Cabo Laurindo” (ambas de Haroldo Lobo e Wilson Batista), “Eu quero é rosetá” (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira), “Estatutos da gafieira” (Billy Blanco), “Café Soçaite” (Miguel Augusto) e “Bigorrilho” (Paquito, Sebastião Gomes e Romeu Gentil). Em 1971, lançou o LP “De Leve”, com Cyro Monteiro. Quatro anos depois, viria “O Melhor de Jorge Veiga”.

Jorge Veiga canta "Orora analfabeta"
no filme MINERVINA VEM AI

Primeiros LP's (10 polegadas):

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- Resumo biográfico no ICCA
- Documentário sobre Jorge Veiga na RÁDIO BATUTA DO IMS
- Relação de sucessos no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 14.04 - Aniversário de nascimento da cantora CARMINHA MASCARENHAS (Cármina Allegretti) de 1930. Carmina Alegretti Pereira nasceu em Muzambi-nho (MG). Descendente de italianos, mudou-se com a família para São Paulo, quando tinha ainda poucos meses de idade e, mais tarde, foi morar em Poços de Caldas. Formou-se professora primária. Começou a cantar no coral da Igreja Matriz de Poços de Caldas, destacando-se pela voz de contralto. Interessou-se pela música popular, acompanhada pelo pai e pelo tio ao violão. Casou-se com o pianista Raul Mascarenhas, com quem teve um filho, o saxofonista Raul Mascarenhas Jr, que foi casado com a cantora Fafá de Belém, casamento do qual nasceu Mariana, também cantora. Em 1955, gravou na Copacabana seu primeiro disco interpretando o samba-canção "Folha caída" e o samba "Nossos caminhos divergem", de Hervé Cordovil e Nei Machado. Ainda nesse ano foi eleita, juntamente com Silvinha Telles, Cantora Revelação do Ano e contratada para fazer parte do elenco da Rádio Nacional, estreando na emissora no programa "Nada além de 2 minutos", produzido por Paulo Roberto. Teve uma participação no filme "Quem Sabe, Sabe" de 1956 com a música "Toada do beijo" de Nestor Campos e Sílvio Viana. Entre seus principais sucessos podemos citar:

(1963) Meu sonho não morreu / Canção do olhar amado
(1963) Patrimônio da garoa / Aurora
(1962) Brigamos com o amor / Nós e o mar
(1961) Per omnia, saecula saeculorum, amen / Ciúme, teu mal
(1961) A doce vida/Dor de cotovelo
(1960) Esquece / Samba no céu
(1959) Dormir...sonhar/Carinho e amor
(1958) Comigo não! / Era uma vez
(1957) Deixa o Nonô trabalhar / Não volto mais
(1957) Um dia verás... / Maldade
(1957) Eu sou mais Conceição / Copo d'água
(1956) Sonho / Toada do beijo
(1956) Agarradinha / Sorrir
(1956) Espinita / Problema meu
(1955) Que diabo mandou" / Outro adeus


Em 2001, depois de reclusa em sua casa de Teresópolis por vários anos, atuou ao lado de Ellen de Lima, Carmélia Alves e Violeta Cavalcanti no espetáculo "As Cantoras do Rádio: Estão voltando as flores", com roteiro e direção de Ricardo Cravo Albin.

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- Carminha canta "Toada do Beijo" no filme QUEM SABE, SABE de 1956



Dia 14.04 - Falecimento do compositor SYNVAL SILVA (Synval Machado da Silva) em 1994. Nasceu em Juiz de Fora MG. Chegou ao Rio de Janeiro já moço, exercendo a profissão de mecânico de automóveis. Foi lançado em disco por Carmen Miranda, do qual foi grande amigo e motorista particular. Visitou-a nos E.U.A. em 1951, apresentando-se ao público americano. Por muitos anos, foi também compositor da Escola de Samba Império da Tijuca. Foi "Bacharel em Samba", com anel e diploma, título outorgado oficialmente pelo Museu da Imagem e do Som do Rio, em seu 60º aniversário.

