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   A História da música de Carnaval - Fase mecânica

O Carnaval veio para o Brasil, trazido pelos portugueses, sob a forma de "Entrudo". Por meio de limões de cheiro, bisnagas, seringas, bacias e baldes, molhavam-se uns aos outros. Havia muita briga e confusão mas... não havia música.

A primeira manifestação musical, tipicamente carnavalesca, de que se tem noticia, foi o Zé Pereira, vindo também de Portugal e cuja introdução no Brasil, data de 1852 e é atribuída a um sapateiro português chamado José Nogueira de Azevedo Paredes. Há quem afirme ser Zé Pereira uma corruptela de Zé Nogueira.

O Zé Pereira era um conjunto de bombos e tambores, que por ocasião dos folguedos carnavalescos sala às ruas fazendo barulho e contribuindo para a animação daqueles três dias.

Em 1869, o ator teatral Francisco Corrêa Vasques, aproveitando a música francesa chamada Le Pompiers de Nanterre, da revista teatral do mesmo nome, em exibição no Teatro Lírico Francês, situado na Rua da Vala (Uruguaiana), 47/51, colocou música no Zé Pereira, criando "Zé Pereira Carnavalesco". E ai nasceu a primeira música de carnaval, propriamente dite:

E viva o Zé Pereira
Que a ninguém fez mal
E viva a bebedeira
Nos dias de carnaval

Nas ruas, ficou apenas:

Viva o Zé Pereira
viva o carnaval
Viva o Zé Pereira
Que a ninguém faz mal

Ou, numa outra versão:

Viva o Zé Pereira
Viva o Zé Pereira
Viva o Zé Pereira
E viva o carnaval

O Zé Pereira carnavalesco, de Francisco Corrêa Vasques, foi encenado pela Companhia de Jacinto Heller, no Teatro Fenix Dramática, no dia 03 de julho de 1869. A partir de 1870, a música foi incorporada ao carnaval.

Os bailes carnavalescos, cujo primeiro data de 1840 e teria se realizado no Hotel Itália (no local onde hoje se encontra o cinema São José, na Praça Tiradentes), eram animados pelas polcas, valsas, quadrillas, maxixes, rag-time americanos e algumas toadas sertanejas. As músicas eram executadas sem serem cantadas, por não possuírem letras.

Nas ruas, o povo brincava por meio dos cordões, esses sim, com músicas cantadas, porém, em cada ano havia uma quadrinha diferente para cada cordão. Não havia disco e, portanto, a música dos cordões não era gravada e devido a sua vida efêmera, de apenas três dias, não era também colocada na pauta musical. O grupo se reunia, decidia qual a música daquele ano, ensaiava e partia para brincar na rua.

E sabem que rua ? - Rua do Ouvidor.

João do Rio, pseudônimo do cronista Paulo Barreto, escreveu no seu livro A alma encantadora das ruas, um capítulo inteiro sobre os cordões carnavalescos e cujo começo era assim:

'Era em plena rua do Ouvidor. Não se podia andar. A multidão apertava-se, sufocada. Havia sujeitos com gestos, forçando a passagem com os cotovelos, mulheres afogueadas, crianças a gritar, tipos que berravam pilhérias A pletora da alegria punha desvarios em todas as faces. Era provável que do Largo de São Francisco à rua Direita, dançassem vinte cordões e quarenta grupos, rufassem duzentos tambores, zabumbassem com bombos, gritassem cinqüenta mil pessoas".

Já imaginaram 50.000 pessoas pulando, dançando e cantando na rua do Ouvidor?

Esse mesmo autor, escreve a certa altura: "Os cordões saíram dos templos. Ignoras a origem dos cordões? Pois eles vêm da festa de Nossa Senhora do Rosário, ainda nos tempos coloniais. Não sei por que os pretos gostavam de Nossa Senhora do Rosário. Já naquele tempo gostavam e saíam pelas ruas vestidos de reis, de bichos, de pajens, de guardas, tocando instrumentos africanos e paravam em frente à casa do vice-rei, a dançar e a cantar."

