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Odete Amaral
RESUMO BIOGRÁFICO



Odete Amaral

Cantora, filha de Alfredo Amaral, lavrador e posteriormente chofer de caminhão, e de Albertina Ferreira do Amaral. Nasceu em Niterói no dia 28 de abril de 1917, mas com um ano sua família mudou-se para o Rio de Janeiro. Aos seis anos de idade entrou para o Colégio Uruguai, onde fez todo o curso primário. Em 1929, empregou-se na América Fabril como bordadeira Por sua bonita voz, era sempre convidada a cantar no teatro da escola, além de festas de aniversário. Sua irmã, que muito a admirava, levou-a à Rádio Guanabara, na época dirigida por Alberto Manes, para que fizesse um teste. Fez a prova acompanhada pelo pianista Felisberto Martins, cantando Minha embaixada chegou, de Assis Valente. Com o sucesso do teste, a cantora foi logo escalada para participar do programa "Suburbano", onde também se apresentavam Sílvio Caldas, Marília Batista, Noel Rosa, Almirante, Aurora e Carmen Miranda, entre outros.

1935
Estreou na Rádio Guanabara cantando Minha embaixada chegou de Assis Valente, acompanhada pelo violão de Pereira Filho. Levada por Almirante, passou a cantar também na Rádio Clube. No mesmo ano, participou da inauguração do Cassino Atlântico e. pouco depois, apresentava-se na Rádio Ipanema. Atuou ainda em várias emissoras, dentre as quais a Sociedade, a Philips e a Cruzeiro do Sul. Por essa época atuou no teatro cantando Ganhou mas não leva, de Milton Amaral, em uma revista levada no João Caetano.

1936
Gravou seu primeiro disco, na Odeon, interpretando os sambas Palhaço, de Milton Amaral e Roberto Cunha e Dengoso, de Milton Amaral. Em seguida, foi levada por Ary Barroso para a RCA Victor, onde estreou com a batucada Foi de madrugada e a marcha Colibri, ambas de Ary Barroso. Paralelamente, cantava em coro, atuando em discos de colegas como Francisco Alves, Mário Reis e Almirante. No mesmo ano, assinou o primeiro contrato de sua carreira, na Rádio Mayrink Veiga. Por essa época , recebeu de César Ladeira o slogan de "A voz tropical do Brasil".

1937
Participou da inauguração da Rádio Nacional, onde permaneceu por dois anos. No mesmo ano gravou o samba Sorrindo, de Ciro Monteiro e L. Pimentel e a rumba Terra de amores, de Gadé e Valfrido Silva. Na edição de 30.10.1937 da Revista Carioca, falou de sua carreira: "Nasci em Niterói. Comecei a cantar quando tinha três anos de idade. Estrei há dois anos na Rádio Guanabara. Durante um ano conheci os microfones de todas as estações da cidade; durante outro ano, cantei exclusivamente para a Cruzeiro do Sul. Contratada agora pela Nacional, pretendo que ela me prenda por muitos anos (...). O samba-canção é o gênero que prefiro. O cinema é grande, mas o rádio é maior. Alguma coisa mais?".

1938
Gravou de Ataulfo Alves e Alcebíades Barcelos, os sambas Ironia e Não mando em mim e de João da Baiana, o samba É melhor confessar do que mentir. Casou-se com Ciro Monteiro, casal que foi considerado um dos mais famosos e populares de sua época e com quem teve um filho e de quem se separou em 1949.

1939
Participou do filme da Cinédia "Samba da vida", e foi contratada pela Rádio Cultura de São Paulo, onde atuou durante uma ano e meio, percorrendo com Ciro Monteiro, nos intervalos dos programas , vários estados do Brasil. Ainda em 1939 gravou com Ciro Monteiro os sambas Sinhá, sinhô e Bem querer, ambos de Aloísio Silva Araújo.

1940
Gravou a marcha O gato e o rato, de Wilson Batista, Arnô Canegal e Augusto Garcez, a batucada Eu já mandei, de J. Cascata e Leonel Azevedo e o samba Quando dei adeus, de Ataulfo Alves e Wilson Batista.