Principais sucessos:
Adeus, batucada na voz de Carmen Miranda, Agora é tarde na voz de Orlando Silva, Crioulo sambista (c/ Nelson Trigueiro) na voz de Ciro Monteiro, Madalena se zangou (c/ Ubenor Santos) na voz de Dalva de Oliveira e Dupla Preto e Branco, Moreno na voz de Aurora Miranda, Pra minha morena sambar na Voz de Ciro Monteiro e Saudade de você na voz de Carmen Miranda.

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Dia 17.04 - Falecimento da cantora e compositora LINDA BATISTA (Florinda Grandino de Oliveira) em 1988. Filha do humorista e ventríloquo Batista Júnior, começou no meio artístico muito cedo, assim como a irmã Dircinha Batista. Na adolescência, Linda acompanhava Dircinha ao violão, até que um dia, em 1936, por causa de um atraso da irmã, apresentou-se como cantora no programa de Francisco Alves na Rádio Cajuti, iniciando uma carreira de muito sucesso. Linda foi a primeira Rainha do Rádio a ser eleita, e manteve o título por 11 anos. Atuou em filmes e foi crooner do Cassino da Urca até o seu fechamento, em 1946. Nos anos 50 apresentou na Rádio Nacional o seu próprio programa, "É uma coisa Linda". Também foi compositora de sambas-canção, e afastou-se da vida artística nos anos 60, depois da fase áurea do rádio. Entre seus maiores sucessos estão "Batuque no morro" (Russo do Pandeiro e Sá Róris), "Nega maluca" (Fernando Lobo e Evaldo Rui), "No boteco do José" (Wilson Batista e A. Garcez), "Risque" (Ary Barroso), "Tudo é Brasil" (V. Paiva e Sá Róris) e "Vingança" (Lupicínio Rodrigues).

LP Collector's ainda à venda na nossa loja virtual:

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- Resumo biográfico no ICCA
- Linda Batista canta VINGANÇA
- Obra completa em discos 78 rpm 100% restaurada no ACERVO COLLECTORS



Dia 18.04 - Falecimento do cantor e compositor NELSON GONÇALVES (Antônio Gonçalves Sobral) em 1998. Nasceu em Santana do Livramento (RS) e mudou-se logo em seguida para São Paulo, onde foi morar no bairro do Brás. Foi jornaleiro, mecânico, engraxate e garçom, além de lutador de boxe na categoria peso-médio. Mesmo com o apelido de "Metralha", por causa da gagueira, decidiu ser cantor. Foi reprovado duas vezes no programa de calouros de Aurélio Campos. Finalmente foi admitido na rádio, mas dispensado logo depois. Seguiu para o Rio de Janeiro em 1939, onde trilhou mais uma vez o caminho dos programas de calouros, sendo reprovado novamente na maioria deles, inclusive no de Ary Barroso, que o aconselhou a desistir. Finalmente em 1941 conseguiu gravar um 78 rotações, que foi bem recebido pelo público. Passou a crooner do Cassino Copacabana Palace e assinou contrato com a Rádio Mayrink Veiga, iniciando uma carreira de ídolo do rádio nas décadas de 40 e 50, da escola dos grandes, discípulo de Orlando Silva e Francisco Alves. Alguns de seus grandes sucessos dos anos 40 foram "Maria Bethânia" (Capiba), "Normalista" (Benedito Lacerda e Davi Nasser) "Caminhemos" (Herivelto Martins), "Renúncia" (Roberto Martins e Mário Rossi) e muitos outros. Maiores ainda foram os êxitos na década de 50, que incluem "Última seresta" (Adelino Moreira e Sebastião Santana), "Meu vício é você" e a emblemática "A volta do boêmio" (ambas de Adelino Moreira). No final da década de 50 envolveu-se com cocaína, chegando a ser preso em flagrante em 1965, o que lhe trouxe problemas pessoais e profissionais. Superada a crise, lança o disco "A volta do boêmio nº 1", um grande sucesso. Continuou gravando regularmente nos anos 70, 80 e 90, reafirmado a posição entre os recordistas nacionais de vendas de discos.