João do Rio, não se lembrou da lenda do Chico Rei. Aquele escravo que era rei na sua terra e em Vila Rica, Minas Gerais, conseguiu libertar todos os conterrâneos, pagando-lhes a alforria e depois coroou-se rei, novamente, aqui no Brasil.

O professor Carlos Góis, no seu livro Histórias da Terra Mineira, ao falar de Chico Rei escreveu o seguinte trecho:

"No dia 6 de Janeiro de cada ano, o Rei, a Rainha e os Príncipes, vestidos com trajes opulentos cobertos de suas insígnias e coroas, eram, com grande aparato levados à Igreja do Rosário, onde assistiam à missa cantada. Ao término da mesma saíam pelas ruas de Vila Rica executando danças caraterísticas, à moda da África, tocando instrumentos indígenas dos usados na Guiné. Essas festas chamavam-se Reisado do Rosário De Ouro Preto estenderam-se às outras cidades e lugares do Brasil, onde ainda hoje são conservadas."

Os cordões carnavalescos daí originados, foram os primeiros a cantar música durante o carnaval. E foi exatamente para um deles - o Rosa de Ouro - que foi composta, especialmente, a segunda música de carnaval: Ó abre alas.

Chiquinha Gonzaga, foi convidada a compor a música para o referido cordão, em 1899. Mas também não foi gravada na época. Não havia ainda o disco, que só apareceu no Brasil em 1902. Mas a música está registrada na pauta e por isso foi preservada.

A partir de então, com o surgimento do disco, algumas canções começaram a ser cantadas no carnaval, embora sem o sabor tipicamente carnavalesco.

Em 1902, ainda sem gravação, foi cantada por ocasião do funeral de dois foliões do cordão Estrela de Dois Diamantes, a música Que bela rosa, de autoria não identificada.

A história do funeral com música, foi contada com riqueza de detalhes por Luiz Edmundo no seu livro Recordações do Rio Antigo. No livro ele não se refere a canção, mas Edigar de Alencar, no seu maravilhoso Carnaval carioca através da música diz que Almirante foi rebuscá-la no testemunho pessoal de um participante do acontecimento, o conhecido carnavalesco Candinho das Laranjeiras, autor da marcha que mais tarde seria utilizada para compor a famosa Jardineira.

E, de fato, em um dos programas Aquarelas do Brasil, apresentado pela Rádio Nacional, escrito por Almirante, ele conta esse caso e ilustra o mesmo com um trecho da música.

Os versos conhecidos dizem:

Que bela rosa
Que lindo jasmim
Eu vi um triunfo
Lá no seu jardim

Hervé Cordovil aproveitou a primeira parte e com o nome de Que bela rosa, gravou com Carmélia Alves, para o carnaval de 1953 uma marcha-rancho, onde só a segunda parte é de sua autoria.

Em 1904, foi cantada a polca ou lundu Rato rato. Em 1906 foi cantado o tango-chula ou maxixe Vem cá mulata, lançado na revista Maxixe, em 1902. Em 1907, foi aproveitado um paso doble de Borel Clerc, intitulado La Mattchitche, para glosar o assassinato de Carlucio e Paulinho Fuoco pelos italianos Carleto e Rocca:

Mandei fazer um terno
de jaquetão
Pra ver Carleto e Rocca
na detenção.
Mandei fazer um terno
de jaquetinha
Pra ver Carleto e Rocca
na carrocinha.

O crime ocorreu a 18 de outubro de 1906, aqui no Rio, numa joalheria da Rua da Carioca nº 11.

Em 1909, faz sucesso a polca No bico da chaleira.

Em 1911, foi cantado um fado: Fado liró, da revista portuguesa ABC.

Em 1912, outra música portuguesa faz sucesso no Brasil: A Vassourinha, lançada na revista O pais do vinho e gravada lá em Portugal pelo barítono Joaquim Ramos e pela soprano Medina de Souza, em disco Gramofone No. 64.334. No Brasil foi gravada por Eduardo das Neves e Risoleta (Disco Casa Edison No. 120.039). A Vassourinha era uma marcha portuguesa.