1941
Retornou para a Rádio Mayrink Veiga e lá ficou por seis anos. No mesmo ano gravou a marcha Serenata, de Felisberto Martins e Sá Róris, o samba Pode chorar se quiser, de Roberto Cunha e o frevo canção Não sei o que fazer, de Capiba. No mesmo período passou a gravar na Odeon, onde estreou com a valsa Minha primavera, de Gadé e Almanir Grego e a fantasia Minha voz, de Eratóstenes Frazão. Em seguida, gravou Não quero dizer adeus, samba-choro de Laurindo de Almeida.

1942
Gravou os sambas Quem não chora não mama, de Laurindo de Almeida e Ubirajara Nesdem, Caminhar sem destino, de Felisberto Martins e Henrique Mesquita e Por causa de alguém, de Ismael Silva.

1943
Registrou o fox canção Primavera em flor, com música de Georges Moran sobre versos do poeta J. G. de Araújo Jorge, e os sambas Favela morena, de Estanislau Silva e João Peres e Resignação, de Geraldo Pereira e Arnô Provenzano.

1944
Gravou de Geraldo Pereira e Ari Monteiro, o samba Carta fatal, com o Quarteto de Bronze, a valsa Toureador, de Georges Moran e Osvaldo Santiago, e o choro Murmurando, de Fon-Fon e Mário Rossi, seu maior sucesso. Em seguida lançou de Haroldo Lobo e Eratóstenes Frazão a marcha Quem tem mágoa bebe água. Passou um período em que realizou poucas gravações, fazendo alguns registros no pequeno selo Star, entre eles, a marcha A moleza do faquir, de Dênis Brean e Osvaldo Guilherme e o samba Por que mentir?, de Luiz Antônio e Ari Monteiro.

1951
Retornou para a Odeon com os choros Bichinho que rói, de Dênis Brean e Mais uma vez, de Cachimbinho e Delore. No mesmo ano, assinou contrato com a Rádio Tupi.

1952
Gravou o clássico samba canção Ai Ioiô, de Henrique Vogeler, Luiz Peixoto e Marques Porto.

1953
Gravou Carneirinho de São João, marcha de Luiz Vieira.

1954
Gravou os sambas Nasceu pra sofrer, de Arnô Provenzano, Isaias Ferreira e Oldemar Magalhães e Vem amor, de Enésio Silva, Isaias Ferreira e Jorge de Castro.

1957
Assinou contrato com a gravadora Todamérica, na qual estreou com os sambas Dedo de Deus, de Raul Marques e Ari Monteiro e Tô chegando agora, de Monsueto Menezes e José Batista. No meamo ano lançou seu primeiro LP, com arranjos do maestro Guio de Moraes, "Tudo me lembra você".

1959
Lançou o samba Enquanto houver Mangueira, de Roberto Roberti e Arlindo Marques Jr.

1962
Assinou contrato com a Copacabana. Um de seus trabalhos mais interessantes foi o LP "Do outro lado da vida - Os que perderam a liberdade contam assim sua história", gravado com Cyro Monteiro Jr., no qual interpretou composições de presidiários do então estado da Guanabara e de São Paulo, entre as quais, Luar de Vila Sônia, valsa de Paulo Miranda, Nos braços de alguém, samba canção de Quintiliano de Melo e Silêncio! É madrugada, samba canção de Wilson Silva. Lançou também, com Silvio Viana e seu conjunto, o LP "Sua majestade Odete Amaral - A rainha dos disc jockeys.

1975
Participou da série "M.P.B. 100 ao vivo" irradiada pelo projeto Minerva, Rádio MEC, em cadeia nacional de emissoras. Ao lado de Paulo Marques, cantava os grandes sucessos dos anos 1930 A série de 30 programas deu origem a oito LPs criados por seu produtor Ricardo Cravo Albin.

1977
Participou do show "Café Nice", ao lado de Paulo Marques e Altamiro Carrilho, com direção e narração de Ricardo Cravo Albin.

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Nasceu em 28.04.1917 Niterói, RJ
Faleceu em 11.10.1984 Rio de Janeiro, RJ

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