Primeiros LP's 10 (polegadas):

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- Resumo biográfico no ICCA
- Nelson canta "Atiraste uma pedra" no filme CALA A BOCA, ETELVINA
- Relação de sucessos no ACERVO COLLECTOR'S



Dia 19.04 - Falecimento da cantora NOEMI CAVALCANTI (Noemia Clen Brush) em 2001. A Noemi se chamava Noemi Knupp Brustt e morava em Friburgo, no Rio. Noemi formou o Trio de Ouro com Herivelto Martins e Nilo Sérgio, que Noemi insistiu prá ser readmitido no grupo no lugar de Raul Sampaio. Essa formação durou de 1950 a 1952 e terminou com a saída de Noemi e Nilo. Na terceira formação, o Trio tinha: Herivelto, Lurdinha Bittencourt e Raul Sampaio. A primeira: Herivelto, Nilo e Dalva. Antes do Trio, Herivelto formou a Dupla Preto e Branco com Francisco Senna e um outro trio (sem nome) com J.B.de Carvalho e Yolanda Osório (às vezes, também, Zaíra Cavalcanti). Noemi formou também, com sua irmã Odemi, o duo Irmãs Cavalcanti. Seu marido era maestro do Vicente Celestino, que foi seu padrinho de casamento, com a Gilda de Abreu como madrinha. By Roberto de Azevedo

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- Irmãs Cavalcanti - resumo biográfico no ICCA
- Trio de Ouro - resumo biográfico no ICCA



Dia 20.04 - Aniversário de nascimento da cantora AURORA MIRANDA (Aurora Miranda da Cunha) de 1915. Estreou na Rádio Mayrink Veiga em 1932, transferindo-se logo para a Philips. No ano seguinte sai seu primeiro disco, "Cai, cai, balão" (Assis Valente), cantado em dupla com Francisco Alves. Gravou com sucesso outras músicas de carnaval, e logo começou a se apresentar em dupla ao lado da irmã, Carmen Miranda. Seu maior êxito foi a gravação de "Cidade maravilhosa", hino oficial da cidade do Rio de Janeiro, em dupla com o compositor, André Filho em 1934. Continuou em atividade durante toda a década de 30, e em 1940 casou e foi morar nos Estados Unidos. Depois disso gravou esporadicamente.

Primeiro LP (10 polegadas):

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- Resumo biográfico no ICCA
- Aurora canta "Molha o pano" no filme ALÔ ALÔ CARNAVAL
- Documentário sobre Aurora Miranda intitulado A NOTÁVEL IRMÃ DE CARMEN



Dia 22.04 - Aniversário de nascimento da soprano ELSIE HOUSTON (Elsie Houston-Péret) de 1902. Elsie foi uma das grandes pesquisadoras e intérpretes de nossa música folclórica, pesquisando pelo Brasil as manifestações populares de suas regiões. Além de gravar em discos suas pesquisas, publicou trabalhos escritos em Praga e Paris (Sorbone). Bonita, elegante, com uma bela voz, Elsie Houston foi uma intelectual, não fazendo feio frente aos amigos modernistas e às platéias européias e americanas.

"Hontem, á tarde, o Theatro Cassino encheu-se de uma distincta multidão que foi applaudir a cantora Elsie Houston. O programma intelligentemente composto, teve em Elsie Houston a melhor das interpretes, pela voz, pela diccção, pela arte tão pura com que Ella desperta o mysterio adormecido na musica, transformando-o noutro mysterio que é graça, elegância, subtileza". Revista Para Todos, 1926. (Grafia e acentuação originais).

Principais sucessos:
Aribu
Cadê minha pomba rôla
Coração das muié
Eh! jurupanã
Macumbagelê
Morena cor de canela
O barão da bahia
Puxa o melão sabiá
Saudades da bahia
Vou pra bahia

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- Resumo biográfico no ICCA
- Elsie faz uma rara aparição num curta de 1942 sobre CARNAVAL NO RIO



