Collector's
Studios Ltda.
::: Collector's ::: Rádio Collector's

Ouvintes online:
• Visualizar em 800 X 600 pixels • Internet Explorer ou Firefox
HOME NOSSA PROPOSTA O DISCO O RÁDIO NOTÍCIAS RECADASTRAMENTO FALE CONOSCO BUSCAS LOJA
     
Web Site



Carlos Galhardo
RESUMO BIOGRÁFICO



Carlos Galhardo

Catello Carlos Guagliardi era o seu nome verdadeiro. Nasceu em Buenos Aires em 24 de Abril de 1913. Veio cedo para São Paulo e pouco depois, com um ano de idade, transferiu-se para o Rio de Janeiro.

Em 1921, ingressou em uma escola pública onde cursou o primário e aos 8 anos, com a morte da mãe, o pai deixou-o com um parente no bairro do Estácio, para aprender o ofício de alfaiate. Apesar de não gostar do ofício, aos 15 anos já era um profissional.

Aos 16 anos de idade, empregou-se em uma charutaria, voltando pouco depois a seu ofício de alfaiate. Embora não gostasse do ramo, passou por várias alfaiatarias do Rio e, numa delas, trabalhou com Salvador Grimaldi, alfaiate e barítono com quem costumava ensaiar duetos de ópera.

Galhardo cantava, em casa, outras melodias, principalmente canções napolitanas. O início de sua carreira profissional, entretanto, só se deu por volta de 1933 quando, em casa de um irmão, conheceu Francisco Alves, Mário Reis e Lamartine. Galhardo cantou uma melodia do repertório de Francisco Alves, a música Deusa, de Freire Junior. Chico gostou e aconselhou-o a tentar o rádio.

Galhardo trabalhava, na época, numa barbearia e a manicure da casa tinha conhecimento com pessoas da Rádio Educadora (hoje Tamoio) e conseguiu para Galhardo uma oportunidade. Lá ele cantou Destino de Nonô e Luiz Iglézias.

No dia seguinte a esta apresentação foi procurado por um representante da Victor para um teste cantando o samba Até amanhã, de Noel Rosa, e foi contratado pela gravadora Victor, inicialmente fazendo parte do coro que acompanhava as gravações.

1933
Gravou, então o seu primeiro disco com Você não gosta de mim de um lado e Que é que há ? do outro. A primeira dos Irmãos Valença e segunda de Nelson Ferreira, ambos compositores pernambucanos onde o disco fez sucesso. Por essa época foi procurado pelo compositor Assis Valente, que tinha um samba aceito na Victor e estava à procura de um intérprete. Ofereceu a música a Galhardo que gravou então Pra onde irá o Brasil ? e É duro de se crer, passando a interpretar diversos sambas, principalmente de Assis Valente. Ainda em 1933, gravou Samba nupcial (José Luis e Jaime Silva), Elogio da raça em dupla com Carmen Miranda, Prá quem sabe dar valor e Boas festas, todas de Assis Valente. Boas festas, composta no Natal de 1932 por um solitário Assis, no quarto onde morava na Praia de Icaraí (Niterói), se tornaria a canção natalina extremamente conhecida dos brasileiros e uma das poucas do gênero que conseguiu sobreviver. Seu sucesso foi de extrema importância para Assis e também Galhardo, ambos em início de carreira à época do lançamento.

1934
No carnaval deste ano o cantor obteve enorme sucesso com Carolina, marcha de Bonfiglio de Oliveira e Hervê Cordovil. No ano seguinte, fez várias gravações para a Colúmbia dentre as quais Boneca de pano e Mariana, marcha de Bonfiglio de Oliveira e Lamartine Babo, e estréia como cantor romântico com Cortina de veludo, valsa-canção de Paulo Barbosa e Osvaldo Santiago, música que marcou época no Rio de Janeiro. Trabalhou ganhando caché em várias emissoras de rádio como Mayrink, Rádio Club, Rádio Philips e Radio Sociedade. Nesse ano, assina seu primeiro contrato com a Rádio Cruzeiro do Sul.

Não tinha contrato com a Victor e por isso, quando Francisco Alves foi prá lá, achou que não teria mais chances de gravar e por isso assinou contrato com a Columbia onde gravou 19 músicas, no período de 1934 e 1935. Em 1935, gravou seu último disco na Colúmbia, registrando Morena, marcha de Roberto Martins, e Rei vagabundo, samba de Ataulfo Alves. Ataulfo, aliás era companheiro habitual, juntamente com Roberto Martins, nas noitadas cariocas.

Voltando à Victor, gravou Madalena marcha de Bonfiglio de Oliveira e Voce não sabe amor, samba de Ataulfo Alves e Alcebíades Barcelos, e alcança grande sucesso com a gravação de Italiana valsa de Paulo Barbosa, José Maria de Abreu e Osvaldo Santiago. A partir dessa gravação, a carreira do cantor foi repleta de grandes sucessos, tornando-se um dos quatro grandes cantores da era do rádio, ao lado de Orlando Silva, Sílvio Caldas e Francisco Alves. Foi convidado a trabalhar na Rádio Cajuti e na Rádio Tupi e assinou contrato com a gravadora Odeon onde registrou Dou-te um adeus, samba de Alcebíades Barcelos e Armando Marçal e Apenas tu, valsa de Roberto Martins e Jorge Faraj. Na Odeon gravou 25 composições no período de 1936 a 1937.