Em 1913, foi cantada uma valsa: Desespero de Pierrot (quando Eduardo das Neves, um dos autores, anuncia o nome da música, na disco, diz: 'O despertar de Pierrot' em lugar de 'O desespero de Pierrot' que é como está no rótulo do disco).

Em 1914, consta uma canção norte-americana, composta por Sam Marshal e para cá trazida por um negro da Jamaica, chamado Sam Lewis. Alfredo Albuquerque colocou letra em português com subtítulo de Amores de uma princesa e vários cantores gravaram a música com o titulo de Caraboo ou Minha Caraboo.

Ainda em 1914, outro sucesso foi um batuque sertanejo intitulado Cabocla de Caxangá (letra de Catullo da Paixão Cearense e música de João Pernambuco). No rótulo do disco, está escrito que os cantores são Bahiano, Júlia e Grupo da Casa Edison, mas na abertura do disco é anunciado Eduardo das Neves como cantor.

Em 1915, foram cantadas uma polca de autor desconhecido, intitulada Urucubaca miúda e uma marcha de crítica ao presidente Hermes da Fonseca, chamada Ai Philomena.

Finalmente, em 1916, foi cantada uma toada folclórica chamada O meu boi morreu.

Como se vê, até então, nenhuma canção carnavalesca propriamente dita. A palavra carnavalesca ou carnavalesco, aparece em discos pela primeira vez por volta de 1905, em uma quadrilha intitulada Carnavalesca I, II, III, IV e V - discos da Casa Edison respectivamente nºs. 40.397, 40.39B e 40.399, mas não era cantada. Por volta de 1907, a palavra carnavalesca reaparece na música Carapicu, uma polca gravada pela Banda do Corpo de Bombeiros, em disco da Casa Edison nº 108.034. Também não era cantada.

Em 1913, torna a aparecer ainda em disco da Casa Edison nº 120.273, na música Fenianos 1910, um tango carnavalesco, gravado pela Banda do 20º Regimento da Força Policial. Era uma música de autoria de Joaquim Fonseca, mas também não era cantada.

Finalmente, em 1916, aparecem as primeiras músicas do gênero carnavalesco cantadas: A baratinha, de Mário São João Rabelo e Dança do urubu, de Lourival de Carvalho. Ambas têm escrito no disco: 'Canção carnavalesca' e são cantadas. O disco é o mesmo: de um lado sob o nº 121.320 (A baratina) e do outro lado, sob o nº 121.321 (Dança do urubu).

A primeira versão da música Dança do urubu, foi gravada com o nome de Samba do urubu, na gravadora Phoenix em 1913, pelo Grupo do Louro, composto de clarinete, cavaquinho e violão. O disco de nº 70.589, trás ainda a designação de "dança característica", segundo informa o levantamento discográfico realizado pelos pesquisadores Alcino Santos, Glacio Barbalho, Jairo Severiano e M.A. de Azevedo (Nirez) - Discografia Brasileira 78 rpm.

Significativamente, as duas primeiras composições gravadas com a designação "canção carnavalesca", eram respectivamente uma marcha (A baratina) e um samba (Dança do urubu), gêneros que predominariam como os tipicamente carnavalescos, através dos tempos e até os dias de hoje. Muito esporadicamente, outros ritmos lograram êxito ao longo de toda a historia da música de carnaval.

O primeiro samba de carnaval - Pelo telefone - não tem a designação de samba carnavalesco. No disco nº 121.322 Casa Edison - está escrito apenas "samba". Do outro lado, porém, está outro samba de autoria de Freire Júnior e que traz no nome a referência: Desabafo carnavalesco.

A baratina, Dança do urubu e Pelo telefone, foram gravados por Bahiano e o corpo de coros da Casa Edison e Desabafo carnavalesco, por Eduardo das Neves e o mesmo coro.

Seriam estas, as primeiras músicas cantadas e gravadas com a referência "carnavalesco"?

No notável levantamento da discografia brasileira em discos de 78 rotações por minuto, organizada por Alcino Santos, Gracio Barbalho, Jairo Severiano e M.A. de Azevedo (Nirez), há outras informações preciosas.