Dia 23.04 - Aniversário de nascimento do compositor, flautista, orquestrador e saxofonista PIXINGUINHA (Alfredo da Rocha Vianna) de 1897. Considerado um dos maiores gênios da música popular brasileira e mundial, Pixinguinha revolucionou a maneira de se fazer música no Brasil sob vários aspectos. Como compositor, arranjador e instrumentista, sua atuação foi decisiva nos rumos que a música brasileira tomou. O apelido "Pizindim" vem da infância, era como a avó africana o chamava, querendo dizer "menino bom". O pai era flautista amador, e foi pela flauta que Pixinguinha começou sua ligação mais séria com a música, depois de ter aprendido um pouco de cavaquinho. Logo começou a tocar em orquestras, choperias, peças musicais e a participar de gravações ao lado dos irmãos Henrique e Otávio (China), que tocavam violão. Rapidamente criou fama como flautista graças aos improvisos e floreados que tirava do instrumento, que causavam grande impressão no público quando aliados à sua pouca idade. Começou a compor os primeiro choros, polcas e valsas ainda na década de 10, formando seu próprio conjunto, o Grupo do Pixinguinha, que mais tarde se tornou o prestigiado Os Oito Batutas. Com os Batutas fez uma célebre excursão pela Europa no início dos anos 20, com o propósito de divulgar a música brasileira. Os conjuntos liderados por Pixinguinha tiveram grande importância na história da indústria fonográfica brasileira. A Orquestra Típica Pixinguinha-Donga, que organizou em 1928 junto com o compositor e sambista Donga, participou de várias gravações para a Parlophon, numa época em que o sistema elétrico de gravação era uma grande novidade. Liderou também os Diabos do Céu, a Guarda Velha e a Orquestra Columbia de Pixinguinha. Nos anos 30 e 40 gravou como flautista e saxofonista (em dueto com o flautista Benedito Lacerda) diversas peças que se tornaram a base do repertório de choro, para solista e acompanhamento. Algumas delas são "Segura ele", "Ainda me recordo", "1 x 0", "Proezas de Solon", "Naquele tempo", "Abraçando jacaré", "Os oito batutas", "As proezas do Nolasco", "Sofres porque queres", gravadas mais tarde por intérpretes de vários instrumentos. Em 1940, indicado por Villa-Lobos, foi o responsável pela seleção dos músicos populares que participaram da célebre gravação para o maestro Leopold Stokowski, que divulgou a música brasileira nos Estados Unidos. Como arranjador, atividade que começou a exercer na orquestra da gravadora Victor em 1929, incorporou elementos brasileiros a um meio bastante influenciado por técnicas estrangeiras, mudando a maneira de se fazer orquestração e arranjo. Trocou de instrumento definitivamente pelo saxofone em 1946, o que, segundo alguns biógrafos, aconteceu porque Pixinguinha teria perdido a embocadura para a flauta devido a problemas com bebida. Mesmo assim não parou de compor nem mesmo quando teve o primeiro enfarte, em 1964, que o obrigou a permanecer 20 dias no hospital. Daí surgiram músicas com títulos "de ocasião", como "Fala baixinho", "Mais quinze dias", "No elevador", "Mais três dias", "Vou pra casa". Depois de sua morte, em 1973, uma série de homenagens em discos e shows foi produzida. A Prefeitura do Rio de Janeiro produziu também grandes eventos em 1988 e 1998, quando completaria 90 e 100 anos. Algumas músicas de Pixinguinha ganharam letra antes ou depois de sua morte, sendo a mais famosa "Carinhoso", composta em 1917, gravada pela primeira vez em 1928, de forma instrumental, e cuja letra João de Barro escreveu em 1937, para gravação de Orlando Silva. Outras que ganharam letras foram "Rosa" (Otávio de Souza) cantada por Orlando Silva, "Lamento" (Vinicius de Moraes) e "Isso é que é viver" (Hermínio Bello de Carvalho).

