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Lupicínio Rodrigues
RESUMO BIOGRÁFICO



Lupicínio Rodrigues

Compositor e cantor, Lupicíno era filho de Francisco Rodrigues, funcionário da Escola de Comércio de Porto Alegre e de Abibail Rodrigues. Apesar das dificuldades financeiras da família foi matriculado pelo pai, com apenas cinco anos no Liceu Porto-Alegrense. Aos sete anos entrou para o Colégio São Sebastião dos Irmãos Maristas onde fez os cursos primário e ginasial., aprendendo ao mesmo tempo o ofício de mecânico. Mais tarde trabalhou como aprendiz nas oficinas da Companhia Carris Porto-Alegrense e da Micheletto. Desde os 12 anos fazia marchinhas para blocos carnavalescos. Quando adolescente, passou a freqüentar o bar de Seu Belarmino, onde ficava com os amigos bebendo e cantando até altas horas. O pai, preocupado com o "talento" boêmio do filho, resolveu apresentá-lo como "voluntário" ao exército.

1931
Passou a ser o soldado 417 do 7º Batalhão de Caçadores de Porto Alegre. No quartel, foi cantor de um conjunto musical de soldados e continuava compondo para os blocos carnavalescos. Chegou a vencer um concurso com uma marchinha que compusera três anos antes chamada Carnaval, feita para o Cordão Carnavalesco Prediletos e executada agora pelo Rancho Seco.

1932
Podia ser encontrado cantando num bar da Praça Garibaldi, em Porto Alegre, com um grupo chamado Conjunto Catão. Tinha 18 anos, estava no exército, mas apesar da rigidez do quartel, arrumava tempo para compor suas músicas e cantar. Nessa época foi visto por Noel Rosa, em visita à capital gaúcha, e que teria afirmado: "Esse garoto é bom, esse garoto vai longe!"

1933
Era promovido a cabo e transferido para a cidade de Santa Maria.

1935
Quando deu baixa no exército Seu Chico conseguiu-lhe um emprego de bedel na Faculdade de Direito. Apesar de ter tido uma grande paixão na juventude, a jovem Iná, não chegou a se casar, pois a moça não aceitava sua vida boêmia. Romperam o noivado com grande mágoa um do outro. O próprio compositor admitiria que esse fracasso amoroso na juventude teria sido fonte de inspiração de muitos sambas seus. Incentivado pelos amigos, participou de um concurso promovido pela Prefeitura de Porto Alegre, em comemoração ao Centenário da Revolução Farroupilha. Inscreveu uma parceria com Alcides Gonçalves, cantor da Rádio Farroupilha, intitulada Triste história. Apesar de concorrer com nomes famosos, venceu e arrebatou 2:000$000. Viu em Alcides que era, além de cantor, pianista e violonista, uma ótima parceria.

1936
Teve suas primerias músicas gravadas por Alcides Gonçalves na Victor, o samba Pergunte a meus tamancos e o samba-canção Triste história, parcerias com Alcides Gonçalves.

1938
Obteve seu primeiro grande sucesso com o samba Se acaso você chegasse, parceria com Felisberto Martins e gravado na Victor por Cyro Monteiro. Um fato que fez seus sambas serem divulgados foi o de Porto Alegre receber muitos navios, pois os marinheiros freqüentavam a boemia do centro da capital gaúcha, onde os bares tocavam muitas de suas músicas. Assim, os jovens marinheiros, quando embarcavam, levavam para outros centros aqueles sucessos ouvidos nos dancings de Porto Alegre. Uma dessas músicas acabou nos escritórios da RCA Victor, e seus executivos acabaram recebendo uma carta do sul esclarecendo que se tratava de um samba de Lupicínio Rodrigues. Era Se acaso você chegasse, samba com o qual finalmente passou a ter projeção nacional.

1939
Depois de rompido o noivado com Iná, decidiu passar uma temporada no Rio de Janeiro. Passou a freqüentar a boemia da Lapa carioca, convivendo com artistas e com a malandragem de então. Entre os companheiros de noitadas no legendário Café Nice estavam Kid Pepe, Germano Augusto, Wilson Batista, Ataulfo Alves, entre outros. Foi naquele reduto boêmio que ficou conhecendo Francisco Alves, que se tornou um de seus principais intérpretes. Neste ano teve mais um samba gravado por Cyro Monteiro, Enquanto a cidade dormia, com Felisberto Martins.

1940
O samba Briga de amor, com Felisberto Martins, foi lançado pela Victor por Cyro Monteiro em disco que entretanto, somente foi lançado cinco anos depois pela gravadora Victor.

1942
Seu samba Carteiro, com Felisberto Martins foi gravado na Odeon por Odete Amaral.

1943
Na Odeon, Morais Neto gravou o samba Eu é que não presto e Moreira da Silva o samba Cigano, parcerias com Felisberto Martins.

1944
O cantor e compositor gaúcho Caco Velho gravou o samba Briga de gato, com Felisberto Martins. Mais dois sambas com Felisberto Martins foram registrados, Meu pecado, por Moreira da Silva e Basta, por Orlando Silva, que gravou no ano seguinte o samba Brasa, também parceria com Felisberto Martins.