1937
Gravou A você, valsa de Ataulfo Alves e Aldo Cabral e Quanta tristeza, samba-canção de Ataulfo Alves e André Filho, entre outros sucessos. Transferiu-se para a Rádio Mayrink Veiga onde permaneceu por um período de 11 anos. Quando Francisco Alves deixou a Victor em 1937, Galhardo voltou e conseguiu alí registrar os seus maiores sucessos não deixando mais a gravadora até o final de sua carreira. Durante o período em que esteve na Odeon fez algumas gravações esporádicas na Victor mas sua volta definitiva ocorreu em 19 de abril de 1937 quando foi relançado Italiana gravada por ele mesmo em 6.05.36 mas que não havia sido trabalhada adequadamente. Depois de Italiana vieram, ainda em 1937, Vela branca sobre o mar, Mais uma valsa mais uma saudade, Madame Pompadour, Lenda Arabe, Olá seu Nicolau (Carnaval de 38).

1938
Participou do filme musical "Banana da terra" dirigido por J. Rui. Seus principais sucessos neste ano foram Noite sem luar, Alguém, Vinte e quatro horas sem amor, Junto de ti estou no céu, Torre de marfim, Quem vê partir um grande amor, Mares da China, Mulher, Linda Borboleta e outras.

1939
Seus principais sucessos foram Sei que é covardia... mas, Linda Butterfly, Perfume de mulher bonita.

1940
Participou do filme "Vamos cantar", de Leo Martin e no ano seguinte do "Entra na farra", de Luís de Barros.

1941
Para o carnaval gravou a marcha Ala-la-ô, de Haroldo Lobo e Nássara e a valsa Nós queremos uma valsa, de Nássara e Frazão. A cada ano, novos sucessos.

1945
Galhardo brilhou com Será?, valsa de Mário Lago, Bodas de prata, valsa de Roberto Martins e Mário Rossi, entre outros. Neste mesmo ano, lançou pela Continental atuando ao lado de Dalva de Oliveira e Os Trovadores, a adaptação de João de Barro para a história infantil Branca de Neve e os sete anões com músicas de Radamés Gnattali.

1948
Transferiu-se para a Rádio Nacional onde permaneceu por quatro anos. Neste mesmo ano, gravou 23 de abril, samba de Roberto Martins e Ary Monteiro, e Saudade do Maranhão, valsa de Roberto Martins e Dilu Melo

1952
Passou a trabalhar na Rádio Mayrink Veiga e na Rádio Mundial. Nessa época foi a Portugal, apresentando-se neste país pelo período de um ano.

1953
Foi eleito "Rei do disco" pela revista do disco.

1955
Participou do filme "Carnaval em lá maior", de Ademar Gonzaga, e em 1957 atuou no filme "Metido a bacana", de J.B. Tanko. Foi um dos cantores que mais vendeu discos no Brasil; sua vendagem de discos de 78 rpm só foi menor do que a de Francisco Alves. Nos anos subsequentes, entre seus sucessos, muitos deles regravações de clássicos da MPB, destacam-se: Guacira, de Hekel Tavares e Joraci Camargo, Fascinação, versão de Armando Louzada para a valsa de Marchetti, Chão de estrelas, de Sívio Caldas e Orestes Barbosa, entre tantos outros. Ao final da vida, atuava com frequencia em shows por todo o Brasil.

1983
Participou de seu último espetáculo montado, o show "Ala-la-ô", em homenagem a Nássara, que também atuava, apresentado na Sala Funarte - Sidney Miller.

Havia certa preferência pelas valsas e por isso chegou a ser conhecido como "O Rei da valsa" no disco e "O cantor que dispensa adjectivos" no rádio.

Seus fãs são fiéis e até hoje cultuam com carinho sua memória. Galhardo era um gentleman tratando a todos com delicadeza e carinho sendo por isso muito apreciado, também, pelos colegas.

Ultimamente vinha exercendo funções administrativas na SOCIMPRO da qual havia sido um dos fundadores e presidente.

Galhardo faleceu no Rio de Janeiro em 25 de julho de 1985, aos 72 anos de idade deixando uma obra com mais de 550 interpretações em discos de 78 rpm agora totalmente recuperada pelo Collector's Studios.

COLLECTOR'S STUDIOS LTDA.
Nasceu em 24.04.1913 Buenos Aires AR
Faleceu em 25.07.1985 Rio de Janeiro RJ


SOBRE
O disco no Brasil
SELOS
RCA Victor
PERSONALIDADES
Vida & Obra
PESQUISAS
Carnaval
Efemérides
MPB por gêneros

Copyright © 1997 - 2016 - Collector's Studios de Restauração de Áudios Ltda. Todos os direitos reservados.
Caixa Postal, 92.888 - Centro - Teresópolis - RJ - CEP: 25953-970 - Telefax: 0**21 3643-6700