Vinil LP Collector's Editora, poucas unidades à venda

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- Homenagens a Pixinguinha nas páginas do ACERVO COLLECTOR'S
- Ouça o programa levado ao ar em 15.10.47: O PESSOAL DA VELHA GUARDA
- Ouça algumas interpretações de Pixinguinha, ON DEMAND, na RÁDIO UOL




Dia 24.04 - Aniversário de nascimento do cantor CARLOS GALHARDO (Catello Carlos Guagliardi) de 1913. Filho de pais italianos, nasceu na Argentina e veio ainda bebê para o Brasil, passando a infância no Rio de Janeiro. Na adolescência trabalhou como alfaiate, mas sempre gostou de cantar. Até que um dia, em 1932, foi ouvido por Francisco Alves, Mário Reis e Lamartine Babo em uma reunião social, e os músicos o aconselharam a tentar o rádio. Fez um teste cantando "Até amanhã", de Noel Rosa e foi contratado pela gravadora Victor. Gravou diversos discos de samba, principalmente de Assis Valente, de quem popularizou a música "Boas festas". Depois disso passou por diversas emissoras de rádio e tornou-se um dos quatro grandes cantores da era do rádio, ao lado de Orlando Silva, Silvio Caldas e Francisco Alves. Além das canções carnavalescas, Galhardo foi quem mais cantou temas de datas festivas, a exemplo:
  • "Boas festas", "Boneca de Papai Noel" (Ari Machado) e "Lá no céu" (Silvino Neto), "Não mudou o Natal" (Alcyr Pires Vermelho e Oswaldo Santiago) para o Natal;
  • "Bodas de prata" (Mário Rossi e Roberto Martins) para a celebração de mesmo nome;
  • "Mãezinha querida" (Getúlio Macedo e Lourival Faissal), "Imagem de mãe" (Othon Russo e José Nunes), "Dia das mães" (José Cenília e Lourival Faissal), "Aniversário de mãezinha" (Mário Biscardi e Newton Teixeira) e "Mamãezinha" (José Selma, Lourival Faissal e Maurício das Neves) para o Dia das Mães;
  • "Papai do meu coração" (Lindolfo Gaya e Osvaldo dos Santos) para o Dia dos Pais;
  • "Tempo de criança" (Ari Monteiro e Osvaldinho) para o Dia das Crianças;
  • "Subindo, vai subindo" (Osvaldo e Valfrido Siva), "Olha lá um balão" (Roberto Martins e Wilson Batista), "Balão do amor" (Armando Nunes e Geraldo Serafim) para as festas juninas;
  • "Valsa dos noivos" (Sivan Castelo Neto e José Roberto Medeiros), "Brinde aos noivos", "Valsa dos namorados" (Silvino Neto) para o Dia dos Namorados;
  • "Quarto centenário" (J. M. Alves e Mário Zan) para o aniversário de São Paulo;
  • "Dentro da lua" e "23 de abril" (ambas de Ari Monteiro e Roberto Martins) para o dia de São Jorge;
  • "Canção do trabalhador" (Ari Kerner) para o Dia do Trabalhador.
Participou de vários filmes e sua vendagem de discos de 78 rpm (cerca de 580 gravações) só foi menor do que a de Francisco Alves.

Primeiros LP's (10 polegadas):

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Dia 24.04 - Falecimento da cantora, compositora, instrumentista e folclorista brasileira DILU MELO (Maria de Lourdes Argollo Oliver) em 2000. Precoce, começou a estudar música e violino aos cinco anos de idade. Aos nove anos, iniciou seu aprendizado de violão com sua mãe D. Nenê e de piano com a professora Elizéne D'Ambrósio. Aos 10 anos, compôs sua primeira obra, uma valsinha intitulada "Heloísa", em homenagem à sua irmã mais nova. Em 1958, gravou de Altamiro Carrilho e Armando Nunes, o xote "Nos velhos tempos". Por influência de Antenógenes Silva, começou a tocar acordeão recebendo da imprensa a denominação de "Rainha do Acordeão. Autora de mais de cem músicas. Entre seus intérpretes estão Ademilde Fonseca, Amália Rodrigues, Carmen Costa, Nara Leão, Fagner, Clara Nunes, Marlene e Dóris Monteiro. Naceu em Viana, 25 de setembro de 1913 e faleceu no Rio de Janeiro, 24 de abril de 2000.