1945
Outro samba com o mesmo parceiro foi gravado na Odeon, Malvado, na voz de Ataulfo Alves e suas pastoras. Teve ainda a marcha Verão no Brasil, parceria com Denis Brean, gravada por Rubens Peniche na Continental e, na mesma gravadora teve o samba Que baixo, gravado por Caco Velho, sambista também nascido em Porto Alegre e também seu parceiro no samba.

1947
Francisco Alves fez a primeira gravação do samba-canção Nervos de aço, que se tornaria um clássico de seu repertório e da própria música popular brasileira. Nesse ano, Orlando Silva gravou a canção Zé Ponte, com Felisberto Martins e o Quarteto Quitandinha, na Continental, fez a primeira gravação da toada Felicidade. Aposentou-se da Faculdade de Direito de Porto Alegre por motivo de doença. Nessa época, resolveu abrir uma churrascaria, a Jardim da Saudade ou Galpão do Lupi, a primeira de uma série de restaurantes e bares que iria abrir nos anos seguintes.

1948
Francisco Alves lançou o samba Esses moços (Pobres moços) , que se tornaria também um clássico da MPB e presença constante no repertório da chamada música romântica e que era uma composição inteiramente sua feita ao saber que o grande amigo e parceiro Hamilton Chaves iria se casar. Também nesse ano, obteve novo grande sucesso gravado por Francisco Alves com o samba-canção Quem há de dizer, de parceria de Alcides Gonçalves.

1949
Francisco Alves gravou na Odeon o samba-canção Cadeira vazia, outro clássico de seu repertório. Essa gravação, que saiu no selo do disco apenas com seu nome como compositor, provocou o afastamento de Alcides Gonçalves, que não se conformou com a atitude de omissão do parceiro, ainda que este dissesse não ter tido culpa, até porque era representante de uma sociedade de direitos autorais no Rio Grande do Sul. Apareceriam ainda algumas composições suas com Alcides Gonçalves. Ainda nesse ano, Isaura Garcia gravou o samba Eu não sou louco, parceria com Evaldo Rui, e Francisco Alves gravou na Odeon o samba-canção Maria Rosa, parceria com Alcides Gonçalves. Neste ano casou-se com Cerenita Quevedo Azevedo, que conheceu ainda criança, e não via há mais de 15 anos. Com ela teve um filho, Lupicínio Rodrigues Filho.

1950
O samba-canção Migalhas, parceria com Felisberto Martins foi gravado por Linda Batista na RCA Victor.

1951
Teve dois sambas-canção gravados por Linda Batista na RCA Victor, Dona divergência, com Felisberto Martins e Vingança, que se tornou um dos momentos marcantes da carreira da cantora e que chegou a causar vários suicídios, segundo a crônica policial da época. Com essa música consolidou seu estilo "dor-de-cotovelo", que lhe deu grande projeção e que continuou a fazer dele um dos compositores mais gravados pelos ídolos da época.

1952
Gravou uma série de três discos pela gravadora Star, futura Copacabana, com seis composições suas, os sambas Eu e meu coração, Sombras, Vingança, Eu não sou de reclamar, As aparências enganam, Eu é que não presto e Nunca e o baião-xote Felicidade, gravado com as Três Marias. Ainda em 1952, João Dias gravou na Odeon o samba Divórcio; Luiz Gonzaga na RCA Victor as valsas Jardim da saudade, com Alcides Gonçalves e Juca e João Dias, na Odeon, a marcha Meu figurino, parceria com Felisberto Martins. Nesse ano, Linda Batista fez grande sucesso com o samba-canção Foi assim e sua irmã Dircinha Batista com o também samba-canção Nunca... , clássicos da carreira do compositor e também das cantoras que os lançaram.

1953
Seu samba-canção Castigo, com Alcides Gonçalves, foi gravado por Gilberto Milfont na RCA Victor. Nesse ano, ele próprio gravou dois discos na gravadora Copacabana: os sambas O morro está de luto e Tola, de sua autoria; Pregador de bolinha, com Adaleron Barreto e Hamilton Chaves e Já sofri demais, de Nelson Lucena e Dinho.

1954
Seu samba-canção Aves daninhas recebeu uma gravação marcante de Nora Ney pela Continental tornando-se um dos sucessos do ano. Também nesse ano, o Trio de Ouro gravou na RCA Victor o samba Boca fechada. Na mesma época, Carlos Galhardo gravou na RCA Victor o samba-canção Minha história, com Rubens Santos e Marlene, na Continental a toada Se é verdade.

1955
Teve outra composição gravada por Nora Ney na Continental, o samba Dois tristonhos. Nesse ano, João Dias gravou na Copacabana o samba-canção Rainha do show, parceria com David Nasser.

1956
Sua toada Cevando o amargo foi gravada por Carmélia Alves na Copacabana. Nesse ano, gravou pela Copacabana o LP "Roteiro de um boêmio" no qual cantou Os beijos dela, Jardim da saudade, Aves daninhas, Nossa Senhora das Graças, Inah, Namorados e Amor é um só, de sua autoria e Se acaso você chegasse, com Felisberto Martins.

