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Araci Cortes
RESUMO BIOGRÁFICO



Araci Cortes

Filha de Carlos Espíndola, chorão da velha guarda, foi vizinha de Pixinguinha no bairro do Catumbi onde passou a infância no Rio de Janeiro. Aos 17 anos de idade, deixou a família para trabalhar em circo. Foi descoberta por Luís Peixoto, que a levou ao teatro de revista, quando cantava e dançava maxixes no Democrata Circo. O nome artístico lhe foi dado por Mário Magalhães, crítico teatral do jornal "A Noite" , quando passou a atuar teatro de revista em inícios dos anos 20.

Primeira grande cantora popular brasileira, foi praticamente a única a fazer sucesso na década de 20, quando, até então, os grandes nomes eram de vozes masculinas. Projetou-se através do teatro de revista que na época reunia a nata do meio artístico. Interpretou em primeira audição composições de Ary Barroso, Benedito Lacerda, Assis Valente, entre outros, tendo se apresentando com os Oito Batutas, lendário conjunto de Pixinguinha. Estreou no Teatro Recreio em janeiro de 1922 na revista de J. Praxedes, "Nós pelas costas", com música de Pedro Sá Pereira. Um ano mais tarde, já era nome consagrado ao atuar na revista "Que pedaço" de Sena Pinto, com música de Paulino Sacramento, onde se destacou com o samba Ai, madama.

1925
Lançou seu primeiro disco pela Odeon, onde gravou inicialmente Serenata de Toselli, e as canções A casinha e Petropolitana.

1928
Obteve enorme sucesso ao lançar na revista "Microlândia" o samba Jura, de Sinhô, gravado simultaneamente por Araci e pelo estreante Mário Reis. Sua gravação do samba-canção Ai, Ioiô (no disco com o título de Iaià) de Henrique Vogeler, Marques Porto e Luís Peixoto, realizada em 1928, e por ela lançado na revista "Miss Brasil", tornou-se uma das mais famosas da discografia da música popular brasileira.

1929
Na revista "Laranja da China", de Olegário Mariano, com música de Júlio Cristóbal, Pedro Sá Pereira e Ari Barroso, encenada no Teatro Recreio, interpretou o samba Vamos deixar de intimidade, responsável pelo lançamento de Ari Barroso como compositor.

1930
Lançou na revista "É do outro mundo" o samba No rancho fundo de Ary Barroso e Lamartine Babo, na época denominado Este mulato vai ser meu, com o subtítulo "Na grota funda".

1932
Na revista "Angu de caroço", de Carlos Bittencourt, Luís Iglésias e Jardel Jércolis, estreada no Teatro Carlos Gomes, apresentou-se com grande êxito, ao lado de Sílvio Caldas, interpretando o samba Mulato bamba de Ary Barroso. Foi a primeira estrela de revista a excursionar ao exterior. Gravou com sucesso o samba Tem francesa no morro, de autoria de Assis Valente.

1933
O empresário Jardel Jércolis levou uma companhia de revistas, da qual Araci era estrela, à Europa.

1938
Atuou na revista "Rumo ao Catete", encenada no Teatro Recreio, contracenando com grandes nomes como Eva Tudor e Oscarito. Nesta peça, com libreto e direção musical de Custódio Mesquita e Mário Lago, foi lançado o fox Nada Além, posteriormenete gravado por Orlando Silva. Entre as décadas de 50 e 60, afastou-se do meio artístico.

1965
Voltou a se apresentar no espetáculo "Rosa de Ouro", promovido por Hermínio B. de Carvalho e Kleber Santos, onde atuavam Paulinho da Viola, Clementina de Jesus, Elton Medeiros, entre outros. O espetáculo rendeu dois LPs lançados pela Odeon, "Rosa de Ouro 1" - 1965 e "Rosa de Ouro 2" - 1967, onde participou de várias faixas.

1976
Apresentou-se no Teatro Glauce Rocha.

1978
Apresentou-se no Teatro Dulcina.

1984
Foram lançados pela Funarte o LP "Araci Cortes", uma coletânea com depoimentos da cantora e um livro de autoria de Roberto Ruiz, comemorativos de seus 80 anos. Também nesse ano, a Sala Sidnei Miller da Funarte, homenageou-a com um show biográfico, interpretado pela cantora Marília Barbosa, que revivia sua vida e suas canções, e no qual ela tinha uma rápida participação especial.

Ao morrer, seu corpo foi velado no saguão de entrada do Teatro João Caetano, na mesma praça Tiradentes em cujos teatros obteve grandes sucessos.

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Nasceu em 31.03.1904, Rio de Janeiro, RJ
Faleceu em 08.01.1985, Rio de Janeiro, RJ


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