Principais sucessos:
Adeus à sanfona (c/ Celso Guimarães Filho)
As coisas erradas do mundo (c/ Mardoréo Nacre)
Coco babaçu
Coisas do Rio Grande
Conceição da praia (c/ Oldemar Magalhães)
Engenho d'água (canta Santos Meira)
Fiz a cama na varanda (em parceria com Ovídeo Chaves)
Harpa guarani (c/ Latini)
Maravia (c/ Jairo José)
Meia canha
Menino dos olhos tristes (em parceria com Ovídeo Chaves)
Meu barraco (canta Carmen Costa)
Meu cavalo trotador (c/ Ademar Pimenta)
Qual o valor da sanfona
Recordando os pagos (c/ Zélia Majessi)
Rendinha de algodão
Rolete de cana (canta Jore Fernandes)
Sapo cururu
Saudades do Maranhão
Tempinho bom
Tudo é verdade (c/ Nestor de Holanda)
Um amor em cada porto (c/ Celso Guimarães Filho)

Primeiro LP (10 polegadas):

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Dia 25.04 - Aniversário de nascimento do compositor, pianista, regente e ator CUSTÓDIO MESQUITA (Custódio Mesquita de Pinheiro) de 1945. Melodias e harmonias requintadas fizeram de Custódio Mesquita de Pinheiro um dos grandes nomes dos anos 30 e 40, quase sempre citado como o Tom Jobim de seu tempo, também precursor da moderna música brasileira. Pianista virtuoso, gravou discos de 78 rotações com composições de Ernesto Nazareth, mas popularizou-se como autor de marchas e sambas-canções, sendo responsável pela consolidação do fox-canção, gênero inspirado no fox americano. Custódio deu seus primeiros passos na música atrás de uma bateria quando fazia parte do conjunto de escoteiros do Fluminense Futebol Clube, no Rio de Janeiro. Em 1930, já atuava como pianista nas rádios Clube do Brasil, Mayrink Veiga e Philips. Suas primeiras composições gravadas foram "Dormindo na rua", por Silvio Caldas, "Prazer em conhecê-lo", parceria com Noel Rosa cantada por Mário Reis, e "Se a lua contasse", por Aurora Miranda. Esta última, gravada para o carnaval de 1934, foi seu primeiro sucesso. A partir de então, entrou em evidência e suas canções foram interpretadas pelas vozes de Carmen Miranda, Carlos Galhardo e Orlando Silva. Seu parceiro mais constante foi Evaldo Ruy ("Como os rios que correm pro mar", "Feitiçaria", "Noturno em tempo de samba", "Promessa" e "Rosa de maio"), tendo composto também com Orestes Barbosa ("Flauta, cavaquinho e violão"), Mário Lago ("Nada além", "Enquanto houver saudade", "Menina eu sei de uma coisa"), Sadi Cabral ("Velho Realejo") e David Nasser ("Mãe Maria", "A valsa de Maria"). Seu jeito de galã rendeu-lhe convites para participar de alguns filmes, como Moleque Tião, com Grande Othelo, e da peça Carlota Joaquina, no papel de Dom Pedro I. Foi, aliás, para o teatro de revista que ele compôs boa parte de sua obra. Como autor teatral, escreveu cerca de 30 peças, como Mamãe eu Quero e Rumo ao Sucesso. Morreu aos 35 anos de crise hepática pouco antes de assumir o cargo de conselheiro da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais. Ao longo dos anos, recebeu algumas homenagens, sendo que uma delas foi ter virado enredo do desfile do Império da Tijuca, em 1985, com o título Se a Lua Contasse — Vida e Obra de Custódio Mesquita. Custódio ficou esquecido durante certo tempo, mas nos anos 80 voltou a ser gravado. Um dos seus grandes sucessos é "Saia do meu caminho" (com Evaldo Ruy), lançada um ano após sua morte e gravada por Dalva de Oliveira, Ângela Maria, Gal Costa, Nana Caymmi e Miúcha. "Mulher" (com Sadi Cabral) já foi trilha sonora de dois filmes e tema de abertura do seriado Mulher, da Rede Globo.