Os autores deste levantamento, colocam as fábricas de discos Phoenix e Gaúcho entre 1913 - 1918, a primeira e 1913 1920 a segunda. Na gravadora Phoenix, logo na primeira série, supostamente gravada antes de 1916, aparecem os discos:

70.691 - Vadeia caboclinho - samba carnavalesco Grupo do Thomaz de Souza com coro e batuque;

70.692 - Samba dos avacalhados - samba carnavalesco - Grupo do Pacheco com coro e batuque.

No disco, Gaúcho aparece logo na primeira série: Vamo Maruca, vamo - samba carnavalesco - sem indicação de autoria, cantado por Juca Castro (os autores são o próprio Juca Castro e Paixão Trindade).

As três músicas são cantadas e trazem a indicação de samba carnavalesco.

É provável que o que acontecia com a Rádio Nacional e acontece hoje com a TV Globo), tenha ocorrido também com o disco. O que a Rádio Nacional transmitia, repercutia nacionalmente. O que as outras emissoras comunicavam, poucos tomavam conhecimento. No caso, os lançamentos da Casa Edison tinham repercussão, mas os lançamentos das gravadoras menores como a Phoenix e a Gaúcho, não repercutiam.

Um político - creio que José Maria Alkimim - disse certa ocasião que 'o que importa não é o fato e sim a versão do fato'. Não sabemos com certeza qual é o fato. Sabemos que a versão do fato é que o primeiro samba gravado foi o Pelo telefone, de Donga e Mauro de Almeida.

A música fez enorme sucesso no carnaval de 1917 e daí em diante começaram a aparecer as composições especialmente criadas para o carnaval.

A popularização das músicas, entretanto, era um pouco lenta e por isso, muitas vezes, uma música lançada num determinado ano, só iria fazer sucesso dois ou três anos depois.

De um modo geral, essas músicas eram apresentadas primeiro em outubro, na Festa da Penha e lá começavam a se popularizar. Os discos, escassos ainda, eram executados à porta dos estabelecimentos pelo Gramofone e o povo que ali transitava, parava e ouvia a música tentando memorizá-la.

Antes da Festa da Penha, o teatro e principalmente o Teatro de Revista, era outro divulgador da música de carnaval. Ai acontecia algo curioso: algumas vezes a música era lançada no Teatro e ganhava as ruas e outras vezes vinha da rua para dar nome às revistas da Praça Tiradentes.

Haviam, ainda, grupos especialmente contratados pelos autores, para cantar na rua as suas músicas, fazendo com que o povo não só as decorasse, mas se mostrasse interessado em adquiri-las sob a forma de partituras, ou se já possuíam Gramofone, adquiriam o disco. Era o prenúncio da "caitituagem".

Um dos principais utilizadores dessa modalidade de divulgação, foi Eduardo Souto, que além de compositor e pianista, possuía uma casa de música que vendia as partfturas. Para promover suas músicas, além de tocá-las ao piano, em seu estabelecimento, Souto contratava os blocos de rua. Outros autores faziam o mesmo.

Graças à Festa da Penha, ao Teatro de Revista, ao disco e aos "caititus", a música de carnaval começou a ser divulgada.

Em 1917, tivemos: A baratinha, Pelo telefone, Dança do urubu e Desabafo carnavalesco.

Em 1918, tivemos O matuto, um cateretê de Marcelo Tupinambá - Fernando Lobo, em São Paulo - e Cândido Costa. Apesar de sua letra um tanto tétrica, a música caiu no gosto do povo. Além disso, ela forneceu o tema para a burleta "O matuto do Ceará, de Domingos Roque e lrmãos Quintiliano, estreada em 16 de março daquele ano, no Teatro São José.

Junto com O matuto, fizeram sucesso em 1918 as seguintes músicas: O malhador, Samba dos Caiçaras, Vamo Maruca, vamo e Quem são eles?

Em 1919, fizeram sucesso: Já te digo, Confessa meu bem, Deixe desse costume, Só por amizade, A rolinha do sertão e Você me acaba.

Quem são eles e Já te digo, fazem parte daquela que seria a primeira polêmica musical brasileira. Em Quem são eles?, Sinhô falava da Bahia e os compositores, filhos de baianas, não gostaram e responderam no carnaval seguinte de forma um tanto agressiva, com diversos sambas mas o samba Já te digo, de autoria de Pixinguinha e seu irmão China foi o que mais sucesso alcançou.

