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Breve história da Música Brasileira
A Marcha

HISTÓRICO   I   ACERVO    

Segundo Marisa Lira, a marcha - como dança - tão apreciada nos festejos carnavalescos é bem diferente da sua congênere militar, desenvolvida através de Hinos e Dobrados, mas tanto a marcha tradicional como o frevo tiveram seus primeiros passos guiados pelas bandas de música das corporações militares do século passado.

A marchinha carnavalesca, de ritmo vivo, apressado, só guarda semelhança com a marcha militar no compasso binário.

Não se pode precisar a época do aparecimento da marcha como música de dança. A principio surgiram das polcas-marchas que agradaram plenamente. Em seguida a influência norte-americana deu-nos o rag-time e o one-step mas acabou vencendo o espirito brasileiro e os compositores criaram as lindas marchas que tanta alegria tem dado ao nosso povo nos folguedos de Momo.

A mais antiga delas, como já dissemos, é o nosso Ó abre alas de Chiquinha Gonzaga, criada para o cordão carnavalesco Rosa de Ouro. Por sinal, uma marcha com apenas 3 versos e que são repetidos com muita graça:

    Ó abre alas que eu quero passar
    Eu sou da Lira não posso negar
    Rosa de Ouro é quem vai ganhar

Depois, o nosso carnaval importou a marcha portuguesa Vassourinha, com uma versalhada enorme, muito cantada no carnaval de 1912 e o one-step Caraboo muito cantada no carnaval de 1914. Em 1917 cantamos A baratinha de Mário São João Rabelo, um português e finalmente aparece O pé de anjo, de autoria do brasileiro Sinhô, embora calcada na valsa francesa Jenny e cuja história pode ser resumida assim, segundo nos conta Edigar de Alencar no seu livro Nosso Sinhô do samba "Estava Sinhô na Casa Bethoven, quando uma freguesa pede no balcão a valsa francesa C´est pas difficile, de J. Dorin, da qual havia uma versão brasileira com o titulo de Jenny e cuja letra era a seguinte:

    Eis uma história singela
    De um meigo e triste sabor
    Onde figura uma bela
    Sacrificando o amor

    Ó Jenny
    Meu sincero amor
    Há de ser também
    Entendido por ti, ó flor

    Vi-a uma vez na igreja
    De olhar contrito a rezar
    Como quem pede e deseja

O empregado atendeu a moça e, a seu pedido, levou a parte da música ao pianista da casa para que a executasse e a freguesa melhor a identificasse. Quando esta saiu, Sinhô ocupou o piano e começou a fazer variações em torno da melodia da valsa, alterando-lhe o ritmo e acrescentando-lhe uma ou outra frase musical, enquanto cantarolava uns versos. Dai surgiria a marcha O pé de anjo, que registrou no Rio o maior sucesso do Carnaval de 1920."

No carnaval de 1921 apareceu, embora impressa na partitura como samba, a marcha Pois não de Eduardo Souto e Filomeno Ribeiro e antes dela Ai amor, de Freire Junior. Estas foram as primeira marchas tipicamente brasileiras e elas se tornaram o ponto de partida da vitoriosa marchinha carnavalesca carioca.

Na seqüência tivemos:

Em 1922 - Ai seu mé (Freire Junior e Luiz Nunes Sampaio), Eu só quero é beliscar (Eduardo Souto), Vamos namorar (Freire Junior) e Fala baixo (Sinhô).

Em 1923 , Goiabada (Eduardo Souto), Só teu amor (Eduardo Souto) e Sai da ráia (Sinhô).

Em 1924 , Não sei dizê e o Pai Adão (Eduardo Souto).

Em 1925, Os passarinhos da carioca (Luiz Nunes Sampaio).

Em 1926 , Zizinha (José Francisco de Freitas), Eu vi Lili (José Francisco de Freitas) e Pinta, pinta melindrosa (Freire Junior).

Em 1927, Dondoca (José Francisco de Freitas), Os calças largas (Lamartine Babo e Gonçalves de Oliveira), Mosca vareja e Não quebra mais (Sinhô).

Em 1928 tivemos Eu fui no mato crioula (J. Gomes Junior) e Coisinhas (Eduardo Souto).

Em 1929 foram cantadas no carnaval Sou da fuzarca (Van Tuil de Carvalho), Seu Doutor (Eduardo Souto) e Comigo não, violão (Francisco Alves).

E finalmente, em 1930 Dá nela (Ary Barroso) e Tai (Prá você gostar de mim) (Joubert de Carvalho). Estava consagrada a marcha carnavalesca

Todas estas marchas poderão ser ouvidas no nosso acervo de carnaval.

Para ilustrar esta parte da nossa história musical catalogamos oito matrizes em nosso acervo sendo a primeira com Hinos e Dobrados famosos, a segunda com marchas tradicionais, a terceira com marchas juninas, a quarta com marchas de rancho e as quatro seguintes com marchinhas famosas de carnaval.

José Maria Campos Manzo


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