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Dia 26.04 - Aniversário de nascimento do cantor e compositor J.B. DE CARVALHO (João Paulo Batista de Carvalho) de 1901. Notabilizou-se como cantor de corimas e pontos de macumba. Iniciou a carreira artística em 1931 na extinta Rádio Cajuti interpretando corimás e músicas cantadas durante os rituais de macumba. Dirigiu durante anos o conjunto Tupi que teve entre seus integrantes o cantor e compositor Herivelto Martins. Foi o pioneiro na apresentação de pontos de umbanda em programas de rádio. Consta que o grupo, que fez apresentações em quase todas as emissoras de Rádio cariocas no início da década de 1930, sofria frequentes interrupções da polícia pois as pessoas entravam em transe ao ouvir as músicas. Foi preso diversas vezes e dizia que sempre era solto devido à sua amizade com o presidente Getúlio Vargas. Lançou seu primeiro disco solo pela Victor em 1931, interpretando os batuques "E vem o sol" e "Na minha terrera", de sua autoria.

Ouça alguns títulos de sua discografia:
1935 - Criança louca e Se você não quer saber de mim
1935 - Meia noite e Sinhá Maria Rosa
1935 - Nosso amor e Flauta de bambu
1936 - Eu nunca pensei e Esta mulher me provoca
1936 - Falso amor e Alô boy
1937 - Bateu cinco horas e Eu era bem feliz
1937 - Só um novo amor e Juro
1938 - Tereré não dá camisa a ninguém e Mulher sem dono

Primeiros LP's (10 polegadas):

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Dia 28.04 - Aniversário de nascimento da cantora ODETE AMARAL de 1917. Foi levada por sua irmã à Rádio Guanabara, na época dirigida por Alberto Manes, para que fizesse um teste. Fez a prova acompanhada pelo pianista Felisberto Martins, cantando "Minha embaixada chegou", de Assis Valente. Com o sucesso do teste, a cantora foi logo escalada para participar do programa "Suburbano", onde também se apresentavam Sílvio Caldas, Marília Batista, Noel Rosa, Almirante, Aurora e Carmen Miranda, entre outros. Levada por Almirante, passou a cantar também na Rádio Clube. Participou da inauguração do Cassino Atlântico e, pouco depois, apresentava-se na Rádio Ipanema. Atuou ainda em várias emissoras, dentre as quais a Philips e a Cruzeiro do Sul. Gravou seu primeiro disco, na Odeon, interpretando os sambas "Palhaço", de Milton Amaral e Roberto Cunha e "Dengoso", de Milton Amaral. Em seguida, foi levada por Ary Barroso para a RCA Victor, onde estreou com a batucada "Foi de madrugada" e a marcha "Colibri", ambas de Ary Barroso. Paralelamente, cantava em coro, atuando em discos de colegas como Francisco Alves, Mário Reis e Almirante. Mais a frente assinou o primeiro contrato de sua carreira, na Rádio Mayrink Veiga. Por essa época, recebeu de César Ladeira o slogan de "A voz tropical do Brasil". Participou da inauguração da Rádio Nacional, onde permaneceu por dois anos.

