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Alcebíades Barcelos
RESUMO BIOGRÁFICO



Alcebíades Barcelos

Alcebíades Maia Barcelos era o seu nome verdadeiro. Compositor e instrumentista nasceu em Niterói - RJ em 25.07.1902. Aos seis anos, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, indo morar no bairro do Estácio de Sá, onde começou a trabalhar como sapateiro, na fábrica Bordalo. Logo passou a participar, com seu irmão, Rubem Barcelos, das rodas de samba do Estácio, freqüentadas também por Brancura, Baiaco e Ismael Silva, integrando, assim, o grupo responsável pela modernização do samba, até então amaxixado. Tocava cavaquinho nessa época, acompanhando muitas vezes Benedito Lacerda, também morador do Estácio.

1927
Compôs o samba A Malandragem e, procurado por Francisco Alves, na gafieira Estrela d'Alva, ensinou-Ihe o samba que o cantor gravou ainda nesse ano pela Odeon; no disco consta apenas o nome de Francisco Alves como autor, embora na partitura editada os dois aparecessem como parceiros.

1928
Ao lado do outros sambistas do Estácio, como Mano Edgar, Ismael Silva, Brancura e Baiaco, fundou a 12 de agosto de 1928 a primeira escola de samba do Brasil, a "Deixa Falar". Foi, ainda, o primeiro a introduzir no samba o surdo, instrumento de percussão que improvisou com uma lata de manteiga, tendo sido também o pioneiro na adoção do tamborim por escolas de samba. Animado com o fato de ser o primeiro sambista do Estácio a ter um samba gravado, deixou, no final da década de 20, a profissão de sapateiro, para tentar ingressar no meio artístico.

1932
No Carnaval deste ano, a "Deixa Falar" saiu cantando duas músicas suas, O Meu segredo e Rir para não chorar.

1934
Passou para a escola de samba "Recreio de Ramos", e Mário Reis gravou pela Victor seus sambas Fui louco e Agora é cinza, samba feito com Armando Marçal, seu parceiro mais constante, que se transformou no maior sucesso do Carnaval de 1934, vencendo o concurso de músicas carnavalescas da prefeitura do Distrito Federal e tendo inúmeras regravações. Nas composições com Marçal, geralmente fazia as melodias. Foi o responsável pela descoberta do compositor Ataulfo Alves, levando-o, neste ano, para a Victor, onde Ataulfo teve seu primeiro samba gravado. Em abril de 1934, teve sua marcha junina Ninguém fura o balão (com Marçal) gravada por Almirante, em disco Victor; em setembro, Mário Reis gravou pela Odeon seu samba Nosso romance (com Marçal); e, em outubro, Almirante gravou pela Victor sua marcha natalina A benção, Papai Noel (com Alberto Ribeiro).

1935
No início do ano, Carmen Miranda gravou pela Victor sua marcha Entre outras coisas (com Valfrido Silva) e ainda nesse ano foram feitas mais duas gravações de composições suas, Chave de ouro (com Roberto Martins), marcha gravada por Araci de Almeida pela Victor, e Vem, meu amor (com João de Barro e Mano Décio da Viola), lançado em disco Victor por Almirante para o Carnaval do ano seguinte.

1936
Carlos Galhardo gravou o samba Você não sabe, amor (com Ataulfo Alves) e O Palhaço o que é? (com Paulo Barbosa), marcha que fez grande sucesso no Carnaval de 1937, ano em que o mesmo cantor lançou Sorrir (com Marçal) em disco Victor.

1938
Neste ano Orlando Silva lançou pela Victor Tua beleza e Francisco Alves lançou Meu primeiro amor (ambos com Marçal) pela Odeon, dois êxitos da dupla. A partir do final da década de 30, passou a trabalhar como ritmista da Rádio Nacional, ao lado de Marçal, permanecendo nessa atividade durante quase 30 anos, ao mesmo tempo em que participava também de inúmeras gravações.

1942
Destacou-se com um samba feito com Cartola e lançado por Ataulfo Alves, em disco Odeon, Não posso viver sem ela, música que foi regravada 25 anos depois pelo "Conjunto Rosa de Ouro", no LP "Rosa de Ouro volume II", da Odeon, com o titulo de Mulher fingida. Com a morte do parceiro Marçal em 1947, diminuiu consideravelmente sua produção, dedicando-se mais às atividades de ritmista.

1955
Entre as gravações que realizou, destacou-se o LP "O Carnaval da velha guarda", editado pela Sinter, no qual tocou afoxê com o "Conjunto da Velha Guarda", composto por Pixinguinha, Donga e João da Baiana.

Aposentou-se no inicio da década de 60, abandonando o meio artístico e reaparecendo somente em 1967 para prestar depoimento para o Museu da Imagem e do Som, do Rio de Janeiro.

1973
Mudou-se do Estácio, onde sempre viveu, para o conjunto residencial dos músicos do bairro carioca de Inhaúma, onde passou os últimos anos de vida vindo a falecer em 18.03.1975, praticamente cego e paralítico.

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Nasceu em 25.07.1902 RJ
Faleceu em 18.03.1975 RJ


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