Em 1920, Sinhô volta à polêmica com O pé de anjo, que seria uma crítica ao grande pé do China, irmão de Pixinguinha e que assinara com ele o samba Já te digo. Além de O pé de anjo, que aliás marca também a estréia de Francisco Alves no disco, fazem sucesso em 1920 as seguintes músicas: Ba... be... bi... (conhecida como o B-A-BÀ do Careca), Cangerê, Quem vem atrás fecha a porta (também conhecida como Me leva, me leva Seu Rafael), Papagaio louro (também conhecida como Fala meu louro) e Alivia esses olhos.

Em 1921, tivemos: Essa nega qué me dá, Ai amor, Bumba meu boi, Pemberê, Eu vou-me embora e Pois não.

Em 1922, apareceram: Ai Seu Mé, As meninas de hoje, Vamos namorar, Ai cabocla bonita, Fala baixo e Não posso me amofinar. As duas últimas cantadas pelo próprio Sinhô, com a Embaixada do Fala Baixo.

Em 1923, foram cantadas: Goiabada, Tatu subiu no pau, Pegue na cartilha, Cabeça inchada, Sé teu amor, Macumba Gegê e Sai da raia.

Em 1924 os principais sucessos foram: O casaco da mulata e Não sei dizê.

Até 1924, os cantores usados pela Casa Edison para gravar seus números de carnaval, eram Eduardo das Neves, Bahiano e, eventualmente, Mário Pinheiro, Os Geraldos e Orestes de Matos. A partir de então, entra em cena Fernando.

Em 1926, Fernando gravou os seguintes sucessos: Dor de cabeça, Fubá, De cartola e bengalinha, Caneca de couro, Está na hora, Os passarinhos da Carioca, Cartolinha (Sai cartola) e Nosso ranchinho.

Zaira de Oliveira, mulher de Donga, gravou o fox Cabeleira à la garçonne, que também faz sucesso neste ano de 1925.

Em 1926, Fernando gravou para a Casa Edison, os seguintes sucessos: Amor sem dinheiro, Zizinha, Rosa, meu bem, Pinta, pinta melindrosa, Café-com-leite, Entra no cordão e Amor com amor se paga.

O ano de 1926, assiste ao aparecimento dos tenores e barítonos do teatro clássico, entre os cantores de sucesso de carnaval. Assim é que fazem sucesso Pedro Celestino com Eu vi Lili e Morro de Mangueira e Arthur Castro com Papagaio no poleiro.

Em 1927, os cantores de ópera dominam inteiramente o cenário carnavalesco. Tivemos, fazendo sucesso, os seguintes tenores e barítonos:

  • Arthur Castro com: Cristo nasceu na Bahia, Rosinha, Eu fui viajar e Copacabana.
  • Frederico Rocha (barítono): Braço de cera, Paulista de Macaé e Os calças largas.
  • Zeca Ivo em O mundo sem a mulher.
  • Albertino Rodrigues em Não quebra mais, Mosca vareja e Bentevi.
  • Gustavo Silva em Volta a palhoça.
  • Francisco Alves em O que é nos, Samba da madrugada, Casino Maxixe, Ora vejam só e Passarinho do má.

    Além desses, foi sucesso em 1927 Dondoca, cantado por Zaira de Oliveira e J.Gomes Júnior.

    Até 1926, as gravações eram mecânicas e sua qualidade deixava muito a desejar, como o leitor poderá notar caso adquira alguma cópia de nosso acervo com as músicas mencionadas.

    A melodia é facilmente distinguida, assim como a fala do cantor na abertura da gravação, anunciando a música. O canto, entretanto, só é possível ser compreendido, na sua totalidade, com a ajuda da letra. Para facilitar essa compreensão, estamos disponibilizando uma página com as letras da fase mecânica da História da Música de Carnaval até o Carnaval de 1929.

    José Maria Campos Manzo    
    Janeiro de 1994    

    Para melhor compreensão ouçam as músicas da fase mecânica com a letra na mão.


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