1957
Fez com David Nasser a marcha Dominó lançada por Ângela Maria. Nesse ano, Dalva de Oliveira lançou pala Odeon o samba-canção Há um Deus, regravado meses depois por Maria Helena Andrade na gravadora pernambucana Mocambo. Ângela Maria gravou também o samba-canção Amigo ciúme, com Onofre Pontes.

1958
Teve o samba-canção Calúnia, com Rubens Santos gravado na RCA Victor por Linda Batista e o samba-canção Vingança regravado por Vicente Celestino, também na RCA Victor.

1959
Compôs o Hino oficial do Grêmio, homenageando os 50 anos do clube de futebol gaúcho. Nesse ano, conheceu grande sucesso com os sambas-canção Ela disse-me assim e Exemplo gravados por Jamelão na Continental. Ainda nesse ano, Elza Soares regravou o samba Se acaso você chegasse, que acabou sendo uma das mais importantes músicas do repertório dela, e que consolidou seu prestígio de cantora.

1961
Jamelão gravou os sambas-canção Foi assim e Meu natal.

1963
Seu samba-canção Torre de Babel foi gravado por Jamelão na Continental.

1967
Gravou um histórico depoimento para o MIS do Rio, que obteve repercussão na imprensa nacional.

1968
A RCA Victor reuniu no elepê "Encontro com Lupicínio Rodrigues", seus grandes sucessos.

1969
Concorreu ao V Festival da Record com a canção Primavera, interpretada por Isaurinha Garcia, ficando entre as 10 finalistas. Nesse ano, Jamelão gravou A vida é isso no LP "Cuidado moço", lançado pela RCA Victor.


HOMENAGENS NOS ANOS 70

1971
João Gilberto cantou Quem há de dizer, em programa da TV Tupi de São Paulo.

1972
Caetano Veloso apresentou Volta, que Gal Costa incluiu em seu elepê "Índia", lançado pela Phillips. Nesse ano, o cantor Jamelão lançou pela Continental o LP "Jamelão interpreta Lupicínio Rodrigues", com 12 canções do compositor gaúcho, entre as quais, Homenagem, Nervos de aço, Ela disse-me assim, Vingança, Um favor e Sozinha.

1973
Paulinho da Viola gravou Nervos de aço, no LP homônimo, pela Odeon, numa interpretação marcante. Nesse ano, Jamelão gravou Meu barraco, com Leduvy de Pina e Loucura. Também no mesmo ano, gravou aquele que seria seu último disco, "Dor de cotovelo", com 13 canções de sua autoria entre as quais Caixa de ódio, Dona do bar, Judiaria, Carlucia e Rosário de esperança.

1974
Caetano incluiu Felicidade, em seu elepê "Temporada de verão ao vivo na Bahia", gravado na Philips. Nesse ano, o cineasta Bruno Barreto escolheu Esses moços para ser o tema de seu filme "A estrela sobe"; Elis Regina regravou Cadeira vazia e Jamelão, Coquetel de sofrimento e Se é verdade.

1978
Sua toada Margarida foi gravada pela dupla sertaneja Tião Carreiro e Pardinho.


HOMENAGENS NOS ANOS 80

Cazuza gravou várias de suas músicas e Zizi Possi fez sucesso com Nunca.

1987
Foi novamente homenageado por Jamelão no LP "Recantando mágoas - Lupi, a dor e eu" no qual o cantor mangueirense interpretou, entre outras, Eu e meu coração, Volta, Rosário de esperança, Ex-filha de Maria e Pra São João decidir.

1994
O governo do Rio Grande do Sul instituiu o "Ano Lupi - Ano Cultural Lupicínio Rodrigues", em comemoração aos 80 anos de seus nascimento.

1995
A Editora L&PM de Porto Alegre lançou "Foi assim", coletânea de crônicas escritas por Lupicínio na década de 60, para o "Jornal Última Hora" de Porto Alegre. A edição foi organizada por Lupicínio Rodrigues Filho. Numa dessas crônicas ele lembraria de sua primeira música: "Vinte anos depois, quando eu fazia parte de uma comissão que julgava músicas carnavalescas, me apareceu novamente a marchinha, desta vez cantada pelo grupo Democratas e como sendo de autoria de outros dois compositores. Eu não falei nada aos outros membros da comissão e a música novamente venceu. Deixei os meninos receberem o prêmio e até convidei-os para tomarem uma cerveja comigo."

1996
Seu parceiro Rubens Santos organizou o show "Lupicínio às pampas" em sua homenagem que, depois de ser apresentado no Rio de Janeiro, excursionou na Argentina reunindo Luis Melodia, Paulo Moura, Adriana Calcanhoto, entre outros.

1997
A Editora Globo lançou o fascículo e o CD "Lupicínio Rodrigues", da coleção MPB Compositores nº 23.

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Nasceu em 16.09.1914 Porto Alegre, RS
Faleceu em 27.08.1974 Porto Alegre, RS


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