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Dia 28.04 - Falecimento do compositor PAULO VANZOLINI (Paulo Emílio Vanzolini) em 2013. Nascido em São Paulo, aos quatro anos mudou-se para o Rio. Aos 18 anos, entrou para a faculdade de medicina, ao mesmo tempo em que passava a frequentar as rodas de samba na noite carioca. Foi quando começou a compor seus primeiros sambas. Dois anos depois, foi trabalhar com um primo na Rádio América, no programa Consultório Sentimental, da atriz Cacilda Becker. Em 1946, começou a dar aulas no Colégio Bandeirantes e foi trabalhar no Museu de Zoologia da USP. Formou-se um ano depois, casou-se e foi para os EUA, onde graduou-se doutor em zoologia, na Universidade de Harvard. De volta a São Paulo, foi em 1951 que compôs seu maior clássico, o samba-canção "Ronda", originalmente gravado por Inezita Barroso e que se tornaria uma peça obrigatória nos pianos-bar de todo o país a partir de então. Inicialmente, porém, a canção não obteve maior repercussão, lançada por Inezita Barroso. Só faria sucesso real nos anos 60, graças à gravação da cantora Márcia. Depois, voltaria às paradas na voz de Maria Bethânia, que a regravou em 1978. Ainda em 51, Vanzolini lançou um livro de poemas, "Lira". A seguir, foi convidado a atuar na TV Record (SP). Em 1963, teve seu samba "Volta por cima" lançado pelo sambista paulista Noite Ilustrada, com grande sucesso, em seu LP de estréia. Era o segundo clássico do compositor, depois regravado à exaustão. Nesse ano, Vanzolini tornou-se diretor do Museu de Zoologia e continuou compondo músicas, muitas delas conhecidas apenas pelos frequentadores da boate Jogral, onde vez por outra dava canjas. Em 67, dois de seus amigos – Luís Carlos Paraná e Marcus Pereira – decidiram produzir um LP com suas canções, "11 Sambas e uma Capoeira", interpretada por diversos cantores, tais como Chico Buarque ("Praça Clovis" e "Samba erudito"). Em seguida, inaugurou uma parceria com Toquinho, compondo "Na boca da noite" (que venceu a etapa paulista do II FIC, da TV Globo), "Boba" e "Noite longa". Em 1974, o mesmo Marcus Pereira em seu selo editou mais um LP do compositor, "A música de Paulo Vanzolini", com canções suas interpretadas por Carmen Costa e Paulo Marques, como "Falta de mim" e "Mulher que não dá samba". Destaca-se ainda em sua obra o samba "Amor de trapo e Farrapo", composto em 67.

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Dia 30.04 - Aniversário de nascimento do compositor, cantor e violonista DORIVAL CAYMMI de 1914. Baiano responsável em grande parte pela imagem que a Bahia tem hoje em dia, seu estilo inimitável de compor e cantar influenciou várias gerações de músicos brasileiros. Em Salvador teve vários trabalhos antes de tentar a sorte como cantor de rádio, e como compositor ganhou um concurso de músicas de carnaval em 1936. Dois anos mais tarde foi para o Rio de Janeiro com o objetivo de realizar o curso preparatório de Direito e talvez arranjar um emprego como jornalista, profissão que já havia exercido em Salvador. Mas, incentivado pelos amigos, muda de idéia e resolve enveredar para a música. Primeiro, por obra do acaso, tem sua música "O que é que a baiana tem" incluída no filme "Banana da terra", estrelado por Carmen Miranda. Em seguida sua música "O mar" foi colocada em um espetáculo promovido pela então primeira-dama Darcy Vargas. Daí em diante seu prestígio foi se ampliando. Passou a atuar na Rádio Nacional, onde conheceu a cantora Stella Maris, com quem se casou em 1940. Seus filhos Dori, Danilo e Nana também são músicos. As canções que celebrizaram Caymmi versam na maioria das vezes sobre temas praieiros ou sobre a Bahia e as belezas da terra, o que colaborou para fixar, de certa forma, uma imagem do Brasil para o exterior e para os próprios brasileiros. Algumas das mais marcantes são "A lenda do Abaeté", "Promessa de pescador", "É doce morrer no mar", "Marina", "Não tem solução", "João Valentão", "Maracangalha", "Saudade de Itapoã", "Doralice", "Samba da minha terra" pelo Bando da Lua, "Lá vem a baiana", "Suíte dos pescadores", "Sábado em Copacabana" por Lúcio Alves, "Nem eu", "Nunca mais", "Saudades da Bahia", "Dora", "Oração pra Mãe Menininha", "Rosa morena" pelos Anjos do Inferno, "Eu não tenho onde morar", "Promessa de pescador", "Das rosas". Em 60 anos de carreira, Dorival Caymmi gravou cerca de 20 discos, mas o número de versões de suas músicas feitas por outros intérpretes é praticamente incalculável. Sua obra, considerada pequena em quantidade, compensa essa falsa impressão com inigualável número de obras-primas.

Comemoração dos 10 anos do programa "Jô Soares onze e meia"
com o grande mestre cantor e compositor Dorival Caymmi.



Primeiros LP's 10 polegadas (clique nas capas para ouvir):



Primeiros tributos em LP's 10 polegadas:

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